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| O uso de preservativo durante o ato sexual ainda é a melhor forma de prevenção às ISTs |
Por Cleide Gama | Redação Jornal O Folhão
Saúde: As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) continuam sendo um importante desafio para a saúde pública no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, milhares de novos casos são registrados anualmente, reforçando a necessidade de ampliar o acesso à informação, à prevenção e ao diagnóstico precoce.
Dados oficiais apontam que o país registra centenas de milhares de notificações relacionadas à sífilis, HIV, hepatites virais e outras ISTs. O Ministério da Saúde destaca que o uso correto do preservativo, a vacinação e a realização periódica de exames são as principais estratégias de proteção da população.
Entre as principais infecções sexualmente transmissíveis está a sífilis, causada pela bactéria Treponema pallidum. A transmissão ocorre principalmente por relações sexuais desprotegidas, podendo também acontecer da mãe para o bebê durante a gestação. Seus sintomas variam conforme o estágio da doença, incluindo feridas indolores, manchas pelo corpo e complicações neurológicas e cardiovasculares quando não tratada.
O HIV, vírus responsável pela síndrome da imunodeficiência adquirida, é transmitido por relações sexuais sem preservativo, compartilhamento de objetos perfurocortantes contaminados, transfusões sanguíneas não seguras e transmissão vertical. A infecção compromete o sistema imunológico, aumentando a suscetibilidade a diversas doenças oportunistas.
A gonorreia é provocada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. Seus sintomas podem incluir corrimento uretral ou vaginal, dor ao urinar e desconforto pélvico. Entretanto, muitos indivíduos permanecem assintomáticos, favorecendo a disseminação da infecção. O contágio ocorre pelo contato sexual desprotegido.
A clamídia, causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, apresenta comportamento semelhante, frequentemente sem sintomas aparentes. Quando não diagnosticada, pode provocar infertilidade, doença inflamatória pélvica e complicações gestacionais.
O herpes genital é causado pelo vírus herpes simples, principalmente o tipo 2. A transmissão ocorre pelo contato direto com lesões ou secreções infectadas, mesmo quando os sintomas são discretos. Pequenas bolhas, feridas dolorosas e sensação de ardência estão entre as manifestações mais comuns.
Já a infecção pelo papilomavírus humano (HPV) está entre as ISTs mais frequentes no mundo. O vírus é transmitido pelo contato íntimo e pode causar verrugas genitais e diversos tipos de câncer, incluindo câncer do colo do útero, de pênis, de ânus e de orofaringe. A vacinação representa uma das medidas mais eficazes de prevenção.
As hepatites B e C também podem ser transmitidas sexualmente, além do contato com sangue contaminado. Muitas vezes silenciosas, podem evoluir para cirrose hepática e câncer de fígado se não forem diagnosticadas e tratadas adequadamente.
Para o professor Evandro Brasil, educador e especialista na área da saúde, a prevenção deve ser tratada como um compromisso coletivo.
"Falar sobre infecções sexualmente transmissíveis ainda é um desafio em muitos ambientes. Informação de qualidade, acesso aos serviços de saúde, vacinação, realização de testes periódicos e o uso consistente do preservativo são atitudes essenciais para reduzir a transmissão e promover qualidade de vida. Prevenção é um ato de responsabilidade consigo mesmo e com o próximo", afirma o professor Evandro Brasil.
Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce permite tratamento adequado, reduz complicações e interrompe cadeias de transmissão. Unidades do Sistema Único de Saúde oferecem gratuitamente testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites, além de acompanhamento e tratamento para diversas ISTs.
Cuidar da saúde sexual significa investir em conhecimento, prevenção e acompanhamento médico regular. Quanto mais cedo a informação chega à população, maiores são as chances de controlar essas infecções e preservar vidas.
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