domingo, 28 de junho de 2026

Brasil envia hospital de campanha à Venezuela em missão humanitária após terremotos devastadores

Brasil envia hospital de campanha em apoio humanitário à Venezuela 

Por Marcos Vinicius | Redação Jornal O Folhão 

Humanitário: O Brasil ampliou sua operação de ajuda humanitária à Venezuela com o envio de um hospital de campanha da Marinha transportado por uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). A ação busca reforçar o atendimento às vítimas dos fortes terremotos que atingiram o território venezuelano nos últimos dias e provocaram centenas de mortes, milhares de feridos e um grande número de desabrigados.

A missão partiu da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, a bordo de um avião KC-390 Millennium, considerado uma das principais aeronaves de transporte estratégico da FAB. A operação leva uma Unidade Avançada de Trauma do hospital de campanha da Marinha, além de 48 militares responsáveis pela instalação e funcionamento da estrutura médica.

Também foram embarcados 100 purificadores de água movidos a energia solar, cada um com capacidade para tratar até cinco mil litros de água por dia. Os equipamentos serão destinados à Defesa Civil venezuelana para auxiliar comunidades afetadas pela destruição de sistemas de abastecimento e saneamento.

A ajuda brasileira ocorre após uma sequência de terremotos registrados na Venezuela. O principal abalo sísmico alcançou magnitude 7,5, precedido por outro tremor de 7,2 graus. Autoridades locais informaram que o desastre deixou centenas de mortos, milhares de feridos e dezenas de milhares de pessoas afetadas, além de centenas de desaparecidos sob os escombros.

Antes do envio do hospital de campanha, a FAB já havia realizado um primeiro voo humanitário transportando cerca de 12 toneladas de equipamentos, médicos, especialistas em busca e resgate, cães farejadores, integrantes da Defesa Civil e técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Os equipamentos utilizados permitem detectar sinais de celulares e outros dispositivos eletrônicos, aumentando as chances de localizar sobreviventes em áreas destruídas.

A operação brasileira é coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação, vinculada ao Ministério das Relações Exteriores, e integra o esforço internacional de assistência emergencial à população venezuelana. Equipes de diversos países já atuam no local, somando centenas de voluntários envolvidos nas ações de salvamento, atendimento médico e distribuição de ajuda humanitária.

Especialistas destacam que o emprego de hospitais de campanha em cenários de desastre é essencial para garantir atendimento rápido a vítimas de traumas, reduzir a sobrecarga dos serviços locais de saúde e evitar o agravamento das condições sanitárias em regiões devastadas. A mobilização brasileira reforça a tradição do país em participar de operações internacionais de assistência humanitária e resposta a emergências de grande magnitude.

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sábado, 27 de junho de 2026

ISTs: informação, prevenção e responsabilidade salvam vidas

O uso de preservativo durante o ato sexual ainda é a melhor forma de prevenção às ISTs 

Por Cleide Gama | Redação Jornal O Folhão 

Saúde: As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) continuam sendo um importante desafio para a saúde pública no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, milhares de novos casos são registrados anualmente, reforçando a necessidade de ampliar o acesso à informação, à prevenção e ao diagnóstico precoce.

Dados oficiais apontam que o país registra centenas de milhares de notificações relacionadas à sífilis, HIV, hepatites virais e outras ISTs. O Ministério da Saúde destaca que o uso correto do preservativo, a vacinação e a realização periódica de exames são as principais estratégias de proteção da população.

Entre as principais infecções sexualmente transmissíveis está a sífilis, causada pela bactéria Treponema pallidum. A transmissão ocorre principalmente por relações sexuais desprotegidas, podendo também acontecer da mãe para o bebê durante a gestação. Seus sintomas variam conforme o estágio da doença, incluindo feridas indolores, manchas pelo corpo e complicações neurológicas e cardiovasculares quando não tratada.

O HIV, vírus responsável pela síndrome da imunodeficiência adquirida, é transmitido por relações sexuais sem preservativo, compartilhamento de objetos perfurocortantes contaminados, transfusões sanguíneas não seguras e transmissão vertical. A infecção compromete o sistema imunológico, aumentando a suscetibilidade a diversas doenças oportunistas.

A gonorreia é provocada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. Seus sintomas podem incluir corrimento uretral ou vaginal, dor ao urinar e desconforto pélvico. Entretanto, muitos indivíduos permanecem assintomáticos, favorecendo a disseminação da infecção. O contágio ocorre pelo contato sexual desprotegido.

A clamídia, causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, apresenta comportamento semelhante, frequentemente sem sintomas aparentes. Quando não diagnosticada, pode provocar infertilidade, doença inflamatória pélvica e complicações gestacionais.

O herpes genital é causado pelo vírus herpes simples, principalmente o tipo 2. A transmissão ocorre pelo contato direto com lesões ou secreções infectadas, mesmo quando os sintomas são discretos. Pequenas bolhas, feridas dolorosas e sensação de ardência estão entre as manifestações mais comuns.

Já a infecção pelo papilomavírus humano (HPV) está entre as ISTs mais frequentes no mundo. O vírus é transmitido pelo contato íntimo e pode causar verrugas genitais e diversos tipos de câncer, incluindo câncer do colo do útero, de pênis, de ânus e de orofaringe. A vacinação representa uma das medidas mais eficazes de prevenção.

As hepatites B e C também podem ser transmitidas sexualmente, além do contato com sangue contaminado. Muitas vezes silenciosas, podem evoluir para cirrose hepática e câncer de fígado se não forem diagnosticadas e tratadas adequadamente.

Para o professor Evandro Brasil, educador e especialista na área da saúde, a prevenção deve ser tratada como um compromisso coletivo.

"Falar sobre infecções sexualmente transmissíveis ainda é um desafio em muitos ambientes. Informação de qualidade, acesso aos serviços de saúde, vacinação, realização de testes periódicos e o uso consistente do preservativo são atitudes essenciais para reduzir a transmissão e promover qualidade de vida. Prevenção é um ato de responsabilidade consigo mesmo e com o próximo", afirma o professor Evandro Brasil.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Estudante é agredida dentro de sala de aula por intolerância religiosa e caso reacende debate sobre respeito nas escolas

Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga o caso da estudante que foi vítima de violência na escola por ser praticante do candomblé

Por Marcelo Procópio | Redação Jornal O Folhão 

Intolerancia Religiosa: Uma agressão motivada por intolerância religiosa dentro de uma escola pública do Rio de Janeiro voltou a acender o alerta sobre a necessidade de combater o preconceito e fortalecer a cultura do respeito no ambiente escolar. O caso, que está sendo investigado pela Polícia Civil, envolveu uma estudante praticante de uma religião de matriz africana, que teria sido agredida por colegas dentro da própria sala de aula. 

Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, a vítima, uma adolescente, foi atacada por outras estudantes em razão de sua crença religiosa. A ocorrência foi registrada como crime de intolerância religiosa, além das agressões físicas, e o caso segue sob investigação para apurar as responsabilidades de todos os envolvidos. A direção da unidade de ensino também acompanha o episódio e medidas administrativas podem ser adotadas. 

O episódio provocou indignação entre lideranças religiosas, educadores e defensores dos direitos humanos, que reforçam que a escola deve ser um espaço de convivência, inclusão e respeito às diferenças. Especialistas destacam que episódios dessa natureza revelam a importância de ações permanentes de educação para a diversidade, da mediação de conflitos e da valorização da liberdade religiosa prevista na Constituição Federal.

No Brasil, praticantes de religiões de matriz africana continuam sendo os principais alvos de denúncias de intolerância religiosa. Embora o país possua legislação que assegure a liberdade de culto, casos de discriminação ainda são registrados em diferentes ambientes, incluindo escolas, locais de trabalho e espaços públicos. 

Educadores afirmam que o enfrentamento desse tipo de violência passa pela participação conjunta de famílias, escolas, poder público e sociedade. Projetos pedagógicos voltados à educação em direitos humanos e ao respeito à diversidade cultural e religiosa são apontados como instrumentos fundamentais para prevenir novos episódios.

Mais do que um caso policial, a agressão reacende uma discussão sobre os valores que estão sendo construídos dentro das escolas. O respeito às diferenças não deve ser tratado apenas como um conteúdo curricular, mas como um princípio essencial para a formação de cidadãos capazes de conviver em uma sociedade democrática e plural.

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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Pressionado por crise política, Jaques Wagner deixa a liderança do governo no Senado

Mudança pode provocar nova reorganização na articulação política do Planalto no Congresso Nacional

Senador Jacques Vagner (PT) deixa a liderança do governo no senado federal - reprodução Brasil de Fato 

Por Cleide Gama | Redação Jornal O Folhão 

Brasília vive mais um capítulo de intensa movimentação política. O senador Jaques Wagner, um dos principais aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, caminha para deixar a liderança do governo no Senado Federal em meio a uma crescente pressão política e ao desgaste provocado por investigações que atingem pessoas próximas ao seu grupo político.

Nos bastidores do Congresso Nacional, a avaliação é de que a permanência de Wagner no cargo tornou-se cada vez mais difícil diante da repercussão dos fatos recentes e da necessidade de o governo reforçar sua capacidade de articulação junto aos parlamentares em um momento considerado estratégico para a aprovação de projetos de interesse do Palácio do Planalto.

A saída do senador ocorre em um cenário de forte polarização política. Aliados defendem que Wagner possui uma longa trajetória de serviços prestados à vida pública e afirmam que ele não foi condenado por qualquer irregularidade. Já adversários sustentam que a mudança seria necessária para reduzir o desgaste político enfrentado pelo governo.

Reconhecido como um dos principais articuladores do PT, Jaques Wagner foi governador da Bahia por dois mandatos, ministro de Estado em diferentes governos e ocupa posição de destaque entre as lideranças históricas do partido. Sua atuação na liderança do governo no Senado foi marcada pela busca de consensos e pela negociação de pautas consideradas prioritárias pelo Executivo.

Com a sua saída, o governo passa a discutir nomes capazes de assumir a função. Entre os parlamentares citados nos corredores de Brasília estão lideranças que possuem bom trânsito entre os partidos da base governista e experiência nas negociações legislativas. A escolha do sucessor será fundamental para a manutenção da governabilidade e para o avanço das propostas do Executivo no segundo semestre.

Especialistas avaliam que essa troca não representa apenas uma mudança administrativa, mas um movimento estratégico que poderá influenciar diretamente a relação entre o governo e o Congresso Nacional. Em períodos de instabilidade política, a figura do líder do governo desempenha papel essencial na construção de acordos e na defesa das pautas presidenciais.

Para o cientista político Carlos Mendes, ouvido pelo O Folhão, "a substituição pode ser interpretada como uma tentativa de reduzir desgastes e fortalecer a articulação política do governo diante dos desafios que se aproximam".

Já a analista política Mariana Albuquerque observa que "a decisão final depende da avaliação do presidente Lula sobre os custos políticos de manter ou substituir um aliado histórico em um momento sensível da administração federal".

O episódio demonstra que a disputa política em Brasília continua intensa e que a composição das lideranças governistas seguirá sendo um dos temas centrais do cenário nacional nas próximas semanas.


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segunda-feira, 22 de junho de 2026

BANCO MASTER: ESCÂNDALO BILIONÁRIO ABALA BRASÍLIA E COLOCA FLÁVIO BOLSONARO E ANDRÉ MENDONÇA NO CENTRO DO DEBATE

 

André Mendonça, ministro da Suprema Côrte, indicado ao cargo por Jair Bolsonaro, pai do Senador Flávio Bolsonaro - Foto de reprodução CBN

Por Cleide Gama | Redação Jornal O Folhão 

Caso Master: O escândalo envolvendo o Banco Master se transformou em uma das maiores crises políticas e financeiras do Brasil nos últimos anos. O caso, que começou com suspeitas de fraudes bilionárias, lavagem de dinheiro e corrupção, já alcança figuras importantes da política nacional e provoca uma intensa disputa de narrativas entre governo e oposição. 

Nos últimos meses, o senador Flávio Bolsonaro passou a ser alvo de questionamentos após a divulgação de áudios e mensagens que indicariam uma relação próxima com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Os documentos divulgados mostram tratativas para obtenção de recursos destinados à produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio afirma que se tratava apenas de uma negociação privada e nega qualquer irregularidade. 

A repercussão foi tão grande que críticos passaram a apelidar o caso de "Bolsomaster", numa tentativa de associar politicamente o escândalo ao grupo bolsonarista. O termo ganhou força nas redes sociais e em setores da imprensa, embora não exista qualquer definição oficial ou jurídica com essa nomenclatura. 

Outro personagem central da crise é o ministro André Mendonça, atual relator do caso no Supremo Tribunal Federal. Desde que assumiu a investigação, Mendonça autorizou diversas medidas da Polícia Federal, incluindo buscas, apreensões, bloqueios bilionários e novas fases da operação. Essas decisões são utilizadas por seus defensores como prova de que não existe proteção a qualquer investigado. 

Apesar disso, adversários políticos afirmam que o ministro deveria agir com maior rigor em relação a Flávio Bolsonaro. A crítica alimenta um debate cada vez mais intenso sobre a imparcialidade da condução do processo, especialmente em um ano eleitoral. Até o momento, porém, não há decisão judicial ou prova formal que demonstre favorecimento por parte de Mendonça. 

As investigações também atingiram políticos de diferentes correntes ideológicas. Entre os alvos recentes está o senador Jaques Wagner, um dos principais aliados do presidente Lula no Congresso. A Polícia Federal investiga suspeitas de recebimento de vantagens indevidas ligadas ao Banco Master. O senador nega qualquer irregularidade. 

Especialistas avaliam que o escândalo pode influenciar diretamente as eleições presidenciais de 2026. O caso já provocou desgaste político, movimentou os mercados financeiros e ampliou a pressão pela criação de uma CPMI para aprofundar as investigações. 

Para o cientista político Carlos Mendes, ouvido pelo jornal, "a gravidade do caso exige total transparência. Quando surgem áudios, relações financeiras e investigações envolvendo figuras tão importantes, a sociedade espera respostas rápidas e objetivas das autoridades."

Já a professora de Direito Constitucional Ana Paula Ribeiro avalia que "a principal preocupação não deve ser apenas quem está sendo investigado, mas a garantia de que todos os envolvidos, independentemente de posição política, recebam o mesmo tratamento perante a lei."

Por outro lado, o empresário e apoiador do ex-presidente Bolsonaro, Marcelo Albuquerque, defende o senador. Segundo ele, "estão tentando transformar uma negociação privada em escândalo político. Se há investigação, que ela aconteça até o fim, mas sem condenações antecipadas e sem uso eleitoral do caso."

Enquanto a Polícia Federal avança sobre novas provas e os bastidores de Brasília fervem, uma certeza já existe: o caso Banco Master deixou de ser apenas uma investigação financeira para se tornar um dos temas centrais da política brasileira em 2026. 

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domingo, 21 de junho de 2026

REVISTA FATORES CHEGA AO PÚBLICO COM CONTEÚDO DIVERSIFICADO E FOCO NO EMPREENDEDORISMO

Capa da edição 01 da revista Fatores 

Por Marcelo Procópio | Redação Jornal O Folhão 

Lançamento: A comunicação ganha um novo espaço para informação, conhecimento e inspiração com o lançamento da Revista Fatores, uma publicação da Promover Brasil que nasce com a proposta de abordar temas atuais, relevantes e de interesse para diferentes públicos.

Embora seja uma revista destinada a toda a sociedade, a Revista Fatores dedica atenção especial aos homens e mulheres empreendedores, profissionais que buscam informação de qualidade para aprimorar seus negócios, ampliar conhecimentos e acompanhar as transformações do mercado e da sociedade.

Nesta primeira edição, os leitores encontrarão conteúdos relacionados ao meio ambiente, comportamento, tecnologia e empreendedorismo, além de uma agenda exclusiva com informações sobre cursos, concursos e eventos de interesse público e profissional.

A proposta da publicação é oferecer uma leitura acessível, informativa e inspiradora, reunindo assuntos que impactam diretamente o cotidiano das pessoas e contribuem para o desenvolvimento pessoal, profissional e social.

A Revista Fatores também abre espaço para a participação da comunidade. Empresas, profissionais liberais, instituições e empreendedores interessados em divulgar seus produtos, serviços ou projetos podem solicitar informações sobre anúncios através do e-mail revistafatores@gmail.com.

Além disso, leitores que desejarem contribuir com sugestões de pautas, temas ou histórias de interesse coletivo também podem entrar em contato pelo mesmo endereço eletrônico: revistafatores@gmail.com.

Com uma proposta moderna e plural, a Revista Fatores chega para fortalecer o acesso à informação, valorizar iniciativas empreendedoras e estimular o debate sobre temas que fazem parte da realidade de milhares de brasileiros.

Revista Fatores: informação, conhecimento e oportunidades para quem deseja acompanhar as transformações do mundo e construir um futuro melhor.

Para ler a edição 01 da revista Fatores Clique Aqui

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sábado, 20 de junho de 2026

Gasolina terá mais etanol: mudança promete reduzir emissões e fortalecer produção nacional



Por Marcos Vinicius 

Combustíveis: O governo federal deverá aprovar nos próximos dias o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, passando dos atuais 30% para 32%. A medida, que será analisada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), faz parte da estratégia para ampliar o uso de combustíveis renováveis, reduzir a dependência de derivados do petróleo e fortalecer o setor sucroenergético brasileiro.

Segundo informações divulgadas pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, a expectativa é que a nova composição contribua para a redução das emissões de gases de efeito estufa, além de estimular investimentos na cadeia produtiva da cana-de-açúcar e na geração de empregos no campo e na indústria.

O Brasil já é reconhecido mundialmente como uma das maiores potências na produção de biocombustíveis. O aumento da participação do etanol na gasolina reforça essa posição estratégica, aproveitando uma tecnologia consolidada e uma ampla infraestrutura de produção e distribuição existente no país.

Especialistas apontam que a mudança poderá trazer benefícios ambientais significativos, uma vez que o etanol possui menor pegada de carbono quando comparado aos combustíveis fósseis. Além disso, a ampliação da mistura pode contribuir para diminuir a necessidade de importação de gasolina, fortalecendo a segurança energética nacional.

Antes da implementação definitiva, testes técnicos realizados por órgãos governamentais e entidades do setor avaliaram os impactos da nova mistura sobre o desempenho dos veículos e a durabilidade dos motores. Os estudos indicaram que a elevação para 32% pode ser adotada sem prejuízos significativos à frota brasileira, composta majoritariamente por veículos flex ou já adaptados às características dos combustíveis comercializados no país.

Para os consumidores, os efeitos no preço final dependerão de fatores como a cotação internacional do petróleo, a produção nacional de etanol, a carga tributária e as condições do mercado interno. Ainda assim, o governo acredita que o aumento da participação dos biocombustíveis poderá ajudar a reduzir a vulnerabilidade do país às oscilações externas.

A medida representa mais um passo na política de transição energética brasileira, alinhando crescimento econômico, sustentabilidade ambiental e valorização da produção nacional de energia renovável. Com a possível aprovação do novo percentual, o Brasil reforça sua aposta no etanol como uma das principais ferramentas para construir uma matriz energética mais limpa e competitiva.

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quinta-feira, 4 de junho de 2026

BETS E O ENDIVIDAMENTO INVISÍVEL: DÍVIDAS CRESCEM E PREOCUPAM FAMÍLIAS BRASILEIRAS


Por Marcelo Procópio| Redação do Jornal O Folhão

Vício: Uma reportagem publicada pelo jornal O Dia trouxe à tona um alerta preocupante sobre o avanço das apostas esportivas online e seus impactos nas finanças das famílias brasileiras. Segundo o procurador ouvido pela publicação, as apostas têm provocado um “endividamento sorrateiro”, que muitas vezes não aparece no contracheque nem nos registros tradicionais de crédito, mas compromete seriamente a renda familiar. 

O problema ocorre porque muitos apostadores utilizam recursos do orçamento doméstico, cartões de crédito, empréstimos pessoais e outras formas de financiamento para continuar apostando. Em diversos casos, as dívidas são acumuladas gradativamente, dificultando a percepção da gravidade da situação até que o orçamento esteja completamente comprometido.

Especialistas alertam que o crescimento das plataformas de apostas coincidiu com o aumento dos debates sobre superendividamento no país. O tema já chegou ao Congresso Nacional, onde parlamentares e especialistas discutem os impactos das bets não apenas na economia das famílias, mas também na saúde mental dos apostadores. 

Dados recentes também mostram a preocupação do governo federal com o uso de crédito para financiar apostas. Medidas vêm sendo discutidas para impedir que modalidades de crédito sejam utilizadas diretamente em jogos e apostas online, numa tentativa de reduzir o agravamento do endividamento. 


Drama dentro de casa

A aposentada Maria da Conceição, de 62 anos, relata que viu o filho acumular dívidas após iniciar apostas esportivas pela internet. “Começou com valores pequenos. Depois vieram os empréstimos e o uso do limite do cartão. Quando percebemos, já havia contas atrasadas e cobranças chegando todos os dias”, conta.

Situação semelhante foi vivida pelo auxiliar de serviços gerais José Carlos, de 48 anos. Segundo ele, um sobrinho perdeu grande parte da renda mensal tentando recuperar prejuízos anteriores. “Ele sempre acreditava que o próximo jogo resolveria tudo. Foi entrando num ciclo difícil de interromper”, afirma.

Já a comerciante Sandra Almeida relata que o marido chegou a esconder movimentações financeiras da família. “Não era uma dívida que aparecia imediatamente. Aos poucos, o dinheiro do mercado, das contas da casa e até das economias foi desaparecendo”, diz.


Impactos econômicos e sociais

Economistas apontam que o endividamento associado às apostas possui características diferentes das dívidas tradicionais. Enquanto financiamentos e empréstimos costumam ter parcelas definidas e acompanhamento bancário, as perdas em apostas podem ocorrer diariamente e sem limites claros para o apostador.

Além dos problemas financeiros, especialistas destacam consequências como ansiedade, conflitos familiares, redução da produtividade no trabalho e dificuldades emocionais decorrentes das perdas sucessivas. Audiências recentes no Senado Federal discutiram justamente a relação entre apostas online, saúde mental e aumento do endividamento das famílias brasileiras. 


Necessidade de conscientização

Especialistas defendem campanhas de educação financeira mais amplas, regulamentação rigorosa do setor e mecanismos de proteção aos consumidores. A orientação é que qualquer pessoa que perceba sinais de perda de controle sobre gastos com apostas procure apoio familiar e orientação financeira antes que a situação se transforme em uma crise maior.

O crescimento das apostas online trouxe uma nova realidade para milhões de brasileiros. Embora apresentadas como entretenimento, elas vêm despertando preocupações cada vez maiores entre autoridades, economistas e famílias que enfrentam as consequências de um endividamento que muitas vezes começa silenciosamente, mas pode gerar efeitos devastadores a longo prazo. 

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terça-feira, 2 de junho de 2026

Banco Master, filme sobre Bolsonaro e novos questionamentos políticos

O ator norteamericano interpreta o papel de Jair Bolsonaro no filme Dark Horse - Foto de reprodução, Portal UOL.

Por Cleide Gama 

Treta: Novas revelações divulgadas pela imprensa nesta semana colocaram novamente sob os holofotes a relação entre o empresário Daniel Vorcaro, o senador Flávio Bolsonaro e o financiamento do filme Dark Horse. Segundo mensagens divulgadas pelo site The Intercept e repercutidas por diversos veículos de comunicação, Vorcaro teria determinado prioridade máxima aos pagamentos destinados à produção cinematográfica após cobranças atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro. 

De acordo com as reportagens, as conversas ocorreram em janeiro de 2025, período em que o grupo financeiro enfrentava dificuldades de liquidez e acumulava diversos compromissos financeiros. Mesmo diante desse cenário, mensagens internas indicariam que os repasses ao filme passaram a receber tratamento prioritário após uma solicitação encaminhada por intermediários ligados ao projeto. 

O caso ganhou repercussão nacional por envolver recursos milionários destinados a uma produção cinematográfica que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. As informações divulgadas até o momento fazem parte de reportagens jornalísticas e ainda são objeto de debate público e político. Os citados nas matérias tiveram espaço para manifestação, e não há decisão judicial definitiva sobre os fatos apresentados. 

Nas ruas, a repercussão é marcada por opiniões divergentes. Populares ouvidos pelo Jornal O Folhão afirmaram que o episódio reforça a necessidade de maior transparência nas relações entre empresários, agentes públicos e projetos financiados com grandes volumes de recursos.

"O cidadão comum quer saber se houve favorecimento ou apenas uma negociação privada legítima. O importante é que tudo seja esclarecido", comentou o aposentado José Carlos, morador de Duque de Caxias.

Já a comerciante Maria Aparecida acredita que o caso demonstra a importância da fiscalização permanente. "Quando aparecem valores tão altos e pessoas influentes envolvidas, é natural que a população cobre explicações detalhadas", afirmou.

Por outro lado, alguns entrevistados defendem cautela diante das informações divulgadas. "É preciso esperar todas as investigações e ouvir todos os lados antes de tirar conclusões", observou o motorista Paulo Henrique.

Especialistas destacam que a ampla divulgação dos documentos e mensagens fortalece o debate sobre governança corporativa, transparência financeira e a relação entre interesses privados e figuras públicas. Enquanto novas informações continuam surgindo, o caso segue repercutindo nos meios políticos, econômicos e jurídicos do país. 

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domingo, 31 de maio de 2026

O Forró da Feira Resiste: Patrimônio Cultural de Duque de Caxias Sofre com o Abandono

Imagem reflete o potencial da Feira de Caxias. O forró da feira acontece em um espaço de acesso ao mergulhão de Caxias. Estima-se que cerca de 50 mil pessoas circulem nessa feira a cada domingo. Foto de reprodução, Extra Online.

Por Marcelo Procópio | Redação do Jornal O Folhão 

Cultura: O forró da tradicional Feira de Duque de Caxias nasceu da forte presença dos migrantes nordestinos que chegaram à Baixada Fluminense ao longo do século XX. A própria feira, segundo relatos de feirantes e pesquisas históricas, existe desde a década de 1920, antes mesmo da emancipação do município em 1943. Com ela vieram costumes, culinária, sotaques, religiosidade e, naturalmente, a música nordestina. 

Durante décadas, sanfoneiros, repentistas e artistas populares circulavam pela feira, transformando o espaço em um importante ponto de encontro da cultura nordestina no estado do Rio de Janeiro. O forró acontecia de forma espontânea, misturado ao comércio de carne de sol, farinha, queijo coalho e outros produtos típicos. 

A partir de 1998, o movimento ganhou uma estrutura mais organizada. Segundo registros históricos, Carlinhos Lima propôs apresentações de forró pé-de-serra na cabeceira da feira. O sucesso foi tão grande que o projeto cresceu, ocupando diferentes espaços até se consolidar. Em 2004, a Prefeitura oficializou a iniciativa, que passou a ser conhecida como "Forró na Feira". Inicialmente realizado aos domingos, o evento foi ampliado para os sábados devido ao aumento do público. 

Nos anos 2000 e 2010, o Forró na Feira tornou-se uma referência cultural da Baixada Fluminense. O projeto passou a receber bandas, trios de forró, artistas locais e milhares de frequentadores todos os fins de semana. Além do forró pé-de-serra tradicional, surgiram apresentações de forró universitário e outras vertentes do gênero. 

Nos dias atuais, o forró continua sendo uma das marcas culturais mais fortes da Feira de Duque de Caxias. Espaços como o Forrobodó mantêm apresentações ao vivo, gastronomia nordestina e danças típicas, preservando uma tradição que atravessa gerações. A feira foi reconhecida em 2015 como Patrimônio Cultural Imaterial do município, reforçando sua importância histórica e cultural para a identidade de Caxias e da Baixada Fluminense. 

Mais do que um evento musical, o forró da Feira de Duque de Caxias se tornou um símbolo da resistência cultural nordestina no Rio de Janeiro. Ele representa a história de milhares de famílias que ajudaram a construir a cidade e mantiveram vivas suas tradições mesmo longe de sua terra de origem. 



Entre a Tradição e o Abandono: O Grito do Forró da Feira

O que muitos frequentadores, comerciantes e moradores relatam hoje é um contraste entre a importância histórica do forró da feira e a situação atual do espaço onde ele acontece.

O tradicional forró acontece na região da Avenida Presidente Vargas, ao lado da estação ferroviária, em uma área ligada ao complexo da SuperVia e ao acesso do mergulhão do Centro de Duque de Caxias. Documentos sobre a história do forró na cidade registram que o evento ocupa aquele espaço desde a década de 1990, tornando-se um dos maiores pontos de encontro da cultura nordestina na Baixada Fluminense. 


"A própria Prefeitura de Duque de Caxias reconhece a relevância cultural da feira, que foi registrada como Patrimônio Cultural Imaterial do município em 2015."


Por outro lado, é frequente ouvir críticas sobre a falta de investimentos permanentes na área cultural e na infraestrutura do entorno. O espaço do mergulhão e dos acessos à estação já passou por períodos de abandono, fechamento, problemas estruturais e falta de manutenção, exigindo reformas e intervenções ao longo dos anos. 

A tradicional Feira De Caxias, aos domingos, continua atraindo milhares de pessoas todos os fins de semana, mas muitos frequentadores afirmam que o local poderia receber mais atenção do poder público, especialmente na conservação do espaço, iluminação, segurança, limpeza urbana, apoio aos artistas e valorização da cultura nordestina que ajudou a construir a identidade cultural de Duque de Caxias. Essa percepção é relatada por quem acompanha o movimento cultural da feira e lamenta que um patrimônio tão importante não receba uma estrutura compatível com sua relevância histórica. 

Uma crítica recorrente é que o forró da feira sobrevive muito mais pela resistência dos comerciantes, músicos, feirantes e frequentadores do que por uma política cultural contínua. Ao consultar o professor Evandro Brasil sobre o assunto, ele nos disse: "...preservar aquele espaço não significa apenas manter um evento musical, mas proteger uma parte da memória da migração nordestina e da história popular da Baixada Fluminense." 

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sábado, 23 de maio de 2026

MP cobra explicações sobre exonerações no Governo do Rio e amplia pressão sobre gestão interina

Governo do Estado chega a 2.509 exonerações na gestão do desembargador Ricardo Couto - Foto de reprodução, Extra

Por Marcos Vinicius|Redação Jornal O Folhão 

Governo do Rio: O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro abriu uma nova frente de fiscalização sobre a atual administração estadual ao solicitar informações formais ao governador interino Ricardo Couto a respeito da onda de exonerações promovida desde que assumiu o Palácio Guanabara. Segundo informações divulgadas na imprensa, mais de 2,5 mil servidores já foram exonerados desde março deste ano. O Ministério Público quer acesso a documentos, relatórios técnicos e justificativas administrativas para entender se as medidas seguem critérios legais e transparentes. 

O pedido foi encaminhado pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, que afirmou existir preocupação diante da gravidade das denúncias e da necessidade de uma análise técnico-jurídica aprofundada. O órgão também acompanha auditorias abertas em milhares de contratos públicos estaduais, estimados em mais de R$ 81 bilhões. 

Nos bastidores políticos, a movimentação é interpretada como uma grande “faxina administrativa” iniciada após a saída do ex-governador Cláudio Castro, que deixou o cargo em março para disputar o Senado Federal. Com a vacância do governo e a crise institucional envolvendo a sucessão estadual, Ricardo Couto assumiu interinamente o comando do Estado do Rio de Janeiro. 

A gestão interina afirma que as exonerações fazem parte de auditorias internas destinadas a combater possíveis funcionários fantasmas, revisar contratos e reorganizar estruturas administrativas consideradas inchadas. Entre os focos das investigações estão órgãos estaduais, autarquias e empresas ligadas ao governo. Além das demissões, auditorias também passaram a revisar contratos relacionados ao RioPrevidência e acordos envolvendo empresas privadas investigadas em operações recentes. A crise política no estado ganhou ainda mais repercussão após disputas internas na Alerj e decisões judiciais que mantiveram Ricardo Couto no cargo temporariamente. 

A oposição questiona a velocidade das exonerações e cobra transparência sobre os critérios adotados. Já aliados do governo defendem que a medida é necessária para reorganizar as contas públicas e reduzir desperdícios na máquina estadual. 

Nas ruas, o assunto divide opiniões. Enquanto parte da população apoia o pente-fino em cargos públicos, outros demonstram preocupação com possíveis perseguições políticas e paralisação de serviços essenciais.

Se tiver irregularidade, tem que investigar mesmo. O dinheiro é do povo”, afirmou Jorge Bras, comerciante de Itaboraí, ouvido pela reportagem. Já uma servidora aposentada Rosana Pereira criticou a instabilidade: “O Rio vive uma crise atrás da outra e quem sofre é a população.”

O cenário político do Rio segue indefinido e deve permanecer sob forte tensão nas próximas semanas, especialmente diante das investigações em andamento, da pressão do Ministério Público e das disputas pelo controle político do Estado.

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Fim do dinheiro nos ônibus do Rio gera debate e prefeitura aposta em Pix e cartões no Jaé

Prefeitura do Rio anuncia que validador Jaé vai receber pagamento por QRCold, Cartão de Crédito ou de Débito


Por Cleide Gama|Redação Jornal O Folhão 

Mobilidade: A Prefeitura do Rio anunciou uma nova mudança no sistema de transporte municipal: os passageiros poderão pagar as passagens de ônibus por Pix, cartão de débito e cartão de crédito diretamente nos validadores do sistema Jaé instalados dentro dos coletivos. A medida deve entrar em funcionamento antes do dia 30 de maio, data em que o pagamento em dinheiro deixará de ser aceito nos ônibus municipais. 

O anúncio foi feito pelo prefeito Eduardo Cavaliere, que defendeu a digitalização do sistema como uma forma de aumentar a transparência na arrecadação das empresas de ônibus e reduzir a circulação de dinheiro em espécie nos coletivos. Segundo a prefeitura, cerca de 95% das passagens já são pagas sem uso de dinheiro físico. 

A administração municipal afirma que a medida também busca reduzir assaltos e acelerar o embarque dos passageiros. Mesmo com o fim do dinheiro dentro dos ônibus, o usuário ainda poderá utilizar cédulas para comprar ou recarregar os cartões Jaé em mais de 700 bancas de jornal e milhares de pontos credenciados espalhados pela cidade. 

A mudança, porém, dividiu opiniões entre especialistas e passageiros. O professor Victor Hugo Abreu, da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, alertou que idosos, turistas e pessoas de baixa renda podem enfrentar dificuldades de adaptação ao sistema digital. Segundo ele, muitos trabalhadores informais ainda dependem exclusivamente do dinheiro em espécie no dia a dia. 

Já o engenheiro Levi Salvi, da Universidade Federal Fluminense, avalia que a tendência de pagamento eletrônico já ocorre em diversas cidades brasileiras e internacionais. Para ele, a retirada do dinheiro pode aumentar a segurança operacional e diminuir o tempo de parada nos pontos de ônibus. 

Entre os passageiros, as opiniões também se dividem. A auxiliar de serviços gerais Maria de Fátima, moradora de Madureira, disse que aprova o pagamento por aproximação. “Hoje quase todo mundo já usa cartão ou celular. Se funcionar direito, pode facilitar bastante”, afirmou.

Já o aposentado José Carlos, de Campo Grande, teme dificuldades para parte da população. “Tem muito idoso que ainda não sabe mexer com aplicativo. Nem todo mundo tem cartão ou internet no celular”, criticou.

Nas redes sociais, muitos usuários elogiaram a chegada do pagamento por cartão diretamente no ônibus, algo já comum em outras cidades. Porém, houve críticas ao uso do Pix dentro dos coletivos, com receio de filas, lentidão e problemas de conexão durante o embarque. 

A decisão também passou a ser investigada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que abriu um inquérito para avaliar se a retirada do dinheiro em espécie pode representar prática abusiva contra os consumidores. 

Enquanto a prefeitura defende modernização e transparência, especialistas afirmam que o sucesso da medida dependerá da capacidade do sistema em funcionar sem falhas e garantir acesso ao transporte para toda a população carioca.

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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Rachadinha no gabinete? Ex-assessora faz denúncia explosiva contra Mario Frias

 

Mario Frias já enfrenta outros desgastes políticos e judiciais.

Por Marcelo Procópio|Redação Jornal O Folhão 

Rachadinhas: O deputado federal Mario Frias voltou ao centro de uma nova polêmica política após denúncias feitas por uma ex-funcionária de seu gabinete na Câmara dos Deputados. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a ex-assessora afirmou que recebia salários que chegavam a cerca de R$ 20 mil mensais, mas ficava apenas com uma parte do valor. O restante, segundo ela, era devolvido ao entorno do gabinete parlamentar. 

De acordo com os relatos e comprovantes bancários apresentados pela ex-servidora Gardênia Morais, os repasses eram feitos por meio de transferências bancárias, PIX e até movimentações em dinheiro vivo. Ela declarou que, em média, permanecava com cerca de R$ 5 mil a R$ 7 mil, enquanto aproximadamente R$ 13 mil eram devolvidos mensalmente. 

A reportagem do G1, repercutida por diversos veículos nacionais, também aponta pagamentos relacionados a pessoas próximas ao gabinete e até despesas ligadas à família do parlamentar. Entre os documentos apresentados estariam comprovantes de pagamentos para familiares e pessoas ligadas ao então chefe de gabinete Raphael Azevedo. 

A prática denunciada se assemelha ao esquema conhecido popularmente como “rachadinha”, expressão utilizada para definir quando assessores parlamentares devolvem parte de seus salários a políticos ou intermediários. Juristas apontam que esse tipo de prática pode configurar crimes como peculato, corrupção passiva, concussão e improbidade administrativa, dependendo das provas e das circunstâncias investigadas. 

O caso ganha ainda mais repercussão porque Mario Frias já enfrenta outros desgastes políticos e judiciais. Recentemente, o nome do parlamentar apareceu em apurações relacionadas ao envio de emendas parlamentares destinadas a uma ONG ligada à produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O Supremo Tribunal Federal chegou a tentar notificá-lo diversas vezes para prestar esclarecimentos sobre o caso. 

Especialistas em administração pública afirmam que denúncias envolvendo “rachadinhas” representam um grave ataque à ética no serviço público e à confiança da população nas instituições. Para analistas políticos, o escândalo reforça a pressão sobre parlamentares ligados ao bolsonarismo, grupo político que já enfrentou investigações semelhantes em outros gabinetes ao longo dos últimos anos. 

Até o momento, Mario Frias nega irregularidades. Como em qualquer investigação, os envolvidos têm direito à ampla defesa e ao contraditório. O caso poderá avançar para apuração pelos órgãos competentes caso novas provas sejam apresentadas ou confirmadas pelas autoridades.

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"Sonho paraguaio” vira frustração para parte dos brasileiros que deixaram o país em busca de uma vida melhor

 

Cuidado Del Este, Paraguai

Por Marcos Vinicius|Redação Jornal O Folhão 

Emigrantes: Nos últimos anos, cresceu significativamente o número de brasileiros que decidiram deixar o Brasil para tentar uma nova vida no Paraguai. Motivados principalmente pelo alto custo de vida, carga tributária elevada, dificuldades econômicas, desemprego e insatisfação política, muitos enxergaram no país vizinho uma oportunidade de recomeço. Porém, para uma parcela desses brasileiros, o sonho acabou dando lugar à frustração.

Vídeos nas redes sociais mostrando aluguéis mais baratos, impostos reduzidos, facilidade para abrir empresas e promessas de crescimento rápido ajudaram a impulsionar essa migração. Influenciadores digitais passaram a produzir conteúdos defendendo o Paraguai como um “paraíso econômico” para brasileiros cansados da realidade nacional.


Mas especialistas alertam que a situação é mais complexa do que parece nas redes sociais.

De acordo com analistas econômicos e pesquisadores da área de migração internacional, muitos brasileiros tomam a decisão sem planejamento adequado, sem conhecer profundamente a cultura local e sem avaliar as dificuldades reais do mercado de trabalho paraguaio.

A socióloga Rosana Baeninger explica que movimentos migratórios motivados por crises políticas e econômicas costumam ser acompanhados por expectativas irreais.

Existe uma idealização muito forte nas redes sociais. Algumas pessoas acreditam que apenas atravessar a fronteira resolverá problemas financeiros, profissionais e até emocionais. A realidade geralmente é mais dura”, afirmam pesquisadores que estudam os fluxos migratórios na América do Sul.

Economistas também destacam que o Paraguai possui vantagens tributárias em determinados setores, especialmente no comércio e na importação, mas isso não significa garantia de emprego ou estabilidade econômica.

O economista Ricardo Amorim já comentou em diferentes análises sobre a importância de avaliar produtividade, qualificação profissional e ambiente de negócios antes de tomar decisões radicais de mudança de país. Segundo especialistas, economias menores possuem menos capacidade de absorver trabalhadores estrangeiros, principalmente em períodos de desaceleração econômica.

Além da questão financeira, brasileiros relatam dificuldades de adaptação cultural, barreiras linguísticas e desafios relacionados à documentação, saúde e educação.

Em cidades próximas à fronteira, como Ciudad del Este, muitos brasileiros conseguem atuar no comércio e em pequenos negócios. Porém, fora dessas regiões, as oportunidades podem ser mais limitadas do que o imaginado.

Especialistas em relações internacionais afirmam que existe também um fator político influenciando esse movimento migratório. Parte dos brasileiros decidiu deixar o país após o aumento da polarização política nacional. No entanto, pesquisadores alertam que decisões tomadas apenas por motivação ideológica podem gerar arrependimento quando confrontadas com a realidade econômica e social do novo país.

Para estudiosos do tema, mudar de país exige planejamento financeiro, qualificação profissional, conhecimento da legislação local e preparação emocional.

Apesar das dificuldades enfrentadas por alguns migrantes, especialistas ressaltam que o Paraguai continua sendo uma opção válida para determinados perfis de empreendedores e investidores. O problema, segundo eles, está na venda de uma imagem simplificada de prosperidade garantida.

Enquanto alguns brasileiros conseguem construir uma vida estável no exterior, outros acabam descobrindo que não existem soluções fáceis para problemas complexos.

E a principal lição apontada pelos especialistas é clara: trocar de país pode mudar o cenário, mas não elimina automaticamente os desafios da vida econômica, profissional e social.

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Flávio Bolsonaro anuncia encontro com Trump, mas Casa Branca não confirma reunião

Casa Branca, Washington DC 

Por Marcelo Procópio|Redação Jornal O Folhão 

Brasília: O anúncio de uma possível reunião entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou repercussão política e questionamentos dentro e fora do Brasil.

Nos últimos dias, aliados do parlamentar divulgaram que Flávio estaria organizando uma viagem aos Estados Unidos com expectativa de participar de um encontro na Casa Branca. A informação rapidamente ganhou destaque nas redes sociais e em veículos de imprensa, principalmente entre apoiadores do grupo bolsonarista.

Entretanto, até o momento, o governo norte-americano não confirmou oficialmente qualquer reunião entre Trump e o senador brasileiro. A ausência do compromisso na agenda pública da Casa Branca aumentou as dúvidas sobre a realização do encontro.

Ao ser questionado por jornalistas sobre o assunto, Flávio Bolsonaro evitou dar detalhes e respondeu em inglês: “Call the White House”, expressão que significa “Perguntem à Casa Branca”. Em outra declaração, afirmou que não teria solicitado pessoalmente a reunião.

O episódio acontece em meio a um cenário político delicado para o grupo bolsonarista. Nos bastidores de Brasília, adversários políticos acusam aliados do ex-presidente de tentar criar fatos políticos internacionais para fortalecer narrativas internas no Brasil.

Analistas avaliam que uma eventual foto ao lado de Donald Trump poderia ser usada como símbolo de fortalecimento político junto ao eleitorado conservador, especialmente em um momento de desgaste envolvendo investigações, disputas judiciais e críticas relacionadas a alianças financeiras e estratégias eleitorais.

Mesmo sem confirmação oficial do governo americano, o tema dominou debates políticos nas redes sociais e voltou a colocar o nome da família Bolsonaro no centro das discussões nacionais.

O caso segue repercutindo e novos desdobramentos podem surgir nos próximos dias, principalmente caso a Casa Branca se manifeste oficialmente sobre o assunto.

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Maricá registra sequência de tremores e moradores ficam em alerta no litoral do Rio

Os episódios em Maricá reacenderam debates sobre monitoramento sísmico, prevenção e preparação das cidades brasileiras para eventos naturais inesperados

Por Cleide Gama| Redação Jornal O Folhão 

Maricá: A cidade de Maricá voltou a chamar atenção após registrar uma sequência de tremores de terra em menos de 48 horas. Os abalos sísmicos aconteceram no mar, a cerca de 100 quilômetros da costa fluminense, e foram monitorados pela Rede Sismográfica Brasileira.

O primeiro tremor ocorreu na quinta-feira, com magnitude de 3,3 na escala Richter. Já o segundo foi registrado na manhã desta sexta-feira, às 6h50, com magnitude de 3,1. Apesar da repercussão nas redes sociais e da preocupação entre moradores da região, até o momento não há registro de vítimas, feridos ou danos estruturais.

Especialistas explicam que pequenos tremores podem ocorrer no território brasileiro, principalmente devido a movimentações geológicas internas da placa sul-americana. Diferente de países localizados em áreas de forte atividade tectônica, como Chile, Japão e Indonésia, o Brasil está em uma região considerada geologicamente mais estável.

Mesmo assim, os episódios em Maricá reacenderam debates sobre monitoramento sísmico, prevenção e preparação das cidades brasileiras para eventos naturais inesperados. Muitos moradores relataram sustos, sensação de vibração e preocupação diante das notícias divulgadas nas últimas horas.

A Rede Sismográfica Brasileira segue acompanhando a atividade na região e reforçou que tremores dessa magnitude costumam ter baixo potencial destrutivo. Ainda assim, o caso serve como alerta para a importância de investimentos em pesquisa, monitoramento geológico e sistemas de informação à população.

O jornal O Folhão continuará acompanhando o caso e trazendo atualizações sobre qualquer nova movimentação registrada no litoral do estado do Rio de Janeiro.

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quinta-feira, 21 de maio de 2026

População em Caxias unida em defesa do Meio Ambiente


Por Marcos Vinicius 

Meio Ambiente: Mais de 150 pessoas foram às ruas no sábado (16 de maio), no terceiro distrito de Duque de Caxias, em um protesto em defesa da Reserva Equitativa. O ato reuniu estudantes, professores, moradores, religiosos e ativistas ambientais na Praça do Equitativa, em uma mobilização marcada por discursos, cartazes e pedidos de preservação ambiental.

Os manifestantes denunciaram possíveis ameaças à área verde, incluindo suspeitas de avanço imobiliário e risco de desmatamento. Muitos participantes afirmaram que a reserva representa um importante patrimônio ambiental para a região, funcionando como espaço de equilíbrio ecológico, convivência comunitária e proteção da biodiversidade local.

Durante o protesto, jovens estudantes chamaram atenção para a necessidade de discutir sustentabilidade e preservação ambiental nas escolas. Professores presentes destacaram que áreas verdes urbanas exercem papel fundamental na qualidade do ar, no controle da temperatura e na prevenção de enchentes, problema recorrente em diversas localidades da Baixada Fluminense.

Moradores também demonstraram preocupação com o crescimento urbano desordenado. Segundo relatos apresentados durante o ato, existe temor de que interesses econômicos acabem prevalecendo sobre a preservação ambiental. Para muitos participantes, a população precisa acompanhar de perto qualquer projeto que envolva alterações na área da reserva.

Religiosos que participaram da mobilização reforçaram a importância do cuidado com a natureza como responsabilidade coletiva. Já ativistas ambientais cobraram maior transparência do poder público sobre possíveis projetos urbanos na região e defenderam estudos técnicos antes de qualquer intervenção ambiental.

O protesto ocorreu de forma pacífica e contou com faixas, palavras de ordem e apresentações culturais organizadas pelos participantes. Ao final do ato, grupos ligados ao movimento ambiental afirmaram que pretendem continuar mobilizados e prometem acompanhar os próximos desdobramentos relacionados à Reserva Equitativa.

Especialistas em meio ambiente alertam que a preservação de áreas verdes em regiões urbanas se tornou uma questão estratégica nas grandes cidades. Além de proteger ecossistemas, reservas ambientais ajudam no combate às ilhas de calor e contribuem para a saúde da população.

A mobilização deste sábado mostra que a discussão ambiental ganhou força entre os jovens da Baixada Fluminense, transformando a defesa da Reserva Equitativa em um símbolo local da luta por desenvolvimento sustentável e participação popular.

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terça-feira, 19 de maio de 2026

Encontro, silêncio e pressão: Flávio Bolsonaro enfrenta nova turbulência política em meio ao caso Vorcaro

Flávio Bolsonaro diz que foi à casa de Vorcaro depois da primeira prisão do dono do Master. Foto de reprodução - Estadão.

Por Marcelo Procópio 

Brasília: A nova crise envolvendo o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro ganhou mais um capítulo nesta semana. Durante participação na Marcha dos Prefeitos, em Brasília, o parlamentar afirmou estar sendo alvo de “perseguição política”, mas evitou detalhar publicamente seu encontro com o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado em diferentes frentes pela Polícia Federal. 

Segundo reportagens divulgadas nos últimos dias, Flávio admitiu ter visitado Vorcaro após a primeira prisão do empresário, alegando que o contato ocorreu em razão de negociações privadas relacionadas ao financiamento de um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador nega qualquer irregularidade e afirma que não houve favorecimento político ou troca de interesses. 

O caso, porém, aumentou a pressão sobre a pré-campanha do parlamentar. Áudios revelados pela imprensa e mensagens relacionadas ao suposto financiamento milionário do longa-metragem levantaram questionamentos tanto de adversários quanto de aliados da direita. 

Durante o evento com prefeitos, Flávio preferiu focar em críticas ao governo federal e voltou a defender que setores conservadores estariam sendo perseguidos por instituições do Estado. Nos bastidores, entretanto, lideranças políticas avaliam que a ausência de explicações mais detalhadas pode ampliar o desgaste público. 

Analistas políticos também passaram a observar os impactos do episódio sobre a corrida presidencial de 2026. O jornalista William Waack avaliou que a campanha de Flávio sofre com “erros sequenciais” e dificuldades de gerenciamento da crise. 

Entre possíveis aliados, as reações também demonstram desconforto. O governador Romeu Zema afirmou que as explicações apresentadas até agora “não são convincentes”. Já o governador Ronaldo Caiado declarou que o senador “precisa prestar contas à sociedade”. 

Nas redes sociais, o assunto dividiu opiniões. Parte dos apoiadores de Flávio sustenta que o caso estaria sendo explorado politicamente para enfraquecer a direita antes das eleições. Já críticos afirmam que figuras públicas precisam agir com máxima transparência, principalmente quando mantêm relações com empresários envolvidos em investigações financeiras.

O episódio também repercutiu no mercado financeiro. Reportagens internacionais destacaram que a revelação da ligação entre Flávio e Vorcaro provocou instabilidade na Bolsa e no câmbio, além de reacender debates sobre ética, financiamento político e influência econômica nas campanhas eleitorais brasileiras. 

Enquanto a oposição pede mais esclarecimentos e parte da direita tenta conter os danos, o caso promete continuar no centro do debate político nacional nas próximas semanas.

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Infância Ferida: Brasil registra 64 meninas vítimas de violência sexual por dia

A violência, segundo pesquisadores, está diretamente ligada à desigualdade social

Por Cleide Gama | Redação Jornal O Folhão 

Violência: O Brasil convive com uma ferida silenciosa que cresce longe dos holofotes, escondida dentro de casas, escolas, vizinhanças e até no ambiente digital. Um levantamento divulgado pelo Mapa Nacional da Violência de Gênero revela que, entre 2011 e 2024, uma média de 64 meninas por dia sofreram violência sexual no país. No período, mais de 308 mil crianças e adolescentes de até 17 anos foram vítimas desse tipo de crime. 

Somente em 2024, foram registrados 45.435 casos, o equivalente a quase 3,8 mil notificações por mês. Os números, porém, podem ser ainda maiores. Especialistas alertam que a subnotificação continua sendo um dos maiores obstáculos no combate à violência sexual infantil. Muitas vítimas não denunciam por medo, vergonha ou dependência emocional e financeira do agressor. 

Os dados mostram também um retrato social cruel. Meninas negras aparecem como as principais vítimas, representando mais da metade dos casos registrados nos últimos anos. A violência, segundo pesquisadores, está diretamente ligada à desigualdade social, à vulnerabilidade econômica e à falta de proteção em determinadas regiões do país. 

Outro dado alarmante desmonta uma ideia que durante décadas dominou o imaginário popular: o agressor nem sempre é um desconhecido. Em aproximadamente um terço dos casos, o autor da violência possui vínculo familiar com a vítima, incluindo pais, padrastos, irmãos e outros parentes próximos. A casa, que deveria ser um refúgio, muitas vezes se transforma em território de medo. 

Especialistas também demonstram preocupação com o avanço da violência sexual facilitada pela internet. Plataformas digitais, redes sociais e aplicativos passaram a ser usados por criminosos para aliciar crianças e adolescentes. Um estudo recente do UNICEF aponta que uma em cada cinco crianças e adolescentes brasileiros já sofreu algum tipo de violência sexual mediada por tecnologia. 

O tema ganha ainda mais relevância neste mês de maio, marcado pela campanha Maio Laranja e pelo Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio. A mobilização busca conscientizar a sociedade sobre sinais de abuso e incentivar denúncias. 

Enquanto os números crescem, especialistas defendem medidas urgentes: fortalecimento das políticas públicas, ampliação do atendimento psicológico às vítimas, integração entre escolas e conselhos tutelares, além de campanhas permanentes de conscientização. Para muitos pesquisadores, combater a violência sexual infantil exige mais do que leis severas. Exige vigilância coletiva, educação e coragem para romper o silêncio.

No fundo, cada estatística carrega uma infância interrompida. E um país que não protege suas crianças acaba perdendo parte do próprio futuro.

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segunda-feira, 18 de maio de 2026

Entre grades e câmeras: o Brasil refém do medo


Por Cleide Gama | Redação Jornal O Folhão 

Segurança: A sensação de insegurança virou companhia diária do brasileiro. O medo já não bate apenas à porta, ele entra pela janela, senta no banco do ônibus, acompanha o trabalhador na volta para casa e altera até a rotina mais simples. Pesquisa divulgada pelo Instituto Sou da Paz revelou um dado alarmante: apenas 32% dos brasileiros afirmam se sentir seguros na cidade onde vivem. Entre as mulheres, o índice despenca para apenas 26%. 

O levantamento mostra um retrato duro do país. A violência urbana deixou de ser apenas manchete policial e passou a moldar o comportamento da população. Milhões de pessoas evitam sair à noite, mudam trajetos, escondem celulares e vivem permanentemente em estado de alerta. O medo virou rotina silenciosa.

Outro dado que chama atenção é que 83% dos entrevistados reconhecem a presença da violência contra a mulher em suas cidades. O crescimento dos casos de feminicídio reforça essa percepção. Dados recentes do Ministério da Justiça apontam que o Brasil registrou o trimestre mais letal da história para mulheres em 2026, com média de quatro feminicídios por dia. 

A pesquisa também desmonta alguns discursos simplistas sobre segurança pública. A maioria da população demonstra preferência por medidas de inteligência, prevenção e tecnologia. Cerca de 82% apoiam o uso de câmeras corporais por policiais e 65% defendem uma polícia mais preparada e valorizada. 

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação nacional com o avanço da criminalidade organizada. Levantamentos recentes mostram que a violência ultrapassou temas como economia e corrupção e hoje aparece como a principal preocupação dos brasileiros. 

Especialistas alertam que a redução de alguns índices de homicídio não significa necessariamente maior sensação de segurança. Em várias regiões, facções criminosas ampliaram o controle territorial, expandindo atuação para cidades do interior e diversificando atividades ilegais. 

Enquanto isso, o cidadão comum segue preso numa espécie de “arquitetura do medo”. Casas com grades mais altas, câmeras em cada esquina, cercas elétricas, aplicativos de monitoramento e ruas vazias após anoitecer revelam uma sociedade cansada de conviver com a insegurança.

O grande desafio do Brasil talvez já não seja apenas combater o crime, mas devolver ao cidadão algo que parece cada vez mais raro: a tranquilidade de viver sem medo.

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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Operação “Sem Refino” coloca Cláudio Castro no centro de nova tempestade política no Rio

Ex-governador Cláudio Castro é alvo de operação da Polícia Federal (Foto de reprodução - Tempo Real)

Por Marcelo Procópio| Redação Jornal O Folhão 

Rio: O Rio de Janeiro amanheceu novamente sob o barulho das sirenes da Polícia Federal. Nesta sexta-feira, a PF deflagrou a Operação “Sem Refino”, uma ofensiva de grandes proporções que colocou o ex-governador Cláudio Castro entre os principais alvos da investigação. Agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-chefe do Executivo fluminense, incluindo sua residência em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, Zona Oeste da capital. 

A investigação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, apura um suposto esquema bilionário envolvendo empresas do setor de combustíveis, suspeitas de utilizar estruturas empresariais complexas para ocultação patrimonial, lavagem de dinheiro, fraudes fiscais e envio ilegal de recursos para o exterior. 

No centro das apurações aparece o empresário Ricardo Magro, proprietário do Grupo Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. Segundo informações divulgadas pela PF, a corporação solicitou inclusive a inclusão do nome do empresário na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo internacional utilizado para localizar foragidos considerados prioritários. Magro estaria atualmente nos Estados Unidos. 

Ao todo, foram expedidos 17 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. Além disso, a Justiça autorizou medidas cautelares severas, incluindo afastamentos de funções públicas, bloqueios bilionários de ativos financeiros e suspensão de atividades econômicas de empresas investigadas. Parte das informações aponta para bloqueios que podem alcançar cifras superiores a R$ 52 bilhões em ativos ligados ao grupo investigado. 

A operação não atingiu apenas figuras políticas. Também entraram na mira da PF o desembargador afastado Guaraci Vianna, o ex-procurador Renan Saad e o ex-secretário estadual da Fazenda Juliano Pascoal. Os investigadores trabalham com a hipótese de que setores do poder público possam ter facilitado ou ignorado irregularidades fiscais envolvendo o conglomerado econômico investigado. 

A ofensiva da PF acontece em um momento extremamente delicado para a política fluminense. Cláudio Castro deixou o governo do estado em março deste ano, um dia antes da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral que terminou declarando sua inelegibilidade por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. A renúncia abriu uma crise institucional inédita no Rio, com disputas judiciais sobre a sucessão estadual e debates no STF sobre a realização de eleição direta ou indireta para um mandato-tampão. 

Mesmo fora do Palácio Guanabara, Castro ainda articulava sua permanência no cenário político e pretendia disputar uma vaga ao Senado Federal nas eleições deste ano. A nova operação, entretanto, aumenta significativamente a pressão política e jurídica sobre o ex-governador, transformando seu futuro eleitoral em um terreno cercado de incertezas. 

Até o momento, a defesa de Cláudio Castro afirma não ter tido acesso completo aos autos da investigação. O advogado Carlo Luchione declarou à imprensa que aguarda detalhes formais da operação antes de qualquer manifestação mais aprofundada. 

Nos bastidores políticos do Rio, a operação já provoca fortes repercussões. Analistas avaliam que a investigação pode aprofundar ainda mais a crise institucional fluminense, que há anos parece caminhar sobre uma ponte de vidro em meio a sucessivos escândalos políticos, disputas judiciais e intervenções federais. A “Sem Refino” surge agora como mais um capítulo de um enredo em que o combustível não move apenas carros, mas também suspeitas, poder e bilhões de reais. 

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Brasil envia hospital de campanha à Venezuela em missão humanitária após terremotos devastadores

Brasil envia hospital de campanha em apoio humanitário à Venezuela  Por Marcos Vinicius | Redação Jornal O Folhão  Humanitário:  O Brasil am...