segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Divisões no “Bolsonarismo”: Família e aliados em choque enquanto eleição de 2026 se aproxima

Jair Bolsonaro está preso na Papudinha. Ele foi julgado e condenado a 27 anos de prisão. Seu filho Flávio anunciou que vai disputar as eleições para dar continuidade ao trabalho de seu pai. Foto de reprodução - Gazeta do Povo.


Por Marcos Vinicius| Redação Jornal O Folhão 

Brasília – O que era esperado ser a convergência de um núcleo político para as eleições de 2026 transformou-se em uma sequência de atritos internos entre integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados próximos, abrindo fissuras que reacendem debates sobre liderança, estratégia e lealdade dentro do bolsonarismo.


Crise aberta por Michelle Bolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), figura tradicionalmente associada ao núcleo familiar e à base bolsonarista, tomou nos últimos meses uma postura que expõe tensões claras com membros do próprio clã. Decidiu não participar ativamente da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o principal nome hoje associado ao legado político de Bolsonaro para 2026, comunicando sua decisão mesmo após diálogo com o ex-presidente. 

Esse distanciamento foi interpretado por aliados de Flávio e por aliados do bolsonarismo tradicional como um sinal de divisão estratégica. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, chegou a criticar tanto Michelle quanto o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) por não apoiarem com afinco a candidatura presidencial do senador, chegando a dizer que ambos tinham “amnésia” em relação à campanha. 

Por sua vez, Nikolas rebateu as críticas e negou que ele ou Michelle estivessem com “amnésia”, defendendo o posicionamento deles e destacando a necessidade de priorizar questões maiores, como o estado de saúde de Jair Bolsonaro e a situação nacional sob o governo Lula. 



Reações da família e disputa por espaço

A reação dos filhos de Bolsonaro não se limitou a críticas verbais. Em episódios anteriores, Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro — três dos filhos mais politicamente ativos — se colocaram contrários a posicionamentos públicos de Michelle, especialmente quando ela teceu críticas a alianças consideradas estratégicas pelo PL. Isso gerou reuniões internas de emergência no partido e debates acalorados sobre a direção da agenda eleitoral. 

Em um dos episódios mais emblemáticos, Michelle bateu de frente com a movimentação do PL em apoio ao ex-governador Ciro Gomes em um Estado do Nordeste, o que desencadeou uma reação imediata dos filhos e de setores partidários que defendiam a estratégia. 

Embora Flávio tenha buscado minimizar certas críticas e afirmado que não cobraria apoio, a situação evidencia que há mais do que um simples “descompasso”: existe uma ativa disputa por narrativa e protagonismo dentro do movimento bolsonarista, potencialmente agravada pela ausência física do líder máximo — Bolsonaro está atualmente preso na Papudinha (Brasília) após condenação por tentativa de golpe à democracia. 



Contexto eleitoral e forças externas ao clã

Especialistas em política destacam que essa fragmentação vai além de conflitos familiares. Com a eleição presidencial de 2026 se aproximando e a contra-hegemonia ao governo do Luiz Inácio Lula da Silva, aliados históricos e ex-bolsonaristas vêm recalibrando suas posições. Alguns militantes conservadores, que antes se alinhavam fielmente à família, agora criticam a incapacidade de formar alianças mais amplas ou de manter unidade em torno de um projeto político consistente.

Além disso, membros que já integraram estruturas de apoio ao bolsonarismo — como o ex-aliado e deputado Alexandre Frota ou a ex-deputada Joice Hasselmann, que denunciaram práticas como as chamadas “milícias digitais” durante o governo — têm ressaltado que a fragmentação atual é reflexo de uma ausência de liderança clara e de um grupo que falha em conciliar interesses pessoais com objetivos coletivos. 



E as acusações que cercam Flávio Bolsonaro?

Não se pode dissociar as tensões internas do pano de fundo judicial que acompanha a família. O senador Flávio Bolsonaro tem sido historicamente ligado ao caso conhecido como “rachadinha” — um esquema investigado pelo Ministério Público e pela Justiça que envolvia supostas irregularidades na devolução de parte do salário de assessores ao então parlamentar quando este era deputado estadual no Rio de Janeiro. Movimentações financeiras atípicas e outras operações levantadas pelo conselho fiscalizador levantaram suspeitas de lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa, e culminaram em investigações e denúncias no tribunal do Rio. 

Embora algumas decisões judiciais tenham anulado provas ou questionado a condução do caso, o episódio permanece como um elemento que acompanha a carreira política de Flávio e é frequentemente utilizado por críticos para questionar sua integridade e aptidão para liderar um projeto nacional. 

O bolsonarismo, enquanto movimento político, demonstra hoje um mosaico de vozes muitas vezes dissonantes. A disputa interna entre Michelle Bolsonaro e membros diretos da família, as críticas de Eduardo Bolsonaro a aliados que divergem de sua estratégia, e o debate mais amplo entre ex-bolsonaristas e apoiadores históricos revelam uma crise de coesão. Essa disputa, longe de ser apenas familiar, tem implicações diretas no fortalecimento ou fragilização de um bloco político que, até poucos anos atrás, parecia invencível no espectro conservador brasileiro.

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sábado, 21 de fevereiro de 2026

Entre o Cunctatório e o Alcantil Digital: A Urgência de uma Estratégia Progressista no Século XXI

Por Evandro Brasil | @evandrobrasil.oficial

Opinião: Vivemos uma inflexão histórica na arena política brasileira. O debate público deixou de ocorrer prioritariamente nos parlamentos, nas universidades e nos jornais impressos. Hoje, ele se estrutura majoritariamente nos ambientes digitais — espaços mediados por algoritmos, impulsionamentos e dinâmicas emocionais.

Plataformas como Facebook, Instagram, YouTube e X tornaram-se verdadeiros territórios de disputa simbólica. Quem compreende sua lógica domina a narrativa. Quem a ignora, torna-se refém dela.


A hegemonia digital da extrema direita

Nos últimos anos, setores da extrema direita demonstraram notável capacidade de adaptação ao ecossistema digital. Entenderam rapidamente que a arena contemporânea não é apenas ideológica — é algorítmica.


Operam com:

Linguagem simples e emocional.

✓ Mensagens curtas e altamente compartilháveis.

✓ Redes coordenadas de engajamento.

✓ Uso intensivo de vídeos curtos e cortes estratégicos.

✓ Narrativas polarizadoras que mobilizam identidade.

Essa estratégia não surgiu por acaso. Ela compreendeu algo fundamental: o algoritmo privilegia engajamento, e engajamento é frequentemente movido por emoção — não por racionalidade técnica.


O Cunctatório progressista

Enquanto isso, setores progressistas frequentemente assumem postura reativa. Respondem a pautas já estabelecidas, tentam corrigir desinformações após sua viralização e mantêm linguagem excessivamente técnica em ambientes que operam por síntese.

Esse fenômeno pode ser denominado “Cunctatório” — termo derivado do latim cunctator, associado a Quinto Fábio Máximo, general romano conhecido por sua estratégia de retardamento e desgaste do inimigo.

No contexto atual, o cunctatório deixa de ser virtude estratégica e passa a representar:

✓ Hesitação comunicacional.

✓ Lentidão decisória.

✓ Subestimação do ambiente digital.

✓ Incapacidade de disputar narrativa em tempo real.

Em uma arena acelerada, a demora equivale à derrota simbólica.


O Alcantil em que navegamos

Vivemos um “alcantil” digital — um terreno escarpado, instável, permeado por riscos reputacionais e ataques coordenados. Não se trata de águas calmas. Trata-se de um ambiente de alta volatilidade informacional.

Navegar nesse cenário exige:

✓ Profissionalização da comunicação.

✓ Compreensão técnica dos algoritmos.

✓ Produção de narrativas mobilizadoras.

✓ Integração entre militância, intelectuais e estrategistas digitais.

✓ Velocidade de resposta e coordenação.

✓ Não basta ter razão técnica. É preciso ter eficácia comunicacional.


Içar as velas: a necessidade de uma virada estratégica

Içar as velas significa abandonar a postura defensiva e assumir protagonismo narrativo. Significa compreender que a disputa política contemporânea é também uma disputa de atenção.


Isso implica:

✓ Traduzir complexidade em clareza.

✓ Produzir conteúdo com estética contemporânea.

✓ Formar quadros capacitados em comunicação digital.

✓ Utilizar dados e métricas como instrumentos estratégicos.

✓ A política do século XXI não se faz apenas com ideias — faz-se com estratégia de circulação dessas ideias.

Por fim, podemos concluir que a questão central não é ideológica, mas estrutural: quem dominar os ambientes digitais moldará a percepção coletiva da realidade.

O Cunctatório precisa ser superado. O Alcantil precisa ser atravessado. As velas precisam ser içadas.

A disputa não é apenas por votos. É por narrativa. É por hegemonia. É por futuro.


Evandro Brasil é professor, pedagogo, profissional em SST, contabilista e estudioso no campo da biomedicina. Pós-graduado em microbiologia; gerontologia; e estética. Evandro é membro do partido Cidadania23 RJ. @evandrobrasil.oficial | evandrobrasil.blogspot.com 

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Paes anuncia candidatura ao Governo do Rio com ampla aliança e desafios políticos intensos

 

Prefeito Eduardo Paes (PSD) e Jane Reis (MDB)

Marcos Vinicius | Redação Jornal O Folhão 

Eleições 2026: O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), confirmou nesta quinta-feira (19) sua decisão de disputar o cargo de governador nas eleições de outubro de 2026 e anunciou a advogada e empresária Jane Reis (MDB) como candidata a vice-governadora em sua chapa. Para se dedicar integralmente à campanha, Paes deixará o comando da prefeitura da capital no dia 20 de março, data em que o vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) assumirá o Executivo municipal. 

A oficialização da aliança entre PSD e MDB ocorreu durante a solenidade de recondução do Washington Reis ao cargo de presidente estadual do MDB, em que foi anunciado o nome de Jane Reis como vice. Irmã de Washington Reis — ex-prefeito de Duque de Caxias, ex-secretário estadual de Transportes e figura influente na política da Baixada Fluminense — Jane se apresenta como cristã, mãe, advogada e empresário, trazendo para a chapa um perfil de gestão e conexão com territórios fundamentais fora da capital. 

O anúncio também contou com a presença de lideranças nacionais, incluindo o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e do MDB, Baleia Rossi, o que reforça a dimensão da aliança no plano estadual e nacional. 


Contexto político e apoio consolidado

Com essa articulação, Paes amplia seu arco de alianças e consolida apoio importante de parlamentares e lideranças estaduais, incluindo nomes do Cidadania-23 como Comte Bittencourt e Webert Rezende, que já anunciaram apoio à pré-candidatura. O professor Evandro Brasil, membro do Cidadania-23, destacou esse apoio como um movimento que fortalece a liderança de Paes no pleito fluminense.

Apesar da vantagem nas pesquisas, a campanha de Eduardo Paes enfrenta obstáculos significativos:

1. Cenário adverso no interior e na Baixada Fluminense:

Embora forte na capital, Paes historicamente tem menor capilaridade nas regiões interiores do estado, onde candidatos de outras siglas, incluindo nomes do PL e de oposição, ainda possuem influência. A inclusão de Jane Reis busca justamente ampliar a presença política nessas áreas, aproveitando a base eleitoral da família Reis em Duque de Caxias. 


2. Segurança pública e economia:

O Rio de Janeiro enfrenta desafios antigos em segurança pública e finanças estaduais. A violência urbana e a necessidade de políticas eficazes de geração de emprego e renda continuarão sendo temas centrais no debate eleitoral, exigindo propostas claras e factíveis da chapa.


3. Competição com outros nomes fortes:

Embora Paes esteja bem posicionado, adversários podem consolidar candidaturas que fragmentem o eleitorado de centro e direita, especialmente se nomes ligados ao PL e a outras legendas alcançarem apoios regionais expressivos.


4. Gestão da capital e legado:

A saída antecipada de Paes da prefeitura para se dedicar à campanha foi alvo de críticas por parte de alguns adversários, que usam isso para questionar o compromisso com a gestão e as prioridades da população do Rio. 


Perspectivas eleitorais

A pré-candidatura de Eduardo Paes reflete a articulação de forças políticas tradicionais e a tentativa de projetar uma alternativa de centro-direita ao atual cenário estadual. Dados eleitorais indicam que, além de liderar dificilmente isolado, sua campanha precisará consolidar apoio nos municípios fora da capital e responder às demandas por segurança, serviços públicos e estabilidade fiscal ao longo da disputa. 


#EleiçõesRJ2026 #EduardoPaesGovernador #JaneReisVice #PolíticaNoRio #PSD #MDB #AliançaPolítica #GovernoDoRio

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno, ligado a ex-sócio do escândalo Master

Augusto Ferreira Lima, conhecido no mercado financeiro como “Guga Lima” - Foto de reprodução Brasil Paralelo 

Por Marcelo Procópio |Redação Jornal O Folhão 

Banco Central: Nesta quarta-feira (18 de fevereiro de 2026), o Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial do conglomerado prudencial do Banco Pleno S.A., instituição financeira controlada pelo empresário Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e ex-sócio do agora extinto Banco Master. A medida foi publicada oficialmente na manhã de hoje, em Brasília, e interrompe imediatamente as atividades da instituição e de sua integrante, a Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (Pleno DTVM). 

O Banco Central informou que a decisão foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com agravamento da deterioração da liquidez, descumprimento de normas regulatórias e inobservância de determinações da própria autoridade monetária. A autarquia afirmou que seguirá tomando todas as medidas legais cabíveis para apurar responsabilidades e aplicar possíveis sanções administrativas. 

O Banco Pleno, classificado como de pequeno porte no Sistema Financeiro Nacional (SFN) — representando cerca de 0,04% dos ativos totais e 0,05% das captações — já enfrentava dificuldades de liquidez, o que teria prejudicado sua capacidade de honrar compromissos financeiros. 


Quem é Augusto Ferreira Lima

Augusto Ferreira Lima, conhecido no mercado financeiro como “Guga Lima”, construiu sua trajetória no setor de crédito consignado e ganhou destaque ao tornar-se sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. Após deixar a sociedade em 2024, ele adquiriu o antigo Banco Voiter (ex-Indusval), com a aprovação do Banco Central, que passou então a operar sob a marca Banco Pleno. 

Lima chegou a ser preso pela Polícia Federal em novembro de 2025 no âmbito da Operação Compliance Zero, que investigou irregularidades na emissão de títulos de crédito pelo Master — o que acabou levando à liquidação daquele banco no fim do ano passado. 


Consequências da liquidação

Com a liquidação extrajudicial, os bens dos controladores e administradores da instituição foram tornados indisponíveis conforme a legislação vigente. O Banco Central ressaltou que continuará as apurações e poderá encaminhar informações às autoridades competentes. 

A medida reforça o impacto contínuo do chamado “efeito Master” sobre o sistema financeiro e mecanismos de garantia, como o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que já tem absorvido encargos relacionados a liquidações recentes de instituições associadas ao caso. 

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Viradouro é a Grande Campeã do Carnaval 2026 no Rio de Janeiro


Por Marcos Vinicius | Redação Jornal O Folhão 

Carnaval do Rio: A apuração foi marcada por tensão e notas extremamente equilibradas. No fim, a Unidos do Viradouro confirmou o favoritismo técnico e levantou a taça do Carnaval 2026 com um enredo emocionante em homenagem ao mestre de bateria Mestre Ciça — uma referência histórica do samba que marcou gerações na Marquês de Sapucaí.

A disputa foi voto a voto, quesito a quesito, demonstrando o alto nível do Grupo Especial deste ano. A Beija-Flor de Nilópolis pressionou até o último décimo, consolidando-se como vice-campeã em uma das apurações mais acirradas dos últimos tempos.

Já a Acadêmicos do Grande Rio, campeã de 2025, terminou na oitava colocação, mostrando como o Carnaval é dinâmico e altamente competitivo — um ano no topo não garante vantagem no seguinte.

E quem vibra mais uma vez é Niterói, que celebra mais um título da Viradouro. A cidade reafirma sua força cultural e sua tradição no samba, consolidando-se como protagonista na elite do Carnaval carioca.



Se quiser, posso transformar esse conteúdo em um texto mais opinativo para blog ou em um post estratégico para redes sociais com hashtags de alto alcance. 

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Escândalo na Sefaz-SP expõe fragilidades no controle do governo Tarcísio

 

Governador Tarcísio de Freitas tem sua gestão manchada com mais um escândalo de corrupção na sua administração no governo do Estado de São Paulo - Foto de reprodução, Infomoney 

Por Marcelo Procópio | Redação Jornal O Folhão 

São Paulo: Um esquema bilionário de corrupção investigado no âmbito da Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo (Sefaz-SP) colocou em xeque a capacidade do governo Tarcísio de Freitas de prevenir e conter desvios dentro da administração estadual. As apurações, conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo, indicam a existência de um esquema estruturado para concessão irregular de créditos de ICMS, com suspeitas de pagamento de propinas que podem ultrapassar a casa do bilhão de reais.

O caso veio à tona com a Operação Ícaro, que resultou na prisão e no afastamento de auditores fiscais, além da investigação de empresários ligados a grandes empresas do varejo. Segundo o MP, servidores públicos teriam utilizado brechas normativas e falhas de controle para acelerar e liberar créditos tributários de forma ilegal, causando prejuízo direto aos cofres públicos.

Diante da repercussão, o governo estadual anunciou exonerações, afastamentos e a revisão de normas internas que simplificavam o ressarcimento de ICMS. Apesar das medidas, críticos avaliam que elas ocorreram apenas após a revelação do esquema, levantando dúvidas sobre a eficácia da governança e dos mecanismos de controle durante a gestão atual.

Para o professor de administração pública e especialista em controle governamental, Carlos Menezes, o episódio “revela fragilidades sérias na estrutura de fiscalização do Estado”. Segundo ele, “não basta reagir depois do escândalo; a prevenção exige sistemas robustos, transparência ativa e auditorias independentes permanentes”.

A percepção popular também é de desconfiança. A auxiliar de serviços gerais Maria Aparecida, moradora da zona leste da capital, afirma que “o cidadão paga imposto caro e espera que o governo cuide do dinheiro. Quando surge um caso desses, parece que ninguém estava olhando”. Já o comerciante João Ribeiro questiona a liderança do Executivo: “Se isso aconteceu dentro da Fazenda, como confiar que outros setores estão livres de problemas?”.

Na Assembleia Legislativa, parlamentares da oposição defendem a ampliação das investigações e discutem a instalação de uma CPI para apurar responsabilidades políticas e administrativas. O argumento central é que, mesmo que não haja prova de envolvimento direto do governador, cabe ao chefe do Executivo garantir estruturas capazes de impedir esquemas desse porte.

O Palácio dos Bandeirantes sustenta que colaborou com as investigações e reforçou os controles internos, reiterando o discurso de tolerância zero com a corrupção. Ainda assim, o caso da Sefaz-SP deixa uma marca incômoda no governo Tarcísio: a de que falhas internas permitiram a atuação de um esquema milionário sem detecção prévia.

Para analistas, o desfecho das investigações e a adoção de medidas estruturais — e não apenas corretivas — serão decisivos para avaliar se o governo conseguirá recuperar a confiança da população e demonstrar capacidade real de impedir novos episódios de corrupção na máquina pública paulista.

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domingo, 15 de fevereiro de 2026

Morre Renato Rabelo, histórico dirigente do PCdoB, aos 83 anos

 

Renato Rabelo morre aos 83 anos - foto de reprodução PCdoB

Por Marcos Vinicius| Redação Jornal O Folhão 

Luto: O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) comunicou neste domingo (15) a morte de Renato Rabelo, aos 83 anos. Baiano, Rabelo é apontado pela legenda como um dos mais importantes dirigentes de sua história e figura central na trajetória recente do partido.

Renato Rabelo presidiu o PCdoB entre 2001 e 2015, período em que a sigla buscou ampliar sua inserção institucional, fortalecer sua presença no Congresso Nacional e participar ativamente do debate político nacional. Sob sua liderança, o partido consolidou alianças, ampliou a atuação em governos estaduais e municipais e reforçou vínculos com movimentos sociais e sindicais.

Nos últimos três anos, Rabelo estava afastado da vida pública, dedicando-se aos cuidados com a saúde. Segundo informações divulgadas pelo partido, ele enfrentava a evolução de uma doença degenerativa, que se agravou nos últimos meses.

Além da atuação partidária, Renato Rabelo foi reconhecido como formulador político e intelectual orgânico da esquerda brasileira. Seus textos e intervenções abordaram temas como desenvolvimento nacional, soberania, democracia e o papel do Estado na redução das desigualdades sociais. Para aliados e militantes, sua trajetória foi marcada pela coerência ideológica e pela defesa permanente do regime democrático.

Em nota oficial, o PCdoB lamentou a morte do ex-presidente e destacou seu “compromisso histórico com o povo brasileiro e com a luta por um país mais justo e soberano”. Mensagens de pesar também foram divulgadas por lideranças políticas e sociais de diferentes correntes, que ressaltaram o papel de Rabelo no diálogo político e na construção institucional do partido.

O PCdoB informou que os detalhes sobre o velório e as homenagens oficiais a Renato Rabelo serão divulgados nas próximas horas.

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R$ 5 milhões para evento religioso reacendem debate sobre Estado laico no Rio

Claudio Castro destina por decreto 5 milhões de reais do dinheiro público para custear evento da Igreja Universal no Rio - foto de reprodução, Intercept Brasil 


Por Marcos Vinicius| Redação Jornal O Folhão 

Polêmica: O governo do Rio de Janeiro, comandado pelo governador Cláudio Castro, voltou ao centro de uma intensa polêmica após a destinação de cerca de R$ 5 milhões em recursos públicos para a realização de um evento organizado pela Igreja Universal do Reino de Deus. O patrocínio, publicado em atos oficiais do governo estadual, prevê apoio a um evento religioso de grande porte no Estádio do Maracanã.

A decisão gerou forte repercussão política e social, sobretudo por levantar questionamentos sobre o princípio do Estado laico, garantido pela Constituição Federal, que determina a separação entre o poder público e as religiões. Embora o governo alegue que o apoio se enquadra como incentivo a eventos de grande impacto social e turístico, críticos apontam que a medida rompe a neutralidade do Estado em relação às crenças religiosas.


Estado laico sob suspeita

Juristas e entidades da sociedade civil lembram que o Estado pode dialogar com organizações religiosas em ações sociais, mas financiar diretamente um evento de cunho confessional abre um precedente delicado. A pergunta que ecoa entre especialistas e nas ruas é direta e incômoda:

Cláudio Castro destinaria os mesmos R$ 5 milhões para um evento organizado por comunidades de terreiros, religiões de matriz africana ou povos tradicionais?

Até o momento, não há registros de aportes semelhantes do governo estadual para eventos religiosos ligados ao candomblé, à umbanda ou a outras manifestações historicamente marginalizadas, o que reforça as acusações de tratamento desigual por parte do poder público.


Voz das ruas

O Folhão ouviu moradores de diferentes regiões do estado. As opiniões revelam indignação e desconfiança.

“Eu sou evangélica, mas acho errado usar dinheiro público para evento de igreja. Esse dinheiro podia ir para hospital ou escola”, afirma Maria da Conceição, auxiliar de serviços gerais, moradora de São Gonçalo.

“Se fosse um evento de umbanda ou candomblé, duvido que liberassem esse valor todo. Aí iam dizer que não pode misturar religião com governo”, critica Rogério Almeida, comerciante do subúrbio do Rio.

“O Estado tem que ser laico de verdade, não só no papel. Quando escolhe uma religião para apoiar, ele exclui todas as outras”, diz Jéssica Nascimento, estudante universitária.

 

Prioridades em xeque

A polêmica se intensifica em um cenário de crise na saúde, dificuldades na educação e reclamações sobre a falta de investimentos em cultura popular e periférica. Para movimentos sociais, a destinação milionária expõe uma inversão de prioridades e reforça a percepção de que o governo fluminense governa para grupos específicos.

Enquanto isso, o Palácio Guanabara evita comentar a comparação com outras religiões e não respondeu se adotaria o mesmo critério para eventos de matriz africana ou de outras tradições religiosas.

O episódio reacende um debate antigo, mas ainda não resolvido: o Estado do Rio de Janeiro é, de fato, laico — ou laico apenas para alguns?

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As controvérsias e contradições nas declarações de Flávio Bolsonaro

 

As controvérsias de Flávio Bolsonaro não se resumem a um episódio isolado: formam um histórico que alimenta dúvidas sobre a transparência e a coerência do discurso público adotado pelo parlamentar - Foto de reprodução, Valor Econômico 

Por Marcelo Procópio| Redação Jornal O Folhão

Eleições 2026: O senador Flávio Bolsonaro tem sido alvo de questionamentos recorrentes por declarações consideradas imprecisas ou contraditórias quando confrontadas com fatos apurados por órgãos de investigação, decisões judiciais e reportagens de veículos de imprensa. As controvérsias não se resumem a um episódio isolado: formam um histórico que alimenta dúvidas sobre a transparência e a coerência do discurso público adotado pelo parlamentar.

Um dos casos mais emblemáticos envolve o esquema das “rachadinhas”, prática investigada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, que apurou a existência de movimentações financeiras atípicas no antigo gabinete de Flávio Bolsonaro quando ele era deputado estadual. Em diversas ocasiões, o senador negou qualquer irregularidade, atribuindo os depósitos e transferências a atividades lícitas, como a venda de imóveis. Contudo, documentos e relatórios do antigo Coaf (atual UIF) apontaram incompatibilidades entre renda declarada e fluxos financeiros, o que enfraqueceu a narrativa inicial.

Outro ponto de tensão diz respeito ao uso de imóveis e transações imobiliárias como explicação para valores elevados movimentados. Embora o senador tenha sustentado publicamente que as operações foram regulares, investigações indicaram práticas como pagamentos fracionados em espécie, o que levantou suspeitas sobre possível ocultação de origem de recursos. Essas inconsistências levaram especialistas a questionar a veracidade e a completude das versões apresentadas.

Há ainda contradições relacionadas à relação com assessores investigados. Flávio Bolsonaro afirmou não ter conhecimento de eventuais ilegalidades cometidas por ex-funcionários, mas depoimentos e cruzamentos de dados indicaram vínculos mais estreitos do que os admitidos publicamente. A distância entre o discurso e os elementos reunidos pelas investigações ampliou a percepção de falta de clareza.

No campo político, o senador também foi acusado de alterar versões sobre temas sensíveis conforme o contexto, ora adotando postura de vítima de perseguição, ora minimizando fatos já reconhecidos por decisões judiciais. Para analistas, essa oscilação compromete a credibilidade do mandato e dificulta o escrutínio público.

É fundamental destacar que Flávio Bolsonaro nega as acusações e recorreu a instrumentos legais para contestar investigações, como qualquer cidadão tem direito. Ainda assim, as divergências entre o que foi dito e o que foi apurado permanecem como questão de interesse público.

Em uma democracia, a verdade factual é pilar do debate político. Quando representantes eleitos são confrontados por contradições, cabe à imprensa investigar, contextualizar e informar. Ao eleitor, resta avaliar se as explicações apresentadas são suficientes diante dos fatos conhecidos — e cobrar, sempre, transparência e responsabilidade.

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Carnaval no Rio de Janeiro: uma potência econômica que movimenta bilhões

O Carnaval é um dos principais motores econômicos do Estado do Rio de Janeiro - Foto de Reprodução Agência Brasil.

Por Marcos Vinicius | Redação Jornal O Folhão 

Rio de Janeiro: O Carnaval do estado do Rio de Janeiro não é apenas a maior festa popular do Brasil — ele também representa um dos principais motores econômicos da região, com impacto profundo em diversos setores produtivos, geração de empregos e atração de turistas nacionais e internacionais.



Bilhões movimentados em serviços, turismo e comércio

Segundo estimativas oficiais divulgadas pelas secretarias de turismo e economia, o Carnaval de 2025 gerou aproximadamente R$ 5,7 bilhões na economia do município do Rio de Janeiro, levando em conta gastos com hospedagem, transporte, alimentação, entretenimento e serviços correlatos. Esses números refletem o poder de atração da festa e sua capacidade de impulsionar negócios de pequeno a grande porte durante o período da folia. 

Dados mais recentes também indicam que o Carnaval de 2026 deve injetar quase R$ 6 bilhões na economia do estado do Rio de Janeiro, de acordo com levantamentos do governo estadual. Esse impacto econômico se dá principalmente por meio do consumo elevado em setores de serviços, comércio, hotelaria e transporte, além da criação de oportunidades temporárias de trabalho. 



Aquecimento da hotelaria e turismo

Hospedagem é um dos setores mais beneficiados pela festa. Durante o Carnaval de 2025, a taxa de ocupação hoteleira no Rio de Janeiro superou 95 % em muitas regiões, incluindo bairros da Zona Sul e o Centro da cidade, puxada pela presença de milhões de foliões e turistas. 

Esse fluxo intenso de visitantes também impulsiona o turismo internacional. Estatísticas preliminares mostraram um crescimento significativo de turistas estrangeiros no Carnaval, refletindo o apelo global do evento como destino cultural e turístico. 



Geração de empregos e movimentação de renda

Além da receita direta de consumo, o Carnaval promove criação de empregos temporários em diversos segmentos: desde produção de desfiles e eventos, segurança, limpeza urbana, até serviços de alimentação, transporte e hospedagem. Estimativas apontam dezenas de milhares de empregos diretos e indiretos durante o período carnavalesco, contribuindo não só para a economia formal, mas também para a renda de trabalhadores informais e empreendedores locais. 



Impacto fiscal e no setor criativo

O Carnaval também tem reflexos sobre a arrecadação tributária: serviços relacionados à festa geram recolhimento de impostos importantes, como ISS e ICMS, que fortalecem as contas públicas do município e estado. Organizações culturais, escolas de samba e blocos de rua compõem uma cadeia produtiva que movimenta setores como moda, artes plásticas, música e tecnologia aplicada a eventos — fortalecendo a chamada economia criativa no Rio. 



Turismo e marca internacional

O Carnaval do Rio de Janeiro é uma vitrine internacional da cultura brasileira. Sua projeção global atrai mídia internacional, viajantes de dezenas de países e fortalece a imagem do estado como destino prioritário no calendário turístico mundial. Essa visibilidade impulsiona investimentos em infraestrutura, transportes e serviços turísticos ao longo do ano, contribuindo para a economia além dos dias oficiais da festa.


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Conclusão:

O Carnaval no Rio de Janeiro vai muito além da festa e da alegria: é um evento estratégico para a economia estadual, capaz de gerar bilhões em receita, atrair milhões de visitantes, criar empregos e fortalecer setores econômicos diversos. A festa é uma das iniciativas culturais mais importantes do Brasil — e também um dos pilares do desenvolvimento econômico local.

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Divisões no “Bolsonarismo”: Família e aliados em choque enquanto eleição de 2026 se aproxima

Jair Bolsonaro está preso na Papudinha. Ele foi julgado e condenado a 27 anos de prisão. Seu filho Flávio anunciou que vai disputar as eleiç...