sexta-feira, 22 de maio de 2026

Rachadinha no gabinete? Ex-assessora faz denúncia explosiva contra Mario Frias

 

Mario Frias já enfrenta outros desgastes políticos e judiciais.

Por Marcelo Procópio|Redação Jornal O Folhão 

Rachadinhas: O deputado federal Mario Frias voltou ao centro de uma nova polêmica política após denúncias feitas por uma ex-funcionária de seu gabinete na Câmara dos Deputados. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a ex-assessora afirmou que recebia salários que chegavam a cerca de R$ 20 mil mensais, mas ficava apenas com uma parte do valor. O restante, segundo ela, era devolvido ao entorno do gabinete parlamentar. 

De acordo com os relatos e comprovantes bancários apresentados pela ex-servidora Gardênia Morais, os repasses eram feitos por meio de transferências bancárias, PIX e até movimentações em dinheiro vivo. Ela declarou que, em média, permanecava com cerca de R$ 5 mil a R$ 7 mil, enquanto aproximadamente R$ 13 mil eram devolvidos mensalmente. 

A reportagem do G1, repercutida por diversos veículos nacionais, também aponta pagamentos relacionados a pessoas próximas ao gabinete e até despesas ligadas à família do parlamentar. Entre os documentos apresentados estariam comprovantes de pagamentos para familiares e pessoas ligadas ao então chefe de gabinete Raphael Azevedo. 

A prática denunciada se assemelha ao esquema conhecido popularmente como “rachadinha”, expressão utilizada para definir quando assessores parlamentares devolvem parte de seus salários a políticos ou intermediários. Juristas apontam que esse tipo de prática pode configurar crimes como peculato, corrupção passiva, concussão e improbidade administrativa, dependendo das provas e das circunstâncias investigadas. 

O caso ganha ainda mais repercussão porque Mario Frias já enfrenta outros desgastes políticos e judiciais. Recentemente, o nome do parlamentar apareceu em apurações relacionadas ao envio de emendas parlamentares destinadas a uma ONG ligada à produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O Supremo Tribunal Federal chegou a tentar notificá-lo diversas vezes para prestar esclarecimentos sobre o caso. 

Especialistas em administração pública afirmam que denúncias envolvendo “rachadinhas” representam um grave ataque à ética no serviço público e à confiança da população nas instituições. Para analistas políticos, o escândalo reforça a pressão sobre parlamentares ligados ao bolsonarismo, grupo político que já enfrentou investigações semelhantes em outros gabinetes ao longo dos últimos anos. 

Até o momento, Mario Frias nega irregularidades. Como em qualquer investigação, os envolvidos têm direito à ampla defesa e ao contraditório. O caso poderá avançar para apuração pelos órgãos competentes caso novas provas sejam apresentadas ou confirmadas pelas autoridades.

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