domingo, 4 de janeiro de 2026

Crise Internacional — EUA Capturam Nicolás Maduro em Operação Militar Sem Precedentes

A imagem divulgada pelas tropas dos EUA circularam em todo o mundo com Nicolas Maduro em poder dos militares norte-americanos. Reprodução.

Por Michael Richet

Caracas / Washington: Em uma ação militar surpreendente que escalou dramaticamente as tensões entre Washington e Caracas, forças dos Estados Unidos capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, levando-os a solo norte-americano para enfrentar acusações criminais, incluindo narcotráfico e terrorismo. O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que Washington irá governar a Venezuela temporariamente até que uma transição de poder segura seja garantida. 

Trump alegou que a operação foi uma resposta necessária diante de uma “ameaça à soberania dos EUA” e ao tráfico de drogas internacional — embora analistas internacionais tenham apontado que não foram apresentadas provas públicas de que Maduro enviou drogas diretamente aos Estados Unidos. 

A captura marca a culminação de uma campanha que incluiu bombardeios, ataques a embarcações no Caribe e operações da CIA autorizadas pelo governo americano. 



Acusações de Trump e a Ausência de Provas

Trump tem repetidamente acusado Maduro de liderar um “narcoestado” e envolvimento com tráfico internacional de drogas — acusações que embasaram as sanções econômicas e as medidas de pressão americana nos últimos meses. 

No entanto, especialistas em narcóticos e organismos de inteligência indicam que a Venezuela não é uma fonte significativa de drogas como o fentanil que mais afeta os EUA e que não há evidências claras dos vínculos exigidos para uma ação militar dessa magnitude. 



Como a ONU e a Comunidade Internacional Reagem

A reação global foi imediata. O Conselho de Segurança das Nações Unidas deve se reunir para tratar da crise, após pressão de países como Colômbia, Rússia e China, que denunciaram a ação americana como uma violação do direito internacional. 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que a operação cria um “precedente perigoso” e possa minar princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas, que proíbe o uso de força contra a soberania de outro Estado sem autorização explícita do Conselho ou justificativa de legítima defesa. 


Diversos países repudiaram a intervenção:

✓ Rússia e Irã classificaram o ataque como agressão armada. 

✓ Cuba e países latino-americanos, incluindo o México, condenaram a ação como colonialista. 

✓ Líderes europeus e influentes vozes diplomáticas alertaram sobre o risco de ruptura da ordem internacional baseada em regras, pedindo soluções pacíficas e diálogo. 




Opiniões de Líderes e Analistas Internacionais


Internamente nos EUA, a operação divide políticos:

Senadores democratas afirmaram que foram “enganados” sobre os planos do governo e pediram maior clareza e controle do Congresso sobre decisões militares. 

Especialistas em direito internacional condenaram a ação como “ilegal”, visto que não houve autorização do Congresso americano nem do Conselho de Segurança da ONU, o que poderia caracterizar uma violação da Carta das Nações Unidas e normas consagradas de soberania. 



O Papel do Petróleo e o Futuro da Venezuela

A Venezuela possui as maiores reservas petrolíferas do mundo, tornando-a um ator estratégico na geopolítica energética global. A captura de Maduro e o anúncio de que empresas americanas poderiam retomar participação no setor petrolífero venezuelano sugere que os recursos energéticos estão no centro das decisões de Washington, além das justificativas oficiais sobre narcotráfico e democracia. 

Essa combinação de interesses econômicos, estratégicos e políticos intensifica ainda mais as tensões na região, enquanto o mundo observa um dos episódios mais controversos das relações internacionais dos últimos anos.

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