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| Petroleiro em chamas no Estreito de Ormuz. Foto de reprodução - O Globo |
Por Marcos Vinicius | Redação Jornal O Folhão
Conflito: A escalada do conflito envolvendo grandes potências militares e energéticas está provocando um efeito dominó no mercado global de petróleo, com impactos diretos na economia, na geopolítica e na vida cotidiana de bilhões de pessoas.
No centro dessa crise está o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta. Por essa passagem estreita, circula cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo. Com o fechamento imposto por Teerã, o tráfego de petroleiros despencou drasticamente, chegando a cair até 90% em poucos dias, gerando um estrangulamento imediato na oferta global de energia .
Esse cenário provocou uma reação em cadeia. Países altamente dependentes do petróleo do Golfo Pérsico — como China, Índia e Japão — passaram a buscar fornecedores alternativos. Nesse contexto, a Rússia surge como uma das principais beneficiadas. Mesmo sob sanções internacionais, Moscou aumentou suas exportações e viu crescer a demanda por seu petróleo e gás, consolidando-se como um ator ainda mais relevante no tabuleiro energético mundial .
Ao mesmo tempo, o aumento da tensão fez os preços do petróleo dispararem nos mercados internacionais, ultrapassando a marca dos 100 dólares por barril em alguns momentos. Esse aumento pressiona a inflação global, encarece combustíveis, alimentos e transporte, e ameaça desacelerar economias já fragilizadas .
Diante desse cenário crítico, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou ao centro das articulações internacionais, defendendo uma coalizão global para garantir a segurança da rota marítima e estabilizar o fornecimento de energia. Trump tem pressionado tanto a China quanto países da União Europeia e membros da OTAN a atuarem de forma conjunta, evidenciando que a crise energética deixou de ser regional e passou a ser uma questão de segurança global.
A mobilização internacional já começa a ganhar forma. A Agência Internacional de Energia aprovou a maior liberação de reservas estratégicas da história, com centenas de milhões de barris sendo injetados no mercado para conter a disparada dos preços e evitar um colapso no abastecimento .
Enquanto isso, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+) decidiu aumentar a produção para tentar equilibrar o mercado, embora especialistas alertem que essas medidas podem ser insuficientes diante da magnitude da crise .
O que se desenha é um novo rearranjo de forças no cenário global. De um lado, o Irã utiliza sua posição geográfica como instrumento de pressão estratégica. De outro, a Rússia transforma o caos em oportunidade econômica e política. No meio desse jogo, Estados Unidos, Europa e China disputam influência e tentam evitar que a crise energética evolua para uma recessão global.
Mais do que uma guerra regional, o mundo assiste a uma disputa pelo controle da energia — e, consequentemente, pelo poder.
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