terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Crise no combate à corrupção no Maranhão: saída em massa do GAECO expõe tensão institucional e escancara elo político de prefeito investigado com a extrema direita

  
Promotores do GAECO pedem exoneração coletiva após parecer do MP em caso de corrupção em Turilândia (Maranhão)

Por Marcos Vinicius 

Corrupção: Uma grave crise institucional abalou o Ministério Público do Maranhão neste fim de semana. Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) pediram exoneração coletiva de suas funções após a cúpula do MP emitir parecer favorável à soltura de todos os investigados presos na Operação Tântalo II, que apura um amplo esquema de corrupção na Prefeitura de Turilândia, município localizado a cerca de 150 quilômetros de São Luís.

A decisão da Procuradoria-Geral de Justiça, divulgada no sábado, gerou forte reação interna. Para os integrantes do GAECO, o posicionamento fragiliza o enfrentamento ao crime organizado e contradiz frontalmente o trabalho investigativo desenvolvido ao longo de meses. No documento de exoneração, os promotores afirmam que o parecer compromete a credibilidade institucional do órgão e rompe a convergência mínima necessária para a continuidade de suas atividades.

A Operação Tântalo II ganhou repercussão nacional após sua segunda fase, deflagrada em dezembro, resultar na prisão de todos os 11 vereadores de Turilândia, além de empresários, um secretário municipal e do prefeito Paulo Curió, filiado ao União Brasil. De acordo com as investigações, o chefe do Executivo municipal teria liderado um esquema criminoso responsável por desviar aproximadamente R$ 56 milhões das áreas de Saúde e Assistência Social, por meio de empresas de fachada e contratos fraudulentos.

Além da dimensão financeira, o caso também carrega forte peso político. O prefeito Paulo Curió mantém proximidade com grupos ligados à extrema direita e integra o campo político alinhado ao bolsonarismo. Durante o governo Jair Bolsonaro, esse mesmo espectro político defendeu reiteradamente o enfraquecimento de órgãos de controle, atacou o Ministério Público e buscou desacreditar operações anticorrupção — um discurso que, segundo críticos, encontra eco em situações como a atual.

No memorando enviado ao procurador-geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira, os promotores ressaltam que respeitam a hierarquia institucional, mas afirmam que a divergência é profunda a ponto de inviabilizar a permanência no grupo, nos moldes atuais. O parecer que recomendou a soltura foi assinado pelo procurador-geral de Justiça em exercício, Orfileno Bezerra Neto, e encaminhado à 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, que agora decidirá sobre a liberdade dos investigados.

O pedido de exoneração coletiva foi assinado por dez promotores, incluindo o então coordenador do GAECO, Luiz Muniz Rocha Filho. Eles destacam que a decisão da cúpula do MP vai na contramão dos avanços obtidos nos últimos anos no combate às organizações criminosas infiltradas no poder público.

Em resposta, o procurador-geral Danilo Ferreira divulgou nota afirmando que todas as medidas adotadas respeitam rigorosamente a Constituição e a legislação penal, defendendo que a prisão deve ser utilizada apenas quando estritamente necessária. Segundo ele, mudanças em cargos de coordenação fazem parte da dinâmica institucional e não comprometem a continuidade das ações estratégicas.

A nova liderança do GAECO e da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (CAEI) ficará a cargo do procurador de Justiça Haroldo Paiva de Brito. O Ministério Público afirma que novos integrantes serão nomeados para dar prosseguimento às investigações iniciadas pela equipe anterior.

Durante a operação, um dado chamou ainda mais atenção: em audiências, os 11 vereadores presos optaram por permanecer em silêncio absoluto. Nas buscas autorizadas pelo Tribunal de Justiça, os promotores apreenderam grandes quantias em dinheiro vivo, com uma contagem inicial que apontou cerca de R$ 5 milhões encontrados em endereços ligados aos investigados.

O nome da operação faz alusão a Tântalo, figura da mitologia grega condenada a ver água e frutos ao alcance das mãos, sem jamais poder usufruí-los. Para o Ministério Público, a metáfora representa a realidade da população de Turilândia, que vê recursos públicos destinados a serviços essenciais desaparecerem sem gerar benefícios concretos.

Apesar da defesa institucional apresentada pelo MP, a saída coletiva dos promotores do GAECO levanta questionamentos sérios sobre a independência das investigações, a pressão política nos bastidores e o impacto da influência de grupos da extrema direita sobre o funcionamento dos órgãos de controle. Em meio a esse cenário, permanece a dúvida que ecoa fora do Maranhão: quem perde quando quem combate a corrupção decide sair?

...................

Anúncio, Divulgação 



segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Relato sobre “arma desconhecida” em suposta operação contra Maduro levanta dúvidas e alerta especialistas

Militares americanos teriam desembarcado de helicópteros e neutralizado rapidamente soldados e equipamentos venezuelanos

Por Marcos Vinicius 

Venezuela: Um relato divulgado pela imprensa sensacionalista norte-americana voltou a agitar o noticiário internacional ao sugerir que forças especiais dos Estados Unidos teriam utilizado uma arma até então desconhecida em uma operação secreta contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A informação, publicada pelo New York Post, baseia-se no depoimento de um suposto integrante da equipe de segurança do líder venezuelano e não foi confirmada por fontes independentes.

Segundo essa versão, militares americanos teriam desembarcado de helicópteros e neutralizado rapidamente soldados e equipamentos venezuelanos por meio de um dispositivo não convencional. O relato afirma que, antes mesmo de qualquer confronto direto, sistemas de radar teriam sido desligados e as forças locais “cegadas”, sem capacidade de reação.

Ainda de acordo com a testemunha, a arma teria emitido uma onda sonora de alta intensidade, capaz de incapacitar pessoas em poucos segundos. Entre os efeitos descritos estão sangramentos nasais, vômitos com sangue e a queda imediata de soldados, que teriam ficado imóveis no chão. O depoimento sustenta que um pequeno grupo — cerca de 20 integrantes das forças especiais americanas — teria conseguido neutralizar centenas de defensores, sem registrar baixas do lado dos Estados Unidos.

O Ministério do Interior da Venezuela, sempre segundo a publicação americana, teria contabilizado cerca de 100 mortes entre membros das forças de segurança durante o ataque a uma residência ligada a Maduro. O New York Post sugere que o fato de o relato ter sido divulgado por um porta-voz ligado ao governo de Donald Trump reforçaria sua credibilidade — argumento que é visto com cautela por analistas.



Falta de confirmação e contexto real

Até o momento, não há confirmação oficial do Pentágono, da Casa Branca ou de organismos internacionais sobre a existência dessa operação, tampouco sobre o uso de uma arma secreta. Especialistas em defesa ouvidos por veículos internacionais lembram que relatos desse tipo costumam surgir em contextos de guerra informacional e propaganda política.

É fato, no entanto, que os Estados Unidos pesquisam há décadas tecnologias chamadas de “armas de energia direcionada”, que incluem sistemas de micro-ondas de alta potência e dispositivos acústicos, como o LRAD (Long Range Acoustic Device), já utilizado para controle de multidões e proteção de instalações estratégicas. Essas tecnologias, porém, têm uso conhecido e limitado, e não há registro comprovado de emprego em larga escala com efeitos letais ou massivos em operações militares reais, como os descritos no relato.

Para analistas internacionais, a combinação de fontes anônimas, ausência de provas técnicas e o histórico de tensão entre Washington e Caracas reforçam a necessidade de cautela. “Sem verificação independente, trata-se de um relato grave, mas ainda no campo das alegações”, avalia um pesquisador de segurança internacional.

Enquanto isso, o governo venezuelano mantém o discurso de que sofre constantes tentativas de desestabilização externa, e os Estados Unidos reiteram que acompanham a situação do país por vias diplomáticas e políticas. Entre denúncias, versões conflitantes e silêncio oficial, o suposto uso de uma “arma desconhecida” permanece, por ora, sem comprovação.

................

Anúncio, Divulgação 



STF cobra novo cálculo de pena e impõe prazo à Justiça mineira em caso do 8 de Janeiro

Antônio Cláudio Ferreira condenado a 17 anos de prisão está no centro de um impasse entre o STF e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Foto de reprodução G1

Por Cleide Gama 

Golpe de Estado: O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Vara de Execuções Penais de Uberlândia (MG) refaça, no prazo máximo de 48 horas, o cálculo da pena de Antônio Cláudio Ferreira, condenado pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Ferreira ficou conhecido por destruir o relógio histórico de Dom João VI durante a invasão ao Palácio do Planalto.

Condenado a 17 anos de prisão, o réu responde por crimes que incluem tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio público, deterioração de bem tombado e associação criminosa armada.

A ordem do STF foi expedida após a Corte constatar que decisões anteriores não foram cumpridas pela Justiça de Minas Gerais, responsável pela execução da pena. De acordo com informações enviadas ao Supremo, o condenado exerceu atividades laborais por 187 dias entre setembro de 2024 e abril de 2025, participou de atividades educacionais, leu quatro obras literárias e foi aprovado no Encceja 2024, obtendo certificação do ensino fundamental.

Com base nesses dados, Moraes já havia reconhecido 66 dias de remição de pena, além de autorizar o abatimento do período em que Ferreira permaneceu preso preventivamente, entre janeiro de 2023 e dezembro de 2024. Mesmo assim, segundo o ministro, a Vara de Uberlândia não encaminhou a documentação necessária para validar oficialmente as atividades realizadas nem apresentou novo demonstrativo do tempo restante de pena.

Diante da omissão, Moraes determinou a emissão imediata de um novo atestado de pena a cumprir, com atualização dos cálculos e ciência formal ao preso. Também ordenou que a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais comprove, no mesmo prazo, a carga horária, a frequência escolar no Encceja e a quantidade de livros efetivamente lidos, acompanhadas das devidas certidões. A Procuradoria-Geral da República foi comunicada, e a defesa do condenado, intimada.

Procurado pela reportagem, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais informou, por meio de sua assessoria, que irá apurar internamente as providências cabíveis.



Decisão judicial gera conflito institucional

O episódio se insere em um contexto de atrito entre o STF e a Vara de Execuções Penais de Uberlândia. Em junho, Antônio Cláudio deixou o Presídio Professor Jacy de Assis após obter progressão ao regime semiaberto por decisão do juiz responsável pela Vara. A soltura ocorreu sem o uso de tornozeleira eletrônica, sob a justificativa de que o Estado não dispunha do equipamento naquele momento.

No dia seguinte, Alexandre de Moraes determinou o retorno imediato do condenado ao sistema prisional e autorizou a abertura de investigação contra o magistrado, ao entender que a decisão extrapolou a competência da Vara. A Corregedoria do TJMG instaurou procedimento administrativo, e Ferreira acabou recapturado pela Polícia Federal em Catalão, no interior de Goiás.



O caso

Antônio Cláudio Alves Ferreira foi identificado pela Polícia Federal como o autor da depredação do relógio histórico que integrava o acervo do Palácio do Planalto. A peça, de origem francesa, foi trazida ao Brasil com a família real portuguesa no início do século XIX e tinha alto valor histórico e simbólico.

A identificação do réu ocorreu a partir de imagens de câmeras de segurança, reconhecimento facial e depoimentos. O episódio ganhou projeção nacional após a divulgação das imagens em programa televisivo, o que levou pessoas do convívio do acusado a reconhecê-lo.

Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Ferreira usava uma camiseta com a imagem do político no dia da invasão às sedes dos Três Poderes, episódio que marcou um dos ataques mais graves às instituições democráticas brasileiras nas últimas décadas.

....................

Anúncio, Divulgação 



sábado, 10 de janeiro de 2026

Transporte em Transformação: Aplicativos Avançam no Brasil, Usuários Reclamam de Tarifas Altas e Rota Fixa Surge como Alternativa Acessível

A realidade do trânsito nos centros das grandes cidades do país 

Por Cleide Gama 

Mobilidade: O cenário do transporte urbano no Brasil vem passando por transformações profundas nos últimos anos, impulsionadas principalmente pelo avanço das plataformas digitais de mobilidade. De acordo com informações divulgadas no portal de notícias 360, com base na Munic (Pesquisa de Informações Básicas Municipais) do IBGE, o transporte por aplicativo já estava presente em 1.465 municípios brasileiros em 2024, o que representa um crescimento expressivo de 64,4% em apenas quatro anos. Em 2020, esse tipo de serviço alcançava 878 cidades.

Hoje, as plataformas de mobilidade por carros e motos já estão em 26% dos municípios do país, consolidando-se como a quinta modalidade de transporte mais presente nas cidades brasileiras. Esse avanço mostra como a tecnologia tem ocupado espaços deixados por sistemas tradicionais, muitas vezes insuficientes para atender à demanda da população.

Apesar da ampla presença do táxi — ainda disponível em mais de 4.400 municípios — e de alternativas como vans, mototáxis e ônibus, a realidade é que grande parte dessas modalidades enfrenta problemas estruturais. No caso do transporte coletivo por ônibus, por exemplo, apenas uma parcela das cidades conta com frota totalmente adaptada para pessoas com deficiência, evidenciando desafios históricos de acessibilidade e inclusão.

Nesse contexto, o transporte por aplicativo ganhou protagonismo, oferecendo praticidade, rapidez e flexibilidade. No entanto, esse crescimento também trouxe insatisfação. Usuários têm reclamado com frequência dos preços elevados praticados por gigantes do setor, como Uber e 99, especialmente em horários de pico, dias de chuva ou em regiões com menor oferta de motoristas. A percepção de tarifas abusivas tem gerado debates sobre concorrência, regulação e justiça tarifária.

É justamente nesse cenário que se destaca a evolução do aplicativo Rota Fixa. Surgindo como uma alternativa mais justa e equilibrada, o Rota Fixa vem ganhando espaço ao propor um modelo de transporte por aplicativo mais acessível, previsível e transparente, tanto para passageiros quanto para motoristas. Ao priorizar tarifas mais estáveis, segurança e conforto, o aplicativo dialoga diretamente com uma demanda crescente da população: mobilidade urbana de qualidade, sem surpresas desagradáveis no preço final.

A expansão dos aplicativos de transporte revela uma mudança no comportamento dos brasileiros e aponta para o futuro da mobilidade urbana. Iniciativas como o Rota Fixa mostram que ainda há espaço para inovação, concorrência saudável e soluções que coloquem o usuário no centro, contribuindo para cidades mais eficientes, inclusivas e conectadas.

................

Anúncio, Divulgação 



Arrascaeta reina na América e entra para a história do futebol continental

 

Arrascaeta é eleito o Rei das Américas - reprodução 

Porr Marcos Vinicius 

Futebol: Giorgian De Arrascaeta viveu uma noite inesquecível neste sábado (10), em Punta del Este, no Uruguai. O camisa 10 do Flamengo foi eleito “Rei da América”, prêmio concedido pelo tradicional jornal El País, que reconhece o melhor jogador do futebol sul-americano na temporada. Em 2025, o uruguaio dominou a votação com 179 votos entre 264 possíveis, superando nomes de peso, como Lionel Messi, atualmente no Inter Miami.

Emocionado, Arrascaeta destacou o significado da conquista e fez questão de dividir o mérito com quem esteve ao seu lado durante o ano.

"É um orgulho enorme receber um prêmio tão importante. Sei que fazia dez anos que um uruguaio não conquistava esse reconhecimento, então isso tem um valor especial. Nada disso seria possível sem o trabalho coletivo. Agora é comemorar com o grupo e com a minha família”, afirmou o meia.

Com a conquista, Arrascaeta se torna o quinto uruguaio a alcançar o título de Rei da América, quebrando um jejum que durava desde 2015, quando Carlos Sánchez, então no River Plate, foi o vencedor. O prêmio também mantém uma sequência impressionante: pelo quarto ano seguido, o troféu permanece no Rio de Janeiro, reforçando a força do futebol carioca no continente.

No Flamengo, Arrascaeta entra para um seleto grupo. Ele é o quinto jogador do clube a vencer a honraria, ao lado de ídolos históricos. Zico levantou o prêmio três vezes, enquanto Bebeto, Gabigol e Pedro conquistaram uma vez cada.

A temporada de 2025 explica o reconhecimento: 25 gols, 20 assistências em 64 partidas, além dos títulos da Supercopa do Brasil, Campeonato Carioca, Libertadores e Brasileirão.



Comentários de populares nas redes 

Arrascaeta joga bola com classe. É craque de verdade, não corre à toa.”


"Messi é gigante, mas o ano foi todo do Arrascaeta. Justíssimo!”


"Quem vê ele jogar entende: o Flamengo tem um maestro em campo.”


"Esse prêmio representa o futebol sul-americano raiz, técnico e decisivo.”


Ídolo no Flamengo e agora Rei da América. História sendo escrita!”


A conquista consagra não apenas uma grande temporada, mas também a trajetória de um jogador que alia talento, regularidade e protagonismo nos momentos decisivos. Arrascaeta, mais uma vez, mostrou por que é referência no futebol do continente. 

.............

Anúncio, Divulgação 



Acordo Mercosul–União Europeia avança e reposiciona América Latina no tabuleiro global do comércio

 

Acordo abre uma avenida de oportunidades para os dois blocos econômicos - reprodução 

Por Marcelo Procópio 

Mercosul: A aprovação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia foi celebrada nesta sexta-feira (9) por integrantes do governo brasileiro e por líderes europeus, que classificaram o entendimento como um divisor de águas para a economia e para a geopolítica internacional. O tratado, negociado ao longo de mais de duas décadas, sinaliza uma retomada do multilateralismo em um cenário global marcado por tensões comerciais e disputas estratégicas.

Nas redes sociais, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o acordo vai além dos impactos econômicos imediatos. Para ele, trata-se de um movimento com forte peso geopolítico, capaz de abrir “uma nova avenida de cooperação” entre dois grandes blocos econômicos. Haddad destacou que a parceria aponta para um futuro de maior pluralidade, oportunidades e integração internacional.

Já a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, ressaltou os efeitos práticos do acordo para o cotidiano da economia brasileira. Segundo ela, a ampliação do acesso de produtos nacionais ao mercado europeu tende a atrair investimentos, estimular a concorrência e contribuir para a redução da inflação. Em nota oficial, Tebet classificou o pacto como “um marco histórico para o multilateralismo”, capaz de combinar crescimento econômico, geração de empregos e renda com sustentabilidade, inovação e tecnologia.



O que prevê o acordo

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, confirmou que o acordo de livre comércio foi aprovado por ampla maioria dos países da União Europeia. O Mercosul é formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, que juntos somam mais de 270 milhões de habitantes e um PIB combinado superior a US$ 2,5 trilhões.

O texto prevê a redução imediata de tarifas para máquinas, equipamentos de transporte e itens industriais estratégicos, como motores, geradores de energia elétrica, autopeças e aeronaves. Também estão incluídos setores como produtos químicos, couro, pedras de cantaria, facas e lâminas. No caso das commodities agrícolas, a eliminação de tarifas será gradual e condicionada a cotas, respeitando regras sanitárias e ambientais exigidas pela União Europeia.



Impacto nas relações entre América Latina e Europa

Atualmente, a União Europeia é um dos principais parceiros comerciais da América Latina, disputando com a China a liderança em investimentos diretos na região. Estimativas apontam que o comércio entre a UE e o Mercosul gira em torno de 90 a 100 bilhões de euros por ano. A Europa é destino relevante para exportações latino-americanas de produtos agrícolas, minérios e energia, enquanto fornece bens industrializados, tecnologia e serviços de alto valor agregado.

Com o novo acordo, analistas avaliam que países do Mercosul podem ganhar competitividade, diversificar exportações e reduzir a dependência de mercados asiáticos e norte-americanos. Para a Europa, o tratado garante acesso privilegiado a matérias-primas estratégicas e reforça sua presença econômica em uma região rica em recursos naturais e com grande potencial de consumo.



Repercussão política

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a decisão e classificou o avanço como “uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação entre países e blocos”. Segundo Lula, o acordo é uma sinalização clara em defesa do comércio internacional e da integração econômica. O presidente brasileiro teve papel ativo na retomada das negociações e tratou o tema como prioridade durante a presidência brasileira do Mercosul.

De acordo com a agência Reuters, ao menos 15 dos 27 países da União Europeia — representando cerca de 65% da população do bloco — manifestaram voto favorável, conforme exigido pelas regras internas. Caso o resultado seja formalmente confirmado, Ursula von der Leyen poderá viajar ao Paraguai nos próximos dias para a ratificação junto aos países do Mercosul.

Apesar do avanço, o acordo ainda precisará ser aprovado pelo Parlamento Europeu para entrar em vigor. Mesmo assim, governos e setores empresariais dos dois lados do Atlântico já veem o tratado como um passo decisivo para redefinir as relações econômicas entre a América Latina e a Europa nas próximas décadas.

...............

Anúncio, Divulgação 



Bônus milionários a magistrados em MT geram reação de servidores e chegam ao CNJ

 

TJ do MT entra em polêmica por pagamentos de bônus - reprodução 
Por Marcos Vinicius 

Judiciário: O pagamento de valores extras a magistrados do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) no fim de 2025 provocou forte reação do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado (Sinjusmat) e levou o caso ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Levantamento elaborado pela entidade sindical, a partir de dados oficiais do próprio tribunal, aponta que juízes e desembargadores receberam quantias adicionais que variaram de pouco mais de R$ 1 mil a cifras superiores a R$ 123 mil apenas no mês de dezembro.

Segundo a planilha do sindicato, o total desembolsado chegou a R$ 28,4 milhões, distribuídos entre 323 magistrados. Os pagamentos ocorreram após a liberação de um crédito suplementar de R$ 40 milhões ao Judiciário estadual, autorizado por decreto do governador Mauro Mendes (União), publicado no fim do ano.

Um dos pontos que mais chamou a atenção foi o repasse de valores a desembargadores que já estavam afastados de suas funções. Entre os exemplos citados estão Sebastião de Moraes Filho, aposentado compulsoriamente em novembro ao atingir a idade-limite de 75 anos, que recebeu cerca de R$ 54 mil, e João Ferreira Filho, também fora do exercício regular do cargo, contemplado com valor semelhante.

O Sinjusmat questiona a forma como os recursos foram distribuídos e alega descumprimento do regimento interno do TJ-MT. As normas internas estabelecem critérios de proporcionalidade para o pagamento de despesas de exercícios anteriores: quando se trata de gastos com pessoal, 30% dos recursos devem ser destinados aos magistrados e 70% aos servidores. Já em verbas de natureza indenizatória, a divisão é inversa. Para o sindicato, esses parâmetros não foram respeitados.

Além disso, a entidade afirma que o tribunal não apresentou, de forma clara e detalhada, os dados individualizados dos pagamentos. A falta de transparência motivou a abertura de um procedimento no CNJ. Documentos obtidos pela reportagem indicam que o sindicato precisou reiterar formalmente o pedido de informações depois que o TJ-MT não cumpriu o prazo informado ao conselho para a divulgação dos dados.

A preocupação do Sinjusmat é que o crédito suplementar autorizado pelo governo estadual possa viabilizar novos repasses sem o devido controle social. Por isso, o sindicato solicitou ao CNJ uma medida liminar para suspender pagamentos administrativos a magistrados até que toda a documentação seja tornada pública.

Em ofícios enviados ao tribunal, a entidade chegou a estipular prazo de 48 horas para a divulgação completa dos valores pagos, individualmente, a magistrados e servidores entre 2019 e 2024. Também pediu o desarquivamento de um processo interno, alegando que a apuração foi encerrada sem que as informações solicitadas fossem apresentadas.

O caso reacende o debate nacional sobre supersalários no Judiciário e o cumprimento do teto constitucional, atualmente vinculado ao subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal. O CNJ, órgão responsável pelo controle administrativo e financeiro do Judiciário, deverá analisar os pedidos e decidir se há irregularidades nos pagamentos realizados pelo TJ de Mato Grosso.

..............

Anúncio, Divulgação 



domingo, 4 de janeiro de 2026

Crise Internacional — EUA Capturam Nicolás Maduro em Operação Militar Sem Precedentes

A imagem divulgada pelas tropas dos EUA circularam em todo o mundo com Nicolas Maduro em poder dos militares norte-americanos. Reprodução.

Por Michael Richet

Caracas / Washington: Em uma ação militar surpreendente que escalou dramaticamente as tensões entre Washington e Caracas, forças dos Estados Unidos capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, levando-os a solo norte-americano para enfrentar acusações criminais, incluindo narcotráfico e terrorismo. O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que Washington irá governar a Venezuela temporariamente até que uma transição de poder segura seja garantida. 

Trump alegou que a operação foi uma resposta necessária diante de uma “ameaça à soberania dos EUA” e ao tráfico de drogas internacional — embora analistas internacionais tenham apontado que não foram apresentadas provas públicas de que Maduro enviou drogas diretamente aos Estados Unidos. 

A captura marca a culminação de uma campanha que incluiu bombardeios, ataques a embarcações no Caribe e operações da CIA autorizadas pelo governo americano. 



Acusações de Trump e a Ausência de Provas

Trump tem repetidamente acusado Maduro de liderar um “narcoestado” e envolvimento com tráfico internacional de drogas — acusações que embasaram as sanções econômicas e as medidas de pressão americana nos últimos meses. 

No entanto, especialistas em narcóticos e organismos de inteligência indicam que a Venezuela não é uma fonte significativa de drogas como o fentanil que mais afeta os EUA e que não há evidências claras dos vínculos exigidos para uma ação militar dessa magnitude. 



Como a ONU e a Comunidade Internacional Reagem

A reação global foi imediata. O Conselho de Segurança das Nações Unidas deve se reunir para tratar da crise, após pressão de países como Colômbia, Rússia e China, que denunciaram a ação americana como uma violação do direito internacional. 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que a operação cria um “precedente perigoso” e possa minar princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas, que proíbe o uso de força contra a soberania de outro Estado sem autorização explícita do Conselho ou justificativa de legítima defesa. 


Diversos países repudiaram a intervenção:

✓ Rússia e Irã classificaram o ataque como agressão armada. 

✓ Cuba e países latino-americanos, incluindo o México, condenaram a ação como colonialista. 

✓ Líderes europeus e influentes vozes diplomáticas alertaram sobre o risco de ruptura da ordem internacional baseada em regras, pedindo soluções pacíficas e diálogo. 




Opiniões de Líderes e Analistas Internacionais


Internamente nos EUA, a operação divide políticos:

Senadores democratas afirmaram que foram “enganados” sobre os planos do governo e pediram maior clareza e controle do Congresso sobre decisões militares. 

Especialistas em direito internacional condenaram a ação como “ilegal”, visto que não houve autorização do Congresso americano nem do Conselho de Segurança da ONU, o que poderia caracterizar uma violação da Carta das Nações Unidas e normas consagradas de soberania. 



O Papel do Petróleo e o Futuro da Venezuela

A Venezuela possui as maiores reservas petrolíferas do mundo, tornando-a um ator estratégico na geopolítica energética global. A captura de Maduro e o anúncio de que empresas americanas poderiam retomar participação no setor petrolífero venezuelano sugere que os recursos energéticos estão no centro das decisões de Washington, além das justificativas oficiais sobre narcotráfico e democracia. 

Essa combinação de interesses econômicos, estratégicos e políticos intensifica ainda mais as tensões na região, enquanto o mundo observa um dos episódios mais controversos das relações internacionais dos últimos anos.

..............

Anúncio, Divulgação 




quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Entre a Esperança e a Expectativa: o Retrato do Povo Brasileiro em um Ano de Contrastes

Grupo de missionários em projeto de evangelização junto as famílias pobres do sertão do país 

Por Marcos Vinicius 

Esperança: O ano que se encerra deixa para o Brasil um sentimento coletivo marcado por contrastes. Entre a esperança renovada e expectativas ainda não plenamente atendidas, o povo brasileiro atravessou mais um ciclo histórico tentando equilibrar sobrevivência, dignidade e sonhos. De Norte a Sul, do campo às grandes metrópoles, a sensação predominante foi a de resistência — com avanços importantes, mas também frustrações que ecoaram nas ruas, nas redes e nas conversas do dia a dia.

Um país diverso, sentimentos semelhantes

Na Região Norte, a população seguiu cobrando políticas mais eficazes para o desenvolvimento sustentável, proteção da Amazônia e melhoria da infraestrutura básica. Houve avanços no combate ao desmatamento e maior presença do Estado em ações ambientais, o que trouxe esperança para comunidades ribeirinhas e povos indígenas. Ainda assim, persistem decepções ligadas à lentidão de obras estruturantes e ao acesso precário a serviços de saúde e transporte.

No Nordeste, o sentimento foi de reconhecimento por políticas sociais que ajudaram a reduzir a insegurança alimentar e ampliar o acesso a programas de renda e educação. Investimentos em energias renováveis, especialmente solar e eólica, foram vistos como conquistas concretas. Por outro lado, o desemprego estrutural, a dependência de repasses federais e os efeitos das mudanças climáticas — como secas e enchentes — continuam sendo fontes de apreensão.

No Centro-Oeste, o agronegócio seguiu como motor econômico, gerando crescimento e arrecadação. Parte da população celebrou o fortalecimento da produção e das exportações, enquanto outra parte demonstrou preocupação com conflitos fundiários, impactos ambientais e a concentração de renda. A expectativa por equilíbrio entre produção, preservação e justiça social segue em aberto.

No Sudeste, especialmente nos grandes centros urbanos, o ano foi marcado por avanços econômicos moderados, queda gradual da inflação e retomada de alguns setores produtivos. Houve reconhecimento de políticas voltadas à estabilidade econômica, investimentos em obras de mobilidade e programas de renegociação de dívidas. Ainda assim, a população expressou frustração com a violência urbana, o alto custo de vida e a precariedade em áreas como saúde pública e habitação.

No Sul, a sensação foi fortemente impactada por eventos climáticos extremos, como enchentes e desastres naturais, que deixaram marcas profundas na população. A atuação dos governos no socorro emergencial e na reconstrução foi vista como necessária e, em alguns casos, eficiente. Porém, a reconstrução lenta e o sentimento de vulnerabilidade diante das mudanças climáticas geraram insegurança e cobrança por políticas de prevenção mais robustas.

Conquistas reconhecidas, decepções persistentes

Entre as conquistas apontadas por grande parte da população estão a ampliação de programas sociais, o fortalecimento de políticas de combate à fome, a retomada do diálogo institucional e a recuperação gradual da credibilidade internacional do Brasil. Também houve avanços na vacinação, em ações ambientais e em investimentos públicos em infraestrutura e educação.

Por outro lado, as decepções ficaram evidentes na dificuldade de melhorar rapidamente a vida cotidiana. Filas no sistema de saúde, violência, desigualdade social, baixa renda, serviços públicos insuficientes e a percepção de distanciamento entre a classe política e o cidadão comum continuam sendo motivos de descrença.

Um sentimento que atravessa o país

A retrospectiva revela que o brasileiro segue acreditando no futuro, mas com os pés no chão. A esperança existe, porém vem acompanhada de cobrança, vigilância e desejo de participação. O sentimento nacional é claro: o povo quer resultados concretos, políticas que cheguem à ponta e decisões que respeitem a diversidade regional e social do país.

Ao final do ano, o Brasil não se define apenas por conquistas ou decepções, mas pela capacidade de seguir em frente. Entre expectativas e desafios, permanece viva a convicção de que um país mais justo, humano e desenvolvido ainda é possível — desde que o povo seja ouvido e colocado no centro das decisões.

..................

Anúncio, Divulgação 



terça-feira, 30 de dezembro de 2025

EUA, Bolsonaro e Tarifas: o ano em que a política externa virou campo de batalha

Registro oficial do encontro entre Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva - foto de reprodução BBC

Por Marcelo Procópio

Tarifaço: O ano de 2025 foi marcado por uma escalada de tensões políticas e diplomáticas envolvendo Brasil e Estados Unidos, com protagonismo de atores políticos brasileiros no exterior, medidas comerciais agressivas do ex-presidente norte-americano Donald Trump e uma reação articulada do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para conter danos econômicos e institucionais. Os principais episódios se concentraram entre o primeiro e o segundo semestre do ano, acompanhando o calendário político internacional e eleitoral nos EUA.



A atuação de Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro nos EUA

Entre janeiro e maio de 2025, Paulo Figueiredo, influenciador político radicado nos Estados Unidos e neto do ex-presidente João Figueiredo, intensificou sua atuação junto a círculos conservadores norte-americanos. Utilizando redes sociais, podcasts e eventos políticos, passou a defender sanções contra autoridades brasileiras, questionar decisões do Judiciário e sustentar a narrativa de que o Brasil viveria uma “crise democrática”. Ao longo do primeiro semestre, suas declarações ganharam repercussão em ambientes ligados ao trumpismo e à ala mais radical do Partido Republicano.

No mesmo período, especialmente entre março e julho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) manteve presença constante nos Estados Unidos. Durante viagens sucessivas, reuniu-se com parlamentares republicanos, assessores ligados a Donald Trump e organizações conservadoras. Eduardo defendeu publicamente restrições diplomáticas e econômicas ao Brasil, criticou o governo Lula e o Supremo Tribunal Federal e apoiou iniciativas de pressão internacional contra o país. As ações provocaram reação imediata no Congresso Nacional e levaram o Itamaraty a emitir notas de preocupação ainda no primeiro semestre.



Trump volta ao jogo e impõe tarifas ao Brasil

No segundo semestre de 2025, em meio ao avanço da campanha presidencial norte-americana e à retomada de protagonismo político de Donald Trump, o ex-presidente anunciou novas tarifas sobre produtos brasileiros estratégicos. Entre agosto e setembro, foram atingidos principalmente setores como aço, alumínio e alguns derivados do agronegócio.

Trump justificou as medidas alegando “concorrência desleal”, “excessos regulatórios ambientais” e instabilidade política no Brasil — argumentos alinhados ao discurso de setores conservadores norte-americanos e reforçados por aliados brasileiros no exterior. As tarifas provocaram impacto imediato nas exportações, afetando contratos comerciais ainda no terceiro trimestre do ano e acendendo alertas em estados brasileiros dependentes do comércio com os EUA.



A resposta do governo Lula

A reação do governo brasileiro começou ainda em setembro de 2025 e se intensificou até o fim do ano. O presidente Lula adotou um discurso firme, porém diplomático, defendendo a soberania nacional e rejeitando qualquer tentativa de ingerência externa. Em pronunciamentos feitos entre setembro e outubro, Lula afirmou que o Brasil “não aceita chantagem política disfarçada de política comercial”.

O Itamaraty passou a atuar de forma mais incisiva a partir de outubro, ampliando negociações com o Departamento de Estado dos EUA, com governadores norte-americanos e com setores empresariais prejudicados pelas tarifas. Paralelamente, entre outubro e novembro, o governo brasileiro acionou formalmente mecanismos da Organização Mundial do Comércio (OMC), questionando a legalidade das medidas anunciadas por Trump.

No último trimestre de 2025, Lula também acelerou a estratégia de diversificação comercial, fortalecendo acordos com a União Europeia, países asiáticos e nações do Sul Global, buscando reduzir a dependência do mercado norte-americano e amortecer os impactos econômicos das sanções.



Repercussão política e institucional no Brasil

Entre outubro e dezembro de 2025, as ações de Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro passaram a ser debatidas de forma mais intensa no Congresso Nacional. Parlamentares governistas defenderam investigações sobre possível atuação contra os interesses nacionais, enquanto juristas e especialistas em relações internacionais alertaram para o desgaste institucional provocado por articulações políticas feitas fora do país.

Ao final de 2025, o episódio consolidou um dos capítulos mais tensos da relação Brasil–Estados Unidos nos últimos anos. A retrospectiva do ano evidencia que, ao longo dos doze meses, disputas ideológicas, interesses eleitorais e política comercial se entrelaçaram de forma inédita, transformando a política externa em um campo direto de disputa interna — com reflexos concretos na economia, na diplomacia e na vida cotidiana dos brasileiros.

...............

Anúncio, Divulgação 


MP Militar aciona STM para tentar expulsar Bolsonaro e generais das Forças Armadas após condenação por golpe

Plenário do Supremo Tribunal Federal durante o julgamento que condenou diversos oficiais por crime de "Tentativa de Golpe de Estado...