domingo, 31 de maio de 2026

O Forró da Feira Resiste: Patrimônio Cultural de Duque de Caxias Sofre com o Abandono

Imagem reflete o potencial da Feira de Caxias. O forró da feira acontece em um espaço de acesso ao mergulhão de Caxias. Estima-se que cerca de 50 mil pessoas circulem nessa feira a cada domingo. Foto de reprodução, Extra Online.

Por Marcelo Procópio | Redação do Jornal O Folhão 

Cultura: O forró da tradicional Feira de Duque de Caxias nasceu da forte presença dos migrantes nordestinos que chegaram à Baixada Fluminense ao longo do século XX. A própria feira, segundo relatos de feirantes e pesquisas históricas, existe desde a década de 1920, antes mesmo da emancipação do município em 1943. Com ela vieram costumes, culinária, sotaques, religiosidade e, naturalmente, a música nordestina. 

Durante décadas, sanfoneiros, repentistas e artistas populares circulavam pela feira, transformando o espaço em um importante ponto de encontro da cultura nordestina no estado do Rio de Janeiro. O forró acontecia de forma espontânea, misturado ao comércio de carne de sol, farinha, queijo coalho e outros produtos típicos. 

A partir de 1998, o movimento ganhou uma estrutura mais organizada. Segundo registros históricos, Carlinhos Lima propôs apresentações de forró pé-de-serra na cabeceira da feira. O sucesso foi tão grande que o projeto cresceu, ocupando diferentes espaços até se consolidar. Em 2004, a Prefeitura oficializou a iniciativa, que passou a ser conhecida como "Forró na Feira". Inicialmente realizado aos domingos, o evento foi ampliado para os sábados devido ao aumento do público. 

Nos anos 2000 e 2010, o Forró na Feira tornou-se uma referência cultural da Baixada Fluminense. O projeto passou a receber bandas, trios de forró, artistas locais e milhares de frequentadores todos os fins de semana. Além do forró pé-de-serra tradicional, surgiram apresentações de forró universitário e outras vertentes do gênero. 

Nos dias atuais, o forró continua sendo uma das marcas culturais mais fortes da Feira de Duque de Caxias. Espaços como o Forrobodó mantêm apresentações ao vivo, gastronomia nordestina e danças típicas, preservando uma tradição que atravessa gerações. A feira foi reconhecida em 2015 como Patrimônio Cultural Imaterial do município, reforçando sua importância histórica e cultural para a identidade de Caxias e da Baixada Fluminense. 

Mais do que um evento musical, o forró da Feira de Duque de Caxias se tornou um símbolo da resistência cultural nordestina no Rio de Janeiro. Ele representa a história de milhares de famílias que ajudaram a construir a cidade e mantiveram vivas suas tradições mesmo longe de sua terra de origem. 



Entre a Tradição e o Abandono: O Grito do Forró da Feira

O que muitos frequentadores, comerciantes e moradores relatam hoje é um contraste entre a importância histórica do forró da feira e a situação atual do espaço onde ele acontece.

O tradicional forró acontece na região da Avenida Presidente Vargas, ao lado da estação ferroviária, em uma área ligada ao complexo da SuperVia e ao acesso do mergulhão do Centro de Duque de Caxias. Documentos sobre a história do forró na cidade registram que o evento ocupa aquele espaço desde a década de 1990, tornando-se um dos maiores pontos de encontro da cultura nordestina na Baixada Fluminense. 


"A própria Prefeitura de Duque de Caxias reconhece a relevância cultural da feira, que foi registrada como Patrimônio Cultural Imaterial do município em 2015."


Por outro lado, é frequente ouvir críticas sobre a falta de investimentos permanentes na área cultural e na infraestrutura do entorno. O espaço do mergulhão e dos acessos à estação já passou por períodos de abandono, fechamento, problemas estruturais e falta de manutenção, exigindo reformas e intervenções ao longo dos anos. 

A tradicional Feira De Caxias, aos domingos, continua atraindo milhares de pessoas todos os fins de semana, mas muitos frequentadores afirmam que o local poderia receber mais atenção do poder público, especialmente na conservação do espaço, iluminação, segurança, limpeza urbana, apoio aos artistas e valorização da cultura nordestina que ajudou a construir a identidade cultural de Duque de Caxias. Essa percepção é relatada por quem acompanha o movimento cultural da feira e lamenta que um patrimônio tão importante não receba uma estrutura compatível com sua relevância histórica. 

Uma crítica recorrente é que o forró da feira sobrevive muito mais pela resistência dos comerciantes, músicos, feirantes e frequentadores do que por uma política cultural contínua. Ao consultar o professor Evandro Brasil sobre o assunto, ele nos disse: "...preservar aquele espaço não significa apenas manter um evento musical, mas proteger uma parte da memória da migração nordestina e da história popular da Baixada Fluminense." 

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sábado, 23 de maio de 2026

MP cobra explicações sobre exonerações no Governo do Rio e amplia pressão sobre gestão interina

Governo do Estado chega a 2.509 exonerações na gestão do desembargador Ricardo Couto - Foto de reprodução, Extra

Por Marcos Vinicius|Redação Jornal O Folhão 

Governo do Rio: O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro abriu uma nova frente de fiscalização sobre a atual administração estadual ao solicitar informações formais ao governador interino Ricardo Couto a respeito da onda de exonerações promovida desde que assumiu o Palácio Guanabara. Segundo informações divulgadas na imprensa, mais de 2,5 mil servidores já foram exonerados desde março deste ano. O Ministério Público quer acesso a documentos, relatórios técnicos e justificativas administrativas para entender se as medidas seguem critérios legais e transparentes. 

O pedido foi encaminhado pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, que afirmou existir preocupação diante da gravidade das denúncias e da necessidade de uma análise técnico-jurídica aprofundada. O órgão também acompanha auditorias abertas em milhares de contratos públicos estaduais, estimados em mais de R$ 81 bilhões. 

Nos bastidores políticos, a movimentação é interpretada como uma grande “faxina administrativa” iniciada após a saída do ex-governador Cláudio Castro, que deixou o cargo em março para disputar o Senado Federal. Com a vacância do governo e a crise institucional envolvendo a sucessão estadual, Ricardo Couto assumiu interinamente o comando do Estado do Rio de Janeiro. 

A gestão interina afirma que as exonerações fazem parte de auditorias internas destinadas a combater possíveis funcionários fantasmas, revisar contratos e reorganizar estruturas administrativas consideradas inchadas. Entre os focos das investigações estão órgãos estaduais, autarquias e empresas ligadas ao governo. Além das demissões, auditorias também passaram a revisar contratos relacionados ao RioPrevidência e acordos envolvendo empresas privadas investigadas em operações recentes. A crise política no estado ganhou ainda mais repercussão após disputas internas na Alerj e decisões judiciais que mantiveram Ricardo Couto no cargo temporariamente. 

A oposição questiona a velocidade das exonerações e cobra transparência sobre os critérios adotados. Já aliados do governo defendem que a medida é necessária para reorganizar as contas públicas e reduzir desperdícios na máquina estadual. 

Nas ruas, o assunto divide opiniões. Enquanto parte da população apoia o pente-fino em cargos públicos, outros demonstram preocupação com possíveis perseguições políticas e paralisação de serviços essenciais.

Se tiver irregularidade, tem que investigar mesmo. O dinheiro é do povo”, afirmou Jorge Bras, comerciante de Itaboraí, ouvido pela reportagem. Já uma servidora aposentada Rosana Pereira criticou a instabilidade: “O Rio vive uma crise atrás da outra e quem sofre é a população.”

O cenário político do Rio segue indefinido e deve permanecer sob forte tensão nas próximas semanas, especialmente diante das investigações em andamento, da pressão do Ministério Público e das disputas pelo controle político do Estado.

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Fim do dinheiro nos ônibus do Rio gera debate e prefeitura aposta em Pix e cartões no Jaé

Prefeitura do Rio anuncia que validador Jaé vai receber pagamento por QRCold, Cartão de Crédito ou de Débito


Por Cleide Gama|Redação Jornal O Folhão 

Mobilidade: A Prefeitura do Rio anunciou uma nova mudança no sistema de transporte municipal: os passageiros poderão pagar as passagens de ônibus por Pix, cartão de débito e cartão de crédito diretamente nos validadores do sistema Jaé instalados dentro dos coletivos. A medida deve entrar em funcionamento antes do dia 30 de maio, data em que o pagamento em dinheiro deixará de ser aceito nos ônibus municipais. 

O anúncio foi feito pelo prefeito Eduardo Cavaliere, que defendeu a digitalização do sistema como uma forma de aumentar a transparência na arrecadação das empresas de ônibus e reduzir a circulação de dinheiro em espécie nos coletivos. Segundo a prefeitura, cerca de 95% das passagens já são pagas sem uso de dinheiro físico. 

A administração municipal afirma que a medida também busca reduzir assaltos e acelerar o embarque dos passageiros. Mesmo com o fim do dinheiro dentro dos ônibus, o usuário ainda poderá utilizar cédulas para comprar ou recarregar os cartões Jaé em mais de 700 bancas de jornal e milhares de pontos credenciados espalhados pela cidade. 

A mudança, porém, dividiu opiniões entre especialistas e passageiros. O professor Victor Hugo Abreu, da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, alertou que idosos, turistas e pessoas de baixa renda podem enfrentar dificuldades de adaptação ao sistema digital. Segundo ele, muitos trabalhadores informais ainda dependem exclusivamente do dinheiro em espécie no dia a dia. 

Já o engenheiro Levi Salvi, da Universidade Federal Fluminense, avalia que a tendência de pagamento eletrônico já ocorre em diversas cidades brasileiras e internacionais. Para ele, a retirada do dinheiro pode aumentar a segurança operacional e diminuir o tempo de parada nos pontos de ônibus. 

Entre os passageiros, as opiniões também se dividem. A auxiliar de serviços gerais Maria de Fátima, moradora de Madureira, disse que aprova o pagamento por aproximação. “Hoje quase todo mundo já usa cartão ou celular. Se funcionar direito, pode facilitar bastante”, afirmou.

Já o aposentado José Carlos, de Campo Grande, teme dificuldades para parte da população. “Tem muito idoso que ainda não sabe mexer com aplicativo. Nem todo mundo tem cartão ou internet no celular”, criticou.

Nas redes sociais, muitos usuários elogiaram a chegada do pagamento por cartão diretamente no ônibus, algo já comum em outras cidades. Porém, houve críticas ao uso do Pix dentro dos coletivos, com receio de filas, lentidão e problemas de conexão durante o embarque. 

A decisão também passou a ser investigada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que abriu um inquérito para avaliar se a retirada do dinheiro em espécie pode representar prática abusiva contra os consumidores. 

Enquanto a prefeitura defende modernização e transparência, especialistas afirmam que o sucesso da medida dependerá da capacidade do sistema em funcionar sem falhas e garantir acesso ao transporte para toda a população carioca.

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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Rachadinha no gabinete? Ex-assessora faz denúncia explosiva contra Mario Frias

 

Mario Frias já enfrenta outros desgastes políticos e judiciais.

Por Marcelo Procópio|Redação Jornal O Folhão 

Rachadinhas: O deputado federal Mario Frias voltou ao centro de uma nova polêmica política após denúncias feitas por uma ex-funcionária de seu gabinete na Câmara dos Deputados. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a ex-assessora afirmou que recebia salários que chegavam a cerca de R$ 20 mil mensais, mas ficava apenas com uma parte do valor. O restante, segundo ela, era devolvido ao entorno do gabinete parlamentar. 

De acordo com os relatos e comprovantes bancários apresentados pela ex-servidora Gardênia Morais, os repasses eram feitos por meio de transferências bancárias, PIX e até movimentações em dinheiro vivo. Ela declarou que, em média, permanecava com cerca de R$ 5 mil a R$ 7 mil, enquanto aproximadamente R$ 13 mil eram devolvidos mensalmente. 

A reportagem do G1, repercutida por diversos veículos nacionais, também aponta pagamentos relacionados a pessoas próximas ao gabinete e até despesas ligadas à família do parlamentar. Entre os documentos apresentados estariam comprovantes de pagamentos para familiares e pessoas ligadas ao então chefe de gabinete Raphael Azevedo. 

A prática denunciada se assemelha ao esquema conhecido popularmente como “rachadinha”, expressão utilizada para definir quando assessores parlamentares devolvem parte de seus salários a políticos ou intermediários. Juristas apontam que esse tipo de prática pode configurar crimes como peculato, corrupção passiva, concussão e improbidade administrativa, dependendo das provas e das circunstâncias investigadas. 

O caso ganha ainda mais repercussão porque Mario Frias já enfrenta outros desgastes políticos e judiciais. Recentemente, o nome do parlamentar apareceu em apurações relacionadas ao envio de emendas parlamentares destinadas a uma ONG ligada à produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O Supremo Tribunal Federal chegou a tentar notificá-lo diversas vezes para prestar esclarecimentos sobre o caso. 

Especialistas em administração pública afirmam que denúncias envolvendo “rachadinhas” representam um grave ataque à ética no serviço público e à confiança da população nas instituições. Para analistas políticos, o escândalo reforça a pressão sobre parlamentares ligados ao bolsonarismo, grupo político que já enfrentou investigações semelhantes em outros gabinetes ao longo dos últimos anos. 

Até o momento, Mario Frias nega irregularidades. Como em qualquer investigação, os envolvidos têm direito à ampla defesa e ao contraditório. O caso poderá avançar para apuração pelos órgãos competentes caso novas provas sejam apresentadas ou confirmadas pelas autoridades.

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"Sonho paraguaio” vira frustração para parte dos brasileiros que deixaram o país em busca de uma vida melhor

 

Cuidado Del Este, Paraguai

Por Marcos Vinicius|Redação Jornal O Folhão 

Emigrantes: Nos últimos anos, cresceu significativamente o número de brasileiros que decidiram deixar o Brasil para tentar uma nova vida no Paraguai. Motivados principalmente pelo alto custo de vida, carga tributária elevada, dificuldades econômicas, desemprego e insatisfação política, muitos enxergaram no país vizinho uma oportunidade de recomeço. Porém, para uma parcela desses brasileiros, o sonho acabou dando lugar à frustração.

Vídeos nas redes sociais mostrando aluguéis mais baratos, impostos reduzidos, facilidade para abrir empresas e promessas de crescimento rápido ajudaram a impulsionar essa migração. Influenciadores digitais passaram a produzir conteúdos defendendo o Paraguai como um “paraíso econômico” para brasileiros cansados da realidade nacional.


Mas especialistas alertam que a situação é mais complexa do que parece nas redes sociais.

De acordo com analistas econômicos e pesquisadores da área de migração internacional, muitos brasileiros tomam a decisão sem planejamento adequado, sem conhecer profundamente a cultura local e sem avaliar as dificuldades reais do mercado de trabalho paraguaio.

A socióloga Rosana Baeninger explica que movimentos migratórios motivados por crises políticas e econômicas costumam ser acompanhados por expectativas irreais.

Existe uma idealização muito forte nas redes sociais. Algumas pessoas acreditam que apenas atravessar a fronteira resolverá problemas financeiros, profissionais e até emocionais. A realidade geralmente é mais dura”, afirmam pesquisadores que estudam os fluxos migratórios na América do Sul.

Economistas também destacam que o Paraguai possui vantagens tributárias em determinados setores, especialmente no comércio e na importação, mas isso não significa garantia de emprego ou estabilidade econômica.

O economista Ricardo Amorim já comentou em diferentes análises sobre a importância de avaliar produtividade, qualificação profissional e ambiente de negócios antes de tomar decisões radicais de mudança de país. Segundo especialistas, economias menores possuem menos capacidade de absorver trabalhadores estrangeiros, principalmente em períodos de desaceleração econômica.

Além da questão financeira, brasileiros relatam dificuldades de adaptação cultural, barreiras linguísticas e desafios relacionados à documentação, saúde e educação.

Em cidades próximas à fronteira, como Ciudad del Este, muitos brasileiros conseguem atuar no comércio e em pequenos negócios. Porém, fora dessas regiões, as oportunidades podem ser mais limitadas do que o imaginado.

Especialistas em relações internacionais afirmam que existe também um fator político influenciando esse movimento migratório. Parte dos brasileiros decidiu deixar o país após o aumento da polarização política nacional. No entanto, pesquisadores alertam que decisões tomadas apenas por motivação ideológica podem gerar arrependimento quando confrontadas com a realidade econômica e social do novo país.

Para estudiosos do tema, mudar de país exige planejamento financeiro, qualificação profissional, conhecimento da legislação local e preparação emocional.

Apesar das dificuldades enfrentadas por alguns migrantes, especialistas ressaltam que o Paraguai continua sendo uma opção válida para determinados perfis de empreendedores e investidores. O problema, segundo eles, está na venda de uma imagem simplificada de prosperidade garantida.

Enquanto alguns brasileiros conseguem construir uma vida estável no exterior, outros acabam descobrindo que não existem soluções fáceis para problemas complexos.

E a principal lição apontada pelos especialistas é clara: trocar de país pode mudar o cenário, mas não elimina automaticamente os desafios da vida econômica, profissional e social.

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Flávio Bolsonaro anuncia encontro com Trump, mas Casa Branca não confirma reunião

Casa Branca, Washington DC 

Por Marcelo Procópio|Redação Jornal O Folhão 

Brasília: O anúncio de uma possível reunião entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou repercussão política e questionamentos dentro e fora do Brasil.

Nos últimos dias, aliados do parlamentar divulgaram que Flávio estaria organizando uma viagem aos Estados Unidos com expectativa de participar de um encontro na Casa Branca. A informação rapidamente ganhou destaque nas redes sociais e em veículos de imprensa, principalmente entre apoiadores do grupo bolsonarista.

Entretanto, até o momento, o governo norte-americano não confirmou oficialmente qualquer reunião entre Trump e o senador brasileiro. A ausência do compromisso na agenda pública da Casa Branca aumentou as dúvidas sobre a realização do encontro.

Ao ser questionado por jornalistas sobre o assunto, Flávio Bolsonaro evitou dar detalhes e respondeu em inglês: “Call the White House”, expressão que significa “Perguntem à Casa Branca”. Em outra declaração, afirmou que não teria solicitado pessoalmente a reunião.

O episódio acontece em meio a um cenário político delicado para o grupo bolsonarista. Nos bastidores de Brasília, adversários políticos acusam aliados do ex-presidente de tentar criar fatos políticos internacionais para fortalecer narrativas internas no Brasil.

Analistas avaliam que uma eventual foto ao lado de Donald Trump poderia ser usada como símbolo de fortalecimento político junto ao eleitorado conservador, especialmente em um momento de desgaste envolvendo investigações, disputas judiciais e críticas relacionadas a alianças financeiras e estratégias eleitorais.

Mesmo sem confirmação oficial do governo americano, o tema dominou debates políticos nas redes sociais e voltou a colocar o nome da família Bolsonaro no centro das discussões nacionais.

O caso segue repercutindo e novos desdobramentos podem surgir nos próximos dias, principalmente caso a Casa Branca se manifeste oficialmente sobre o assunto.

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Maricá registra sequência de tremores e moradores ficam em alerta no litoral do Rio

Os episódios em Maricá reacenderam debates sobre monitoramento sísmico, prevenção e preparação das cidades brasileiras para eventos naturais inesperados

Por Cleide Gama| Redação Jornal O Folhão 

Maricá: A cidade de Maricá voltou a chamar atenção após registrar uma sequência de tremores de terra em menos de 48 horas. Os abalos sísmicos aconteceram no mar, a cerca de 100 quilômetros da costa fluminense, e foram monitorados pela Rede Sismográfica Brasileira.

O primeiro tremor ocorreu na quinta-feira, com magnitude de 3,3 na escala Richter. Já o segundo foi registrado na manhã desta sexta-feira, às 6h50, com magnitude de 3,1. Apesar da repercussão nas redes sociais e da preocupação entre moradores da região, até o momento não há registro de vítimas, feridos ou danos estruturais.

Especialistas explicam que pequenos tremores podem ocorrer no território brasileiro, principalmente devido a movimentações geológicas internas da placa sul-americana. Diferente de países localizados em áreas de forte atividade tectônica, como Chile, Japão e Indonésia, o Brasil está em uma região considerada geologicamente mais estável.

Mesmo assim, os episódios em Maricá reacenderam debates sobre monitoramento sísmico, prevenção e preparação das cidades brasileiras para eventos naturais inesperados. Muitos moradores relataram sustos, sensação de vibração e preocupação diante das notícias divulgadas nas últimas horas.

A Rede Sismográfica Brasileira segue acompanhando a atividade na região e reforçou que tremores dessa magnitude costumam ter baixo potencial destrutivo. Ainda assim, o caso serve como alerta para a importância de investimentos em pesquisa, monitoramento geológico e sistemas de informação à população.

O jornal O Folhão continuará acompanhando o caso e trazendo atualizações sobre qualquer nova movimentação registrada no litoral do estado do Rio de Janeiro.

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quinta-feira, 21 de maio de 2026

População em Caxias unida em defesa do Meio Ambiente


Por Marcos Vinicius 

Meio Ambiente: Mais de 150 pessoas foram às ruas no sábado (16 de maio), no terceiro distrito de Duque de Caxias, em um protesto em defesa da Reserva Equitativa. O ato reuniu estudantes, professores, moradores, religiosos e ativistas ambientais na Praça do Equitativa, em uma mobilização marcada por discursos, cartazes e pedidos de preservação ambiental.

Os manifestantes denunciaram possíveis ameaças à área verde, incluindo suspeitas de avanço imobiliário e risco de desmatamento. Muitos participantes afirmaram que a reserva representa um importante patrimônio ambiental para a região, funcionando como espaço de equilíbrio ecológico, convivência comunitária e proteção da biodiversidade local.

Durante o protesto, jovens estudantes chamaram atenção para a necessidade de discutir sustentabilidade e preservação ambiental nas escolas. Professores presentes destacaram que áreas verdes urbanas exercem papel fundamental na qualidade do ar, no controle da temperatura e na prevenção de enchentes, problema recorrente em diversas localidades da Baixada Fluminense.

Moradores também demonstraram preocupação com o crescimento urbano desordenado. Segundo relatos apresentados durante o ato, existe temor de que interesses econômicos acabem prevalecendo sobre a preservação ambiental. Para muitos participantes, a população precisa acompanhar de perto qualquer projeto que envolva alterações na área da reserva.

Religiosos que participaram da mobilização reforçaram a importância do cuidado com a natureza como responsabilidade coletiva. Já ativistas ambientais cobraram maior transparência do poder público sobre possíveis projetos urbanos na região e defenderam estudos técnicos antes de qualquer intervenção ambiental.

O protesto ocorreu de forma pacífica e contou com faixas, palavras de ordem e apresentações culturais organizadas pelos participantes. Ao final do ato, grupos ligados ao movimento ambiental afirmaram que pretendem continuar mobilizados e prometem acompanhar os próximos desdobramentos relacionados à Reserva Equitativa.

Especialistas em meio ambiente alertam que a preservação de áreas verdes em regiões urbanas se tornou uma questão estratégica nas grandes cidades. Além de proteger ecossistemas, reservas ambientais ajudam no combate às ilhas de calor e contribuem para a saúde da população.

A mobilização deste sábado mostra que a discussão ambiental ganhou força entre os jovens da Baixada Fluminense, transformando a defesa da Reserva Equitativa em um símbolo local da luta por desenvolvimento sustentável e participação popular.

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terça-feira, 19 de maio de 2026

Encontro, silêncio e pressão: Flávio Bolsonaro enfrenta nova turbulência política em meio ao caso Vorcaro

Flávio Bolsonaro diz que foi à casa de Vorcaro depois da primeira prisão do dono do Master. Foto de reprodução - Estadão.

Por Marcelo Procópio 

Brasília: A nova crise envolvendo o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro ganhou mais um capítulo nesta semana. Durante participação na Marcha dos Prefeitos, em Brasília, o parlamentar afirmou estar sendo alvo de “perseguição política”, mas evitou detalhar publicamente seu encontro com o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado em diferentes frentes pela Polícia Federal. 

Segundo reportagens divulgadas nos últimos dias, Flávio admitiu ter visitado Vorcaro após a primeira prisão do empresário, alegando que o contato ocorreu em razão de negociações privadas relacionadas ao financiamento de um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador nega qualquer irregularidade e afirma que não houve favorecimento político ou troca de interesses. 

O caso, porém, aumentou a pressão sobre a pré-campanha do parlamentar. Áudios revelados pela imprensa e mensagens relacionadas ao suposto financiamento milionário do longa-metragem levantaram questionamentos tanto de adversários quanto de aliados da direita. 

Durante o evento com prefeitos, Flávio preferiu focar em críticas ao governo federal e voltou a defender que setores conservadores estariam sendo perseguidos por instituições do Estado. Nos bastidores, entretanto, lideranças políticas avaliam que a ausência de explicações mais detalhadas pode ampliar o desgaste público. 

Analistas políticos também passaram a observar os impactos do episódio sobre a corrida presidencial de 2026. O jornalista William Waack avaliou que a campanha de Flávio sofre com “erros sequenciais” e dificuldades de gerenciamento da crise. 

Entre possíveis aliados, as reações também demonstram desconforto. O governador Romeu Zema afirmou que as explicações apresentadas até agora “não são convincentes”. Já o governador Ronaldo Caiado declarou que o senador “precisa prestar contas à sociedade”. 

Nas redes sociais, o assunto dividiu opiniões. Parte dos apoiadores de Flávio sustenta que o caso estaria sendo explorado politicamente para enfraquecer a direita antes das eleições. Já críticos afirmam que figuras públicas precisam agir com máxima transparência, principalmente quando mantêm relações com empresários envolvidos em investigações financeiras.

O episódio também repercutiu no mercado financeiro. Reportagens internacionais destacaram que a revelação da ligação entre Flávio e Vorcaro provocou instabilidade na Bolsa e no câmbio, além de reacender debates sobre ética, financiamento político e influência econômica nas campanhas eleitorais brasileiras. 

Enquanto a oposição pede mais esclarecimentos e parte da direita tenta conter os danos, o caso promete continuar no centro do debate político nacional nas próximas semanas.

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Infância Ferida: Brasil registra 64 meninas vítimas de violência sexual por dia

A violência, segundo pesquisadores, está diretamente ligada à desigualdade social

Por Cleide Gama | Redação Jornal O Folhão 

Violência: O Brasil convive com uma ferida silenciosa que cresce longe dos holofotes, escondida dentro de casas, escolas, vizinhanças e até no ambiente digital. Um levantamento divulgado pelo Mapa Nacional da Violência de Gênero revela que, entre 2011 e 2024, uma média de 64 meninas por dia sofreram violência sexual no país. No período, mais de 308 mil crianças e adolescentes de até 17 anos foram vítimas desse tipo de crime. 

Somente em 2024, foram registrados 45.435 casos, o equivalente a quase 3,8 mil notificações por mês. Os números, porém, podem ser ainda maiores. Especialistas alertam que a subnotificação continua sendo um dos maiores obstáculos no combate à violência sexual infantil. Muitas vítimas não denunciam por medo, vergonha ou dependência emocional e financeira do agressor. 

Os dados mostram também um retrato social cruel. Meninas negras aparecem como as principais vítimas, representando mais da metade dos casos registrados nos últimos anos. A violência, segundo pesquisadores, está diretamente ligada à desigualdade social, à vulnerabilidade econômica e à falta de proteção em determinadas regiões do país. 

Outro dado alarmante desmonta uma ideia que durante décadas dominou o imaginário popular: o agressor nem sempre é um desconhecido. Em aproximadamente um terço dos casos, o autor da violência possui vínculo familiar com a vítima, incluindo pais, padrastos, irmãos e outros parentes próximos. A casa, que deveria ser um refúgio, muitas vezes se transforma em território de medo. 

Especialistas também demonstram preocupação com o avanço da violência sexual facilitada pela internet. Plataformas digitais, redes sociais e aplicativos passaram a ser usados por criminosos para aliciar crianças e adolescentes. Um estudo recente do UNICEF aponta que uma em cada cinco crianças e adolescentes brasileiros já sofreu algum tipo de violência sexual mediada por tecnologia. 

O tema ganha ainda mais relevância neste mês de maio, marcado pela campanha Maio Laranja e pelo Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio. A mobilização busca conscientizar a sociedade sobre sinais de abuso e incentivar denúncias. 

Enquanto os números crescem, especialistas defendem medidas urgentes: fortalecimento das políticas públicas, ampliação do atendimento psicológico às vítimas, integração entre escolas e conselhos tutelares, além de campanhas permanentes de conscientização. Para muitos pesquisadores, combater a violência sexual infantil exige mais do que leis severas. Exige vigilância coletiva, educação e coragem para romper o silêncio.

No fundo, cada estatística carrega uma infância interrompida. E um país que não protege suas crianças acaba perdendo parte do próprio futuro.

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O Forró da Feira Resiste: Patrimônio Cultural de Duque de Caxias Sofre com o Abandono

Imagem reflete o potencial da Feira de Caxias. O forró da feira acontece em um espaço de acesso ao mergulhão de Caxias. Estima-se que cerca ...