sábado, 23 de maio de 2026

Fim do dinheiro nos ônibus do Rio gera debate e prefeitura aposta em Pix e cartões no Jaé

Prefeitura do Rio anuncia que validador Jaé vai receber pagamento por QRCold, Cartão de Crédito ou de Débito


Por Cleide Gama|Redação Jornal O Folhão 

Mobilidade: A Prefeitura do Rio anunciou uma nova mudança no sistema de transporte municipal: os passageiros poderão pagar as passagens de ônibus por Pix, cartão de débito e cartão de crédito diretamente nos validadores do sistema Jaé instalados dentro dos coletivos. A medida deve entrar em funcionamento antes do dia 30 de maio, data em que o pagamento em dinheiro deixará de ser aceito nos ônibus municipais. 

O anúncio foi feito pelo prefeito Eduardo Cavaliere, que defendeu a digitalização do sistema como uma forma de aumentar a transparência na arrecadação das empresas de ônibus e reduzir a circulação de dinheiro em espécie nos coletivos. Segundo a prefeitura, cerca de 95% das passagens já são pagas sem uso de dinheiro físico. 

A administração municipal afirma que a medida também busca reduzir assaltos e acelerar o embarque dos passageiros. Mesmo com o fim do dinheiro dentro dos ônibus, o usuário ainda poderá utilizar cédulas para comprar ou recarregar os cartões Jaé em mais de 700 bancas de jornal e milhares de pontos credenciados espalhados pela cidade. 

A mudança, porém, dividiu opiniões entre especialistas e passageiros. O professor Victor Hugo Abreu, da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, alertou que idosos, turistas e pessoas de baixa renda podem enfrentar dificuldades de adaptação ao sistema digital. Segundo ele, muitos trabalhadores informais ainda dependem exclusivamente do dinheiro em espécie no dia a dia. 

Já o engenheiro Levi Salvi, da Universidade Federal Fluminense, avalia que a tendência de pagamento eletrônico já ocorre em diversas cidades brasileiras e internacionais. Para ele, a retirada do dinheiro pode aumentar a segurança operacional e diminuir o tempo de parada nos pontos de ônibus. 

Entre os passageiros, as opiniões também se dividem. A auxiliar de serviços gerais Maria de Fátima, moradora de Madureira, disse que aprova o pagamento por aproximação. “Hoje quase todo mundo já usa cartão ou celular. Se funcionar direito, pode facilitar bastante”, afirmou.

Já o aposentado José Carlos, de Campo Grande, teme dificuldades para parte da população. “Tem muito idoso que ainda não sabe mexer com aplicativo. Nem todo mundo tem cartão ou internet no celular”, criticou.

Nas redes sociais, muitos usuários elogiaram a chegada do pagamento por cartão diretamente no ônibus, algo já comum em outras cidades. Porém, houve críticas ao uso do Pix dentro dos coletivos, com receio de filas, lentidão e problemas de conexão durante o embarque. 

A decisão também passou a ser investigada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que abriu um inquérito para avaliar se a retirada do dinheiro em espécie pode representar prática abusiva contra os consumidores. 

Enquanto a prefeitura defende modernização e transparência, especialistas afirmam que o sucesso da medida dependerá da capacidade do sistema em funcionar sem falhas e garantir acesso ao transporte para toda a população carioca.

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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Rachadinha no gabinete? Ex-assessora faz denúncia explosiva contra Mario Frias

 

Mario Frias já enfrenta outros desgastes políticos e judiciais.

Por Marcelo Procópio|Redação Jornal O Folhão 

Rachadinhas: O deputado federal Mario Frias voltou ao centro de uma nova polêmica política após denúncias feitas por uma ex-funcionária de seu gabinete na Câmara dos Deputados. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a ex-assessora afirmou que recebia salários que chegavam a cerca de R$ 20 mil mensais, mas ficava apenas com uma parte do valor. O restante, segundo ela, era devolvido ao entorno do gabinete parlamentar. 

De acordo com os relatos e comprovantes bancários apresentados pela ex-servidora Gardênia Morais, os repasses eram feitos por meio de transferências bancárias, PIX e até movimentações em dinheiro vivo. Ela declarou que, em média, permanecava com cerca de R$ 5 mil a R$ 7 mil, enquanto aproximadamente R$ 13 mil eram devolvidos mensalmente. 

A reportagem do G1, repercutida por diversos veículos nacionais, também aponta pagamentos relacionados a pessoas próximas ao gabinete e até despesas ligadas à família do parlamentar. Entre os documentos apresentados estariam comprovantes de pagamentos para familiares e pessoas ligadas ao então chefe de gabinete Raphael Azevedo. 

A prática denunciada se assemelha ao esquema conhecido popularmente como “rachadinha”, expressão utilizada para definir quando assessores parlamentares devolvem parte de seus salários a políticos ou intermediários. Juristas apontam que esse tipo de prática pode configurar crimes como peculato, corrupção passiva, concussão e improbidade administrativa, dependendo das provas e das circunstâncias investigadas. 

O caso ganha ainda mais repercussão porque Mario Frias já enfrenta outros desgastes políticos e judiciais. Recentemente, o nome do parlamentar apareceu em apurações relacionadas ao envio de emendas parlamentares destinadas a uma ONG ligada à produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O Supremo Tribunal Federal chegou a tentar notificá-lo diversas vezes para prestar esclarecimentos sobre o caso. 

Especialistas em administração pública afirmam que denúncias envolvendo “rachadinhas” representam um grave ataque à ética no serviço público e à confiança da população nas instituições. Para analistas políticos, o escândalo reforça a pressão sobre parlamentares ligados ao bolsonarismo, grupo político que já enfrentou investigações semelhantes em outros gabinetes ao longo dos últimos anos. 

Até o momento, Mario Frias nega irregularidades. Como em qualquer investigação, os envolvidos têm direito à ampla defesa e ao contraditório. O caso poderá avançar para apuração pelos órgãos competentes caso novas provas sejam apresentadas ou confirmadas pelas autoridades.

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"Sonho paraguaio” vira frustração para parte dos brasileiros que deixaram o país em busca de uma vida melhor

 

Cuidado Del Este, Paraguai

Por Marcos Vinicius|Redação Jornal O Folhão 

Emigrantes: Nos últimos anos, cresceu significativamente o número de brasileiros que decidiram deixar o Brasil para tentar uma nova vida no Paraguai. Motivados principalmente pelo alto custo de vida, carga tributária elevada, dificuldades econômicas, desemprego e insatisfação política, muitos enxergaram no país vizinho uma oportunidade de recomeço. Porém, para uma parcela desses brasileiros, o sonho acabou dando lugar à frustração.

Vídeos nas redes sociais mostrando aluguéis mais baratos, impostos reduzidos, facilidade para abrir empresas e promessas de crescimento rápido ajudaram a impulsionar essa migração. Influenciadores digitais passaram a produzir conteúdos defendendo o Paraguai como um “paraíso econômico” para brasileiros cansados da realidade nacional.


Mas especialistas alertam que a situação é mais complexa do que parece nas redes sociais.

De acordo com analistas econômicos e pesquisadores da área de migração internacional, muitos brasileiros tomam a decisão sem planejamento adequado, sem conhecer profundamente a cultura local e sem avaliar as dificuldades reais do mercado de trabalho paraguaio.

A socióloga Rosana Baeninger explica que movimentos migratórios motivados por crises políticas e econômicas costumam ser acompanhados por expectativas irreais.

Existe uma idealização muito forte nas redes sociais. Algumas pessoas acreditam que apenas atravessar a fronteira resolverá problemas financeiros, profissionais e até emocionais. A realidade geralmente é mais dura”, afirmam pesquisadores que estudam os fluxos migratórios na América do Sul.

Economistas também destacam que o Paraguai possui vantagens tributárias em determinados setores, especialmente no comércio e na importação, mas isso não significa garantia de emprego ou estabilidade econômica.

O economista Ricardo Amorim já comentou em diferentes análises sobre a importância de avaliar produtividade, qualificação profissional e ambiente de negócios antes de tomar decisões radicais de mudança de país. Segundo especialistas, economias menores possuem menos capacidade de absorver trabalhadores estrangeiros, principalmente em períodos de desaceleração econômica.

Além da questão financeira, brasileiros relatam dificuldades de adaptação cultural, barreiras linguísticas e desafios relacionados à documentação, saúde e educação.

Em cidades próximas à fronteira, como Ciudad del Este, muitos brasileiros conseguem atuar no comércio e em pequenos negócios. Porém, fora dessas regiões, as oportunidades podem ser mais limitadas do que o imaginado.

Especialistas em relações internacionais afirmam que existe também um fator político influenciando esse movimento migratório. Parte dos brasileiros decidiu deixar o país após o aumento da polarização política nacional. No entanto, pesquisadores alertam que decisões tomadas apenas por motivação ideológica podem gerar arrependimento quando confrontadas com a realidade econômica e social do novo país.

Para estudiosos do tema, mudar de país exige planejamento financeiro, qualificação profissional, conhecimento da legislação local e preparação emocional.

Apesar das dificuldades enfrentadas por alguns migrantes, especialistas ressaltam que o Paraguai continua sendo uma opção válida para determinados perfis de empreendedores e investidores. O problema, segundo eles, está na venda de uma imagem simplificada de prosperidade garantida.

Enquanto alguns brasileiros conseguem construir uma vida estável no exterior, outros acabam descobrindo que não existem soluções fáceis para problemas complexos.

E a principal lição apontada pelos especialistas é clara: trocar de país pode mudar o cenário, mas não elimina automaticamente os desafios da vida econômica, profissional e social.

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Flávio Bolsonaro anuncia encontro com Trump, mas Casa Branca não confirma reunião

Casa Branca, Washington DC 

Por Marcelo Procópio|Redação Jornal O Folhão 

Brasília: O anúncio de uma possível reunião entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou repercussão política e questionamentos dentro e fora do Brasil.

Nos últimos dias, aliados do parlamentar divulgaram que Flávio estaria organizando uma viagem aos Estados Unidos com expectativa de participar de um encontro na Casa Branca. A informação rapidamente ganhou destaque nas redes sociais e em veículos de imprensa, principalmente entre apoiadores do grupo bolsonarista.

Entretanto, até o momento, o governo norte-americano não confirmou oficialmente qualquer reunião entre Trump e o senador brasileiro. A ausência do compromisso na agenda pública da Casa Branca aumentou as dúvidas sobre a realização do encontro.

Ao ser questionado por jornalistas sobre o assunto, Flávio Bolsonaro evitou dar detalhes e respondeu em inglês: “Call the White House”, expressão que significa “Perguntem à Casa Branca”. Em outra declaração, afirmou que não teria solicitado pessoalmente a reunião.

O episódio acontece em meio a um cenário político delicado para o grupo bolsonarista. Nos bastidores de Brasília, adversários políticos acusam aliados do ex-presidente de tentar criar fatos políticos internacionais para fortalecer narrativas internas no Brasil.

Analistas avaliam que uma eventual foto ao lado de Donald Trump poderia ser usada como símbolo de fortalecimento político junto ao eleitorado conservador, especialmente em um momento de desgaste envolvendo investigações, disputas judiciais e críticas relacionadas a alianças financeiras e estratégias eleitorais.

Mesmo sem confirmação oficial do governo americano, o tema dominou debates políticos nas redes sociais e voltou a colocar o nome da família Bolsonaro no centro das discussões nacionais.

O caso segue repercutindo e novos desdobramentos podem surgir nos próximos dias, principalmente caso a Casa Branca se manifeste oficialmente sobre o assunto.

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Maricá registra sequência de tremores e moradores ficam em alerta no litoral do Rio

Os episódios em Maricá reacenderam debates sobre monitoramento sísmico, prevenção e preparação das cidades brasileiras para eventos naturais inesperados

Por Cleide Gama| Redação Jornal O Folhão 

Maricá: A cidade de Maricá voltou a chamar atenção após registrar uma sequência de tremores de terra em menos de 48 horas. Os abalos sísmicos aconteceram no mar, a cerca de 100 quilômetros da costa fluminense, e foram monitorados pela Rede Sismográfica Brasileira.

O primeiro tremor ocorreu na quinta-feira, com magnitude de 3,3 na escala Richter. Já o segundo foi registrado na manhã desta sexta-feira, às 6h50, com magnitude de 3,1. Apesar da repercussão nas redes sociais e da preocupação entre moradores da região, até o momento não há registro de vítimas, feridos ou danos estruturais.

Especialistas explicam que pequenos tremores podem ocorrer no território brasileiro, principalmente devido a movimentações geológicas internas da placa sul-americana. Diferente de países localizados em áreas de forte atividade tectônica, como Chile, Japão e Indonésia, o Brasil está em uma região considerada geologicamente mais estável.

Mesmo assim, os episódios em Maricá reacenderam debates sobre monitoramento sísmico, prevenção e preparação das cidades brasileiras para eventos naturais inesperados. Muitos moradores relataram sustos, sensação de vibração e preocupação diante das notícias divulgadas nas últimas horas.

A Rede Sismográfica Brasileira segue acompanhando a atividade na região e reforçou que tremores dessa magnitude costumam ter baixo potencial destrutivo. Ainda assim, o caso serve como alerta para a importância de investimentos em pesquisa, monitoramento geológico e sistemas de informação à população.

O jornal O Folhão continuará acompanhando o caso e trazendo atualizações sobre qualquer nova movimentação registrada no litoral do estado do Rio de Janeiro.

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quinta-feira, 21 de maio de 2026

População em Caxias unida em defesa do Meio Ambiente


Por Marcos Vinicius 

Meio Ambiente: Mais de 150 pessoas foram às ruas no sábado (16 de maio), no terceiro distrito de Duque de Caxias, em um protesto em defesa da Reserva Equitativa. O ato reuniu estudantes, professores, moradores, religiosos e ativistas ambientais na Praça do Equitativa, em uma mobilização marcada por discursos, cartazes e pedidos de preservação ambiental.

Os manifestantes denunciaram possíveis ameaças à área verde, incluindo suspeitas de avanço imobiliário e risco de desmatamento. Muitos participantes afirmaram que a reserva representa um importante patrimônio ambiental para a região, funcionando como espaço de equilíbrio ecológico, convivência comunitária e proteção da biodiversidade local.

Durante o protesto, jovens estudantes chamaram atenção para a necessidade de discutir sustentabilidade e preservação ambiental nas escolas. Professores presentes destacaram que áreas verdes urbanas exercem papel fundamental na qualidade do ar, no controle da temperatura e na prevenção de enchentes, problema recorrente em diversas localidades da Baixada Fluminense.

Moradores também demonstraram preocupação com o crescimento urbano desordenado. Segundo relatos apresentados durante o ato, existe temor de que interesses econômicos acabem prevalecendo sobre a preservação ambiental. Para muitos participantes, a população precisa acompanhar de perto qualquer projeto que envolva alterações na área da reserva.

Religiosos que participaram da mobilização reforçaram a importância do cuidado com a natureza como responsabilidade coletiva. Já ativistas ambientais cobraram maior transparência do poder público sobre possíveis projetos urbanos na região e defenderam estudos técnicos antes de qualquer intervenção ambiental.

O protesto ocorreu de forma pacífica e contou com faixas, palavras de ordem e apresentações culturais organizadas pelos participantes. Ao final do ato, grupos ligados ao movimento ambiental afirmaram que pretendem continuar mobilizados e prometem acompanhar os próximos desdobramentos relacionados à Reserva Equitativa.

Especialistas em meio ambiente alertam que a preservação de áreas verdes em regiões urbanas se tornou uma questão estratégica nas grandes cidades. Além de proteger ecossistemas, reservas ambientais ajudam no combate às ilhas de calor e contribuem para a saúde da população.

A mobilização deste sábado mostra que a discussão ambiental ganhou força entre os jovens da Baixada Fluminense, transformando a defesa da Reserva Equitativa em um símbolo local da luta por desenvolvimento sustentável e participação popular.

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terça-feira, 19 de maio de 2026

Encontro, silêncio e pressão: Flávio Bolsonaro enfrenta nova turbulência política em meio ao caso Vorcaro

Flávio Bolsonaro diz que foi à casa de Vorcaro depois da primeira prisão do dono do Master. Foto de reprodução - Estadão.

Por Marcelo Procópio 

Brasília: A nova crise envolvendo o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro ganhou mais um capítulo nesta semana. Durante participação na Marcha dos Prefeitos, em Brasília, o parlamentar afirmou estar sendo alvo de “perseguição política”, mas evitou detalhar publicamente seu encontro com o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado em diferentes frentes pela Polícia Federal. 

Segundo reportagens divulgadas nos últimos dias, Flávio admitiu ter visitado Vorcaro após a primeira prisão do empresário, alegando que o contato ocorreu em razão de negociações privadas relacionadas ao financiamento de um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador nega qualquer irregularidade e afirma que não houve favorecimento político ou troca de interesses. 

O caso, porém, aumentou a pressão sobre a pré-campanha do parlamentar. Áudios revelados pela imprensa e mensagens relacionadas ao suposto financiamento milionário do longa-metragem levantaram questionamentos tanto de adversários quanto de aliados da direita. 

Durante o evento com prefeitos, Flávio preferiu focar em críticas ao governo federal e voltou a defender que setores conservadores estariam sendo perseguidos por instituições do Estado. Nos bastidores, entretanto, lideranças políticas avaliam que a ausência de explicações mais detalhadas pode ampliar o desgaste público. 

Analistas políticos também passaram a observar os impactos do episódio sobre a corrida presidencial de 2026. O jornalista William Waack avaliou que a campanha de Flávio sofre com “erros sequenciais” e dificuldades de gerenciamento da crise. 

Entre possíveis aliados, as reações também demonstram desconforto. O governador Romeu Zema afirmou que as explicações apresentadas até agora “não são convincentes”. Já o governador Ronaldo Caiado declarou que o senador “precisa prestar contas à sociedade”. 

Nas redes sociais, o assunto dividiu opiniões. Parte dos apoiadores de Flávio sustenta que o caso estaria sendo explorado politicamente para enfraquecer a direita antes das eleições. Já críticos afirmam que figuras públicas precisam agir com máxima transparência, principalmente quando mantêm relações com empresários envolvidos em investigações financeiras.

O episódio também repercutiu no mercado financeiro. Reportagens internacionais destacaram que a revelação da ligação entre Flávio e Vorcaro provocou instabilidade na Bolsa e no câmbio, além de reacender debates sobre ética, financiamento político e influência econômica nas campanhas eleitorais brasileiras. 

Enquanto a oposição pede mais esclarecimentos e parte da direita tenta conter os danos, o caso promete continuar no centro do debate político nacional nas próximas semanas.

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Infância Ferida: Brasil registra 64 meninas vítimas de violência sexual por dia

A violência, segundo pesquisadores, está diretamente ligada à desigualdade social

Por Cleide Gama | Redação Jornal O Folhão 

Violência: O Brasil convive com uma ferida silenciosa que cresce longe dos holofotes, escondida dentro de casas, escolas, vizinhanças e até no ambiente digital. Um levantamento divulgado pelo Mapa Nacional da Violência de Gênero revela que, entre 2011 e 2024, uma média de 64 meninas por dia sofreram violência sexual no país. No período, mais de 308 mil crianças e adolescentes de até 17 anos foram vítimas desse tipo de crime. 

Somente em 2024, foram registrados 45.435 casos, o equivalente a quase 3,8 mil notificações por mês. Os números, porém, podem ser ainda maiores. Especialistas alertam que a subnotificação continua sendo um dos maiores obstáculos no combate à violência sexual infantil. Muitas vítimas não denunciam por medo, vergonha ou dependência emocional e financeira do agressor. 

Os dados mostram também um retrato social cruel. Meninas negras aparecem como as principais vítimas, representando mais da metade dos casos registrados nos últimos anos. A violência, segundo pesquisadores, está diretamente ligada à desigualdade social, à vulnerabilidade econômica e à falta de proteção em determinadas regiões do país. 

Outro dado alarmante desmonta uma ideia que durante décadas dominou o imaginário popular: o agressor nem sempre é um desconhecido. Em aproximadamente um terço dos casos, o autor da violência possui vínculo familiar com a vítima, incluindo pais, padrastos, irmãos e outros parentes próximos. A casa, que deveria ser um refúgio, muitas vezes se transforma em território de medo. 

Especialistas também demonstram preocupação com o avanço da violência sexual facilitada pela internet. Plataformas digitais, redes sociais e aplicativos passaram a ser usados por criminosos para aliciar crianças e adolescentes. Um estudo recente do UNICEF aponta que uma em cada cinco crianças e adolescentes brasileiros já sofreu algum tipo de violência sexual mediada por tecnologia. 

O tema ganha ainda mais relevância neste mês de maio, marcado pela campanha Maio Laranja e pelo Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio. A mobilização busca conscientizar a sociedade sobre sinais de abuso e incentivar denúncias. 

Enquanto os números crescem, especialistas defendem medidas urgentes: fortalecimento das políticas públicas, ampliação do atendimento psicológico às vítimas, integração entre escolas e conselhos tutelares, além de campanhas permanentes de conscientização. Para muitos pesquisadores, combater a violência sexual infantil exige mais do que leis severas. Exige vigilância coletiva, educação e coragem para romper o silêncio.

No fundo, cada estatística carrega uma infância interrompida. E um país que não protege suas crianças acaba perdendo parte do próprio futuro.

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segunda-feira, 18 de maio de 2026

Entre grades e câmeras: o Brasil refém do medo


Por Cleide Gama | Redação Jornal O Folhão 

Segurança: A sensação de insegurança virou companhia diária do brasileiro. O medo já não bate apenas à porta, ele entra pela janela, senta no banco do ônibus, acompanha o trabalhador na volta para casa e altera até a rotina mais simples. Pesquisa divulgada pelo Instituto Sou da Paz revelou um dado alarmante: apenas 32% dos brasileiros afirmam se sentir seguros na cidade onde vivem. Entre as mulheres, o índice despenca para apenas 26%. 

O levantamento mostra um retrato duro do país. A violência urbana deixou de ser apenas manchete policial e passou a moldar o comportamento da população. Milhões de pessoas evitam sair à noite, mudam trajetos, escondem celulares e vivem permanentemente em estado de alerta. O medo virou rotina silenciosa.

Outro dado que chama atenção é que 83% dos entrevistados reconhecem a presença da violência contra a mulher em suas cidades. O crescimento dos casos de feminicídio reforça essa percepção. Dados recentes do Ministério da Justiça apontam que o Brasil registrou o trimestre mais letal da história para mulheres em 2026, com média de quatro feminicídios por dia. 

A pesquisa também desmonta alguns discursos simplistas sobre segurança pública. A maioria da população demonstra preferência por medidas de inteligência, prevenção e tecnologia. Cerca de 82% apoiam o uso de câmeras corporais por policiais e 65% defendem uma polícia mais preparada e valorizada. 

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação nacional com o avanço da criminalidade organizada. Levantamentos recentes mostram que a violência ultrapassou temas como economia e corrupção e hoje aparece como a principal preocupação dos brasileiros. 

Especialistas alertam que a redução de alguns índices de homicídio não significa necessariamente maior sensação de segurança. Em várias regiões, facções criminosas ampliaram o controle territorial, expandindo atuação para cidades do interior e diversificando atividades ilegais. 

Enquanto isso, o cidadão comum segue preso numa espécie de “arquitetura do medo”. Casas com grades mais altas, câmeras em cada esquina, cercas elétricas, aplicativos de monitoramento e ruas vazias após anoitecer revelam uma sociedade cansada de conviver com a insegurança.

O grande desafio do Brasil talvez já não seja apenas combater o crime, mas devolver ao cidadão algo que parece cada vez mais raro: a tranquilidade de viver sem medo.

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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Operação “Sem Refino” coloca Cláudio Castro no centro de nova tempestade política no Rio

Ex-governador Cláudio Castro é alvo de operação da Polícia Federal (Foto de reprodução - Tempo Real)

Por Marcelo Procópio| Redação Jornal O Folhão 

Rio: O Rio de Janeiro amanheceu novamente sob o barulho das sirenes da Polícia Federal. Nesta sexta-feira, a PF deflagrou a Operação “Sem Refino”, uma ofensiva de grandes proporções que colocou o ex-governador Cláudio Castro entre os principais alvos da investigação. Agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-chefe do Executivo fluminense, incluindo sua residência em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, Zona Oeste da capital. 

A investigação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, apura um suposto esquema bilionário envolvendo empresas do setor de combustíveis, suspeitas de utilizar estruturas empresariais complexas para ocultação patrimonial, lavagem de dinheiro, fraudes fiscais e envio ilegal de recursos para o exterior. 

No centro das apurações aparece o empresário Ricardo Magro, proprietário do Grupo Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. Segundo informações divulgadas pela PF, a corporação solicitou inclusive a inclusão do nome do empresário na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo internacional utilizado para localizar foragidos considerados prioritários. Magro estaria atualmente nos Estados Unidos. 

Ao todo, foram expedidos 17 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. Além disso, a Justiça autorizou medidas cautelares severas, incluindo afastamentos de funções públicas, bloqueios bilionários de ativos financeiros e suspensão de atividades econômicas de empresas investigadas. Parte das informações aponta para bloqueios que podem alcançar cifras superiores a R$ 52 bilhões em ativos ligados ao grupo investigado. 

A operação não atingiu apenas figuras políticas. Também entraram na mira da PF o desembargador afastado Guaraci Vianna, o ex-procurador Renan Saad e o ex-secretário estadual da Fazenda Juliano Pascoal. Os investigadores trabalham com a hipótese de que setores do poder público possam ter facilitado ou ignorado irregularidades fiscais envolvendo o conglomerado econômico investigado. 

A ofensiva da PF acontece em um momento extremamente delicado para a política fluminense. Cláudio Castro deixou o governo do estado em março deste ano, um dia antes da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral que terminou declarando sua inelegibilidade por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. A renúncia abriu uma crise institucional inédita no Rio, com disputas judiciais sobre a sucessão estadual e debates no STF sobre a realização de eleição direta ou indireta para um mandato-tampão. 

Mesmo fora do Palácio Guanabara, Castro ainda articulava sua permanência no cenário político e pretendia disputar uma vaga ao Senado Federal nas eleições deste ano. A nova operação, entretanto, aumenta significativamente a pressão política e jurídica sobre o ex-governador, transformando seu futuro eleitoral em um terreno cercado de incertezas. 

Até o momento, a defesa de Cláudio Castro afirma não ter tido acesso completo aos autos da investigação. O advogado Carlo Luchione declarou à imprensa que aguarda detalhes formais da operação antes de qualquer manifestação mais aprofundada. 

Nos bastidores políticos do Rio, a operação já provoca fortes repercussões. Analistas avaliam que a investigação pode aprofundar ainda mais a crise institucional fluminense, que há anos parece caminhar sobre uma ponte de vidro em meio a sucessivos escândalos políticos, disputas judiciais e intervenções federais. A “Sem Refino” surge agora como mais um capítulo de um enredo em que o combustível não move apenas carros, mas também suspeitas, poder e bilhões de reais. 

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Fim do dinheiro nos ônibus do Rio gera debate e prefeitura aposta em Pix e cartões no Jaé

Prefeitura do Rio anuncia que validador Jaé vai receber pagamento por QRCold, Cartão de Crédito ou de Débito Por Cleide Gama|Redação Jornal ...