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| Governo do Estado chega a 2.509 exonerações na gestão do desembargador Ricardo Couto - Foto de reprodução, Extra |
Por Marcos Vinicius|Redação Jornal O Folhão
Governo do Rio: O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro abriu uma nova frente de fiscalização sobre a atual administração estadual ao solicitar informações formais ao governador interino Ricardo Couto a respeito da onda de exonerações promovida desde que assumiu o Palácio Guanabara. Segundo informações divulgadas na imprensa, mais de 2,5 mil servidores já foram exonerados desde março deste ano. O Ministério Público quer acesso a documentos, relatórios técnicos e justificativas administrativas para entender se as medidas seguem critérios legais e transparentes.
O pedido foi encaminhado pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, que afirmou existir preocupação diante da gravidade das denúncias e da necessidade de uma análise técnico-jurídica aprofundada. O órgão também acompanha auditorias abertas em milhares de contratos públicos estaduais, estimados em mais de R$ 81 bilhões.
Nos bastidores políticos, a movimentação é interpretada como uma grande “faxina administrativa” iniciada após a saída do ex-governador Cláudio Castro, que deixou o cargo em março para disputar o Senado Federal. Com a vacância do governo e a crise institucional envolvendo a sucessão estadual, Ricardo Couto assumiu interinamente o comando do Estado do Rio de Janeiro.
A gestão interina afirma que as exonerações fazem parte de auditorias internas destinadas a combater possíveis funcionários fantasmas, revisar contratos e reorganizar estruturas administrativas consideradas inchadas. Entre os focos das investigações estão órgãos estaduais, autarquias e empresas ligadas ao governo. Além das demissões, auditorias também passaram a revisar contratos relacionados ao RioPrevidência e acordos envolvendo empresas privadas investigadas em operações recentes. A crise política no estado ganhou ainda mais repercussão após disputas internas na Alerj e decisões judiciais que mantiveram Ricardo Couto no cargo temporariamente.
A oposição questiona a velocidade das exonerações e cobra transparência sobre os critérios adotados. Já aliados do governo defendem que a medida é necessária para reorganizar as contas públicas e reduzir desperdícios na máquina estadual.
Nas ruas, o assunto divide opiniões. Enquanto parte da população apoia o pente-fino em cargos públicos, outros demonstram preocupação com possíveis perseguições políticas e paralisação de serviços essenciais.
“Se tiver irregularidade, tem que investigar mesmo. O dinheiro é do povo”, afirmou Jorge Bras, comerciante de Itaboraí, ouvido pela reportagem. Já uma servidora aposentada Rosana Pereira criticou a instabilidade: “O Rio vive uma crise atrás da outra e quem sofre é a população.”
O cenário político do Rio segue indefinido e deve permanecer sob forte tensão nas próximas semanas, especialmente diante das investigações em andamento, da pressão do Ministério Público e das disputas pelo controle político do Estado.
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