domingo, 15 de fevereiro de 2026

Morre Renato Rabelo, histórico dirigente do PCdoB, aos 83 anos

 

Renato Rabelo morre aos 83 anos - foto de reprodução PCdoB

Por Marcos Vinicius| Redação Jornal O Folhão 

Luto: O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) comunicou neste domingo (15) a morte de Renato Rabelo, aos 83 anos. Baiano, Rabelo é apontado pela legenda como um dos mais importantes dirigentes de sua história e figura central na trajetória recente do partido.

Renato Rabelo presidiu o PCdoB entre 2001 e 2015, período em que a sigla buscou ampliar sua inserção institucional, fortalecer sua presença no Congresso Nacional e participar ativamente do debate político nacional. Sob sua liderança, o partido consolidou alianças, ampliou a atuação em governos estaduais e municipais e reforçou vínculos com movimentos sociais e sindicais.

Nos últimos três anos, Rabelo estava afastado da vida pública, dedicando-se aos cuidados com a saúde. Segundo informações divulgadas pelo partido, ele enfrentava a evolução de uma doença degenerativa, que se agravou nos últimos meses.

Além da atuação partidária, Renato Rabelo foi reconhecido como formulador político e intelectual orgânico da esquerda brasileira. Seus textos e intervenções abordaram temas como desenvolvimento nacional, soberania, democracia e o papel do Estado na redução das desigualdades sociais. Para aliados e militantes, sua trajetória foi marcada pela coerência ideológica e pela defesa permanente do regime democrático.

Em nota oficial, o PCdoB lamentou a morte do ex-presidente e destacou seu “compromisso histórico com o povo brasileiro e com a luta por um país mais justo e soberano”. Mensagens de pesar também foram divulgadas por lideranças políticas e sociais de diferentes correntes, que ressaltaram o papel de Rabelo no diálogo político e na construção institucional do partido.

O PCdoB informou que os detalhes sobre o velório e as homenagens oficiais a Renato Rabelo serão divulgados nas próximas horas.

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R$ 5 milhões para evento religioso reacendem debate sobre Estado laico no Rio

Claudio Castro destina por decreto 5 milhões de reais do dinheiro público para custear evento da Igreja Universal no Rio - foto de reprodução, Intercept Brasil 


Por Marcos Vinicius| Redação Jornal O Folhão 

Polêmica: O governo do Rio de Janeiro, comandado pelo governador Cláudio Castro, voltou ao centro de uma intensa polêmica após a destinação de cerca de R$ 5 milhões em recursos públicos para a realização de um evento organizado pela Igreja Universal do Reino de Deus. O patrocínio, publicado em atos oficiais do governo estadual, prevê apoio a um evento religioso de grande porte no Estádio do Maracanã.

A decisão gerou forte repercussão política e social, sobretudo por levantar questionamentos sobre o princípio do Estado laico, garantido pela Constituição Federal, que determina a separação entre o poder público e as religiões. Embora o governo alegue que o apoio se enquadra como incentivo a eventos de grande impacto social e turístico, críticos apontam que a medida rompe a neutralidade do Estado em relação às crenças religiosas.


Estado laico sob suspeita

Juristas e entidades da sociedade civil lembram que o Estado pode dialogar com organizações religiosas em ações sociais, mas financiar diretamente um evento de cunho confessional abre um precedente delicado. A pergunta que ecoa entre especialistas e nas ruas é direta e incômoda:

Cláudio Castro destinaria os mesmos R$ 5 milhões para um evento organizado por comunidades de terreiros, religiões de matriz africana ou povos tradicionais?

Até o momento, não há registros de aportes semelhantes do governo estadual para eventos religiosos ligados ao candomblé, à umbanda ou a outras manifestações historicamente marginalizadas, o que reforça as acusações de tratamento desigual por parte do poder público.


Voz das ruas

O Folhão ouviu moradores de diferentes regiões do estado. As opiniões revelam indignação e desconfiança.

“Eu sou evangélica, mas acho errado usar dinheiro público para evento de igreja. Esse dinheiro podia ir para hospital ou escola”, afirma Maria da Conceição, auxiliar de serviços gerais, moradora de São Gonçalo.

“Se fosse um evento de umbanda ou candomblé, duvido que liberassem esse valor todo. Aí iam dizer que não pode misturar religião com governo”, critica Rogério Almeida, comerciante do subúrbio do Rio.

“O Estado tem que ser laico de verdade, não só no papel. Quando escolhe uma religião para apoiar, ele exclui todas as outras”, diz Jéssica Nascimento, estudante universitária.

 

Prioridades em xeque

A polêmica se intensifica em um cenário de crise na saúde, dificuldades na educação e reclamações sobre a falta de investimentos em cultura popular e periférica. Para movimentos sociais, a destinação milionária expõe uma inversão de prioridades e reforça a percepção de que o governo fluminense governa para grupos específicos.

Enquanto isso, o Palácio Guanabara evita comentar a comparação com outras religiões e não respondeu se adotaria o mesmo critério para eventos de matriz africana ou de outras tradições religiosas.

O episódio reacende um debate antigo, mas ainda não resolvido: o Estado do Rio de Janeiro é, de fato, laico — ou laico apenas para alguns?

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As controvérsias e contradições nas declarações de Flávio Bolsonaro

 

As controvérsias de Flávio Bolsonaro não se resumem a um episódio isolado: formam um histórico que alimenta dúvidas sobre a transparência e a coerência do discurso público adotado pelo parlamentar - Foto de reprodução, Valor Econômico 

Por Marcelo Procópio| Redação Jornal O Folhão

Eleições 2026: O senador Flávio Bolsonaro tem sido alvo de questionamentos recorrentes por declarações consideradas imprecisas ou contraditórias quando confrontadas com fatos apurados por órgãos de investigação, decisões judiciais e reportagens de veículos de imprensa. As controvérsias não se resumem a um episódio isolado: formam um histórico que alimenta dúvidas sobre a transparência e a coerência do discurso público adotado pelo parlamentar.

Um dos casos mais emblemáticos envolve o esquema das “rachadinhas”, prática investigada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, que apurou a existência de movimentações financeiras atípicas no antigo gabinete de Flávio Bolsonaro quando ele era deputado estadual. Em diversas ocasiões, o senador negou qualquer irregularidade, atribuindo os depósitos e transferências a atividades lícitas, como a venda de imóveis. Contudo, documentos e relatórios do antigo Coaf (atual UIF) apontaram incompatibilidades entre renda declarada e fluxos financeiros, o que enfraqueceu a narrativa inicial.

Outro ponto de tensão diz respeito ao uso de imóveis e transações imobiliárias como explicação para valores elevados movimentados. Embora o senador tenha sustentado publicamente que as operações foram regulares, investigações indicaram práticas como pagamentos fracionados em espécie, o que levantou suspeitas sobre possível ocultação de origem de recursos. Essas inconsistências levaram especialistas a questionar a veracidade e a completude das versões apresentadas.

Há ainda contradições relacionadas à relação com assessores investigados. Flávio Bolsonaro afirmou não ter conhecimento de eventuais ilegalidades cometidas por ex-funcionários, mas depoimentos e cruzamentos de dados indicaram vínculos mais estreitos do que os admitidos publicamente. A distância entre o discurso e os elementos reunidos pelas investigações ampliou a percepção de falta de clareza.

No campo político, o senador também foi acusado de alterar versões sobre temas sensíveis conforme o contexto, ora adotando postura de vítima de perseguição, ora minimizando fatos já reconhecidos por decisões judiciais. Para analistas, essa oscilação compromete a credibilidade do mandato e dificulta o escrutínio público.

É fundamental destacar que Flávio Bolsonaro nega as acusações e recorreu a instrumentos legais para contestar investigações, como qualquer cidadão tem direito. Ainda assim, as divergências entre o que foi dito e o que foi apurado permanecem como questão de interesse público.

Em uma democracia, a verdade factual é pilar do debate político. Quando representantes eleitos são confrontados por contradições, cabe à imprensa investigar, contextualizar e informar. Ao eleitor, resta avaliar se as explicações apresentadas são suficientes diante dos fatos conhecidos — e cobrar, sempre, transparência e responsabilidade.

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Carnaval no Rio de Janeiro: uma potência econômica que movimenta bilhões

O Carnaval é um dos principais motores econômicos do Estado do Rio de Janeiro - Foto de Reprodução Agência Brasil.

Por Marcos Vinicius | Redação Jornal O Folhão 

Rio de Janeiro: O Carnaval do estado do Rio de Janeiro não é apenas a maior festa popular do Brasil — ele também representa um dos principais motores econômicos da região, com impacto profundo em diversos setores produtivos, geração de empregos e atração de turistas nacionais e internacionais.



Bilhões movimentados em serviços, turismo e comércio

Segundo estimativas oficiais divulgadas pelas secretarias de turismo e economia, o Carnaval de 2025 gerou aproximadamente R$ 5,7 bilhões na economia do município do Rio de Janeiro, levando em conta gastos com hospedagem, transporte, alimentação, entretenimento e serviços correlatos. Esses números refletem o poder de atração da festa e sua capacidade de impulsionar negócios de pequeno a grande porte durante o período da folia. 

Dados mais recentes também indicam que o Carnaval de 2026 deve injetar quase R$ 6 bilhões na economia do estado do Rio de Janeiro, de acordo com levantamentos do governo estadual. Esse impacto econômico se dá principalmente por meio do consumo elevado em setores de serviços, comércio, hotelaria e transporte, além da criação de oportunidades temporárias de trabalho. 



Aquecimento da hotelaria e turismo

Hospedagem é um dos setores mais beneficiados pela festa. Durante o Carnaval de 2025, a taxa de ocupação hoteleira no Rio de Janeiro superou 95 % em muitas regiões, incluindo bairros da Zona Sul e o Centro da cidade, puxada pela presença de milhões de foliões e turistas. 

Esse fluxo intenso de visitantes também impulsiona o turismo internacional. Estatísticas preliminares mostraram um crescimento significativo de turistas estrangeiros no Carnaval, refletindo o apelo global do evento como destino cultural e turístico. 



Geração de empregos e movimentação de renda

Além da receita direta de consumo, o Carnaval promove criação de empregos temporários em diversos segmentos: desde produção de desfiles e eventos, segurança, limpeza urbana, até serviços de alimentação, transporte e hospedagem. Estimativas apontam dezenas de milhares de empregos diretos e indiretos durante o período carnavalesco, contribuindo não só para a economia formal, mas também para a renda de trabalhadores informais e empreendedores locais. 



Impacto fiscal e no setor criativo

O Carnaval também tem reflexos sobre a arrecadação tributária: serviços relacionados à festa geram recolhimento de impostos importantes, como ISS e ICMS, que fortalecem as contas públicas do município e estado. Organizações culturais, escolas de samba e blocos de rua compõem uma cadeia produtiva que movimenta setores como moda, artes plásticas, música e tecnologia aplicada a eventos — fortalecendo a chamada economia criativa no Rio. 



Turismo e marca internacional

O Carnaval do Rio de Janeiro é uma vitrine internacional da cultura brasileira. Sua projeção global atrai mídia internacional, viajantes de dezenas de países e fortalece a imagem do estado como destino prioritário no calendário turístico mundial. Essa visibilidade impulsiona investimentos em infraestrutura, transportes e serviços turísticos ao longo do ano, contribuindo para a economia além dos dias oficiais da festa.


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Conclusão:

O Carnaval no Rio de Janeiro vai muito além da festa e da alegria: é um evento estratégico para a economia estadual, capaz de gerar bilhões em receita, atrair milhões de visitantes, criar empregos e fortalecer setores econômicos diversos. A festa é uma das iniciativas culturais mais importantes do Brasil — e também um dos pilares do desenvolvimento econômico local.

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Acadêmicos de Niterói abre Carnaval do Rio com homenagem histórica ao presidente Lula

Políticos apoiadores consideram o desfile um reconhecimento da trajetória de Lula - Foto de Reprodução UOL.

Por Cleide Gama | Redação Jornal O Folhão 

RIO DE JANEIRO – Em um dos desfiles mais aguardados e controversos do Carnaval 2026, a escola de samba Acadêmicos de Niterói entrará na Avenida Marquês de Sapucaí neste domingo (15), às 22h, com um enredo inédito: “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A agremiação será a primeira a desfilar pelo Grupo Especial, abrindo oficialmente o Carnaval carioca. 



Enredo e narrativa cultural

O samba-enredo narra a trajetória pessoal e política de Lula desde sua infância no interior de Pernambuco até a Presidência da República, destacando momentos marcantes de sua vida e liderança sindical. A letra é contada pela perspectiva de Dona Lindu, mãe de Lula, e foi composta por um grupo de autores ligados ao carnaval carioca. 

A escola também faz referências simbólicas à esperança e à transformação social, elementos que inspiraram o título do enredo. Essa é a primeira vez que uma escola de samba carioca dedica seu tema explicitamente a um presidente em exercício, o que reforça o caráter histórico da homenagem. 



Presença de Lula e primeiros detalhes do desfile

O presidente Lula confirmou sua presença no desfile e acompanhará a apresentação no camarote da Prefeitura do Rio de Janeiro, conforme apurou a equipe de reportagem. A primeira-dama, Rosângela “Janja” Lula da Silva, participará do desfile em um dos carros alegóricos, tornando-se a primeira mulher na história recente a desfilar como destaque em uma homenagem oficial no Carnaval carioca. 

Além disso, a neta de Lula, Bia Lula, já havia visitado o barracão da Acadêmicos de Niterói nos últimos preparativos, confirmando sua presença no evento. 



Polêmica e implicações políticas

A escolha do enredo gerou intensa polêmica nacional. Partidos de oposição, como o Novo e o Missão, entraram com representações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alegando que o samba poderia configurar propaganda eleitoral antecipada, por exaltar a figura de Lula em ano pré-eleitoral. 

No entanto, o TSE negou liminares que pediam a suspensão do desfile, em decisão unânime do Plenário, mantendo a escola na avenida e reforçando a liberdade artística dos blocos carnavalescos. 

Também houve questionamentos no Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o uso de recursos públicos no financiamento das escolas — um pacote total de R$ 12 milhões repassado pela Embratur para as 12 agremiações do Grupo Especial, com R$ 1 milhão destinado à Acadêmicos de Niterói — e técnicos chegaram a recomendar a suspensão do repasse por risco de desvio de finalidade. 

Ainda assim, a decisão final do TCU manteve o repasse, com um ministro contrariando a área técnica e alegando que o valor foi destinado igualmente a todas as escolas e não configura favorecimento. 



Repercussão e expectativas

Culturalmente, a homenagem é vista por muitos no mundo do samba como um marco — seja pela narrativa popular sobre a vida de um líder político ou pela coragem de estrear no Grupo Especial com um tema tão debatido. Políticos apoiadores consideram o desfile um reconhecimento da trajetória de Lula; críticos denunciam a possibilidade de transformar o Carnaval em palanque político, algo que, até o momento, foi confirmado como dentro da legalidade pela Justiça Eleitoral. 

No sambódromo, a expectativa é de casa cheia, transmissão nacional pela TV Globo e um desfile que ficará na história por sua combinação de arte, política e cultura popular.

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Escândalo do Banco Master: PF apreende dados de telefone, relator se afasta e cresce tensão política

Conversas e dados extraídos do celular de Daniel Vocaro incluem menções a autoridades públicas.

Por Cleide Gama 

Brasília – A investigação sobre as irregularidades que levaram ao colapso e à liquidação do Banco Master segue abrindo capítulos inéditos no cenário político e judicial brasileiro. A Polícia Federal (PF) conseguiu acessar integralmente o conteúdo de celulares apreendidos do controlador da instituição, Daniel Vorcaro, revelando informações que complicaram ainda mais o caso. 



Conteúdo do telefone de Vorcaro e menções a autoridades

Em fevereiro de 2026, a Polícia Federal confirmou que conseguiu acessar – mesmo diante da recusa da defesa em fornecer senhas – o conteúdo de pelo menos um dos aparelhos de Daniel Vorcaro, incluindo mensagens, áudios, fotos e registros de aplicativos. O material está em análise e servirá para aprofundar a investigação sobre fraudes e práticas ilegais no banco. 

Segundo fontes envolvidas no caso, conversas e dados extraídos do celular incluem menções a autoridades públicas, o que motivou pedidos formais de instâncias superiores da Justiça Federal para que o processo recebesse atenção especial. Parte dessas menções envolveu o nome do então relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli, gerando intensa discussão institucional. 



Afastamento de Dias Toffoli da relatoria

Após a divulgação de que o nome de Toffoli aparecia em mensagens extraídas do celular de Vorcaro, o ministro decidiu deixar voluntariamente a relatoria do inquérito que apura as supostas fraudes, lavagem de dinheiro e organização criminosa ligadas ao Banco Master. A decisão foi tomada após pressão de outras autoridades e da própria Suprema Corte. 

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, realizou a redistribuição do processo, que agora está sob a responsabilidade do ministro André Mendonça, que já se reuniu com delegados da PF para se inteirar do andamento do caso. 

Toffoli negou ter recebido qualquer dinheiro ou benefício de Vorcaro ou de pessoas associadas ao Banco Master. Seu gabinete insiste que não há confirmação de pagamentos ou conflito de interesse, e que a PF não teria legitimidade para pedir sua suspeição, argumentando questões processuais. 



Operação Compliance Zero e bloqueio de bens

A investigação é conduzida no âmbito da Operação Compliance Zero, que começou em novembro de 2025 e desde então já resultou em ordens de busca e apreensão em diversos estados, além do bloqueio de mais de R$ 5,7 bilhões em bens ligados a Vorcaro, sua família e aliados. A PF mira supostas práticas de fraude, gestão temerária de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. 

Vorcaro e alguns executivos chegaram a ser presos durante as fases iniciais da operação. Eles negam irregularidades e afirmam que a liquidação do banco foi injusta e precipitada, embora as apurações apontem para prejuízos que podem superar cifras bilionárias. 



Denúncias de contratação de influenciadores e ataques ao Banco Central

Paralelamente à investigação criminal, a PF também está levantando informações sobre **supostas contratações de influenciadores digitais e jornalistas para divulgar conteúdos críticos ao Banco Central e favorecer a imagem do Banco Master após sua liquidação. 

Essas denúncias indicam que, no final de 2025, representantes de empresas de marketing digital teriam procurado perfis com grande alcance nas redes sociais, oferecendo pagamento para publicações que atacassem a atuação do Banco Central no caso do Master e destacassem narrativas favoráveis ao banco e a seus controladores. Influenciadores e comunicadores envolvidos relataram ter sido contatados para esse tipo de campanha, que agora pode fazer parte de um novo inquérito, caso a PF entenda haver elementos suficientes para formalizar as suspeitas. 



Impacto político e institucional

O escândalo, que começou como uma investigação sobre fraudes financeiras, ganhou dimensão política ao envolver citações a nomes de autoridades e ao expor tensões entre Poder Judiciário, forças policiais e órgãos reguladores. A troca de relatoria no STF e as investigações sobre possíveis tentativas de influenciar a opinião pública elevam o caso a um dos mais complexos em curso sobre o sistema financeiro no País. 

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Técnicos em Segurança do Trabalho no RJ: salário congelado, negociação apertada e mercado em transformação


Por Marcos Vinicius 

Trabalhador — A remuneração dos Técnicos em Segurança do Trabalho (TST) no estado do Rio de Janeiro continua sendo motivo de debate e pressão por atualização. Desde que a Lei Estadual nº 8.315/2019, que estabelecia pisos salariais, foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), trabalhadores da categoria enfrentam um impasse jurídico e político que afeta diretamente seus salários e poder de compra. 

A norma, alvo de ação direta de inconstitucionalidade (ADI), foi contestada no STF e acabou sendo suspensa, deixando sem aplicação o mecanismo de piso que a lei havia previsto para várias categorias, incluindo os TSTs. 

O mercado hoje mostra que, apesar da falta de piso definido em lei estadual, a realidade salarial desses profissionais difere bastante dos valores legais propostos no passado. Pesquisas de mercado indicam que o salário médio de um Técnico em Segurança do Trabalho no Brasil gira em torno de R$ 3.939,24/mês, com piso de cerca de R$ 3.831,66 para o mercado nacional, segundo levantamento de 2026. Para o estado do Rio, plataformas de remuneração apontam médias que variam próximo a R$ 3.633/mês, com possibilidade de salários acima disso dependendo da empresa e do nível de experiência. 

Esse cenário contrasta com o valor que constava na legislação anterior defendida pelo Sindicato dos Técnicos em Segurança do Trabalho do Estado do Rio de Janeiro (SINTSERJ), que apontava um piso de cerca de R$ 2.421,77 em 2018 — e que deveria ter sido corrigido pela inflação acumulada — mas que permanece sem reajuste legal desde então. 

Profissionais do setor relatam que, em muitos casos, principalmente em empresas menores ou de terceirização, os valores praticados ficam abaixo da média nacional, o que intensifica a pressão por um acordo coletivo que fortifique a remuneração da categoria.

"Na prática, muitos técnicos acabam negociando individualmente ou dependem de convenções e acordos coletivos regionais, porque não há um piso estadual em vigor que sirva de base”, afirma Júlio da Cunha, profissional com mais de dez anos de experiência no setor.

Outro TST, que atua em uma multinacional de petróleo e gás no RJ - e preferiu não se identificar, observou:

“Os salários que vejo ultrapassam facilmente os R$ 4.000 em empresas com bons contratos, mas isso não se reflete para a maioria da categoria que está em médias menores ou sem piso base definido em lei estadual.”

Negociações sindicais continuam em andamento. O SINTSERJ e outras entidades trabalhistas têm pressionado empresas e representantes patronais para estabelecer, via convenções coletivas ou acordos, um piso negociado que reflita a inflação real acumulada e custos de vida atuais. Embora não exista ainda um patamar legal fixo após a decisão do STF, sindicalistas argumentam que a unidade da categoria é essencial para fortalecer a negociação. 

Do lado dos empregadores, a resistência se concentra em manter flexibilidade salarial, argumentando que contratos e acordos setoriais variam amplamente e que a imposição de pisos rígidos pode afetar competitividade em setores com margens mais apertadas.

O contexto político também tem papel importante. Projetos para atualizar pisos salariais na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) foram discutidos nos últimos anos, mas até o momento não resultaram em uma lei substituta eficaz desde a declaração de inconstitucionalidade da Lei 8.315/2019. 

Enquanto isso, muitos TSTs continuam circulando em mercados bem remunerados, mas sem garantia legal mínima. A negociação coletiva e a organização sindical são tratadas pelos profissionais como ferramentas essenciais para corrigir distorções e buscar um piso salarial mais condizente com a atual realidade econômica.

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Alerj define regras para possível eleição indireta e reacende debate sobre legitimidade democrática no Rio

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), aprovou nesta quarta-feira (11/02), por 6 votos a 1, o substitutivo ao Projeto de Lei Complementar (PLC) 38/25, que determina as regras para a eleição indireta de governador e vice-governador em caso de dupla vacância. A situação excepcional, caso aconteça, será inédita no Estado do Rio. Agora, o texto seguirá para apreciação dos deputados pelo plenário da Alerj. Reprodução Alerj.

Por Marcelo Procópio | Redação Jornal O Folhão 

Política: A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, nesta quarta-feira (11), as regras que irão nortear uma eventual eleição indireta para a escolha de um governador tampão. O cenário se tornou concreto diante da possibilidade de renúncia do governador Cláudio Castro (PL) até abril de 2026, prazo legal para que ele possa concorrer a uma vaga no Senado Federal. A situação é agravada pela saída do vice-governador Thiago Pampolha, que deixou o cargo para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), abrindo caminho para uma dupla vacância no Executivo estadual.

Com a aprovação da lei complementar, a Alerj estabelece que, caso Cláudio Castro renuncie, caberá aos próprios 70 deputados estaduais eleger, de forma indireta, uma chapa composta por governador e vice-governador, que cumprirá mandato até o fim de 2026. A votação será aberta, nominal e presencial, devendo ocorrer em até 30 dias após a confirmação da vacância dos cargos.

Pelas regras aprovadas, poderão concorrer brasileiros com mais de 30 anos, com domicílio eleitoral no estado, filiação partidária e pleno exercício dos direitos políticos. As chapas deverão ser registradas em até cinco dias úteis após a publicação do edital de convocação, e os eleitos tomarão posse em até 48 horas após a proclamação do resultado.



Debate político e jurídico

A decisão da Alerj não passou sem controvérsias. Um dos pontos mais questionados é a flexibilização do prazo de desincompatibilização para ocupantes de cargos no Executivo estadual. A nova regra permite que secretários e outros gestores se afastem de suas funções apenas 24 horas após a vacância, o que, segundo juristas, pode colidir com princípios da legislação eleitoral federal e abrir margem para judicialização no Tribunal de Justiça do Rio ou no Supremo Tribunal Federal (STF).

Para o cientista político e professor universitário Carlos Mendes, a medida atende mais a uma conjuntura política do que a um ideal democrático. “A eleição indireta é prevista constitucionalmente, mas a forma como as regras foram ajustadas levanta dúvidas sobre isonomia e equilíbrio do processo. Há um claro risco de judicialização”, avalia.

Na avaliação da constitucionalista Helena Prado, a Alerj buscou preencher um vácuo normativo existente. “O Estado do Rio não tinha regras claras para esse tipo de eleição indireta. Do ponto de vista formal, a Assembleia cumpriu seu papel. O problema é o conteúdo de alguns dispositivos, especialmente os prazos reduzidos, que podem ser questionados”, explica.

Economistas e analistas de gestão pública também chamam atenção para o impacto institucional. “Um governador tampão terá pouco tempo para governar, mas poderá tomar decisões estratégicas importantes. Isso exige responsabilidade e transparência”, afirma o economista João Ribeiro.

Entre a população, a reação é marcada por desconfiança. Para a auxiliar administrativa Maria das Dores, moradora de Duque de Caxias, o modelo afasta ainda mais o cidadão das decisões políticas. “A gente já vota pouco e agora nem isso. Parece que tudo fica decidido nos bastidores”, reclama.

Já o motorista de aplicativo Anderson Silva vê a eleição indireta como “um mal necessário”. “Se está na lei, tem que cumprir. Mas o deputado que votar precisa lembrar que está ali representando o povo”, pondera.

O professor e analista político Evandro Brasil é crítico ao processo. Para ele, embora a eleição indireta esteja prevista na Constituição, o contexto atual exige cautela e amplo debate público. “Estamos falando de um governo escolhido por 70 deputados para governar um estado com mais de 17 milhões de habitantes. Isso é legal, mas não necessariamente legítimo do ponto de vista democrático”, afirma.

Evandro Brasil também alerta para o risco de decisões desconectadas das reais necessidades da população. “O Rio enfrenta problemas graves na segurança pública, na saúde, na mobilidade e nas finanças. Um mandato tampão não pode ser apenas um arranjo político para atender projetos eleitorais. Precisa ter compromisso com políticas públicas e com o interesse coletivo”, conclui.



Um cenário ainda em aberto

Até o momento, Cláudio Castro não confirmou oficialmente sua renúncia, mas os movimentos políticos indicam que o cenário está em construção. Enquanto isso, a aprovação das regras pela Alerj antecipa um debate central: até que ponto soluções legais, porém indiretas, conseguem responder às demandas democráticas de uma sociedade cada vez mais desconfiada da política institucional.

A possível eleição indireta para o governo do Rio promete não apenas definir um mandato tampão, mas também reacender discussões profundas sobre representatividade, transparência e o papel do Legislativo estadual diante de crises políticas.

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Troca de farpas nas redes: Alexandre Frota ataca Brunna Gonçalves após defesa de Ludmilla contra emissora acusada de racismo

Alexandre Frota ataca a dançarina Brunna Gonçalves no Portal do Jornal Metrópole - foto de reprodução Área Vip

Por Cleide Gama | Redação Jornal O Folhão 

Polêmica: A internet voltou a ferver com mais um capítulo de embate entre celebridades. Desta vez, o ex-ator e atual vereador de Cotia (SP), Alexandre Frota, protagonizou uma polêmica ao atacar publicamente a bailarina Brunna Gonçalves, esposa da cantora Ludmilla, após ela se posicionar contra uma emissora de televisão acusada de racismo.

A confusão teve início depois que Ludmilla se recusou a conceder entrevista a uma emissora que, no passado, contratou um apresentador envolvido em um episódio de racismo contra a artista, ocorrido em 2017. Em defesa da cantora, Brunna Gonçalves falou ao portal Metrópoles e foi categórica: “Eu nunca vou apoiar emissora racista. Racistas não passarão!”.

A declaração não agradou Alexandre Frota, que resolveu rebater a bailarina em um comentário feito nas redes sociais. Em tom agressivo, Frota questionou a legitimidade de Brunna para levantar a pauta antirracista e fez ataques pessoais: “Quem essa moça acha que é com essa pauta? Não tem talento, vive às custas do que sobrou da Ludmilla”, escreveu. O vereador foi além, ironizando a aparência da bailarina e fazendo comentários considerados ofensivos ao mencionar procedimentos estéticos e a cor do cabelo.

As declarações repercutiram negativamente e dividiram opiniões nas redes sociais. Enquanto apoiadores de Frota tentaram defender a crítica como “liberdade de expressão”, muitos internautas acusaram o vereador de machismo, desrespeito e de esvaziar um debate sério — o combate ao racismo — com ataques pessoais.

Até o momento, Brunna Gonçalves não respondeu diretamente às ofensas de Frota. Ludmilla também não se manifestou sobre o episódio. O caso reacende o debate sobre racismo estrutural, responsabilidade de figuras públicas e os limites do discurso nas redes sociais, especialmente quando a crítica política se mistura com ataques pessoais.

A polêmica evidencia, mais uma vez, como discussões importantes acabam sendo desviadas para embates individuais, em um ambiente digital cada vez mais marcado por radicalização e falta de civilidade.

Ao ser consultado, por nossa equipe, sobre essa polêmica o professor Evandro Brasil se limitou a afirmar que: "Alexandre Frota saiu do Bolsonarismo, mas o bolsonarismo não saiu dele'.

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

CONSEA de Duque de Caxias retoma atividades com reunião remota e reforça combate à fome

A retomada dos trabalhos do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional de Duque de Caxias é de fundamental importância para o enfrentamento as desigualdades e a fome neste município - foto de reprodução Rádio Tupi 

Por Cleide Gama | Redação Jornal O Folhão 

Controle Social: O Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional de Duque de Caxias (CONSEA-DC) dará um passo importante para a retomada de suas atividades institucionais. Na próxima segunda-feira, 9 de fevereiro, às 19h, será realizada uma reunião remota, por meio da plataforma Google Meet, com a participação dos conselheiros e conselheiras representantes da sociedade civil, titulares e suplentes.

A convocação foi feita pelo presidente do conselho, Sidney Campos Neves, e tem como objetivo reorganizar as ações do CONSEA-DC e fortalecer a política de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) no município. Entre os principais pontos da pauta estão os informes sobre a política de SAN em Duque de Caxias, a definição de um plano de ação e atuação do conselho, a discussão sobre o Fórum Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, além dos encaminhamentos necessários para os próximos meses.

O CONSEA tem papel estratégico na formulação, acompanhamento e fiscalização das políticas públicas voltadas ao direito humano à alimentação adequada, atuando como espaço de diálogo entre o poder público e a sociedade civil. Em um cenário marcado pelo aumento da insegurança alimentar, o funcionamento ativo do conselho é fundamental para identificar demandas locais, propor soluções e garantir que as políticas cheguem efetivamente às famílias mais vulneráveis.

No âmbito nacional, o governo federal vem retomando e ampliando ações importantes no combate à fome, como o fortalecimento do Bolsa Família, a reativação do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o incentivo à agricultura familiar, a ampliação do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e a reconstrução do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN). Essas iniciativas buscam enfrentar a fome de forma estrutural, articulando renda, produção de alimentos, acesso e participação social.

A atuação dos conselhos municipais, como o CONSEA-DC, é essencial para que essas políticas federais sejam adaptadas à realidade local e executadas com transparência e controle social. A reunião da próxima segunda-feira representa, portanto, um momento decisivo para o fortalecimento da cidadania, da participação popular e da luta contra a fome em Duque de Caxias.

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Morre Renato Rabelo, histórico dirigente do PCdoB, aos 83 anos

  Renato Rabelo morre aos 83 anos - foto de reprodução PCdoB Por Marcos Vinicius| Redação Jornal O Folhão  Luto:  O Partido Comunista do Bra...