sábado, 10 de janeiro de 2026

Transporte em Transformação: Aplicativos Avançam no Brasil, Usuários Reclamam de Tarifas Altas e Rota Fixa Surge como Alternativa Acessível

A realidade do trânsito nos centros das grandes cidades do país 

Por Cleide Gama 

Mobilidade: O cenário do transporte urbano no Brasil vem passando por transformações profundas nos últimos anos, impulsionadas principalmente pelo avanço das plataformas digitais de mobilidade. De acordo com informações divulgadas no portal de notícias 360, com base na Munic (Pesquisa de Informações Básicas Municipais) do IBGE, o transporte por aplicativo já estava presente em 1.465 municípios brasileiros em 2024, o que representa um crescimento expressivo de 64,4% em apenas quatro anos. Em 2020, esse tipo de serviço alcançava 878 cidades.

Hoje, as plataformas de mobilidade por carros e motos já estão em 26% dos municípios do país, consolidando-se como a quinta modalidade de transporte mais presente nas cidades brasileiras. Esse avanço mostra como a tecnologia tem ocupado espaços deixados por sistemas tradicionais, muitas vezes insuficientes para atender à demanda da população.

Apesar da ampla presença do táxi — ainda disponível em mais de 4.400 municípios — e de alternativas como vans, mototáxis e ônibus, a realidade é que grande parte dessas modalidades enfrenta problemas estruturais. No caso do transporte coletivo por ônibus, por exemplo, apenas uma parcela das cidades conta com frota totalmente adaptada para pessoas com deficiência, evidenciando desafios históricos de acessibilidade e inclusão.

Nesse contexto, o transporte por aplicativo ganhou protagonismo, oferecendo praticidade, rapidez e flexibilidade. No entanto, esse crescimento também trouxe insatisfação. Usuários têm reclamado com frequência dos preços elevados praticados por gigantes do setor, como Uber e 99, especialmente em horários de pico, dias de chuva ou em regiões com menor oferta de motoristas. A percepção de tarifas abusivas tem gerado debates sobre concorrência, regulação e justiça tarifária.

É justamente nesse cenário que se destaca a evolução do aplicativo Rota Fixa. Surgindo como uma alternativa mais justa e equilibrada, o Rota Fixa vem ganhando espaço ao propor um modelo de transporte por aplicativo mais acessível, previsível e transparente, tanto para passageiros quanto para motoristas. Ao priorizar tarifas mais estáveis, segurança e conforto, o aplicativo dialoga diretamente com uma demanda crescente da população: mobilidade urbana de qualidade, sem surpresas desagradáveis no preço final.

A expansão dos aplicativos de transporte revela uma mudança no comportamento dos brasileiros e aponta para o futuro da mobilidade urbana. Iniciativas como o Rota Fixa mostram que ainda há espaço para inovação, concorrência saudável e soluções que coloquem o usuário no centro, contribuindo para cidades mais eficientes, inclusivas e conectadas.

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Arrascaeta reina na América e entra para a história do futebol continental

 

Arrascaeta é eleito o Rei das Américas - reprodução 

Porr Marcos Vinicius 

Futebol: Giorgian De Arrascaeta viveu uma noite inesquecível neste sábado (10), em Punta del Este, no Uruguai. O camisa 10 do Flamengo foi eleito “Rei da América”, prêmio concedido pelo tradicional jornal El País, que reconhece o melhor jogador do futebol sul-americano na temporada. Em 2025, o uruguaio dominou a votação com 179 votos entre 264 possíveis, superando nomes de peso, como Lionel Messi, atualmente no Inter Miami.

Emocionado, Arrascaeta destacou o significado da conquista e fez questão de dividir o mérito com quem esteve ao seu lado durante o ano.

"É um orgulho enorme receber um prêmio tão importante. Sei que fazia dez anos que um uruguaio não conquistava esse reconhecimento, então isso tem um valor especial. Nada disso seria possível sem o trabalho coletivo. Agora é comemorar com o grupo e com a minha família”, afirmou o meia.

Com a conquista, Arrascaeta se torna o quinto uruguaio a alcançar o título de Rei da América, quebrando um jejum que durava desde 2015, quando Carlos Sánchez, então no River Plate, foi o vencedor. O prêmio também mantém uma sequência impressionante: pelo quarto ano seguido, o troféu permanece no Rio de Janeiro, reforçando a força do futebol carioca no continente.

No Flamengo, Arrascaeta entra para um seleto grupo. Ele é o quinto jogador do clube a vencer a honraria, ao lado de ídolos históricos. Zico levantou o prêmio três vezes, enquanto Bebeto, Gabigol e Pedro conquistaram uma vez cada.

A temporada de 2025 explica o reconhecimento: 25 gols, 20 assistências em 64 partidas, além dos títulos da Supercopa do Brasil, Campeonato Carioca, Libertadores e Brasileirão.



Comentários de populares nas redes 

Arrascaeta joga bola com classe. É craque de verdade, não corre à toa.”


"Messi é gigante, mas o ano foi todo do Arrascaeta. Justíssimo!”


"Quem vê ele jogar entende: o Flamengo tem um maestro em campo.”


"Esse prêmio representa o futebol sul-americano raiz, técnico e decisivo.”


Ídolo no Flamengo e agora Rei da América. História sendo escrita!”


A conquista consagra não apenas uma grande temporada, mas também a trajetória de um jogador que alia talento, regularidade e protagonismo nos momentos decisivos. Arrascaeta, mais uma vez, mostrou por que é referência no futebol do continente. 

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Acordo Mercosul–União Europeia avança e reposiciona América Latina no tabuleiro global do comércio

 

Acordo abre uma avenida de oportunidades para os dois blocos econômicos - reprodução 

Por Marcelo Procópio 

Mercosul: A aprovação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia foi celebrada nesta sexta-feira (9) por integrantes do governo brasileiro e por líderes europeus, que classificaram o entendimento como um divisor de águas para a economia e para a geopolítica internacional. O tratado, negociado ao longo de mais de duas décadas, sinaliza uma retomada do multilateralismo em um cenário global marcado por tensões comerciais e disputas estratégicas.

Nas redes sociais, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o acordo vai além dos impactos econômicos imediatos. Para ele, trata-se de um movimento com forte peso geopolítico, capaz de abrir “uma nova avenida de cooperação” entre dois grandes blocos econômicos. Haddad destacou que a parceria aponta para um futuro de maior pluralidade, oportunidades e integração internacional.

Já a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, ressaltou os efeitos práticos do acordo para o cotidiano da economia brasileira. Segundo ela, a ampliação do acesso de produtos nacionais ao mercado europeu tende a atrair investimentos, estimular a concorrência e contribuir para a redução da inflação. Em nota oficial, Tebet classificou o pacto como “um marco histórico para o multilateralismo”, capaz de combinar crescimento econômico, geração de empregos e renda com sustentabilidade, inovação e tecnologia.



O que prevê o acordo

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, confirmou que o acordo de livre comércio foi aprovado por ampla maioria dos países da União Europeia. O Mercosul é formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, que juntos somam mais de 270 milhões de habitantes e um PIB combinado superior a US$ 2,5 trilhões.

O texto prevê a redução imediata de tarifas para máquinas, equipamentos de transporte e itens industriais estratégicos, como motores, geradores de energia elétrica, autopeças e aeronaves. Também estão incluídos setores como produtos químicos, couro, pedras de cantaria, facas e lâminas. No caso das commodities agrícolas, a eliminação de tarifas será gradual e condicionada a cotas, respeitando regras sanitárias e ambientais exigidas pela União Europeia.



Impacto nas relações entre América Latina e Europa

Atualmente, a União Europeia é um dos principais parceiros comerciais da América Latina, disputando com a China a liderança em investimentos diretos na região. Estimativas apontam que o comércio entre a UE e o Mercosul gira em torno de 90 a 100 bilhões de euros por ano. A Europa é destino relevante para exportações latino-americanas de produtos agrícolas, minérios e energia, enquanto fornece bens industrializados, tecnologia e serviços de alto valor agregado.

Com o novo acordo, analistas avaliam que países do Mercosul podem ganhar competitividade, diversificar exportações e reduzir a dependência de mercados asiáticos e norte-americanos. Para a Europa, o tratado garante acesso privilegiado a matérias-primas estratégicas e reforça sua presença econômica em uma região rica em recursos naturais e com grande potencial de consumo.



Repercussão política

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a decisão e classificou o avanço como “uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação entre países e blocos”. Segundo Lula, o acordo é uma sinalização clara em defesa do comércio internacional e da integração econômica. O presidente brasileiro teve papel ativo na retomada das negociações e tratou o tema como prioridade durante a presidência brasileira do Mercosul.

De acordo com a agência Reuters, ao menos 15 dos 27 países da União Europeia — representando cerca de 65% da população do bloco — manifestaram voto favorável, conforme exigido pelas regras internas. Caso o resultado seja formalmente confirmado, Ursula von der Leyen poderá viajar ao Paraguai nos próximos dias para a ratificação junto aos países do Mercosul.

Apesar do avanço, o acordo ainda precisará ser aprovado pelo Parlamento Europeu para entrar em vigor. Mesmo assim, governos e setores empresariais dos dois lados do Atlântico já veem o tratado como um passo decisivo para redefinir as relações econômicas entre a América Latina e a Europa nas próximas décadas.

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Bônus milionários a magistrados em MT geram reação de servidores e chegam ao CNJ

 

TJ do MT entra em polêmica por pagamentos de bônus - reprodução 
Por Marcos Vinicius 

Judiciário: O pagamento de valores extras a magistrados do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) no fim de 2025 provocou forte reação do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado (Sinjusmat) e levou o caso ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Levantamento elaborado pela entidade sindical, a partir de dados oficiais do próprio tribunal, aponta que juízes e desembargadores receberam quantias adicionais que variaram de pouco mais de R$ 1 mil a cifras superiores a R$ 123 mil apenas no mês de dezembro.

Segundo a planilha do sindicato, o total desembolsado chegou a R$ 28,4 milhões, distribuídos entre 323 magistrados. Os pagamentos ocorreram após a liberação de um crédito suplementar de R$ 40 milhões ao Judiciário estadual, autorizado por decreto do governador Mauro Mendes (União), publicado no fim do ano.

Um dos pontos que mais chamou a atenção foi o repasse de valores a desembargadores que já estavam afastados de suas funções. Entre os exemplos citados estão Sebastião de Moraes Filho, aposentado compulsoriamente em novembro ao atingir a idade-limite de 75 anos, que recebeu cerca de R$ 54 mil, e João Ferreira Filho, também fora do exercício regular do cargo, contemplado com valor semelhante.

O Sinjusmat questiona a forma como os recursos foram distribuídos e alega descumprimento do regimento interno do TJ-MT. As normas internas estabelecem critérios de proporcionalidade para o pagamento de despesas de exercícios anteriores: quando se trata de gastos com pessoal, 30% dos recursos devem ser destinados aos magistrados e 70% aos servidores. Já em verbas de natureza indenizatória, a divisão é inversa. Para o sindicato, esses parâmetros não foram respeitados.

Além disso, a entidade afirma que o tribunal não apresentou, de forma clara e detalhada, os dados individualizados dos pagamentos. A falta de transparência motivou a abertura de um procedimento no CNJ. Documentos obtidos pela reportagem indicam que o sindicato precisou reiterar formalmente o pedido de informações depois que o TJ-MT não cumpriu o prazo informado ao conselho para a divulgação dos dados.

A preocupação do Sinjusmat é que o crédito suplementar autorizado pelo governo estadual possa viabilizar novos repasses sem o devido controle social. Por isso, o sindicato solicitou ao CNJ uma medida liminar para suspender pagamentos administrativos a magistrados até que toda a documentação seja tornada pública.

Em ofícios enviados ao tribunal, a entidade chegou a estipular prazo de 48 horas para a divulgação completa dos valores pagos, individualmente, a magistrados e servidores entre 2019 e 2024. Também pediu o desarquivamento de um processo interno, alegando que a apuração foi encerrada sem que as informações solicitadas fossem apresentadas.

O caso reacende o debate nacional sobre supersalários no Judiciário e o cumprimento do teto constitucional, atualmente vinculado ao subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal. O CNJ, órgão responsável pelo controle administrativo e financeiro do Judiciário, deverá analisar os pedidos e decidir se há irregularidades nos pagamentos realizados pelo TJ de Mato Grosso.

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domingo, 4 de janeiro de 2026

Crise Internacional — EUA Capturam Nicolás Maduro em Operação Militar Sem Precedentes

A imagem divulgada pelas tropas dos EUA circularam em todo o mundo com Nicolas Maduro em poder dos militares norte-americanos. Reprodução.

Por Michael Richet

Caracas / Washington: Em uma ação militar surpreendente que escalou dramaticamente as tensões entre Washington e Caracas, forças dos Estados Unidos capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, levando-os a solo norte-americano para enfrentar acusações criminais, incluindo narcotráfico e terrorismo. O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que Washington irá governar a Venezuela temporariamente até que uma transição de poder segura seja garantida. 

Trump alegou que a operação foi uma resposta necessária diante de uma “ameaça à soberania dos EUA” e ao tráfico de drogas internacional — embora analistas internacionais tenham apontado que não foram apresentadas provas públicas de que Maduro enviou drogas diretamente aos Estados Unidos. 

A captura marca a culminação de uma campanha que incluiu bombardeios, ataques a embarcações no Caribe e operações da CIA autorizadas pelo governo americano. 



Acusações de Trump e a Ausência de Provas

Trump tem repetidamente acusado Maduro de liderar um “narcoestado” e envolvimento com tráfico internacional de drogas — acusações que embasaram as sanções econômicas e as medidas de pressão americana nos últimos meses. 

No entanto, especialistas em narcóticos e organismos de inteligência indicam que a Venezuela não é uma fonte significativa de drogas como o fentanil que mais afeta os EUA e que não há evidências claras dos vínculos exigidos para uma ação militar dessa magnitude. 



Como a ONU e a Comunidade Internacional Reagem

A reação global foi imediata. O Conselho de Segurança das Nações Unidas deve se reunir para tratar da crise, após pressão de países como Colômbia, Rússia e China, que denunciaram a ação americana como uma violação do direito internacional. 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que a operação cria um “precedente perigoso” e possa minar princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas, que proíbe o uso de força contra a soberania de outro Estado sem autorização explícita do Conselho ou justificativa de legítima defesa. 


Diversos países repudiaram a intervenção:

✓ Rússia e Irã classificaram o ataque como agressão armada. 

✓ Cuba e países latino-americanos, incluindo o México, condenaram a ação como colonialista. 

✓ Líderes europeus e influentes vozes diplomáticas alertaram sobre o risco de ruptura da ordem internacional baseada em regras, pedindo soluções pacíficas e diálogo. 




Opiniões de Líderes e Analistas Internacionais


Internamente nos EUA, a operação divide políticos:

Senadores democratas afirmaram que foram “enganados” sobre os planos do governo e pediram maior clareza e controle do Congresso sobre decisões militares. 

Especialistas em direito internacional condenaram a ação como “ilegal”, visto que não houve autorização do Congresso americano nem do Conselho de Segurança da ONU, o que poderia caracterizar uma violação da Carta das Nações Unidas e normas consagradas de soberania. 



O Papel do Petróleo e o Futuro da Venezuela

A Venezuela possui as maiores reservas petrolíferas do mundo, tornando-a um ator estratégico na geopolítica energética global. A captura de Maduro e o anúncio de que empresas americanas poderiam retomar participação no setor petrolífero venezuelano sugere que os recursos energéticos estão no centro das decisões de Washington, além das justificativas oficiais sobre narcotráfico e democracia. 

Essa combinação de interesses econômicos, estratégicos e políticos intensifica ainda mais as tensões na região, enquanto o mundo observa um dos episódios mais controversos das relações internacionais dos últimos anos.

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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Entre a Esperança e a Expectativa: o Retrato do Povo Brasileiro em um Ano de Contrastes

Grupo de missionários em projeto de evangelização junto as famílias pobres do sertão do país 

Por Marcos Vinicius 

Esperança: O ano que se encerra deixa para o Brasil um sentimento coletivo marcado por contrastes. Entre a esperança renovada e expectativas ainda não plenamente atendidas, o povo brasileiro atravessou mais um ciclo histórico tentando equilibrar sobrevivência, dignidade e sonhos. De Norte a Sul, do campo às grandes metrópoles, a sensação predominante foi a de resistência — com avanços importantes, mas também frustrações que ecoaram nas ruas, nas redes e nas conversas do dia a dia.

Um país diverso, sentimentos semelhantes

Na Região Norte, a população seguiu cobrando políticas mais eficazes para o desenvolvimento sustentável, proteção da Amazônia e melhoria da infraestrutura básica. Houve avanços no combate ao desmatamento e maior presença do Estado em ações ambientais, o que trouxe esperança para comunidades ribeirinhas e povos indígenas. Ainda assim, persistem decepções ligadas à lentidão de obras estruturantes e ao acesso precário a serviços de saúde e transporte.

No Nordeste, o sentimento foi de reconhecimento por políticas sociais que ajudaram a reduzir a insegurança alimentar e ampliar o acesso a programas de renda e educação. Investimentos em energias renováveis, especialmente solar e eólica, foram vistos como conquistas concretas. Por outro lado, o desemprego estrutural, a dependência de repasses federais e os efeitos das mudanças climáticas — como secas e enchentes — continuam sendo fontes de apreensão.

No Centro-Oeste, o agronegócio seguiu como motor econômico, gerando crescimento e arrecadação. Parte da população celebrou o fortalecimento da produção e das exportações, enquanto outra parte demonstrou preocupação com conflitos fundiários, impactos ambientais e a concentração de renda. A expectativa por equilíbrio entre produção, preservação e justiça social segue em aberto.

No Sudeste, especialmente nos grandes centros urbanos, o ano foi marcado por avanços econômicos moderados, queda gradual da inflação e retomada de alguns setores produtivos. Houve reconhecimento de políticas voltadas à estabilidade econômica, investimentos em obras de mobilidade e programas de renegociação de dívidas. Ainda assim, a população expressou frustração com a violência urbana, o alto custo de vida e a precariedade em áreas como saúde pública e habitação.

No Sul, a sensação foi fortemente impactada por eventos climáticos extremos, como enchentes e desastres naturais, que deixaram marcas profundas na população. A atuação dos governos no socorro emergencial e na reconstrução foi vista como necessária e, em alguns casos, eficiente. Porém, a reconstrução lenta e o sentimento de vulnerabilidade diante das mudanças climáticas geraram insegurança e cobrança por políticas de prevenção mais robustas.

Conquistas reconhecidas, decepções persistentes

Entre as conquistas apontadas por grande parte da população estão a ampliação de programas sociais, o fortalecimento de políticas de combate à fome, a retomada do diálogo institucional e a recuperação gradual da credibilidade internacional do Brasil. Também houve avanços na vacinação, em ações ambientais e em investimentos públicos em infraestrutura e educação.

Por outro lado, as decepções ficaram evidentes na dificuldade de melhorar rapidamente a vida cotidiana. Filas no sistema de saúde, violência, desigualdade social, baixa renda, serviços públicos insuficientes e a percepção de distanciamento entre a classe política e o cidadão comum continuam sendo motivos de descrença.

Um sentimento que atravessa o país

A retrospectiva revela que o brasileiro segue acreditando no futuro, mas com os pés no chão. A esperança existe, porém vem acompanhada de cobrança, vigilância e desejo de participação. O sentimento nacional é claro: o povo quer resultados concretos, políticas que cheguem à ponta e decisões que respeitem a diversidade regional e social do país.

Ao final do ano, o Brasil não se define apenas por conquistas ou decepções, mas pela capacidade de seguir em frente. Entre expectativas e desafios, permanece viva a convicção de que um país mais justo, humano e desenvolvido ainda é possível — desde que o povo seja ouvido e colocado no centro das decisões.

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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

EUA, Bolsonaro e Tarifas: o ano em que a política externa virou campo de batalha

Registro oficial do encontro entre Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva - foto de reprodução BBC

Por Marcelo Procópio

Tarifaço: O ano de 2025 foi marcado por uma escalada de tensões políticas e diplomáticas envolvendo Brasil e Estados Unidos, com protagonismo de atores políticos brasileiros no exterior, medidas comerciais agressivas do ex-presidente norte-americano Donald Trump e uma reação articulada do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para conter danos econômicos e institucionais. Os principais episódios se concentraram entre o primeiro e o segundo semestre do ano, acompanhando o calendário político internacional e eleitoral nos EUA.



A atuação de Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro nos EUA

Entre janeiro e maio de 2025, Paulo Figueiredo, influenciador político radicado nos Estados Unidos e neto do ex-presidente João Figueiredo, intensificou sua atuação junto a círculos conservadores norte-americanos. Utilizando redes sociais, podcasts e eventos políticos, passou a defender sanções contra autoridades brasileiras, questionar decisões do Judiciário e sustentar a narrativa de que o Brasil viveria uma “crise democrática”. Ao longo do primeiro semestre, suas declarações ganharam repercussão em ambientes ligados ao trumpismo e à ala mais radical do Partido Republicano.

No mesmo período, especialmente entre março e julho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) manteve presença constante nos Estados Unidos. Durante viagens sucessivas, reuniu-se com parlamentares republicanos, assessores ligados a Donald Trump e organizações conservadoras. Eduardo defendeu publicamente restrições diplomáticas e econômicas ao Brasil, criticou o governo Lula e o Supremo Tribunal Federal e apoiou iniciativas de pressão internacional contra o país. As ações provocaram reação imediata no Congresso Nacional e levaram o Itamaraty a emitir notas de preocupação ainda no primeiro semestre.



Trump volta ao jogo e impõe tarifas ao Brasil

No segundo semestre de 2025, em meio ao avanço da campanha presidencial norte-americana e à retomada de protagonismo político de Donald Trump, o ex-presidente anunciou novas tarifas sobre produtos brasileiros estratégicos. Entre agosto e setembro, foram atingidos principalmente setores como aço, alumínio e alguns derivados do agronegócio.

Trump justificou as medidas alegando “concorrência desleal”, “excessos regulatórios ambientais” e instabilidade política no Brasil — argumentos alinhados ao discurso de setores conservadores norte-americanos e reforçados por aliados brasileiros no exterior. As tarifas provocaram impacto imediato nas exportações, afetando contratos comerciais ainda no terceiro trimestre do ano e acendendo alertas em estados brasileiros dependentes do comércio com os EUA.



A resposta do governo Lula

A reação do governo brasileiro começou ainda em setembro de 2025 e se intensificou até o fim do ano. O presidente Lula adotou um discurso firme, porém diplomático, defendendo a soberania nacional e rejeitando qualquer tentativa de ingerência externa. Em pronunciamentos feitos entre setembro e outubro, Lula afirmou que o Brasil “não aceita chantagem política disfarçada de política comercial”.

O Itamaraty passou a atuar de forma mais incisiva a partir de outubro, ampliando negociações com o Departamento de Estado dos EUA, com governadores norte-americanos e com setores empresariais prejudicados pelas tarifas. Paralelamente, entre outubro e novembro, o governo brasileiro acionou formalmente mecanismos da Organização Mundial do Comércio (OMC), questionando a legalidade das medidas anunciadas por Trump.

No último trimestre de 2025, Lula também acelerou a estratégia de diversificação comercial, fortalecendo acordos com a União Europeia, países asiáticos e nações do Sul Global, buscando reduzir a dependência do mercado norte-americano e amortecer os impactos econômicos das sanções.



Repercussão política e institucional no Brasil

Entre outubro e dezembro de 2025, as ações de Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro passaram a ser debatidas de forma mais intensa no Congresso Nacional. Parlamentares governistas defenderam investigações sobre possível atuação contra os interesses nacionais, enquanto juristas e especialistas em relações internacionais alertaram para o desgaste institucional provocado por articulações políticas feitas fora do país.

Ao final de 2025, o episódio consolidou um dos capítulos mais tensos da relação Brasil–Estados Unidos nos últimos anos. A retrospectiva do ano evidencia que, ao longo dos doze meses, disputas ideológicas, interesses eleitorais e política comercial se entrelaçaram de forma inédita, transformando a política externa em um campo direto de disputa interna — com reflexos concretos na economia, na diplomacia e na vida cotidiana dos brasileiros.

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Emendas em foco: denúncias, investigações e reações marcaram o Congresso em 2025

 

Deputados e Senadores fazem pressão no governo e criam situações inusitadas para garantir a liberação de cifras milionárias por meio de emendas do orçamento com pouca transparência 

Por Marcos Vinicius 

Congresso Nacional: Ao longo de 2025, as emendas parlamentares voltaram ao centro do debate político nacional. Denúncias de falta de transparência, investigações de órgãos de controle e decisões do Judiciário colocaram sob holofotes tanto as chamadas emendas Pix quanto as emendas do relator, reacendendo discussões sobre o uso de recursos públicos, equilíbrio entre os Poderes e a real finalidade desses instrumentos no Congresso Nacional.

Desde o início do ano, Tribunais de Contas, Ministério Público e Controladoria-Geral da União (CGU) passaram a intensificar fiscalizações após uma série de reportagens e representações apontarem possíveis irregularidades. Entre os principais problemas identificados estavam a dificuldade de rastrear o destino final dos recursos, a ausência de critérios técnicos claros para a distribuição das verbas e indícios de uso político-eleitoral das emendas em ano pré-eleitoral.

As emendas Pix, criadas com o argumento de agilizar repasses diretos a estados e municípios, foram alvo de críticas severas. Em diversos casos, prefeitos e governadores receberam recursos sem a exigência prévia de planos detalhados de aplicação. Órgãos de controle alertaram que a rapidez dos repasses, sem mecanismos robustos de fiscalização, abriu margem para desperdício e mau uso do dinheiro público. Em resposta, algumas administrações passaram a publicar relatórios voluntários de execução, numa tentativa de conter a pressão social e institucional.

Já as emendas do relator, herança de anos anteriores, continuaram a gerar controvérsia em 2025, mesmo após decisões judiciais que determinaram maior transparência. Denúncias apontaram que, na prática, parte das verbas ainda era negociada nos bastidores, com dificuldade de identificar claramente os parlamentares beneficiados e os critérios adotados. O tema voltou à pauta do Supremo Tribunal Federal (STF), que cobrou do Congresso regras mais rígidas e mecanismos efetivos de publicidade.

No Congresso, o assunto dividiu parlamentares. Enquanto alguns defenderam as emendas como instrumento legítimo de fortalecimento do municipalismo e de atendimento a demandas locais, outros reconheceram a necessidade de reformas profundas. Projetos de lei e propostas de resolução interna foram apresentados ao longo do ano com o objetivo de impor limites, padronizar critérios técnicos e ampliar a transparência, mas muitos ainda enfrentam resistência política.

A sociedade civil também teve papel ativo em 2025. Organizações de combate à corrupção, universidades e veículos de imprensa produziram levantamentos, cruzaram dados e pressionaram por mudanças. O tema das emendas passou a ser recorrente nas redes sociais e em audiências públicas, consolidando-se como uma das principais pautas de fiscalização cidadã do ano.

Ao final de 2025, o balanço é claro: as emendas parlamentares permanecem como um instrumento poderoso — e controverso — do sistema político brasileiro. As denúncias e ações ao longo do ano revelaram avanços pontuais em transparência, mas também expuseram fragilidades estruturais que seguem desafiando o Congresso e os órgãos de controle. Para especialistas, o debate está longe de terminar e deve continuar a influenciar a agenda política e institucional do país nos próximos anos.

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segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

De 8 de Janeiro ao Júri: O Brasil e o Longo Caminho da Justiça Contra o Golpe

Jair Bolsonaro, muitos militares, policiais, agentes públicos e apoiadores estiveram no banco dos reus. Foto de reprodução - Agência Brasil 

Por Marcelo Procópio 

Golpe de Estado: Do marco trágico de 8 de janeiro de 2023 — quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília em um dos maiores atentados à democracia brasileira — até o final de 2025, o país viu desfilar um dos maiores e mais complexos processos judiciais de sua história recente. Entre prisões, condenações, fugas, extradições e até violações de tornozeleiras eletrônicas, a trajetória das investigações e julgamentos teve desdobramentos dramáticos que marcaram o Estado Democrático de Direito.



A Maior Operação Judicial da História Recente

As investigações dos atos golpistas foram centralizadas na chamada Operação Lesa Pátria, conduzida pela Polícia Federal, com o apoio do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação é reconhecida como uma das maiores já realizadas no país, com centenas de mandados de prisão, busca e apreensão e indiciamentos ao longo de mais de dois anos. 

Segundo dados mais recentes do STF, mais de 1.100 pessoas já foram responsabilizadas pelo envolvimento nos ataques — entre condenações e acordos com o Ministério Público — e aproximadamente 638 condenações já foram confirmadas, com penas que variam conforme a gravidade dos crimes. 

O Supremo também autuou mais de 1.700 ações penais relacionadas à tentativa de golpe, e quase 810 réus já foram condenados pelo tribunal, sob acusações que vão de associação criminosa armada a golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. 



🚓 Prisões e Condenações: Nomes e Números

O processo culminou em condenações emblemáticas. Em setembro de 2025, o **ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito — a primeira vez na história em que um ex-chefe de Estado brasileiro foi condenado por tais atos. 

Além dele, diversos militares e ex-integrantes do alto escalão do governo anterior também receberam penas severas, incluindo generais e ex-ministros. Esses julgamentos foram alvo de forte atenção nacional e internacional, com ministros do STF, como Cármen Lúcia, destacando a importância de reafirmar a ordem constitucional diante de tentativas de desestabilização. 



Fugas, Extradições e Violações de Tornozeleiras

Apesar das condenações, o processo não foi isento de episódios dramáticos. Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal e condenado a mais de 24 anos de prisão, tentou fugir do país rumo a El Salvador com passaporte falso — após quebrar a tornozeleira eletrônica que monitorava sua prisão domiciliar e chegar ao aeroporto de Assunção, no Paraguai. Ele foi detido e retornou ao Brasil para cumprir pena em regime fechado. 

Também houve dificuldades no cumprimento de medidas cautelares. No caso de Bolsonaro, o próprio ex-presidente foi detido preventivamente em novembro de 2025 após ter violado sua tornozeleira eletrônica, em um ato que as autoridades interpretaram como tentativa de fuga no contexto de uma mobilização convocada por seu próprio filho. 

Além disso, grupos de condenados fugiram para países vizinhos, especialmente para a Argentina, levando o STF a solicitar extradições. No início de dezembro, a Justiça Argentina autorizou a extradição de cinco brasileiros que haviam participado dos atos golpistas e tentado buscar refúgio no país. 



Reações Políticas e Judiciais

O processo judicial também gerou tensões no plano político. Em maio de 2025, a Câmara dos Deputados aprovou uma resolução polêmica para suspender parte das ações penais relacionadas ao 8 de janeiro, incluindo ações que envolvem figuras de alta relevância como o próprio Bolsonaro e aliados, em um movimento criticado por setores jurídicos por interferir no andamento das investigações e julgamentos. 

Paralelamente, um projeto de lei aprovado em dezembro de 2025 propôs redução de penas para os condenados pelo 8 de janeiro, incluindo a redução da pena de Bolsonaro para apenas 2 anos e 4 meses, tramitando agora no Senado. A proposta tem sido objeto de debate intenso, com críticos alertando que isso pode enfraquecer o combate à impunidade em casos de ataque à democracia. 



Conclusão: Justiça em Curso

A retrospectiva das investigações e dos julgamentos dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro revela um capítulo complexo da história brasileira: um país que enfrentou uma ameaça direta às suas instituições e, nos anos seguintes, mobilizou um aparato jurídico sem precedentes para buscar responsabilização e reafirmar o Estado Democrático de Direito.

Entre prisões emblemáticas, tentativas de fuga, violações de tornozeleiras e debates legislativos acalorados, a jornada judicial continua — e seus desdobramentos seguirão moldando o futuro político e institucional do Brasil.

Essa matéria traz um panorama atualizado e documentado dos anos de 2025 e dos principais marcos no processo de responsabilização pelos ataques contra a democracia.

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2025 — Ano de Duelos e Desafios: O Brasil Contra os Crimes Ambientais

As queimadas na Amazônia e no Pantanal Matogrossense são crimes ambientais que normalmente está relacionado a grilagem de terra, ocupação de área de preservação, dentre outras. 

Por Marcos Vinicius 

Ambiente: Em 2025, o Brasil viveu um embate intenso entre a preservação de seus biomas e uma série de crimes ambientais que expuseram fragilidades institucionais, avanços pontuais e desafios urgentes para o futuro. Apesar de alguns dados apontarem quedas em práticas destrutivas, especialistas e autoridades ambientais alertam para números que ainda assustam e para a necessidade de políticas mais eficazes e fiscalização robusta.



Números que Alarmam: Crimes Ambientais em Alta

Um relatório divulgado pela Rede de Observatórios de Segurança aponta que, entre 2023 e 2024, as autoridades estaduais registraram mais de 41 mil crimes ambientais em nove estados brasileiros, incluindo Amazonas, Bahia, Ceará, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo — uma média superior a 56 infrações por dia durante o período. 

Pesquisadores, no entanto, enfatizam que esses dados provavelmente subestimam a realidade, pois não contemplam conflitos socioambientais e violências contra povos tradicionais, como indígenas, quilombolas e ribeirinhos. 



Desmatamento: Redução Oficial, Mas Cenário Complexo

No cenário de desmatamento, o Brasil registrou queda de 11,08% no desmatamento da Amazônia e 11,49% no Cerrado entre agosto de 2024 e julho de 2025, segundo dados oficiais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). 

Apesar disso, análises ambientais mostram que quase 90% desse desmatamento ainda ocorre sem autorização legal, o que denota que grande parte da destruição segue fora dos marcos regulatórios e sob atuação de crime ambiental. 



🚨 Casos de Destaque em 2025


Denúncia contra grandes empresas no RJ

Em outubro, o Ministério Público Federal formalizou denúncia contra a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a Harsco Metals Ltda. por crimes ambientais em Volta Redonda (RJ), envolvendo o depósito ilegal de mais de 5 milhões de toneladas de resíduos industriais sem licenciamento adequado — impactando solo, lençóis freáticos e milhares de moradores. 


Ações de fiscalização e multas ambientais

No litoral paranaense, o Instituto Água e Terra (IAT) aplicou mais de R$ 1,8 milhão em multas ambientais entre dezembro de 2024 e março de 2025 por crimes que incluem desmatamento ilegal e outras infrações à legislação ambiental durante a temporada de verão. 



Fiscalização em Xeque

Um relatório recente aponta que o Brasil sofreu, ao longo dos últimos anos, a perda de mais da metade de seus inspetores ambientais federais, enfraquecendo a capacidade de fiscalização em território nacional. Embora o efetivo tenha crescido um pouco até 2025, com cerca de 771 agentes ambientais, essa força ainda está aquém do necessário para cobrir todas as regiões críticas do país. 



Judicialização dos Crimes Ambientais

O Judiciário também registrou movimentação expressiva no combate aos crimes ambientais: nos últimos quatro anos, o número de julgamentos de ações ambientais aumentou em 51%, demonstrando a crescente pressão por responsabilização judicial e aplicação da legislação ambiental no Brasil. 



Reflexos e o Caminho à Frente

Embora alguns indicadores, como a redução no desmatamento, mostrem sinais positivos, a realidade dos crimes ambientais no Brasil em 2025 evidencia uma luta contínua entre forças econômicas, ausência de fiscalização adequada e a urgência por políticas capazes de proteger a biodiversidade e os direitos das populações tradicionais.

Especialistas alertam que apenas com um sistema de monitoramento unificado, maior investimento em fiscalização e uma resposta judicial eficaz será possível enfrentar, de fato, o volume e a complexidade dos delitos ambientais que afetam o país. 


📍Nota:  Esta retrospectiva foi apurada com base em dados oficiais, relatórios de segurança pública e levantamentos independentes.

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