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| Lula relançou o Programa Minha Casa Minha Vida com novas diretrizes, ampliando o alcance social. Foto de reprodução Senado Federal |
Por Marcelo Procópio| Redação – Jornal O Folhão
A política habitacional voltou ao centro do debate nacional diante dos contrastes entre os modelos adotados pelos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os dados mais recentes evidenciam diferenças profundas tanto no volume de investimentos quanto no alcance social das políticas públicas voltadas à moradia.
Criado em 2009, durante o segundo mandato de Lula, o Minha Casa Minha Vida se consolidou como o maior programa habitacional da história do país. Até 2016, foram contratadas mais de 4 milhões de moradias, com foco direto na população de baixa renda, especialmente na chamada Faixa 1 — destinada às famílias mais vulneráveis. Segundo dados do Ministério das Cidades e da Caixa Econômica Federal, o programa contou com forte subsídio público, permitindo acesso facilitado à casa própria e gerando impacto significativo na economia, sobretudo na construção civil.
Já no governo Bolsonaro (2019–2022), o programa foi substituído pelo Casa Verde e Amarela. A reformulação trouxe mudanças importantes: redução de subsídios, alteração nas faixas de renda e menor prioridade para as famílias mais pobres. Dados da Central Única dos Trabalhadores (CUT) indicam que o orçamento destinado à habitação caiu de cerca de R$ 11 bilhões, em anos anteriores, para aproximadamente R$ 2,5 bilhões em determinados períodos do governo Bolsonaro.
Além disso, estudos da Fundação João Pinheiro apontam que o déficit habitacional brasileiro ultrapassou 6 milhões de moradias ao final de 2022, registrando crescimento durante esse período — cenário associado, entre outros fatores, à diminuição dos investimentos públicos no setor.
Com o retorno de Lula à presidência em 2023, o Minha Casa Minha Vida foi relançado com novas diretrizes e ampliação do alcance social. Segundo o Ministério das Cidades, entre 2023 e 2025 já foram contratadas mais de 2 milhões de unidades habitacionais, com investimentos superiores a R$ 300 bilhões. O programa também retomou obras paralisadas, ampliou subsídios e reduziu taxas de juros para famílias de baixa renda.
Outro dado relevante veio da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), que registrou forte crescimento nos financiamentos habitacionais em 2024, impulsionado principalmente pelo novo ciclo do programa. Especialistas apontam que a retomada dos investimentos tem efeito direto na geração de empregos e no aquecimento da economia.
Para analistas do setor, o comparativo entre os dois governos revela modelos distintos de atuação. Enquanto o governo Bolsonaro priorizou ajustes fiscais e reformulações com menor participação do Estado, o governo Lula retomou uma política de forte investimento público, com foco na inclusão social e na redução do déficit habitacional.
A moradia, considerada um direito fundamental garantido pela Constituição, segue como um dos principais desafios do país. E, diante dos números, o debate sobre qual modelo atende melhor à população brasileira continua mais atual do que nunca.
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