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| Militares americanos teriam desembarcado de helicópteros e neutralizado rapidamente soldados e equipamentos venezuelanos |
Por Marcos Vinicius
Venezuela: Um relato divulgado pela imprensa sensacionalista norte-americana voltou a agitar o noticiário internacional ao sugerir que forças especiais dos Estados Unidos teriam utilizado uma arma até então desconhecida em uma operação secreta contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A informação, publicada pelo New York Post, baseia-se no depoimento de um suposto integrante da equipe de segurança do líder venezuelano e não foi confirmada por fontes independentes.
Segundo essa versão, militares americanos teriam desembarcado de helicópteros e neutralizado rapidamente soldados e equipamentos venezuelanos por meio de um dispositivo não convencional. O relato afirma que, antes mesmo de qualquer confronto direto, sistemas de radar teriam sido desligados e as forças locais “cegadas”, sem capacidade de reação.
Ainda de acordo com a testemunha, a arma teria emitido uma onda sonora de alta intensidade, capaz de incapacitar pessoas em poucos segundos. Entre os efeitos descritos estão sangramentos nasais, vômitos com sangue e a queda imediata de soldados, que teriam ficado imóveis no chão. O depoimento sustenta que um pequeno grupo — cerca de 20 integrantes das forças especiais americanas — teria conseguido neutralizar centenas de defensores, sem registrar baixas do lado dos Estados Unidos.
O Ministério do Interior da Venezuela, sempre segundo a publicação americana, teria contabilizado cerca de 100 mortes entre membros das forças de segurança durante o ataque a uma residência ligada a Maduro. O New York Post sugere que o fato de o relato ter sido divulgado por um porta-voz ligado ao governo de Donald Trump reforçaria sua credibilidade — argumento que é visto com cautela por analistas.
Falta de confirmação e contexto real
Até o momento, não há confirmação oficial do Pentágono, da Casa Branca ou de organismos internacionais sobre a existência dessa operação, tampouco sobre o uso de uma arma secreta. Especialistas em defesa ouvidos por veículos internacionais lembram que relatos desse tipo costumam surgir em contextos de guerra informacional e propaganda política.
É fato, no entanto, que os Estados Unidos pesquisam há décadas tecnologias chamadas de “armas de energia direcionada”, que incluem sistemas de micro-ondas de alta potência e dispositivos acústicos, como o LRAD (Long Range Acoustic Device), já utilizado para controle de multidões e proteção de instalações estratégicas. Essas tecnologias, porém, têm uso conhecido e limitado, e não há registro comprovado de emprego em larga escala com efeitos letais ou massivos em operações militares reais, como os descritos no relato.
Para analistas internacionais, a combinação de fontes anônimas, ausência de provas técnicas e o histórico de tensão entre Washington e Caracas reforçam a necessidade de cautela. “Sem verificação independente, trata-se de um relato grave, mas ainda no campo das alegações”, avalia um pesquisador de segurança internacional.
Enquanto isso, o governo venezuelano mantém o discurso de que sofre constantes tentativas de desestabilização externa, e os Estados Unidos reiteram que acompanham a situação do país por vias diplomáticas e políticas. Entre denúncias, versões conflitantes e silêncio oficial, o suposto uso de uma “arma desconhecida” permanece, por ora, sem comprovação.
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Anúncio, Divulgação


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