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| Polícia Civil faz operação para repreender fraudes contra o cartão Jaé no Rio de Janeiro. Foto de reprodução - Notícias R7 |
Por Cleide Gama| Redação Jornal O Folhão
Rio de Janeiro: Uma operação deflagrada nesta terça-feira (3) pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro colocou no centro das investigações um esquema de fraudes no sistema de bilhetagem eletrônica Jaé, utilizado no transporte público do município do Rio de Janeiro.
De acordo com as autoridades, a ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de manipular o cadastramento de cartões de gratuidade, especialmente os destinados a idosos. A investigação aponta que o grupo utilizava documentos falsificados e imagens geradas por inteligência artificial para validar indevidamente os cadastros no sistema.
Como funcionava o esquema
Segundo a apuração policial, os criminosos inseriam dados falsos no sistema para liberar cartões de gratuidade. Após a validação fraudulenta, os cartões eram utilizados por terceiros que não tinham direito ao benefício. Em alguns casos, há indícios de inconsistência biométrica, o que levantou suspeitas e levou ao aprofundamento das investigações.
Outro ponto sensível revelado é a possível participação de pessoas com acesso interno ao sistema, que teriam facilitado a aprovação dos cadastros irregulares. A polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.
Prejuízo e enquadramento criminal
O prejuízo estimado até o momento ultrapassa R$ 60 mil, valor que pode aumentar conforme novas irregularidades sejam identificadas. Os investigados poderão responder por estelionato majorado e associação criminosa.
Especialistas em segurança digital destacam que o uso de inteligência artificial em fraudes tem se tornado um desafio crescente para o poder público e empresas de tecnologia, exigindo investimentos constantes em sistemas de verificação biométrica e auditorias mais rigorosas.
Impacto social
O caso reacende o debate sobre a vulnerabilidade de sistemas públicos e o impacto direto dessas fraudes na coletividade. Recursos desviados comprometem o equilíbrio financeiro do transporte público e afetam diretamente usuários que dependem do serviço diariamente.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que novas fases da operação não estão descartadas.
O jornal O Folhão seguirá acompanhando o caso e trará atualizações assim que houver novos desdobramentos.
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