terça-feira, 25 de agosto de 2026

Fundo Eleitoral: bilhões para os partidos, mas pouco chega aos candidatos que precisam disputar a eleição

Imagem de reprodução 

Por Marcelo Procópio| Redação Jornal O Folhão 

Fundo Eleitoral: Há um mês da votação, candidaturas menores denunciam demora, falta de transparência e desigualdade na distribuição dos recursos públicos destinados às campanhas

Uma eleição custa dinheiro. Produção de material gráfico, transporte, combustível, aluguel de comitê, contratação de profissionais, comunicação, fotografia, vídeo, publicidade na internet, impulsionamento, estrutura de rua, equipamentos de som, alimentação e prestação de contas são apenas algumas das despesas de uma campanha eleitoral.

No Brasil, desde 2015, empresas estão proibidas de financiar campanhas eleitorais. Dois anos depois, em 2017, o Congresso Nacional criou, por meio da Lei nº 13.487, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o conhecido Fundo Eleitoral. A ideia era criar uma fonte pública de financiamento depois do fim das doações empresariais.

Em 2026, o problema não é a ausência de dinheiro público. O Fundo Eleitoral destinado às eleições deste ano chega a aproximadamente R$ 4,96 bilhões. O problema está em outra pergunta: como esse dinheiro chega aos candidatos? E é justamente aí que começa uma discussão que precisa ser enfrentada pela sociedade brasileira.

Pela legislação atual, apenas 2% do Fundo Eleitoral são distribuídos igualmente entre os partidos. Os outros 98% seguem critérios relacionados principalmente ao desempenho eleitoral anterior e à representação das legendas na Câmara dos Deputados e no Senado. Para 2026, 48% são distribuídos de acordo com o número de deputados federais eleitos por cada partido, enquanto 35% consideram os votos obtidos pela legenda na eleição anterior para a Câmara e 15% levam em conta a representação no Senado. Na prática, esse modelo cria uma espécie de círculo de concentração de poder.

Quem já tem muitos deputados recebe uma parcela muito maior do dinheiro público. Com mais dinheiro, consegue estruturar campanhas maiores. Campanhas maiores tendem a alcançar mais eleitores. Mais visibilidade pode significar mais votos. E mais votos podem significar a manutenção ou ampliação da bancada na eleição seguinte.

É legítimo questionar se esse modelo produz uma disputa realmente equilibrada.

A democracia não deveria financiar apenas quem já possui estrutura política. Ela também deveria permitir que novas lideranças, candidatos independentes, representantes de comunidades e pessoas sem grandes grupos econômicos ou máquinas partidárias tenham condições mínimas para apresentar suas propostas ao eleitor.

O próprio Tribunal Superior Eleitoral informa que a definição dos critérios de distribuição do FEFC aos candidatos é uma decisão interna dos partidos. As executivas nacionais estabelecem esses critérios e devem divulgá-los, mas o TSE não faz uma análise de mérito sobre a escolha partidária, salvo as regras específicas relacionadas às cotas de gênero e raça. É justamente nesse ponto que surge uma das maiores reclamações de candidaturas menores: não existe um padrão nacional que determine quanto cada candidato deve receber dentro de uma mesma disputa.

Cada partido pode estabelecer sua própria metodologia. E isso abre espaço para diferenças enormes entre candidatos que disputam o mesmo cargo, no mesmo estado e na mesma eleição.

Em 25 de agosto, quando a campanha oficial já está nas ruas e falta pouco mais de um mês para o primeiro turno, candidatos de menor estrutura no Rio de Janeiro relatam que ainda não receberam recursos do Fundo Eleitoral ou receberam valores insuficientes para colocar suas campanhas em funcionamento. A afirmação de que 99% dos candidatos fluminenses ainda não receberam sequer R$ 1 do Fundo Eleitoral precisa ser tratada como uma denúncia a ser comprovada pelos dados oficiais individualizados do DivulgaCandContas, e não como um número já confirmado pela Justiça Eleitoral. Mas o fato de existirem candidaturas ainda sem recursos públicos registrados neste momento revela uma questão que merece fiscalização: quando o dinheiro público destinado à eleição chega efetivamente a quem está disputando a eleição?

O calendário também importa. A campanha começou oficialmente em 16 de agosto. Portanto, uma candidatura que chega ao final de agosto sem recursos enfrenta uma desvantagem concreta diante de concorrentes que já possuem equipes, material, publicidade, estrutura de rua e presença digital.

O dinheiro público, nesse contexto, não é apenas uma questão contábil. Ele pode representar capacidade de comunicação com o eleitor.

Uma candidatura com recursos consegue imprimir milhares de materiais, contratar profissionais, produzir vídeos, impulsionar conteúdos, deslocar equipes e permanecer nas ruas. Outra, sem recursos, pode acabar limitada à atuação voluntária de familiares, amigos e pequenos grupos de apoiadores. É uma diferença que pode influenciar diretamente a capacidade de o eleitor conhecer ou não determinado candidato.

Uma candidata ou candidato que disputa pela primeira vez não começa necessariamente do mesmo ponto que alguém que já ocupa mandato, possui notoriedade pública, estrutura partidária consolidada ou uma rede política construída durante décadas. Por isso, especialistas e pesquisadores vêm apontando que a desigualdade no financiamento é também uma das barreiras à renovação da representação política. Um estudo do Núcleo de Estudos Raciais do Insper, por exemplo, identificou que a representação de pessoas negras no Congresso continua abaixo da proporção da população brasileira e apontou as desigualdades no financiamento das campanhas entre os fatores que contribuem para essa sub-representação.

A opinião de quem está fora da máquina partidária também é importante. Para um candidato pequeno, a pergunta é simples: de que adianta existir formalmente um fundo público de quase R$ 5 bilhões se o dinheiro não chega em tempo hábil para que todos possam disputar em condições minimamente razoáveis? Para o eleitor, a questão também é direta: ele está conhecendo todos os candidatos ou apenas aqueles que receberam mais recursos para aparecer? Para os partidos, a resposta deveria envolver critérios objetivos, públicos e verificáveis.

Não se trata de defender distribuição igualitária de todo o dinheiro entre todas as candidaturas. Campanhas diferentes possuem tamanhos diferentes e os próprios resultados eleitorais podem ser considerados na definição de políticas partidárias.

O que precisa ser discutido é a existência de um piso mínimo de financiamento para candidaturas aptas e competitivas, combinado com critérios adicionais transparentes para a distribuição do restante dos recursos. Também seria razoável discutir mecanismos que reduzam a dependência absoluta da bancada eleita anteriormente. Afinal, vincular grande parte do dinheiro disponível à quantidade de deputados que um partido já possui significa utilizar o resultado da eleição passada para definir, em grande medida, as condições da eleição seguinte. Isso pode favorecer a perpetuação das estruturas existentes e dificultar a entrada de novas forças políticas.

A democracia precisa de partidos fortes, mas também precisa de candidatos com possibilidade real de apresentar suas ideias. O Fundo Eleitoral é dinheiro público. Portanto, sua utilização não deveria ser tratada como uma concessão privada das direções partidárias. O dinheiro pertence à sociedade e precisa ser distribuído dentro de critérios que respeitem a legislação, mas também os princípios de transparência, publicidade, razoabilidade e igualdade de oportunidades. O TSE disponibiliza os critérios estabelecidos por cada partido para a distribuição do FEFC nas eleições de 2026. A consulta pública permite comparar as regras adotadas pelas diferentes legendas.

A discussão, portanto, não deveria ser simplesmente "ter ou não ter Fundo Eleitoral". A pergunta mais importante é outra: Quem decide para onde vai o dinheiro público? Quais são os critérios? Quando o dinheiro chega? Quanto cada candidato recebe? E por que candidatos que disputam o mesmo cargo podem receber valores tão diferentes?

Uma democracia madura precisa responder a essas perguntas. Porque, quando se trata de dinheiro público utilizado para financiar uma eleição, não basta haver recurso. É preciso haver equidade, transparência, respeito e, acima de tudo, é preciso haver dignidade para quem coloca seu nome à disposição do eleitor e para o próprio eleitor, que tem o direito de conhecer todas as alternativas antes de escolher seu representante.

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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Economia em alta: discurso político não pode substituir os fatos

Foto de reprodução TV Bandeirantes 

Por Cleide Gama| Redação Jornal O Folhão 

Discursos políticos: Em meio ao debate eleitoral de 2026, um tema voltou a ganhar espaço: a situação da economia brasileira. Enquanto indicadores apontam avanços em diferentes áreas, setores da extrema direita insistem em apresentar um cenário de crise permanente, criando uma narrativa que pode confundir o eleitor e dificultar uma avaliação objetiva da realidade.

Críticas ao governo fazem parte da democracia e são necessárias. O problema começa quando opiniões políticas são apresentadas como se fossem fatos, sem considerar os números oficiais e os diferentes indicadores que ajudam a compreender o desempenho da economia A economia não pode ser analisada por uma única estatística. Emprego, inflação, renda, consumo, atividade econômica, investimentos, juros, contas públicas e crescimento precisam ser observados em conjunto.

Quando há geração de empregos, aumento da renda e crescimento da atividade econômica, esses resultados precisam ser reconhecidos. Da mesma forma, quando existem problemas, eles também precisam ser apontados e debatidos com transparência.

O eleitor não precisa de propaganda política disfarçada de informação. Precisa de dados, comparação e honestidade. A disputa eleitoral deveria estimular o debate sobre como melhorar a economia, ampliar oportunidades, reduzir desigualdades e garantir que o crescimento chegue à população. Transformar qualquer resultado positivo em fracasso ou qualquer dificuldade em catástrofe apenas para obter vantagem política empobrece o debate público.

O Brasil tem problemas econômicos importantes e não existe motivo para escondê-los. Mas também não é correto ignorar avanços quando eles acontecem. Em uma democracia, oposição não significa negar a realidade. Significa apresentar alternativas para transformá-la.

Em 2026, o eleitor precisa estar atento. Antes de acreditar em discursos de crise ou de prosperidade absoluta, é fundamental consultar os números, verificar as fontes e comparar os resultados.

A política passa. Os governos passam. Mas os fatos permanecem.

E uma escolha consciente começa quando o cidadão consegue separar opinião política de realidade econômica.

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Milhões nas mãos dos tradicionais, poucos recursos para quem chega para mudar

A campanha política já começou. Imagem de Reprodução - Política e etc.

Por Cleide Gama | Redação Jornal O Folhão 

Eleições 2026: A eleição de 2026 começa a expor uma realidade que precisa ser discutida com seriedade: enquanto candidaturas ligadas aos grupos políticos tradicionais contam com estruturas milionárias, muitos novos concorrentes enfrentam enormes dificuldades para ter acesso aos recursos necessários para apresentar suas propostas ao eleitor.

O financiamento eleitoral é fundamental para garantir que uma campanha consiga produzir conteúdo, divulgar ideias, percorrer diferentes regiões, contratar profissionais, realizar comunicação digital e chegar até a população. O problema surge quando a desigualdade de recursos se transforma também em desigualdade de oportunidades.

De um lado, estão políticos que há anos possuem estrutura partidária, grupos de apoio, redes de influência e acesso privilegiado aos recursos disponíveis para campanhas. Do outro, aparecem candidatos que estão entrando na disputa pela primeira vez, muitas vezes sem grandes estruturas financeiras, mas trazendo novas ideias, propostas e uma disposição diferente para enfrentar problemas antigos.

A questão não é simplesmente quanto dinheiro cada candidato possui. É preciso perguntar se o eleitor está tendo a oportunidade de conhecer, em condições minimamente equilibradas, todos aqueles que pretendem representá-lo.

Uma democracia saudável precisa permitir a renovação política. Se apenas aqueles que já possuem grandes estruturas conseguem alcançar o eleitorado, a política corre o risco de permanecer concentrada nas mesmas mãos, nos mesmos grupos e nas mesmas práticas.

É justamente nesse cenário que a transparência se torna indispensável. O eleitor tem o direito de saber quanto cada candidatura recebe, de onde vêm os recursos e como esse dinheiro é utilizado.

Dinheiro público destinado às eleições precisa ser tratado com responsabilidade. Recursos devem servir para fortalecer a democracia e não para criar uma barreira financeira contra quem decide entrar na política para propor mudanças.

A renovação política não pode depender exclusivamente da capacidade financeira de uma candidatura. Ideias, competência, história, compromisso e propostas também precisam ter espaço.

Em 2026, mais do que escolher nomes, o eleitor terá a oportunidade de decidir se quer a continuidade das estruturas tradicionais ou se está disposto a abrir espaço para novas lideranças.

No fim, a pergunta é simples: uma eleição deve ser vencida por quem tem mais dinheiro ou por quem consegue apresentar as melhores propostas para a população?

A resposta pertence ao eleitor.

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quinta-feira, 16 de julho de 2026

A informação que faz a diferença chegou! Confira a 2ª edição da Revista Fatores


Por Cleide Gama

Divulgação: A segunda edição da Revista Fatores já está disponível e chega ainda mais completa, com reportagens exclusivas, análises aprofundadas e temas que impactam diretamente a sociedade.

Nesta edição, você encontrará conteúdos sobre saúde, educação, segurança pública, cidadania, inovação, desenvolvimento regional e outros assuntos de grande relevância, apresentados com responsabilidade, credibilidade e compromisso com a informação de qualidade.

A Revista Fatores nasceu com a missão de informar, provocar reflexões e dar voz aos acontecimentos que realmente fazem a diferença na vida das pessoas. A cada nova edição, reafirmamos nosso compromisso com o jornalismo sério, independente e voltado ao interesse público.

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Revista Fatores
Informação que transforma. Conhecimento que aproxima.

Operação da Polícia Civil combate esquema de venda de medicamentos falsos contra o câncer



Por Marcos Vinícius

Rio de Janeiro: Uma operação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro desarticulou, nesta quinta-feira (16), um esquema criminoso de comercialização de medicamentos falsificados destinados ao tratamento de pacientes com câncer. A ação, denominada Operação Placebo, cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços localizados nos bairros de Guadalupe e Vista Alegre, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

As investigações apontam que uma empresa do setor de materiais médico-hospitalares estaria oferecendo medicamentos de alto custo para hospitais e pacientes, utilizando produtos sem eficácia terapêutica. Durante a operação, diversos medicamentos considerados irregulares foram apreendidos, e dois responsáveis pela empresa foram conduzidos à delegacia para prestar esclarecimentos.

Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após uma denúncia sobre a oferta de um medicamento indicado para o tratamento de leucemia e linfoma. Os investigadores acompanharam as negociações e identificaram que uma única caixa do produto chegava a ser anunciada por cerca de R$ 34 mil, com exigência de pagamento antecipado e justificativa de suposta escassez no mercado hospitalar.

A comercialização de medicamentos falsificados representa uma das modalidades mais graves de fraude na área da saúde. Além dos prejuízos financeiros para pacientes, hospitais e planos de saúde, esse tipo de crime pode comprometer o tratamento de pessoas em estado clínico delicado, reduzindo as chances de recuperação e colocando vidas em risco.

Especialistas alertam que medicamentos oncológicos são frequentemente alvo de organizações criminosas devido ao seu elevado valor comercial. Por isso, a aquisição desses produtos deve ocorrer exclusivamente por meio de fornecedores autorizados e devidamente regularizados pelos órgãos de vigilância sanitária.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) orienta que hospitais, clínicas e pacientes observem cuidadosamente a procedência dos medicamentos, conferindo número de lote, registro sanitário, condições da embalagem e origem do fornecedor. Qualquer suspeita de falsificação deve ser comunicada imediatamente às autoridades sanitárias e policiais.

Nos últimos anos, diferentes operações policiais em diversas regiões do país têm identificado esquemas envolvendo medicamentos de alto custo, demonstrando que o combate a esse tipo de crime exige integração entre forças de segurança, órgãos reguladores e instituições de saúde.

A investigação da Operação Placebo continua para identificar outros possíveis envolvidos e verificar a extensão da distribuição dos produtos irregulares. Caso seja comprovada a comercialização de medicamentos falsificados, os responsáveis poderão responder por diversos crimes previstos na legislação brasileira, além das sanções relacionadas aos crimes contra a saúde pública.

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Hospital Miguel Couto realiza mutirão para reforçar estoques de sangue e mobiliza população para salvar vidas

 Por Cleide Gama 

Saúde: A solidariedade da população pode fazer a diferença para centenas de pacientes que dependem de transfusões de sangue diariamente. Com esse objetivo, o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, promove nesta sexta-feira (17), das 9h às 15h, um mutirão de doação de sangue em parceria com o Hemorio. A iniciativa busca reforçar os estoques do banco de sangue, fundamentais para o atendimento de vítimas de acidentes, pacientes submetidos a cirurgias de alta complexidade, pessoas em tratamento contra o câncer e portadores de doenças hematológicas. 

A expectativa é ampliar o número de doadores voluntários, especialmente durante o inverno, período em que as doações costumam diminuir em razão do aumento de doenças respiratórias, férias escolares e menor comparecimento da população aos hemocentros. A redução dos estoques pode comprometer procedimentos eletivos e até atendimentos de emergência.

A doação é um procedimento rápido, seguro e realizado por profissionais especializados. Antes da coleta, todos os voluntários passam por uma avaliação clínica para garantir a segurança do doador e do receptor. Após a coleta, o sangue é separado em diferentes hemocomponentes, como hemácias, plaquetas e plasma, permitindo que uma única doação beneficie até quatro pessoas. 

Podem doar pessoas entre 16 e 69 anos, sendo que menores de idade precisam de autorização dos responsáveis. É necessário pesar mais de 50 quilos, estar em boas condições de saúde, apresentar documento oficial com foto e comparecer bem alimentado, evitando alimentos gordurosos nas horas que antecedem a doação. Quem fez tatuagem ou colocou piercing deve respeitar os prazos estabelecidos pelos serviços de hemoterapia antes de doar novamente. 

Segundo especialistas em hemoterapia, não existe substituto artificial para o sangue humano. Todos os dias, hospitais dependem da doação voluntária para manter cirurgias, transplantes, tratamentos oncológicos, atendimento a vítimas de acidentes graves e complicações obstétricas. Por isso, a Organização Mundial da Saúde recomenda que os países mantenham uma base regular de doadores voluntários para garantir estoques seguros e suficientes.

Além de contribuir para salvar vidas, o doador também realiza exames laboratoriais de triagem, cujos resultados podem ser retirados posteriormente conforme orientação do serviço de coleta. A recomendação é que a doação se torne um hábito, já que homens podem doar a cada oito semanas e mulheres a cada doze semanas, respeitando os limites anuais estabelecidos pelos protocolos de saúde. 

A campanha do Hospital Miguel Couto reforça uma mensagem simples, mas de enorme impacto social: doar sangue é um gesto voluntário que leva apenas alguns minutos, mas pode representar uma nova oportunidade de vida para quem enfrenta uma emergência médica ou um tratamento prolongado.

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domingo, 28 de junho de 2026

Brasil envia hospital de campanha à Venezuela em missão humanitária após terremotos devastadores

Brasil envia hospital de campanha em apoio humanitário à Venezuela 

Por Marcos Vinicius | Redação Jornal O Folhão 

Humanitário: O Brasil ampliou sua operação de ajuda humanitária à Venezuela com o envio de um hospital de campanha da Marinha transportado por uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). A ação busca reforçar o atendimento às vítimas dos fortes terremotos que atingiram o território venezuelano nos últimos dias e provocaram centenas de mortes, milhares de feridos e um grande número de desabrigados.

A missão partiu da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, a bordo de um avião KC-390 Millennium, considerado uma das principais aeronaves de transporte estratégico da FAB. A operação leva uma Unidade Avançada de Trauma do hospital de campanha da Marinha, além de 48 militares responsáveis pela instalação e funcionamento da estrutura médica.

Também foram embarcados 100 purificadores de água movidos a energia solar, cada um com capacidade para tratar até cinco mil litros de água por dia. Os equipamentos serão destinados à Defesa Civil venezuelana para auxiliar comunidades afetadas pela destruição de sistemas de abastecimento e saneamento.

A ajuda brasileira ocorre após uma sequência de terremotos registrados na Venezuela. O principal abalo sísmico alcançou magnitude 7,5, precedido por outro tremor de 7,2 graus. Autoridades locais informaram que o desastre deixou centenas de mortos, milhares de feridos e dezenas de milhares de pessoas afetadas, além de centenas de desaparecidos sob os escombros.

Antes do envio do hospital de campanha, a FAB já havia realizado um primeiro voo humanitário transportando cerca de 12 toneladas de equipamentos, médicos, especialistas em busca e resgate, cães farejadores, integrantes da Defesa Civil e técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Os equipamentos utilizados permitem detectar sinais de celulares e outros dispositivos eletrônicos, aumentando as chances de localizar sobreviventes em áreas destruídas.

A operação brasileira é coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação, vinculada ao Ministério das Relações Exteriores, e integra o esforço internacional de assistência emergencial à população venezuelana. Equipes de diversos países já atuam no local, somando centenas de voluntários envolvidos nas ações de salvamento, atendimento médico e distribuição de ajuda humanitária.

Especialistas destacam que o emprego de hospitais de campanha em cenários de desastre é essencial para garantir atendimento rápido a vítimas de traumas, reduzir a sobrecarga dos serviços locais de saúde e evitar o agravamento das condições sanitárias em regiões devastadas. A mobilização brasileira reforça a tradição do país em participar de operações internacionais de assistência humanitária e resposta a emergências de grande magnitude.

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sábado, 27 de junho de 2026

ISTs: informação, prevenção e responsabilidade salvam vidas

O uso de preservativo durante o ato sexual ainda é a melhor forma de prevenção às ISTs 

Por Cleide Gama | Redação Jornal O Folhão 

Saúde: As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) continuam sendo um importante desafio para a saúde pública no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, milhares de novos casos são registrados anualmente, reforçando a necessidade de ampliar o acesso à informação, à prevenção e ao diagnóstico precoce.

Dados oficiais apontam que o país registra centenas de milhares de notificações relacionadas à sífilis, HIV, hepatites virais e outras ISTs. O Ministério da Saúde destaca que o uso correto do preservativo, a vacinação e a realização periódica de exames são as principais estratégias de proteção da população.

Entre as principais infecções sexualmente transmissíveis está a sífilis, causada pela bactéria Treponema pallidum. A transmissão ocorre principalmente por relações sexuais desprotegidas, podendo também acontecer da mãe para o bebê durante a gestação. Seus sintomas variam conforme o estágio da doença, incluindo feridas indolores, manchas pelo corpo e complicações neurológicas e cardiovasculares quando não tratada.

O HIV, vírus responsável pela síndrome da imunodeficiência adquirida, é transmitido por relações sexuais sem preservativo, compartilhamento de objetos perfurocortantes contaminados, transfusões sanguíneas não seguras e transmissão vertical. A infecção compromete o sistema imunológico, aumentando a suscetibilidade a diversas doenças oportunistas.

A gonorreia é provocada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. Seus sintomas podem incluir corrimento uretral ou vaginal, dor ao urinar e desconforto pélvico. Entretanto, muitos indivíduos permanecem assintomáticos, favorecendo a disseminação da infecção. O contágio ocorre pelo contato sexual desprotegido.

A clamídia, causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, apresenta comportamento semelhante, frequentemente sem sintomas aparentes. Quando não diagnosticada, pode provocar infertilidade, doença inflamatória pélvica e complicações gestacionais.

O herpes genital é causado pelo vírus herpes simples, principalmente o tipo 2. A transmissão ocorre pelo contato direto com lesões ou secreções infectadas, mesmo quando os sintomas são discretos. Pequenas bolhas, feridas dolorosas e sensação de ardência estão entre as manifestações mais comuns.

Já a infecção pelo papilomavírus humano (HPV) está entre as ISTs mais frequentes no mundo. O vírus é transmitido pelo contato íntimo e pode causar verrugas genitais e diversos tipos de câncer, incluindo câncer do colo do útero, de pênis, de ânus e de orofaringe. A vacinação representa uma das medidas mais eficazes de prevenção.

As hepatites B e C também podem ser transmitidas sexualmente, além do contato com sangue contaminado. Muitas vezes silenciosas, podem evoluir para cirrose hepática e câncer de fígado se não forem diagnosticadas e tratadas adequadamente.

Para o professor Evandro Brasil, educador e especialista na área da saúde, a prevenção deve ser tratada como um compromisso coletivo.

"Falar sobre infecções sexualmente transmissíveis ainda é um desafio em muitos ambientes. Informação de qualidade, acesso aos serviços de saúde, vacinação, realização de testes periódicos e o uso consistente do preservativo são atitudes essenciais para reduzir a transmissão e promover qualidade de vida. Prevenção é um ato de responsabilidade consigo mesmo e com o próximo", afirma o professor Evandro Brasil.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Estudante é agredida dentro de sala de aula por intolerância religiosa e caso reacende debate sobre respeito nas escolas

Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga o caso da estudante que foi vítima de violência na escola por ser praticante do candomblé

Por Marcelo Procópio | Redação Jornal O Folhão 

Intolerancia Religiosa: Uma agressão motivada por intolerância religiosa dentro de uma escola pública do Rio de Janeiro voltou a acender o alerta sobre a necessidade de combater o preconceito e fortalecer a cultura do respeito no ambiente escolar. O caso, que está sendo investigado pela Polícia Civil, envolveu uma estudante praticante de uma religião de matriz africana, que teria sido agredida por colegas dentro da própria sala de aula. 

Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, a vítima, uma adolescente, foi atacada por outras estudantes em razão de sua crença religiosa. A ocorrência foi registrada como crime de intolerância religiosa, além das agressões físicas, e o caso segue sob investigação para apurar as responsabilidades de todos os envolvidos. A direção da unidade de ensino também acompanha o episódio e medidas administrativas podem ser adotadas. 

O episódio provocou indignação entre lideranças religiosas, educadores e defensores dos direitos humanos, que reforçam que a escola deve ser um espaço de convivência, inclusão e respeito às diferenças. Especialistas destacam que episódios dessa natureza revelam a importância de ações permanentes de educação para a diversidade, da mediação de conflitos e da valorização da liberdade religiosa prevista na Constituição Federal.

No Brasil, praticantes de religiões de matriz africana continuam sendo os principais alvos de denúncias de intolerância religiosa. Embora o país possua legislação que assegure a liberdade de culto, casos de discriminação ainda são registrados em diferentes ambientes, incluindo escolas, locais de trabalho e espaços públicos. 

Educadores afirmam que o enfrentamento desse tipo de violência passa pela participação conjunta de famílias, escolas, poder público e sociedade. Projetos pedagógicos voltados à educação em direitos humanos e ao respeito à diversidade cultural e religiosa são apontados como instrumentos fundamentais para prevenir novos episódios.

Mais do que um caso policial, a agressão reacende uma discussão sobre os valores que estão sendo construídos dentro das escolas. O respeito às diferenças não deve ser tratado apenas como um conteúdo curricular, mas como um princípio essencial para a formação de cidadãos capazes de conviver em uma sociedade democrática e plural.

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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Pressionado por crise política, Jaques Wagner deixa a liderança do governo no Senado

Mudança pode provocar nova reorganização na articulação política do Planalto no Congresso Nacional

Senador Jacques Vagner (PT) deixa a liderança do governo no senado federal - reprodução Brasil de Fato 

Por Cleide Gama | Redação Jornal O Folhão 

Brasília vive mais um capítulo de intensa movimentação política. O senador Jaques Wagner, um dos principais aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, caminha para deixar a liderança do governo no Senado Federal em meio a uma crescente pressão política e ao desgaste provocado por investigações que atingem pessoas próximas ao seu grupo político.

Nos bastidores do Congresso Nacional, a avaliação é de que a permanência de Wagner no cargo tornou-se cada vez mais difícil diante da repercussão dos fatos recentes e da necessidade de o governo reforçar sua capacidade de articulação junto aos parlamentares em um momento considerado estratégico para a aprovação de projetos de interesse do Palácio do Planalto.

A saída do senador ocorre em um cenário de forte polarização política. Aliados defendem que Wagner possui uma longa trajetória de serviços prestados à vida pública e afirmam que ele não foi condenado por qualquer irregularidade. Já adversários sustentam que a mudança seria necessária para reduzir o desgaste político enfrentado pelo governo.

Reconhecido como um dos principais articuladores do PT, Jaques Wagner foi governador da Bahia por dois mandatos, ministro de Estado em diferentes governos e ocupa posição de destaque entre as lideranças históricas do partido. Sua atuação na liderança do governo no Senado foi marcada pela busca de consensos e pela negociação de pautas consideradas prioritárias pelo Executivo.

Com a sua saída, o governo passa a discutir nomes capazes de assumir a função. Entre os parlamentares citados nos corredores de Brasília estão lideranças que possuem bom trânsito entre os partidos da base governista e experiência nas negociações legislativas. A escolha do sucessor será fundamental para a manutenção da governabilidade e para o avanço das propostas do Executivo no segundo semestre.

Especialistas avaliam que essa troca não representa apenas uma mudança administrativa, mas um movimento estratégico que poderá influenciar diretamente a relação entre o governo e o Congresso Nacional. Em períodos de instabilidade política, a figura do líder do governo desempenha papel essencial na construção de acordos e na defesa das pautas presidenciais.

Para o cientista político Carlos Mendes, ouvido pelo O Folhão, "a substituição pode ser interpretada como uma tentativa de reduzir desgastes e fortalecer a articulação política do governo diante dos desafios que se aproximam".

Já a analista política Mariana Albuquerque observa que "a decisão final depende da avaliação do presidente Lula sobre os custos políticos de manter ou substituir um aliado histórico em um momento sensível da administração federal".

O episódio demonstra que a disputa política em Brasília continua intensa e que a composição das lideranças governistas seguirá sendo um dos temas centrais do cenário nacional nas próximas semanas.


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Fundo Eleitoral: bilhões para os partidos, mas pouco chega aos candidatos que precisam disputar a eleição

Imagem de reprodução  Por Marcelo Procópio| Redação Jornal O Folhão  Fundo Eleitoral: Há um mês da votação, candidaturas menores denunciam d...