segunda-feira, 9 de março de 2026

Narcotraficante espanhol aparece como investidor em operação ligada ao Banco Master, apontam documentos

Narcotraficante espanhol Oliver Ortiz de Zarate Martin é apontado como um dos financiadores de Daniel Vocaro no Banco Master. Foto de reprodução UOL

Por Cleide Gama| Redação Jornal O Folhão 

Caso Banco Master: Uma apuração jornalística revelou novos elementos sobre a origem de recursos que teriam sido utilizados na estruturação do Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro. Segundo informações obtidas pelo portal ICL Notícias, parte do capital que sustentou operações envolvendo a instituição teria relação com o narcotraficante espanhol Oliver Ortiz de Zarate Martin.

A revelação foi feita por uma fonte do mercado financeiro que afirma ter acompanhado de perto as negociações. A reportagem afirma ter tido acesso a documentos de transações financeiras, registros judiciais e dados da Comissão de Valores Mobiliários que, segundo o veículo, reforçam as suspeitas levantadas.

Ortiz, que residia em um condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, foi preso em 2013. Ele acabou condenado por crimes relacionados ao tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Após cumprir pena no país, foi notificado pela Polícia Federal sobre a possibilidade de expulsão do território nacional.

De acordo com a fonte citada pela reportagem, o elo entre o narcotraficante e Vorcaro seria o operador financeiro Benjamim Botelho de Almeida, apontado pela Polícia Federal como um dos articuladores de operações financeiras ligadas ao grupo empresarial. Botelho teria atuado como sócio oculto e operador das movimentações do banqueiro no exterior, especialmente nos Estados Unidos.

Botelho mantém relações com a Sefer Investimentos, corretora que anteriormente operava como Foco Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. A instituição foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em janeiro, que investiga possíveis repasses de recursos para negócios ligados à família de Vorcaro.

Ainda segundo a investigação, uma empresa offshore vinculada à Sefer foi aberta nas Bahamas poucos dias após o Banco Central decretar a liquidação do Banco Master. A corretora também administrava fundos ligados ao Grupo Aquilla, conglomerado no qual Botelho ocupava posição de destaque e onde Oliver Ortiz figurava como investidor.

Fontes ouvidas afirmam que foi justamente por meio de um fundo ligado ao Grupo Aquilla que o traficante teria participado, em 2017, da operação de aquisição do antigo Banco Máxima, instituição que posteriormente daria origem ao Banco Master.

Documentos obtidos pela reportagem indicam que Ortiz era cotista de fundos do grupo. Embora o valor total aplicado não tenha sido confirmado oficialmente por conta do sigilo bancário, a fonte consultada afirma que os aportes somariam centenas de milhões de reais.

Segundo essa versão, parte desses recursos teria sido empregada tanto na criação de fundos imobiliários quanto na expansão do grupo financeiro que posteriormente passou a operar com o Banco Master.

As investigações conduzidas pela Polícia Federal, atualmente sob análise no Supremo Tribunal Federal, apontam para um possível esquema de fraudes envolvendo a instituição. Entre as práticas suspeitas estaria a compra de empresas de baixo valor seguida de manipulação contábil para inflar artificialmente seus resultados financeiros.

De acordo com os investigadores, tais operações teriam sido usadas para desviar recursos de fundos de investimento e outras fontes de financiamento para empresas ligadas ao grupo, em prejuízo de investidores. As suspeitas incluem manipulação de preços, uso indevido de informações privilegiadas e a negociação de ativos de baixa qualidade no mercado.

Nos autos da Operação Compliance Zero, o nome de Benjamim Botelho aparece como participante de estruturas que utilizariam empresas intermediárias ou “de prateleira” para realizar transações financeiras. Segundo os investigadores, muitas dessas operações envolviam companhias com vínculos diretos ou indiretos com Vorcaro e outros personagens centrais do caso.

Em decisão assinada em janeiro, o ministro Dias Toffoli autorizou medidas de investigação contra Botelho e contra a Sefer Investimentos, incluindo ações sobre patrimônio e participações societárias relacionadas ao grupo.

As suspeitas envolvendo Vorcaro e Botelho não são recentes. Ambos já haviam sido citados em investigações anteriores, como a Operação Fundo Fake, que apurou irregularidades em aplicações de fundos de previdência de servidores públicos estaduais e municipais.

"Segundo a Polícia Federal, cerca de R$ 2 bilhões desses fundos teriam sido direcionados para aplicações relacionadas ao Banco Master."

Em um dos processos conduzidos pelo Ministério Público Federal, Benjamim Botelho chegou a ser denunciado por gestão fraudulenta durante o período em que o banco ainda operava como Banco Máxima. A acusação apontava o uso do fundo Aquilla Veyron para simular valorização de ativos da instituição e mascarar problemas de capitalização.

As investigações indicaram que o capital utilizado para comprar ações do próprio banco teria sido originado da própria instituição, numa triangulação que teria distorcido os demonstrativos financeiros apresentados ao mercado.

Até o momento, o Banco Master não respondeu aos questionamentos encaminhados pela reportagem. Também foram enviados pedidos de posicionamento a Benjamim Botelho e a Oliver Ortiz, mas não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.

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Quem é o “Alexandre” citado nas mensagens de Daniel Vorcaro: investigação aponta para contador ligado ao grupo do “Careca do INSS”

As investigações da Polícia Federal encontra relação entre Flávio Bolsonaro e o Careca do INSS que pode complicar a vida do filho de Jair Bolsonaro com a justiça. Foto de reprodução - Revista Fórum 

Por Cleide Gama| Redação Jornal O Folhão 

Caso Master: Novos esclarecimentos surgiram sobre a identidade do “Alexandre” citado em conversas envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, preso novamente no início de março durante desdobramentos de investigações da Polícia Federal.

Inicialmente, parte da repercussão pública levantou a hipótese de que o contato poderia se referir ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. A interpretação ganhou força após comentários divulgados pela jornalista Malu Gaspar, colunista de O Globo.

"Em síntese, o episódio revela como a dinâmica entre jornalismo, redes sociais e disputas políticas pode acelerar conclusões antes da consolidação das evidências."

Entretanto, apurações posteriores indicaram que o nome citado nas mensagens corresponde, na realidade, ao contador Alexandre Caetano dos Reis, profissional que teria atuado como responsável contábil de empresas vinculadas ao grupo conhecido como “Careca do INSS”.

A própria Polícia Federal, segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, afirmou não ter encontrado indícios que justifiquem qualquer investigação envolvendo o ministro do STF nas conversas interceptadas. Em nota oficial, Alexandre de Moraes também negou ter recebido telefonemas de Vorcaro em 2025, quando o banqueiro foi preso pela primeira vez.

"O acontecido revela como interpretações apressadas podem transformar a mídia em uma verdadeira “máquina de moer reputações”. Antes mesmo da confirmação dos fatos, o nome do ministro Alexandre de Moraes passou a circular em associações que não se sustentaram nas apurações oficiais."


Contador ligado ao núcleo investigado

Relatórios discutidos no âmbito da CPI que apura fraudes em benefícios previdenciários indicam que Alexandre Caetano dos Reis teria prestado serviços contábeis para empresas associadas ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido no meio das investigações como “Careca do INSS”.

Esse grupo é suspeito de participação em um esquema de desvios milionários envolvendo aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social.

Além de atuar para empresas relacionadas ao núcleo investigado, o contador também teria mantido vínculos profissionais com negócios associados ao próprio Vorcaro e com o pastor Fabiano Campos Zettel, integrante da Igreja Batista da Lagoinha e cunhado do banqueiro.

Segundo registros eleitorais, Zettel se destacou nas eleições de 2022 como um dos maiores doadores individuais para campanhas políticas, repassando recursos para o então presidente Jair Bolsonaro e para o atual governador de São Paulo Tarcísio de Freitas.

"Doações eleitorais a nomes como Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas reforçam a importância de investigações rigorosas e transparentes para esclarecer responsabilidades."


Ramificações políticas e empresariais

A investigação também levantou possíveis conexões indiretas com o senador Flávio Bolsonaro. Isso porque Letícia Caetano dos Reis, irmã do contador citado nas mensagens, atua como administradora de um escritório de advocacia que mantém sociedade com o parlamentar.

A relação familiar passou a ser mencionada em requerimentos apresentados à comissão parlamentar que investiga irregularidades no sistema previdenciário. Parlamentares pretendem esclarecer se existe alguma ligação entre o senador e o núcleo suspeito de operar o esquema de desvios.

O presidente da comissão, o senador Carlos Viana, ainda não colocou em votação o pedido de convocação do contador Alexandre Caetano dos Reis para prestar esclarecimentos.

"A menção ao senador Flávio Bolsonaro surge a partir da relação profissional envolvendo Letícia Caetano dos Reis, irmã do contador Alexandre Caetano dos Reis."


Pressões e denúncias na imprensa

O caso também ganhou novos capítulos após reportagens do jornalista Lauro Jardim, também colunista de O Globo. Em seus textos recentes, o jornalista destacou possíveis conexões entre integrantes do esquema investigado e figuras do meio político e empresarial.

Segundo relatos publicados na coluna, Jardim chegou a receber ameaças após divulgar informações sobre o caso. As intimidações teriam partido de pessoas ligadas ao círculo de Vorcaro, situação que aumentou a tensão em torno da investigação.

"As denúncias envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro ganham ainda mais gravidade diante dos relatos de ameaças ao jornalista após a publicação das reportagens."


Um caso ainda em expansão

As apurações indicam que o esquema investigado pode envolver uma complexa rede de operadores financeiros, consultores e intermediários que atuariam na gestão de empresas e movimentações financeiras ligadas ao suposto desvio de recursos previdenciários.

Com novas quebras de sigilo e análise de comunicações apreendidas, investigadores esperam mapear com maior precisão a estrutura do grupo e identificar possíveis beneficiários políticos e empresariais.

"Com quebras de sigilo e análise de comunicações apreendidas, investigadores buscam compreender melhor a engrenagem do suposto esquema. O objetivo é identificar não apenas executores, mas também eventuais beneficiários políticos e empresariais."

Enquanto isso, a CPMI do INSS segue pressionada por parlamentares e pela opinião pública para ampliar o alcance das convocações e aprofundar a investigação sobre os vínculos entre operadores financeiros, empresários e agentes públicos.

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sexta-feira, 6 de março de 2026

Alckmin anuncia saída de ministério e movimenta cenário eleitoral de 2026

Geraldo Alckmin uma personalidade com forte presença na politica nacional e de grande respeito junto ao eleitor no Estado de São Paulo. Foto de reprodução - G1

Por Marcos Vinicius, Redação Jornal O Folhão

Articulação Política: O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, confirmou nesta quinta-feira (5) que deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços no início de abril. A decisão foi anunciada durante uma coletiva de imprensa, em que o vice-presidente citou a necessidade de cumprir os prazos legais de desincompatibilização para quem pretende disputar eleições.

“A data da lei de desincompatibilização é até o dia 4 de abril”, afirmou Alckmin, ao comentar o calendário eleitoral e a possibilidade de concorrer em 2026. Apesar de confirmar que pretende participar do pleito, o vice-presidente não detalhou qual cargo disputará.

Alckmin também fez questão de esclarecer que continuará exercendo a função de vice-presidente ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva até o final do mandato. “A vice-presidência não exige desincompatibilização, apenas o ministério”, explicou.


Cenário político em movimento

A saída de Alckmin do ministério ocorre em um momento de intensa movimentação no cenário político nacional. Pesquisas eleitorais recentes indicam uma consolidação da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República e apontam para uma disputa mais apertada em um eventual segundo turno contra Lula.

Diante desse cenário, estrategistas ligados ao Palácio do Planalto avaliam diferentes composições para fortalecer a base eleitoral do governo, especialmente no estado de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.

Entre as possibilidades discutidas nos bastidores está a candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao governo paulista. A aposta seria reduzir a vantagem do atual governador, Tarcísio de Freitas, considerado favorito em uma eventual disputa.

Nesse contexto, Alckmin aparece como uma alternativa estratégica, podendo disputar o governo de São Paulo ou uma vaga no Senado.


Repercussão entre eleitores

A possível mudança de posição de Alckmin na política nacional já gera debate entre eleitores e analistas.

Para o comerciante Carlos Andrade, morador da zona norte de São Paulo, a decisão pode influenciar o equilíbrio da disputa no estado.
“Alckmin é um político muito conhecido em São Paulo. Se ele disputar algum cargo aqui, certamente vai mexer no cenário eleitoral”, avalia.

Já a professora de história Mariana Lopes acredita que a saída do ministério demonstra planejamento político.
“Isso mostra que as articulações para a próxima eleição já estão acontecendo. A desincompatibilização é uma etapa normal para quem pretende concorrer”, afirma.

O motorista de aplicativo Rafael Mendes também vê a movimentação como parte do jogo político.
“Cada partido está tentando se organizar para a eleição. O eleitor vai observar quem realmente tem propostas para o país”, disse.


Próximos passos

Nos bastidores de Brasília, a expectativa é que as definições sobre a posição de Alckmin nas eleições ocorram apenas nos próximos meses, após novas rodadas de pesquisas e negociações partidárias.

Enquanto isso, o vice-presidente segue exercendo suas funções no governo federal e preparando a transição no ministério que atualmente comanda. Para analistas políticos, a decisão de Alckmin poderá ter impacto direto nas estratégias eleitorais tanto em São Paulo quanto na disputa presidencial.

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quarta-feira, 4 de março de 2026

Rota Fixa: O aplicativo de mobilidade que cresce no Brasil



Por Marcos Vinicius 

Mobilidade: Lançado com o objetivo de oferecer uma alternativa ao transporte por app tradicional, o Rota Fixa tem conquistado espaço no mercado de mobilidade urbana no Brasil. A proposta central da plataforma é combinar segurança, economia e opções variadas de deslocamento para passageiros e oportunidades sólidas para motoristas parceiros. 


O que é e para quem serve

O Rota Fixa se apresenta como um aplicativo de transporte semelhante às plataformas de corrida já conhecidas, mas com foco em:

Diversas categorias de veículos — desde opções econômicas até serviços mais confortáveis. 

Motoristas parceiros qualificados, com processos de seleção e treinamento para melhorar a experiência do usuário. 

Versões para passageiros e motoristas, com interfaces separadas que atendem às necessidades de cada tipo de usuário. 

Além do transporte de passageiros, o aplicativo também tem divulgado opções de entrega de encomendas e serviços corporativos, ampliando seu portfólio de soluções de mobilidade. 


Atualizações recentes e crescimento

Segundo informações das lojas oficiais de aplicativos, a versão mais recente do Rota Fixa foi atualizada em fevereiro/março de 2026, mostrando que os desenvolvedores continuam ativos na manutenção e evolução da plataforma. 


Entre os principais avanços divulgados estão:

Melhoria na estabilidade e desempenho do app, para reduzir falhas durante solicitações de corrida. 

Ajustes na interface para facilitar o uso, tornando a navegação mais intuitiva tanto para passageiros quanto para motoristas. 

Promoções e programas de incentivo, com sorteios e brindes para usuários ativos e indicações. 



Adaptação ao mercado competitivo

O setor de mobilidade por aplicativo segue muito competitivo no Brasil, com grandes nomes dominando o mercado. O Rota Fixa busca se diferenciar oferecendo tarifas mais acessíveis e taxas menores para motoristas, o que pode resultar em viagens com custo mais baixo para o usuário final. 

Além disso, a estratégia inclui destaque em aspectos de segurança, transparência e responsabilidade social, que são valores centrais da marca desde sua criação. 


Expectativas para o futuro

Para os próximos meses, especialistas em mobilidade urbana observam que o Rota Fixa pode continuar expandindo:

Parcerias com mais cidades e regiões fora dos polos principais.

Novas funcionalidades no app, como melhores rotas baseadas em mapas e preferências do usuário.

Crescimento da base de motoristas e usuários, especialmente com iniciativas de incentivos e promoções contínuas.

A evolução da plataforma sinaliza uma aposta firme no modelo de transporte por aplicativo brasileiro, competindo de forma diferenciada com foco na acessibilidade e qualidade.

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Banqueiro é preso por ordem do STF e caso respinga no núcleo político da direita

Daniel Vocaro, dono do banco Master. Foto de reprodução ICL Notícias 

Por Marcelo Procópio 

Banco Master: A nova prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), acendeu um alerta no meio político e financeiro. A medida ocorre dentro de investigação conduzida pela Polícia Federal, que apura suspeitas de crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro, corrupção e possível obstrução de Justiça.

Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, a operação identifica a existência de núcleos organizados com atuação estruturada, incluindo monitoramento de adversários e pressão sobre jornalistas.



Doações eleitorais colocam política no centro do debate

Registros oficiais da Justiça Eleitoral mostram que empresários ligados ao grupo investigado realizaram doações eleitorais relevantes em pleitos recentes, incluindo campanhas do ex-presidente Jair Bolsonaro e do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas.

As doações declaradas são legais quando feitas dentro das normas do Tribunal Superior Eleitoral. Contudo, especialistas em direito eleitoral alertam: se houver comprovação de que recursos investigados têm origem ilícita, o caso pode ganhar contornos mais graves e atingir o campo eleitoral.

Até o momento, não existe decisão judicial que aponte irregularidade nas campanhas citadas, nem denúncia formal que responsabilize diretamente os candidatos.



Investigação amplia pressão sobre aliados políticos

A apuração da PF também examina possíveis conexões institucionais e influência política. Embora não haja comprovação de ilegalidade por parte de agentes públicos, o fato de empresários investigados manterem relações com figuras centrais da direita nacional amplia a repercussão do caso.

Nos bastidores de Brasília, o clima é de cautela.



Voz das ruas

A equipe do Folhão ouviu moradores em São Gonçalo.

Quando empresário grande aparece preso e tinha ligação com político, o povo desconfia. A gente quer transparência”, disse o motorista João Batista, 48 anos.

Já a universitária Camila Ferreira, 22, ponderou: “Doação legal não é crime. Mas se tiver algo errado, precisa investigar até o fim.”

Para o aposentado Marcos Antônio, 63, o problema é estrutural: “No Brasil sempre tem empresário forte perto do poder. O difícil é separar amizade política de interesse.”



O que pode vir pela frente

Juristas apontam que, caso surjam provas de irregularidades eleitorais, podem ocorrer:

Quebra de sigilos adicionais;

Abertura de investigação eleitoral específica;

Análise de eventual caixa dois, se houver indícios formais;

Desdobramentos criminais autônomos.

Por ora, o processo segue sob sigilo parcial. A defesa de Vorcaro nega irregularidades. Não houve manifestação pública do ex-presidente Bolsonaro relacionando seu nome às investigações.



Análise do Folhão

O caso evidencia como o financiamento privado de campanhas continua sendo um ponto sensível da política nacional. A prisão de um grande empresário com histórico de participação no cenário político inevitavelmente gera questionamentos — ainda que a responsabilização jurídica dependa de provas concretas.

O desdobramento da investigação poderá definir se o caso permanecerá restrito ao campo empresarial ou se alcançará dimensão política mais ampla.

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terça-feira, 3 de março de 2026

Fraude Bilionária no INSS: CPMI expõe esquema, tensão política cresce e governo garante devolução aos aposentados

Senador Carlos Viana (Podemos -MG) vem sendo acusado de blindar colaboradores e apoiadores de Bolsonaro nas apurações da CPMI das Fraudes das Instituições Contra os Segurados do INSS. Foto de reprodução - O Fator.


Por Marcelo Procópio | Jornal O Folhão 

Congresso Nacional: A investigação sobre descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tornou-se um dos maiores escândalos financeiros dos últimos anos no Brasil. A chamada CPMI do INSS — popularmente conhecida como “CPMI dos Aposentados” — apura um esquema que pode ter movimentado bilhões de reais por meio de cobranças não autorizadas feitas por associações que não prestavam os serviços prometidos.

No centro da condução dos trabalhos está o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da comissão, que tem enfrentado forte embate político à medida que a investigação avança.


O esquema sob investigação

Segundo os dados já apresentados à comissão, milhares de aposentados sofreram descontos automáticos vinculados a supostos convênios com entidades associativas. Muitos afirmam nunca ter autorizado filiação ou contratação de qualquer serviço.

As apurações indicam que o esquema ganhou força entre 2019 e 2022, período que coincide com o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação examina falhas de fiscalização, omissões administrativas e possíveis conexões políticas que permitiram a expansão do modelo.

Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que o volume estimado e a padronização operacional indicam que não se trata de casos isolados, mas de um sistema estruturado.


Garantia de devolução aos aposentados

Um ponto central que precisa ser destacado é a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de determinar que os valores descontados irregularmente sejam devolvidos aos aposentados mesmo antes da conclusão definitiva do julgamento do mérito.

A medida foi interpretada como uma ação emergencial para evitar que idosos e pensionistas continuem arcando com prejuízos enquanto o processo de responsabilização segue seu curso legal.

A professora de Direito Previdenciário Helena Martins avalia:

“A devolução imediata é uma resposta administrativa de proteção social. A investigação criminal e política continua, mas o beneficiário não pode esperar anos para ser ressarcido.”

Essa decisão reforça que a prioridade institucional é proteger os aposentados, independentemente da disputa política.


Responsabilidade política e narrativa pública

Os elementos apresentados até o momento indicam que o esquema não foi iniciado no atual governo. Ao contrário, a investigação ganhou impulso na atual legislatura, com autorização para aprofundamento de dados e cooperação com órgãos de controle.

É importante destacar que não há, até o momento, indícios de que o presidente Lula ou sua equipe tenham provocado ou criado o esquema. A apuração aponta para um modelo que se expandiu durante a gestão anterior.

Parlamentares da direita, contudo, têm reagido quando as investigações atingem colaboradores ou nomes ligados ao período do governo Bolsonaro. Há tentativas de desqualificar requerimentos e reduzir o alcance das quebras de sigilo quando os investigados possuem vínculos com a antiga administração.

Para o cientista político Ricardo Menezes:

“Blindagens políticas enfraquecem a credibilidade da investigação. Se não houver transparência total, a CPMI corre o risco de ser vista como instrumento seletivo.”


A opinião dos cidadãos

Nas ruas, o sentimento é direto e pragmático.

A aposentada Maria de Lourdes, 72 anos, resume:

Não quero saber de partido. Quero meu dinheiro de volta.”

Já o motorista Paulo Sérgio, 51 anos, acrescenta:

“Se começou lá atrás, tem que investigar lá atrás. Mas quem está agora fez certo em mandar devolver.”

O consenso popular é que a disputa ideológica não pode se sobrepor à reparação financeira e à responsabilização institucional. 


Condução da CPMI sob pressão

Além do mérito da investigação, a presidência da comissão também foi alvo de questionamentos procedimentais envolvendo votações recentes. Aliados do governo pediram revisão de atos que consideram irregulares. O episódio adiciona tensão política, mas não altera o eixo principal da investigação.


O que está em jogo

O caso vai além da disputa entre esquerda e direita. Trata-se da proteção de milhões de aposentados que dependem integralmente do benefício previdenciário para sobreviver.

A decisão do governo federal de assegurar a devolução dos valores antes mesmo da conclusão final da investigação estabelece um marco importante: a prioridade é o cidadão lesado.

Agora, o país aguarda o relatório final da CPMI para saber:

  • Quem estruturou o esquema;
  • Quem se beneficiou;
  • Quem deixou de fiscalizar;
  • E quais medidas estruturais serão adotadas para impedir que fraudes semelhantes voltem a ocorrer.

A credibilidade das instituições está em julgamento. E, acima de tudo, está em jogo a confiança dos aposentados brasileiros no sistema que deveria protegê-los.

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Operação da Polícia Civil mira fraude milionária no sistema Jaé no Rio

Polícia Civil faz operação para repreender fraudes contra o cartão Jaé no Rio de Janeiro. Foto de reprodução - Notícias R7

Por Cleide Gama| Redação Jornal O Folhão 

Rio de Janeiro: Uma operação deflagrada nesta terça-feira (3) pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro colocou no centro das investigações um esquema de fraudes no sistema de bilhetagem eletrônica Jaé, utilizado no transporte público do município do Rio de Janeiro.

De acordo com as autoridades, a ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de manipular o cadastramento de cartões de gratuidade, especialmente os destinados a idosos. A investigação aponta que o grupo utilizava documentos falsificados e imagens geradas por inteligência artificial para validar indevidamente os cadastros no sistema.



Como funcionava o esquema

Segundo a apuração policial, os criminosos inseriam dados falsos no sistema para liberar cartões de gratuidade. Após a validação fraudulenta, os cartões eram utilizados por terceiros que não tinham direito ao benefício. Em alguns casos, há indícios de inconsistência biométrica, o que levantou suspeitas e levou ao aprofundamento das investigações.

Outro ponto sensível revelado é a possível participação de pessoas com acesso interno ao sistema, que teriam facilitado a aprovação dos cadastros irregulares. A polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.



Prejuízo e enquadramento criminal

O prejuízo estimado até o momento ultrapassa R$ 60 mil, valor que pode aumentar conforme novas irregularidades sejam identificadas. Os investigados poderão responder por estelionato majorado e associação criminosa.

Especialistas em segurança digital destacam que o uso de inteligência artificial em fraudes tem se tornado um desafio crescente para o poder público e empresas de tecnologia, exigindo investimentos constantes em sistemas de verificação biométrica e auditorias mais rigorosas.



Impacto social

O caso reacende o debate sobre a vulnerabilidade de sistemas públicos e o impacto direto dessas fraudes na coletividade. Recursos desviados comprometem o equilíbrio financeiro do transporte público e afetam diretamente usuários que dependem do serviço diariamente.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que novas fases da operação não estão descartadas.

O jornal O Folhão seguirá acompanhando o caso e trará atualizações assim que houver novos desdobramentos.

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segunda-feira, 2 de março de 2026

Escalada de Conflitos no Oriente Médio Aumenta Tensão Internacional


Por Marcos Vinicius| Redação O Folhão

Conflitos: A recente intensificação dos confrontos no Oriente Médio voltou a colocar a região sob os holofotes da comunidade internacional. Nas últimas semanas, uma série de ataques e respostas militares entre Irã, Israel e forças apoiadas pelos Estados Unidos elevou os níveis de tensão e reacendeu temores de um conflito mais amplo.

Especialistas em geopolítica apontam que o atual cenário é resultado de um acúmulo de fatores regionais e globais. Dra. Marina Alves, pesquisadora em relações internacionais, observa que “as alianças militares e os interesses estratégicos estão interligados, tornando qualquer escalada local potencialmente mais ampla. Cada ação militar desencadeia uma reação que pode ser difícil de controlar”.

Segundo dados divulgados por organizações internacionais, civis em áreas de fronteira têm sido os mais afetados até o momento, com comunidades enfrentando deslocamentos e interrupções de serviços essenciais. Em resposta aos recentes eventos, várias autoridades estrangeiras emitiram alertas de viagem e recomendaram cautela a seus cidadãos.

O professor Evandro Brasil, que, também, é um profundo estudioso em política internacional, afirma que “o mundo vive um momento de fragilidade das instituições multilaterais. A falta de canais de diálogo políticos efetivos entre os principais atores incentiva respostas militares como forma de afirmação de poder, em vez de soluções diplomáticas”.

Para o professor Brasil, é fundamental que a comunidade global priorize negociações mediadas por organismos como a Organização das Nações Unidas. “Sem um comprometimento sério com o diálogo, aumentam as chances de erro de cálculo e expansão do conflito, com consequências humanitárias profundas e impactos econômicos globais”.

Analistas também destacam que a escalada está repercutindo nos mercados internacionais, especialmente no setor energético, devido ao papel estratégico da região na produção de petróleo e gás natural. A influência desses acontecimentos nos preços de combustíveis e matérias-primas já é observada em várias partes do mundo.

Organizações de direitos humanos têm exortado todas as partes envolvidas a proteger a população civil e a respeitar o direito internacional humanitário. Enquanto isso, governos e lideranças globais buscam caminhos para reduzir a tensão, sem, no entanto, anunciar soluções concretas até o momento.

À medida que a situação se desenvolve, especialistas concordam que a estabilidade no Oriente Médio continua sendo um dos temas mais sensíveis e fundamentais na política externa de várias nações, exigindo atenção constante da imprensa, dos governos e da sociedade civil.

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Fim da Jornada 6x1 está próximo de se tornar uma realidade

Por Agência Senado

Senado Federal: A redução da carga horária de trabalho deve ser prioridade do Congresso em 2026, de acordo com senadores governistas e a Presidência da República. Pronta para ser votada no Plenário do Senado, uma proposta de emenda à Constituição aumenta de um para dois dias o descanso mínimo semanal — preferencialmente aos sábados e domingos. E diminui de 44 para 36 horas o tempo máximo de trabalho semanal, sem contar horas extras.

De acordo com a PEC 148/2015, o fim da chamada escala 6x1 ocorrerá de forma gradual. No ano de publicação do texto, as regras atuais se manterão. Já no ano seguinte, o número de descansos semanais passará de um dia, como é hoje, para dois dias na semana e a jornada começará a ser reduzida. Apenas seis anos depois os novos direitos estarão plenamente instituídos.  

A PEC foi aprovada em 10 de dezembro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com relatório do senador Rogério Carvalho (PT-SE). Antes de ser promulgado e passar a valer, o texto ainda precisa passar por duas votações no Plenário do Senado e mais duas no da Câmara, com o voto favorável de pelo menos 49 senadores e 308 deputados.    

Mas ainda não há definição clara sobre a proposta que vai a votação. Segundo o próprio relator, que é líder do governo no Senado, o Palácio do Planalto deve enviar um novo projeto de lei em regime de urgência constitucional para acelerar a tramitação. 

Na abertura dos trabalhos legislativos na segunda-feira (2), Rogério Carvalho defendeu a redução da jornada, que deverá beneficiar milhões de pessoas.

— É o projeto que mais vai mexer com a vida dos brasileiros. Serão 38 milhões de trabalhadores [contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho — CLT] beneficiados. Sem contar os 120 milhões de brasileiros que, de alguma forma, terão ganho com a redução da jornada — disse.


Pesquisa

Os contratados pela CLT a serem beneficiados representam 37% das pessoas que declararam ter alguma ocupação em 2024, segundo uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) citada na justificativa do relatório aprovado na CCJ.

Também terão direito à redução da jornada: servidores públicos; empregadas domésticas; trabalhadores de portos e outros trabalhadores avulsos.

Contratados como pessoas jurídicas não terão o direito à nova jornada. No entanto, tanto esses como os trabalhadores informais terão a vantagem de um novo padrão no mercado de trabalho para se espelhar, segundo o relatório.



Mesmo salário

Os empregadores não poderão reduzir a remuneração do trabalhador como forma de compensar o novo tempo de descanso.

Mesmo após a transição, será mantido o limite de oito horas por dia, na jornada normal. No entanto, futuros acordos trabalhistas poderão alterar o tempo de trabalho para ajustá-los ao teto final de 36 horas semanais. O expediente poderia ser, por exemplo: oito horas de segunda-feira à quinta-feira, e quatro horas, na sexta-feira; sete horas e 12 minutos de segunda-feira à sexta-feira, entre outras alternativas.

A PEC mantém a possibilidade de compensar horários e reduzir as jornadas por meio de acordos de trabalho, como a Constituição já prevê.



Impacto financeiro

No dia da aprovação do texto na CCJ, o senador Izalci Lucas (PL-DF) afirmou em Plenário que a medida poderá ter efeitos negativos na economia que, para ele, ainda não foram considerados.

— O que custa isso? Quem é que paga essa conta? Acho que essas pessoas não fazem conta, acham que o dinheiro só cai do céu. Eu fico imaginando as pequenas empresas, que têm um, dois funcionários.


Fonte: Agência Senado

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

STF condena por unanimidade os responsáveis pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes

Marielle Franco era vereadora do PSOL e foi covardemente assassinada junto com seu motorista Anderson Gomes em março de 2018.

Por Marcelo Procópio| Jornal O Folhão 

Brasília, 25 de fevereiro de 2026 – A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou por unanimidade, nesta quarta-feira (25), os cinco acusados de planejar e ordenar o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, crime ocorrido em 14 de março de 2018 no centro do Rio de Janeiro.

O julgamento foi concluído com os votos dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, que seguiram integralmente o voto do relator da ação penal, ministro Alexandre de Moraes.



Quem foram os condenados

Os cinco réus foram considerados culpados por envolvimento no planejamento e ordenação do ataque que vitimou Marielle e Anderson, além de tentativa de homicídio contra a assessora da vereadora, Fernanda Chaves, que sobreviveu ao atentado:


Principais condenados

  • Domingos Inácio Brazão – conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ)
  • João Francisco Inácio “Chiquinho” Brazão – ex-deputado federal
    Ambos foram condenados a 76 anos e 3 meses de prisão por organização criminosa, duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio.


Demais réus

  • Ronald Paulo Alves Pereira – ex-policial militar, condenado por duplo homicídio qualificado, organização criminosa e tentativa de homicídio, com pena de 56 anos de prisão, segundo a acusação oficial.
  • Robson Calixto Fonseca – ex-assessor e policial reformado, condenado por participação em organização criminosa armada; sua pena inclui anos de reclusão por esse crime.
  • Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior – ex-delegado da Polícia Civil do Rio, condenado por obstrução à Justiça e corrupção passiva, após constatação de interferência nas investigações.

Somente Barbosa foi absolvido da acusação direta de homicídio, mas foi responsabilizado por crimes relacionados à investigação.


Como o crime ocorreu

Em 14 de março de 2018, Marielle Franco, então vereadora pelo PSOL e ativista dos direitos humanos, foi executada a tiros no centro do Rio de Janeiro enquanto viajava com seu motorista, Anderson Gomes. Os disparos foram feitos por um grupo que foi identificado em investigações posteriores como milícia ligada a interesses políticos e imobiliários na cidade.

O assassinato chocou o Brasil e o mundo, devido ao perfil da vereadora — mulher negra, lésbica e crítica frequente às práticas de milícias e abuso policial — e ao simbolismo de sua atuação política.


Provas e delações premiadas

Boa parte das informações que sustentaram a acusação veio de delações premiadas de executores do crime, como o ex-policial Ronnie Lessa, que confessou ter disparado os tiros, e de outros envolvidos que detalharam ligações entre os mandantes e a execução do atentado.

Segundo os ministros, os réus agiram para manter interesses econômicos e políticos em áreas de atuação de milícias no Rio, tendo como alvo a atuação de Marielle contra essas práticas.


Repercussão e efeitos jurídicos

A condenação por unanimidade no STF representa um marco importante quase oito anos depois do crime, colocando fim à fase judicial que faltava definir os mandantes. Representantes de direitos humanos, como a família de Marielle e organizações civis, consideraram a decisão histórica para a Justiça no Brasil.

Especialistas em segurança pública destacam que o caso expôs laços entre crime organizado, milícias e política no Rio de Janeiro, e pode impulsionar políticas mais rígidas contra a impunidade e a violência política que atingem especialmente defensores de direitos humanos no país.



O que vem a seguir

Os condenados podem recorrer da decisão em instâncias superiores, mas a sentença unânime da Primeira Turma do STF reforça a posição da Corte sobre a gravidade do crime e a necessidade de responsabilização de seus mandantes e apoiadores.

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Divulgação 




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