sábado, 31 de outubro de 2026

Ataque hacker expõe dados de clientes de lojas de moda e acende alerta sobre segurança digital no Brasil

Imagem de Arquivo 

Por Marcelo Procópio| Redação Jornal O Folhão 

Hackers: O avanço dos crimes cibernéticos voltou a chamar a atenção para a fragilidade da proteção de dados pessoais no comércio eletrônico brasileiro. Um grupo de hackers teria conseguido acessar e roubar informações de clientes de grandes lojas de moda do país, incluindo números de CPF e dados de cartões de pagamento.

O episódio preocupa porque envolve informações que podem ser utilizadas em diferentes modalidades de fraude, como compras não autorizadas, abertura de contas, tentativas de golpes financeiros e roubo de identidade. Em mãos criminosas, esses dados podem ser comercializados em ambientes clandestinos da internet ou utilizados diretamente para prejudicar consumidores.


Como o golpe funcionava?

De acordo com a investigação da empresa internacional de segurança digital Sansec, os criminosos utilizaram uma técnica conhecida como Magecart, que consiste na inserção de códigos maliciosos em páginas de pagamento de lojas virtuais.

O ataque atingiu a infraestrutura da Convertr, plataforma utilizada por dezenas de marcas brasileiras de moda. Em vez de invadir cada estabelecimento separadamente, os hackers modificaram um único arquivo de um serviço de análise de visitas utilizado pelas lojas. Dessa forma, conseguiram inserir o código espião nas páginas de pagamento de diferentes empresas. Sansec +1

Entre as informações capturadas estavam número do cartão, data de validade, código de segurança, nome do titular e CPF. A investigação também identificou indícios de que o grupo criminoso já atuava contra lojas virtuais brasileiras desde 2024.


A ameaça foi removida, mas o alerta permanece

Em 27 de outubro, a Convertr informou que havia removido o código malicioso e atualizado o sistema utilizado. Entretanto, a retirada do programa não significa que as informações anteriormente capturadas tenham sido recuperadas. A quantidade de consumidores efetivamente atingidos ainda não foi divulgada publicamente. Sansec +1

A investigação também apontou uma possível relação com uma vulnerabilidade de segurança em uma versão antiga do software Plausible, utilizado pela plataforma. Essa hipótese, porém, ainda não foi confirmada pelos pesquisadores. Sansec +1


O que os consumidores devem fazer?

Especialistas recomendam que pessoas que realizaram compras com cartão em páginas de pagamento da Convertr a partir de 24 de outubro procurem imediatamente seus bancos para avaliar o bloqueio e a substituição do cartão.

Também é importante acompanhar as movimentações financeiras, desconfiar de cobranças desconhecidas e monitorar possíveis utilizações indevidas do CPF. O consumidor pode utilizar o Registrato, serviço gratuito do Banco Central, para consultar informações sobre contas bancárias, empréstimos e relacionamentos financeiros vinculados ao seu documento.

O episódio demonstra que nem mesmo uma compra realizada em uma loja virtual aparentemente legítima está totalmente livre de riscos. A segurança digital precisa ser uma responsabilidade permanente das empresas, das plataformas de pagamento e dos fornecedores de tecnologia.

O direito à proteção dos dados pessoais não pode ser tratado como um detalhe técnico. É uma questão de segurança, confiança e respeito ao consumidor.


O Folhão | Informação, cidadania e responsabilidade.

...................

Anúncio 



Mpox avança no Rio de Janeiro e acende alerta para a vigilância em saúde

Foto de Reprodução: Dra. Marcela Lemos, medica. Paciente com sinais clínicos da MPOX

Redação Jornal O Folhão 

Saúde Pública: O crescimento dos casos de mpox no estado do Rio de Janeiro merece atenção das autoridades sanitárias e da população. Quando o número de registros ultrapassa o total contabilizado durante todo o ano anterior, fica evidente a necessidade de fortalecer as ações de prevenção, diagnóstico e acompanhamento epidemiológico.

A situação reforça a importância de uma rede de saúde preparada para identificar rapidamente os casos suspeitos, orientar os pacientes e interromper possíveis cadeias de transmissão. A informação correta também é uma ferramenta fundamental para evitar desinformação, preconceito e negligência diante dos sintomas.

O avanço dos registros também levanta uma questão importante: a capacidade de resposta do poder público. A capital fluminense está sem estoque de vacinas contra a doença, justamente em um momento de crescimento das notificações. Especialistas defendem a ampliação da cobertura vacinal entre os grupos de maior risco, respeitando os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

A mpox exige informação, prevenção e responsabilidade. Febre, dores musculares, aumento dos gânglios e lesões na pele estão entre os principais sintomas. Diante de sinais suspeitos, a orientação é procurar uma unidade de saúde, evitar contato físico próximo e não compartilhar objetos pessoais. Mais do que acompanhar os números, é fundamental agir preventivamente para proteger a população.

.............

Anúncio 



MOVIMENTO ESTUDANTIL EXPLICA O FENOMENO DA VIRADA QUE GARANTIU A REELEIÇÃO DE LULA

"Costumam falar que a juventude é o futuro do Brasil, mas nós somos o presente. Estivemos nas ruas para mostrar que não aceitamos o autoritarismo como destino" - Hugo Silva (Estudante de Direito).  



Por J. Arimateia Ferreira | Redação Jornal O Folhão 

Eleições 2026: Após o resultado das urnas no primeiro turno para a eleição presidencial em que Flávio Bolsonaro obteve 47,03% contra 45,16%, estudantes de todo Brasil começaram uma tsunami de manifestações de rua com atos diários espalhados pelo Brasil, mesmo sob fortes chuvas, até a data do segundo turno, por entenderem que a referência do candidato do PL para a EDUCAÇÃO seria desastrosa e que levaria o País a regredir nesta área tão decisiva para o desenvolvimento de uma nação.  

Tudo começou no dia 6 de outubro em Niterói/RJ, com alunos da Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF), convocados pelo Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV). "A mobilização foi tão grande que aquilo que seria uma assembleia, se transformou em uma grande manifestação. Saímos das salas e ocupamos as ruas com a nossa rebeldia, com a nossa indignação e, principalmente, com a esperança de que podemos construir um Brasil melhor", declarou o estudante de Direito da UFF e presidente da Federação Nacional de Estudantes de Direito (FENED), Hugo Silva. Tudo isso em reconhecimento ao Governo Federal pelos investimentos em Educação através do PROUNI, Institutos Federais e outros programas de acesso ao conhecimento e à qualificação profissional. 


"Nós que estudamos a Constituição, o Estado e as Instituições, sabemos que a democracia não se sustenta apenas nos livros e nos tribunais, ela precisa estar viva nas ruas, nas universidades e na participação popular. Na UFF, por exemplo, transformamos a indignação em mobilização e mostramos que a nossa geração tem coragem, memória e disposição para defender a democracia", afirmou o presidente da FENED, Hugo Silva. 


Um outro público que também nos surpreendeu e até mexeu com a nossa emoção, foi o dos idosos, muitos deles com extrema dificuldade de locomoção, alguns com doenças graves, como o câncer, mas com a ajuda de familiares, fizeram questão de honrar o exercicio da cidadania através do voto, como foi o caso de dona Neide, de 88 anos, de Santa Cruz da Serra, ao afirmar que o seu voto foi uma forma de gratidão pelo atendimento de excelência e o tratamento 100% humanizado que ela tem recebido do SUS, afirmando que está sendo curada de um câncer. O mesmo SUS que o então presidenciável Flávio Bolsonaro havia subestimado prometendo modificar (suposta privatização), caso viesse ser eleito.

Um outro fator que certamente contribuiu para a reeleição do presidente Lula, foi a forma desdenhosa e debochada, utilizada pelo candidato do PL para citar programas sociais do governo, como foi o caso do Bolsa Família, que ele chamou de "bolsa farelo", além de outros adjetivos que qualificamos como tratamento extremamente desrespeitoso e ofensivo às famílias que fazem bom uso deste benefício. Algo inaceitável para quem possui formação acadêmica e concorre ao cargo máximo de um País gigante.     

"Repudiamos qualquer atrocidade disfarçada de boa fé e jamais vamos querer abrir mão de direitos conquistados com tanto esforço antes de nós", completou Mário Nogueira, estudante de Ciências Sociais.

.............................

Anúncio:



terça-feira, 15 de setembro de 2026

STF em xeque: sessão sobre Moraes expõe racha, acusações e uma crise que já ultrapassa os ministros

Ministros da Suprema Côrte em um julgamento nunca visto na história da nossa República 

Por Marcos Vinicius| Redação Jornal O Folhão 

STF: O Supremo Tribunal Federal vive nesta terça-feira, 15 de setembro, um dos momentos mais delicados de sua história recente. A sessão convocada para analisar elementos de uma investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro acabou se transformando em um retrato das profundas divergências existentes dentro da própria Corte.

A pauta ganhou dimensão nacional depois que um relatório da Polícia Federal, produzido no contexto das investigações relacionadas ao Banco Master, trouxe mensagens e informações sobre contatos entre Moraes e Vorcaro. O material passou a ser questionado por diferentes ministros, não apenas pelo seu conteúdo, mas também pela forma como foi obtido, conduzido e apresentado dentro do Supremo.

É importante fazer uma distinção: o STF não está julgando nesta sessão se Alexandre de Moraes é culpado ou inocente de um crime. O que está em discussão é o encaminhamento jurídico dos elementos produzidos na investigação e a possibilidade de prosseguimento de apurações envolvendo um integrante da própria Corte.

E é justamente aí que surge o problema institucional: Como investigar um ministro do Supremo quando a própria Corte precisa decidir sobre a validade dos elementos utilizados contra ele?

Essa pergunta transformou o caso Moraes-Vorcaro em algo muito maior do que uma disputa entre dois ministros.

A tensão aumentou nos últimos dias com uma sucessão de decisões e manifestações envolvendo Alexandre de Moraes, André Mendonça, Edson Fachin, Flávio Dino, Gilmar Mendes e outros integrantes do tribunal.

Em 9 de setembro, o presidente do STF, Edson Fachin, adotou uma série de medidas para tentar colocar ordem no conflito. Entre elas, revogou a designação de Alexandre de Moraes para conduzir o inquérito instaurado em 2019, suspendeu decisões conflitantes relacionadas à direção-geral da Polícia Federal e convocou o plenário para analisar a Petição 16.662.

A tentativa de reorganização, entretanto, não eliminou as divergências.

Ao contrário.

Durante a sessão desta terça-feira, Alexandre de Moraes e André Mendonça protagonizaram um dos momentos mais duros da crise. Moraes fez acusações contra Mendonça relacionadas à atuação do ministro em investigações e chegou a afirmar que ele teria integrado um grupo político ligado a uma tentativa de golpe. Mendonça reagiu imediatamente e afirmou: “Você mente”.

Em outro episódio, houve discussão entre Edson Fachin e Flávio Dino sobre as regras de manifestação durante o julgamento. Fachin invocou o regimento interno do Supremo, enquanto Dino contestou a interpretação aplicada naquele momento. Gilmar Mendes também entrou no debate.

O espetáculo institucional foi acompanhado por milhões de brasileiros. Nas redes sociais, a sessão rapidamente ganhou características de fenômeno político e cultural. Usuários transformaram os confrontos entre ministros em memes, comparações com reality shows e até brincadeiras envolvendo apostas sobre o resultado. O episódio chegou a ser apelidado nas redes de “rinha de Vossas Excelências”.

Mas por trás do humor existe uma questão muito mais séria. A reputação do Supremo está sendo colocada à prova. Um monitoramento realizado pelo DSC Lab apontou que, entre 31 de agosto e 8 de setembro, a crise envolvendo o STF alcançou aproximadamente 1,5 bilhão de visualizações e 111 milhões de interações nas redes sociais. Alexandre de Moraes apareceu como a principal figura associada às discussões.

Outro levantamento, realizado pelo Instituto Democracia em Xeque, mostrou o grau de polarização da discussão. A análise de mais de 19 mil perfis identificou 30,6 mil publicações sobre a crise, com predominância de manifestações da direita, mas também forte participação de setores da esquerda.

Isso revela uma mudança importante. A discussão deixou de ser exclusivamente sobre Alexandre de Moraes. Passou a envolver a credibilidade do Supremo Tribunal Federal, os limites da atuação individual de seus ministros, a relação entre STF e Polícia Federal, o papel da Procuradoria-Geral da República e os mecanismos existentes para investigar integrantes da mais alta Corte do país.

É uma situação especialmente delicada porque o Supremo exerce justamente a função de árbitro constitucional em conflitos envolvendo os demais Poderes.

Quando a própria Corte se encontra dividida diante de uma questão que envolve seus integrantes, surge inevitavelmente uma pergunta que precisa ser respondida com serenidade: quem fiscaliza aqueles que têm a responsabilidade constitucional de fiscalizar o cumprimento da Constituição?

O presidente do STF, Edson Fachin, tentou colocar a discussão em outro patamar ao abrir a sessão. Em sua manifestação, afirmou que o tribunal deve julgar fatos e questões jurídicas, e não pessoas, além de defender que divergências entre ministros são legítimas, mas não devem se transformar em confrontos pessoais.

Essa talvez seja a principal mensagem deste episódio. O Brasil não precisa de um Supremo dividido em torcidas. Não precisa de ministros transformados em personagens de uma guerra política. E também não precisa de uma sociedade obrigada a escolher entre defender ou atacar um determinado ministro antes mesmo de conhecer integralmente os fatos e os fundamentos jurídicos.

O que o país precisa é de instituições fortes, transparentes e capazes de prestar contas. Se existem irregularidades, que sejam investigadas. Se não existem, que isso seja demonstrado de maneira clara. Se houve abuso de autoridade, que seja responsabilizado quem praticou. Se houve erro processual, que seja corrigido. E se as acusações não tiverem fundamento, que sejam definitivamente esclarecidas. O princípio deve ser o mesmo para todos.

A crise que hoje atinge o STF pode, portanto, produzir dois resultados completamente diferentes. Pode aprofundar a polarização política e alimentar a desconfiança nas instituições. Ou pode servir como oportunidade para que o próprio Supremo estabeleça limites mais claros, fortaleça seus mecanismos de controle e demonstre que nenhum de seus integrantes está acima das regras que a Corte aplica aos demais cidadãos.

No fim das contas, talvez esse seja o verdadeiro julgamento desta terça-feira. Não apenas o julgamento de um relatório, de mensagens ou de uma possível investigação. Mas o julgamento da capacidade das instituições brasileiras de enfrentar seus próprios conflitos sem transformar o Estado em palco de disputas pessoais.

A sociedade brasileira está olhando. E, desta vez, não está olhando apenas para Alexandre de Moraes. Está olhando para o Supremo. Está olhando para suas regras. Está olhando para seus ministros. E, principalmente, está tentando descobrir se ainda existe dentro das instituições brasileiras espaço suficiente para a verdade, a transparência, o contraditório e a responsabilidade.

#STF #AlexandreDeMoraes #AndréMendonça #EdsonFachin #BancoMaster #DanielVorcaro #SupremoTribunalFederal #STF2026 #Justiça #Política #Brasil #Constituição #Transparência #Democracia #CriseInstitucional #PolíticaBrasileira #PoderJudiciário #Folhão


terça-feira, 25 de agosto de 2026

Fundo Eleitoral: bilhões para os partidos, mas pouco chega aos candidatos que precisam disputar a eleição

Imagem de reprodução 

Por Marcelo Procópio| Redação Jornal O Folhão 

Fundo Eleitoral: Há um mês da votação, candidaturas menores denunciam demora, falta de transparência e desigualdade na distribuição dos recursos públicos destinados às campanhas

Uma eleição custa dinheiro. Produção de material gráfico, transporte, combustível, aluguel de comitê, contratação de profissionais, comunicação, fotografia, vídeo, publicidade na internet, impulsionamento, estrutura de rua, equipamentos de som, alimentação e prestação de contas são apenas algumas das despesas de uma campanha eleitoral.

No Brasil, desde 2015, empresas estão proibidas de financiar campanhas eleitorais. Dois anos depois, em 2017, o Congresso Nacional criou, por meio da Lei nº 13.487, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o conhecido Fundo Eleitoral. A ideia era criar uma fonte pública de financiamento depois do fim das doações empresariais.

Em 2026, o problema não é a ausência de dinheiro público. O Fundo Eleitoral destinado às eleições deste ano chega a aproximadamente R$ 4,96 bilhões. O problema está em outra pergunta: como esse dinheiro chega aos candidatos? E é justamente aí que começa uma discussão que precisa ser enfrentada pela sociedade brasileira.

Pela legislação atual, apenas 2% do Fundo Eleitoral são distribuídos igualmente entre os partidos. Os outros 98% seguem critérios relacionados principalmente ao desempenho eleitoral anterior e à representação das legendas na Câmara dos Deputados e no Senado. Para 2026, 48% são distribuídos de acordo com o número de deputados federais eleitos por cada partido, enquanto 35% consideram os votos obtidos pela legenda na eleição anterior para a Câmara e 15% levam em conta a representação no Senado. Na prática, esse modelo cria uma espécie de círculo de concentração de poder.

Quem já tem muitos deputados recebe uma parcela muito maior do dinheiro público. Com mais dinheiro, consegue estruturar campanhas maiores. Campanhas maiores tendem a alcançar mais eleitores. Mais visibilidade pode significar mais votos. E mais votos podem significar a manutenção ou ampliação da bancada na eleição seguinte.

É legítimo questionar se esse modelo produz uma disputa realmente equilibrada.

A democracia não deveria financiar apenas quem já possui estrutura política. Ela também deveria permitir que novas lideranças, candidatos independentes, representantes de comunidades e pessoas sem grandes grupos econômicos ou máquinas partidárias tenham condições mínimas para apresentar suas propostas ao eleitor.

O próprio Tribunal Superior Eleitoral informa que a definição dos critérios de distribuição do FEFC aos candidatos é uma decisão interna dos partidos. As executivas nacionais estabelecem esses critérios e devem divulgá-los, mas o TSE não faz uma análise de mérito sobre a escolha partidária, salvo as regras específicas relacionadas às cotas de gênero e raça. É justamente nesse ponto que surge uma das maiores reclamações de candidaturas menores: não existe um padrão nacional que determine quanto cada candidato deve receber dentro de uma mesma disputa.

Cada partido pode estabelecer sua própria metodologia. E isso abre espaço para diferenças enormes entre candidatos que disputam o mesmo cargo, no mesmo estado e na mesma eleição.

Em 25 de agosto, quando a campanha oficial já está nas ruas e falta pouco mais de um mês para o primeiro turno, candidatos de menor estrutura no Rio de Janeiro relatam que ainda não receberam recursos do Fundo Eleitoral ou receberam valores insuficientes para colocar suas campanhas em funcionamento. A afirmação de que 99% dos candidatos fluminenses ainda não receberam sequer R$ 1 do Fundo Eleitoral precisa ser tratada como uma denúncia a ser comprovada pelos dados oficiais individualizados do DivulgaCandContas, e não como um número já confirmado pela Justiça Eleitoral. Mas o fato de existirem candidaturas ainda sem recursos públicos registrados neste momento revela uma questão que merece fiscalização: quando o dinheiro público destinado à eleição chega efetivamente a quem está disputando a eleição?

O calendário também importa. A campanha começou oficialmente em 16 de agosto. Portanto, uma candidatura que chega ao final de agosto sem recursos enfrenta uma desvantagem concreta diante de concorrentes que já possuem equipes, material, publicidade, estrutura de rua e presença digital.

O dinheiro público, nesse contexto, não é apenas uma questão contábil. Ele pode representar capacidade de comunicação com o eleitor.

Uma candidatura com recursos consegue imprimir milhares de materiais, contratar profissionais, produzir vídeos, impulsionar conteúdos, deslocar equipes e permanecer nas ruas. Outra, sem recursos, pode acabar limitada à atuação voluntária de familiares, amigos e pequenos grupos de apoiadores. É uma diferença que pode influenciar diretamente a capacidade de o eleitor conhecer ou não determinado candidato.

Uma candidata ou candidato que disputa pela primeira vez não começa necessariamente do mesmo ponto que alguém que já ocupa mandato, possui notoriedade pública, estrutura partidária consolidada ou uma rede política construída durante décadas. Por isso, especialistas e pesquisadores vêm apontando que a desigualdade no financiamento é também uma das barreiras à renovação da representação política. Um estudo do Núcleo de Estudos Raciais do Insper, por exemplo, identificou que a representação de pessoas negras no Congresso continua abaixo da proporção da população brasileira e apontou as desigualdades no financiamento das campanhas entre os fatores que contribuem para essa sub-representação.

A opinião de quem está fora da máquina partidária também é importante. Para um candidato pequeno, a pergunta é simples: de que adianta existir formalmente um fundo público de quase R$ 5 bilhões se o dinheiro não chega em tempo hábil para que todos possam disputar em condições minimamente razoáveis? Para o eleitor, a questão também é direta: ele está conhecendo todos os candidatos ou apenas aqueles que receberam mais recursos para aparecer? Para os partidos, a resposta deveria envolver critérios objetivos, públicos e verificáveis.

Não se trata de defender distribuição igualitária de todo o dinheiro entre todas as candidaturas. Campanhas diferentes possuem tamanhos diferentes e os próprios resultados eleitorais podem ser considerados na definição de políticas partidárias.

O que precisa ser discutido é a existência de um piso mínimo de financiamento para candidaturas aptas e competitivas, combinado com critérios adicionais transparentes para a distribuição do restante dos recursos. Também seria razoável discutir mecanismos que reduzam a dependência absoluta da bancada eleita anteriormente. Afinal, vincular grande parte do dinheiro disponível à quantidade de deputados que um partido já possui significa utilizar o resultado da eleição passada para definir, em grande medida, as condições da eleição seguinte. Isso pode favorecer a perpetuação das estruturas existentes e dificultar a entrada de novas forças políticas.

A democracia precisa de partidos fortes, mas também precisa de candidatos com possibilidade real de apresentar suas ideias. O Fundo Eleitoral é dinheiro público. Portanto, sua utilização não deveria ser tratada como uma concessão privada das direções partidárias. O dinheiro pertence à sociedade e precisa ser distribuído dentro de critérios que respeitem a legislação, mas também os princípios de transparência, publicidade, razoabilidade e igualdade de oportunidades. O TSE disponibiliza os critérios estabelecidos por cada partido para a distribuição do FEFC nas eleições de 2026. A consulta pública permite comparar as regras adotadas pelas diferentes legendas.

A discussão, portanto, não deveria ser simplesmente "ter ou não ter Fundo Eleitoral". A pergunta mais importante é outra: Quem decide para onde vai o dinheiro público? Quais são os critérios? Quando o dinheiro chega? Quanto cada candidato recebe? E por que candidatos que disputam o mesmo cargo podem receber valores tão diferentes?

Uma democracia madura precisa responder a essas perguntas. Porque, quando se trata de dinheiro público utilizado para financiar uma eleição, não basta haver recurso. É preciso haver equidade, transparência, respeito e, acima de tudo, é preciso haver dignidade para quem coloca seu nome à disposição do eleitor e para o próprio eleitor, que tem o direito de conhecer todas as alternativas antes de escolher seu representante.

..........


segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Economia em alta: discurso político não pode substituir os fatos

Foto de reprodução TV Bandeirantes 

Por Cleide Gama| Redação Jornal O Folhão 

Discursos políticos: Em meio ao debate eleitoral de 2026, um tema voltou a ganhar espaço: a situação da economia brasileira. Enquanto indicadores apontam avanços em diferentes áreas, setores da extrema direita insistem em apresentar um cenário de crise permanente, criando uma narrativa que pode confundir o eleitor e dificultar uma avaliação objetiva da realidade.

Críticas ao governo fazem parte da democracia e são necessárias. O problema começa quando opiniões políticas são apresentadas como se fossem fatos, sem considerar os números oficiais e os diferentes indicadores que ajudam a compreender o desempenho da economia A economia não pode ser analisada por uma única estatística. Emprego, inflação, renda, consumo, atividade econômica, investimentos, juros, contas públicas e crescimento precisam ser observados em conjunto.

Quando há geração de empregos, aumento da renda e crescimento da atividade econômica, esses resultados precisam ser reconhecidos. Da mesma forma, quando existem problemas, eles também precisam ser apontados e debatidos com transparência.

O eleitor não precisa de propaganda política disfarçada de informação. Precisa de dados, comparação e honestidade. A disputa eleitoral deveria estimular o debate sobre como melhorar a economia, ampliar oportunidades, reduzir desigualdades e garantir que o crescimento chegue à população. Transformar qualquer resultado positivo em fracasso ou qualquer dificuldade em catástrofe apenas para obter vantagem política empobrece o debate público.

O Brasil tem problemas econômicos importantes e não existe motivo para escondê-los. Mas também não é correto ignorar avanços quando eles acontecem. Em uma democracia, oposição não significa negar a realidade. Significa apresentar alternativas para transformá-la.

Em 2026, o eleitor precisa estar atento. Antes de acreditar em discursos de crise ou de prosperidade absoluta, é fundamental consultar os números, verificar as fontes e comparar os resultados.

A política passa. Os governos passam. Mas os fatos permanecem.

E uma escolha consciente começa quando o cidadão consegue separar opinião política de realidade econômica.

...........



Milhões nas mãos dos tradicionais, poucos recursos para quem chega para mudar

A campanha política já começou. Imagem de Reprodução - Política e etc.

Por Cleide Gama | Redação Jornal O Folhão 

Eleições 2026: A eleição de 2026 começa a expor uma realidade que precisa ser discutida com seriedade: enquanto candidaturas ligadas aos grupos políticos tradicionais contam com estruturas milionárias, muitos novos concorrentes enfrentam enormes dificuldades para ter acesso aos recursos necessários para apresentar suas propostas ao eleitor.

O financiamento eleitoral é fundamental para garantir que uma campanha consiga produzir conteúdo, divulgar ideias, percorrer diferentes regiões, contratar profissionais, realizar comunicação digital e chegar até a população. O problema surge quando a desigualdade de recursos se transforma também em desigualdade de oportunidades.

De um lado, estão políticos que há anos possuem estrutura partidária, grupos de apoio, redes de influência e acesso privilegiado aos recursos disponíveis para campanhas. Do outro, aparecem candidatos que estão entrando na disputa pela primeira vez, muitas vezes sem grandes estruturas financeiras, mas trazendo novas ideias, propostas e uma disposição diferente para enfrentar problemas antigos.

A questão não é simplesmente quanto dinheiro cada candidato possui. É preciso perguntar se o eleitor está tendo a oportunidade de conhecer, em condições minimamente equilibradas, todos aqueles que pretendem representá-lo.

Uma democracia saudável precisa permitir a renovação política. Se apenas aqueles que já possuem grandes estruturas conseguem alcançar o eleitorado, a política corre o risco de permanecer concentrada nas mesmas mãos, nos mesmos grupos e nas mesmas práticas.

É justamente nesse cenário que a transparência se torna indispensável. O eleitor tem o direito de saber quanto cada candidatura recebe, de onde vêm os recursos e como esse dinheiro é utilizado.

Dinheiro público destinado às eleições precisa ser tratado com responsabilidade. Recursos devem servir para fortalecer a democracia e não para criar uma barreira financeira contra quem decide entrar na política para propor mudanças.

A renovação política não pode depender exclusivamente da capacidade financeira de uma candidatura. Ideias, competência, história, compromisso e propostas também precisam ter espaço.

Em 2026, mais do que escolher nomes, o eleitor terá a oportunidade de decidir se quer a continuidade das estruturas tradicionais ou se está disposto a abrir espaço para novas lideranças.

No fim, a pergunta é simples: uma eleição deve ser vencida por quem tem mais dinheiro ou por quem consegue apresentar as melhores propostas para a população?

A resposta pertence ao eleitor.

.........



quinta-feira, 16 de julho de 2026

A informação que faz a diferença chegou! Confira a 2ª edição da Revista Fatores


Por Cleide Gama

Divulgação: A segunda edição da Revista Fatores já está disponível e chega ainda mais completa, com reportagens exclusivas, análises aprofundadas e temas que impactam diretamente a sociedade.

Nesta edição, você encontrará conteúdos sobre saúde, educação, segurança pública, cidadania, inovação, desenvolvimento regional e outros assuntos de grande relevância, apresentados com responsabilidade, credibilidade e compromisso com a informação de qualidade.

A Revista Fatores nasceu com a missão de informar, provocar reflexões e dar voz aos acontecimentos que realmente fazem a diferença na vida das pessoas. A cada nova edição, reafirmamos nosso compromisso com o jornalismo sério, independente e voltado ao interesse público.

📖 Clique Aqui. Acesse agora a 2ª edição e fique por dentro dos fatos que estão movimentando o Rio de Janeiro e o Brasil.

Revista Fatores
Informação que transforma. Conhecimento que aproxima.

Operação da Polícia Civil combate esquema de venda de medicamentos falsos contra o câncer



Por Marcos Vinícius

Rio de Janeiro: Uma operação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro desarticulou, nesta quinta-feira (16), um esquema criminoso de comercialização de medicamentos falsificados destinados ao tratamento de pacientes com câncer. A ação, denominada Operação Placebo, cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços localizados nos bairros de Guadalupe e Vista Alegre, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

As investigações apontam que uma empresa do setor de materiais médico-hospitalares estaria oferecendo medicamentos de alto custo para hospitais e pacientes, utilizando produtos sem eficácia terapêutica. Durante a operação, diversos medicamentos considerados irregulares foram apreendidos, e dois responsáveis pela empresa foram conduzidos à delegacia para prestar esclarecimentos.

Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após uma denúncia sobre a oferta de um medicamento indicado para o tratamento de leucemia e linfoma. Os investigadores acompanharam as negociações e identificaram que uma única caixa do produto chegava a ser anunciada por cerca de R$ 34 mil, com exigência de pagamento antecipado e justificativa de suposta escassez no mercado hospitalar.

A comercialização de medicamentos falsificados representa uma das modalidades mais graves de fraude na área da saúde. Além dos prejuízos financeiros para pacientes, hospitais e planos de saúde, esse tipo de crime pode comprometer o tratamento de pessoas em estado clínico delicado, reduzindo as chances de recuperação e colocando vidas em risco.

Especialistas alertam que medicamentos oncológicos são frequentemente alvo de organizações criminosas devido ao seu elevado valor comercial. Por isso, a aquisição desses produtos deve ocorrer exclusivamente por meio de fornecedores autorizados e devidamente regularizados pelos órgãos de vigilância sanitária.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) orienta que hospitais, clínicas e pacientes observem cuidadosamente a procedência dos medicamentos, conferindo número de lote, registro sanitário, condições da embalagem e origem do fornecedor. Qualquer suspeita de falsificação deve ser comunicada imediatamente às autoridades sanitárias e policiais.

Nos últimos anos, diferentes operações policiais em diversas regiões do país têm identificado esquemas envolvendo medicamentos de alto custo, demonstrando que o combate a esse tipo de crime exige integração entre forças de segurança, órgãos reguladores e instituições de saúde.

A investigação da Operação Placebo continua para identificar outros possíveis envolvidos e verificar a extensão da distribuição dos produtos irregulares. Caso seja comprovada a comercialização de medicamentos falsificados, os responsáveis poderão responder por diversos crimes previstos na legislação brasileira, além das sanções relacionadas aos crimes contra a saúde pública.

.............

Anúncio:



Hospital Miguel Couto realiza mutirão para reforçar estoques de sangue e mobiliza população para salvar vidas

 Por Cleide Gama 

Saúde: A solidariedade da população pode fazer a diferença para centenas de pacientes que dependem de transfusões de sangue diariamente. Com esse objetivo, o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, promove nesta sexta-feira (17), das 9h às 15h, um mutirão de doação de sangue em parceria com o Hemorio. A iniciativa busca reforçar os estoques do banco de sangue, fundamentais para o atendimento de vítimas de acidentes, pacientes submetidos a cirurgias de alta complexidade, pessoas em tratamento contra o câncer e portadores de doenças hematológicas. 

A expectativa é ampliar o número de doadores voluntários, especialmente durante o inverno, período em que as doações costumam diminuir em razão do aumento de doenças respiratórias, férias escolares e menor comparecimento da população aos hemocentros. A redução dos estoques pode comprometer procedimentos eletivos e até atendimentos de emergência.

A doação é um procedimento rápido, seguro e realizado por profissionais especializados. Antes da coleta, todos os voluntários passam por uma avaliação clínica para garantir a segurança do doador e do receptor. Após a coleta, o sangue é separado em diferentes hemocomponentes, como hemácias, plaquetas e plasma, permitindo que uma única doação beneficie até quatro pessoas. 

Podem doar pessoas entre 16 e 69 anos, sendo que menores de idade precisam de autorização dos responsáveis. É necessário pesar mais de 50 quilos, estar em boas condições de saúde, apresentar documento oficial com foto e comparecer bem alimentado, evitando alimentos gordurosos nas horas que antecedem a doação. Quem fez tatuagem ou colocou piercing deve respeitar os prazos estabelecidos pelos serviços de hemoterapia antes de doar novamente. 

Segundo especialistas em hemoterapia, não existe substituto artificial para o sangue humano. Todos os dias, hospitais dependem da doação voluntária para manter cirurgias, transplantes, tratamentos oncológicos, atendimento a vítimas de acidentes graves e complicações obstétricas. Por isso, a Organização Mundial da Saúde recomenda que os países mantenham uma base regular de doadores voluntários para garantir estoques seguros e suficientes.

Além de contribuir para salvar vidas, o doador também realiza exames laboratoriais de triagem, cujos resultados podem ser retirados posteriormente conforme orientação do serviço de coleta. A recomendação é que a doação se torne um hábito, já que homens podem doar a cada oito semanas e mulheres a cada doze semanas, respeitando os limites anuais estabelecidos pelos protocolos de saúde. 

A campanha do Hospital Miguel Couto reforça uma mensagem simples, mas de enorme impacto social: doar sangue é um gesto voluntário que leva apenas alguns minutos, mas pode representar uma nova oportunidade de vida para quem enfrenta uma emergência médica ou um tratamento prolongado.

...............

Anúncio:



Ataque hacker expõe dados de clientes de lojas de moda e acende alerta sobre segurança digital no Brasil

Imagem de Arquivo  Por Marcelo Procópio| Redação Jornal O Folhão  Hackers:  O avanço dos crimes cibernéticos voltou a chamar a atenção para ...