Por Cleide Gama
Saúde: A solidariedade da população pode fazer a diferença para centenas de pacientes que dependem de transfusões de sangue diariamente. Com esse objetivo, o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, promove nesta sexta-feira (17), das 9h às 15h, um mutirão de doação de sangue em parceria com o Hemorio. A iniciativa busca reforçar os estoques do banco de sangue, fundamentais para o atendimento de vítimas de acidentes, pacientes submetidos a cirurgias de alta complexidade, pessoas em tratamento contra o câncer e portadores de doenças hematológicas.
A expectativa é ampliar o número de doadores voluntários, especialmente durante o inverno, período em que as doações costumam diminuir em razão do aumento de doenças respiratórias, férias escolares e menor comparecimento da população aos hemocentros. A redução dos estoques pode comprometer procedimentos eletivos e até atendimentos de emergência.
A doação é um procedimento rápido, seguro e realizado por profissionais especializados. Antes da coleta, todos os voluntários passam por uma avaliação clínica para garantir a segurança do doador e do receptor. Após a coleta, o sangue é separado em diferentes hemocomponentes, como hemácias, plaquetas e plasma, permitindo que uma única doação beneficie até quatro pessoas.
Podem doar pessoas entre 16 e 69 anos, sendo que menores de idade precisam de autorização dos responsáveis. É necessário pesar mais de 50 quilos, estar em boas condições de saúde, apresentar documento oficial com foto e comparecer bem alimentado, evitando alimentos gordurosos nas horas que antecedem a doação. Quem fez tatuagem ou colocou piercing deve respeitar os prazos estabelecidos pelos serviços de hemoterapia antes de doar novamente.
Segundo especialistas em hemoterapia, não existe substituto artificial para o sangue humano. Todos os dias, hospitais dependem da doação voluntária para manter cirurgias, transplantes, tratamentos oncológicos, atendimento a vítimas de acidentes graves e complicações obstétricas. Por isso, a Organização Mundial da Saúde recomenda que os países mantenham uma base regular de doadores voluntários para garantir estoques seguros e suficientes.
Além de contribuir para salvar vidas, o doador também realiza exames laboratoriais de triagem, cujos resultados podem ser retirados posteriormente conforme orientação do serviço de coleta. A recomendação é que a doação se torne um hábito, já que homens podem doar a cada oito semanas e mulheres a cada doze semanas, respeitando os limites anuais estabelecidos pelos protocolos de saúde.
A campanha do Hospital Miguel Couto reforça uma mensagem simples, mas de enorme impacto social: doar sangue é um gesto voluntário que leva apenas alguns minutos, mas pode representar uma nova oportunidade de vida para quem enfrenta uma emergência médica ou um tratamento prolongado.
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