quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Fim da Jornada 6x1 está próximo de se tornar uma realidade

Por Agência Senado

Senado Federal: A redução da carga horária de trabalho deve ser prioridade do Congresso em 2026, de acordo com senadores governistas e a Presidência da República. Pronta para ser votada no Plenário do Senado, uma proposta de emenda à Constituição aumenta de um para dois dias o descanso mínimo semanal — preferencialmente aos sábados e domingos. E diminui de 44 para 36 horas o tempo máximo de trabalho semanal, sem contar horas extras.

De acordo com a PEC 148/2015, o fim da chamada escala 6x1 ocorrerá de forma gradual. No ano de publicação do texto, as regras atuais se manterão. Já no ano seguinte, o número de descansos semanais passará de um dia, como é hoje, para dois dias na semana e a jornada começará a ser reduzida. Apenas seis anos depois os novos direitos estarão plenamente instituídos.  

A PEC foi aprovada em 10 de dezembro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com relatório do senador Rogério Carvalho (PT-SE). Antes de ser promulgado e passar a valer, o texto ainda precisa passar por duas votações no Plenário do Senado e mais duas no da Câmara, com o voto favorável de pelo menos 49 senadores e 308 deputados.    

Mas ainda não há definição clara sobre a proposta que vai a votação. Segundo o próprio relator, que é líder do governo no Senado, o Palácio do Planalto deve enviar um novo projeto de lei em regime de urgência constitucional para acelerar a tramitação. 

Na abertura dos trabalhos legislativos na segunda-feira (2), Rogério Carvalho defendeu a redução da jornada, que deverá beneficiar milhões de pessoas.

— É o projeto que mais vai mexer com a vida dos brasileiros. Serão 38 milhões de trabalhadores [contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho — CLT] beneficiados. Sem contar os 120 milhões de brasileiros que, de alguma forma, terão ganho com a redução da jornada — disse.


Pesquisa

Os contratados pela CLT a serem beneficiados representam 37% das pessoas que declararam ter alguma ocupação em 2024, segundo uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) citada na justificativa do relatório aprovado na CCJ.

Também terão direito à redução da jornada: servidores públicos; empregadas domésticas; trabalhadores de portos e outros trabalhadores avulsos.

Contratados como pessoas jurídicas não terão o direito à nova jornada. No entanto, tanto esses como os trabalhadores informais terão a vantagem de um novo padrão no mercado de trabalho para se espelhar, segundo o relatório.



Mesmo salário

Os empregadores não poderão reduzir a remuneração do trabalhador como forma de compensar o novo tempo de descanso.

Mesmo após a transição, será mantido o limite de oito horas por dia, na jornada normal. No entanto, futuros acordos trabalhistas poderão alterar o tempo de trabalho para ajustá-los ao teto final de 36 horas semanais. O expediente poderia ser, por exemplo: oito horas de segunda-feira à quinta-feira, e quatro horas, na sexta-feira; sete horas e 12 minutos de segunda-feira à sexta-feira, entre outras alternativas.

A PEC mantém a possibilidade de compensar horários e reduzir as jornadas por meio de acordos de trabalho, como a Constituição já prevê.



Impacto financeiro

No dia da aprovação do texto na CCJ, o senador Izalci Lucas (PL-DF) afirmou em Plenário que a medida poderá ter efeitos negativos na economia que, para ele, ainda não foram considerados.

— O que custa isso? Quem é que paga essa conta? Acho que essas pessoas não fazem conta, acham que o dinheiro só cai do céu. Eu fico imaginando as pequenas empresas, que têm um, dois funcionários.


Fonte: Agência Senado

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

STF condena por unanimidade os responsáveis pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes

Marielle Franco era vereadora do PSOL e foi covardemente assassinada junto com seu motorista Anderson Gomes em março de 2018.

Por Marcelo Procópio| Jornal O Folhão 

Brasília, 25 de fevereiro de 2026 – A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou por unanimidade, nesta quarta-feira (25), os cinco acusados de planejar e ordenar o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, crime ocorrido em 14 de março de 2018 no centro do Rio de Janeiro.

O julgamento foi concluído com os votos dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, que seguiram integralmente o voto do relator da ação penal, ministro Alexandre de Moraes.



Quem foram os condenados

Os cinco réus foram considerados culpados por envolvimento no planejamento e ordenação do ataque que vitimou Marielle e Anderson, além de tentativa de homicídio contra a assessora da vereadora, Fernanda Chaves, que sobreviveu ao atentado:


Principais condenados

  • Domingos Inácio Brazão – conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ)
  • João Francisco Inácio “Chiquinho” Brazão – ex-deputado federal
    Ambos foram condenados a 76 anos e 3 meses de prisão por organização criminosa, duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio.


Demais réus

  • Ronald Paulo Alves Pereira – ex-policial militar, condenado por duplo homicídio qualificado, organização criminosa e tentativa de homicídio, com pena de 56 anos de prisão, segundo a acusação oficial.
  • Robson Calixto Fonseca – ex-assessor e policial reformado, condenado por participação em organização criminosa armada; sua pena inclui anos de reclusão por esse crime.
  • Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior – ex-delegado da Polícia Civil do Rio, condenado por obstrução à Justiça e corrupção passiva, após constatação de interferência nas investigações.

Somente Barbosa foi absolvido da acusação direta de homicídio, mas foi responsabilizado por crimes relacionados à investigação.


Como o crime ocorreu

Em 14 de março de 2018, Marielle Franco, então vereadora pelo PSOL e ativista dos direitos humanos, foi executada a tiros no centro do Rio de Janeiro enquanto viajava com seu motorista, Anderson Gomes. Os disparos foram feitos por um grupo que foi identificado em investigações posteriores como milícia ligada a interesses políticos e imobiliários na cidade.

O assassinato chocou o Brasil e o mundo, devido ao perfil da vereadora — mulher negra, lésbica e crítica frequente às práticas de milícias e abuso policial — e ao simbolismo de sua atuação política.


Provas e delações premiadas

Boa parte das informações que sustentaram a acusação veio de delações premiadas de executores do crime, como o ex-policial Ronnie Lessa, que confessou ter disparado os tiros, e de outros envolvidos que detalharam ligações entre os mandantes e a execução do atentado.

Segundo os ministros, os réus agiram para manter interesses econômicos e políticos em áreas de atuação de milícias no Rio, tendo como alvo a atuação de Marielle contra essas práticas.


Repercussão e efeitos jurídicos

A condenação por unanimidade no STF representa um marco importante quase oito anos depois do crime, colocando fim à fase judicial que faltava definir os mandantes. Representantes de direitos humanos, como a família de Marielle e organizações civis, consideraram a decisão histórica para a Justiça no Brasil.

Especialistas em segurança pública destacam que o caso expôs laços entre crime organizado, milícias e política no Rio de Janeiro, e pode impulsionar políticas mais rígidas contra a impunidade e a violência política que atingem especialmente defensores de direitos humanos no país.



O que vem a seguir

Os condenados podem recorrer da decisão em instâncias superiores, mas a sentença unânime da Primeira Turma do STF reforça a posição da Corte sobre a gravidade do crime e a necessidade de responsabilização de seus mandantes e apoiadores.

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Duque de Caxias inicia Censo Rural com a UFRJ para fortalecer a agricultura familiar

Produtos expostos na feira popular da agricultura familiar

Por Cleide Gama| Jornal O Folhão 

Agricultura: A Secretaria Municipal de Obras e Agricultura de Duque de Caxias anunciou que, a partir do dia 2 de março de 2026, será iniciado o Censo Rural em parceria com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRJ). A ação, que não terá nenhum custo para os produtores rurais, tem como objetivo mapear a produção local, identificar as necessidades das comunidades agrícolas e orientar políticas públicas que promovam o fortalecimento da agricultura familiar no município.

O trabalho de campo inclui visitas a propriedades rurais das áreas de Xerém e outras localidades periurbanas, onde há forte tradição de agricultura urbana e periurbana — práticas que a UFRJ já acompanha em projetos de extensão e pesquisa voltados à segurança alimentar e à inclusão social na região. 



Contexto da agricultura em Duque de Caxias

Embora Duque de Caxias seja um dos grandes polos industriais da Baixada Fluminense e tenha cerca de 808 mil habitantes, a agricultura ainda desempenha papel importante na economia local, principalmente em áreas rurais e periurbanas. Relatórios oficiais apontam que existem mais de 388 estabelecimentos agropecuários distribuídos em cerca de 5.557 hectares, nos quais estão envolvidos mais de 1.157 trabalhadores rurais, muitos deles em regime familiar. 

Historicamente, a produção agrícola da região inclui culturas como banana, aipim, cana-de-açúcar, hortaliças e frutas tropicais, além de atividades de piscicultura que vêm ganhando espaço nos últimos anos — com potencial de crescimento, segundo dados estaduais. 

A cidade também é sede de iniciativas voltadas ao escoamento da produção familiar, como a Feira Popular da Agricultura Familiar, onde agricultores vendem produtos diretamente ao público, fortalecendo o mercado local e promovendo segurança alimentar e nutricional, além de renda para pequenos produtores. 



O que se espera do Censo Rural

O Censo vai além da simples contagem de propriedades: pretende mapear as principais cadeias produtivas em Duque de Caxias, as condições de infraestrutura (como acesso à água, máquinas e assistência técnica) e as demandas dos produtores para acessar linhas de crédito, certificações e programas como o PRONAF, que viabiliza financiamento rural com juros menores. 

Segundo a organização do Censo, os dados coletados serão essenciais para planejar programas de capacitação, comercialização e inclusão produtiva de agricultores familiares em mercados mais amplos, bem como para subsidiar políticas públicas municipal e estadual.



Opiniões e reações

Evandro Brasil, empreendedor,  comentarista de políticas públicas e Conselheiro de Segurança Alimentar em Duque de Caxias, destacou que “este Censo é uma oportunidade histórica para a agricultura familiar de Duque de Caxias sair do invisível. Conhecer quem produz, quanto produz e quais são as dificuldades é o primeiro passo para criar políticas que de fato gerem renda e sustentabilidade para nossas famílias do campo.”

Já Sidney Campos Neves, presidente do Consea - DC, ressaltou a importância técnica da parceria: “A integração entre a prefeitura e a UFRJ, é uma luta antiga do nosso conselho, trará credibilidade científica ao Censo e permitirá que os resultados sirvam não apenas para ações locais, mas como referência para outras cidades da Baixada Fluminense que enfrentam desafios semelhantes na agricultura periurbana.”

Produtores locais veem a iniciativa com expectativa positiva. Maria Aparecida, agricultora de Xerém, afirma: “Sempre tivemos dificuldade para acessar apoio técnico e mercados maiores. Se o Censo nos der uma voz oficial, acho que poderemos melhorar nossa produção e vender mais.” Outro agricultor, João Pereira, acrescentou que “identificar nossas necessidades pode trazer máquinas, assistência técnica e maior acesso a crédito — isso faz a diferença na sobrevivência de quem vive da terra.”



O que vem pela frente

O Censo Rural deve percorrer centenas de propriedades nos próximos meses, com previsão de conclusão ainda em 2026. O resultado será divulgado em relatório público e apresentado em audiências com agricultores, técnicos da UFRJ, representantes municipais e entidades de apoio à agricultura familiar.

A expectativa é que, com um diagnóstico claro da realidade rural caxiense, o município possa desenvolver programas mais eficazes de inclusão produtiva, fortalecer cadeias de valor locais e ampliar o papel da agricultura familiar na economia e segurança alimentar de Duque de Caxias.

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Divisões no “Bolsonarismo”: Família e aliados em choque enquanto eleição de 2026 se aproxima

Jair Bolsonaro está preso na Papudinha. Ele foi julgado e condenado a 27 anos de prisão. Seu filho Flávio anunciou que vai disputar as eleições para dar continuidade ao trabalho de seu pai. Foto de reprodução - Gazeta do Povo.


Por Marcos Vinicius| Redação Jornal O Folhão 

Brasília – O que era esperado ser a convergência de um núcleo político para as eleições de 2026 transformou-se em uma sequência de atritos internos entre integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados próximos, abrindo fissuras que reacendem debates sobre liderança, estratégia e lealdade dentro do bolsonarismo.


Crise aberta por Michelle Bolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), figura tradicionalmente associada ao núcleo familiar e à base bolsonarista, tomou nos últimos meses uma postura que expõe tensões claras com membros do próprio clã. Decidiu não participar ativamente da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o principal nome hoje associado ao legado político de Bolsonaro para 2026, comunicando sua decisão mesmo após diálogo com o ex-presidente. 

Esse distanciamento foi interpretado por aliados de Flávio e por aliados do bolsonarismo tradicional como um sinal de divisão estratégica. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, chegou a criticar tanto Michelle quanto o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) por não apoiarem com afinco a candidatura presidencial do senador, chegando a dizer que ambos tinham “amnésia” em relação à campanha. 

Por sua vez, Nikolas rebateu as críticas e negou que ele ou Michelle estivessem com “amnésia”, defendendo o posicionamento deles e destacando a necessidade de priorizar questões maiores, como o estado de saúde de Jair Bolsonaro e a situação nacional sob o governo Lula. 



Reações da família e disputa por espaço

A reação dos filhos de Bolsonaro não se limitou a críticas verbais. Em episódios anteriores, Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro — três dos filhos mais politicamente ativos — se colocaram contrários a posicionamentos públicos de Michelle, especialmente quando ela teceu críticas a alianças consideradas estratégicas pelo PL. Isso gerou reuniões internas de emergência no partido e debates acalorados sobre a direção da agenda eleitoral. 

Em um dos episódios mais emblemáticos, Michelle bateu de frente com a movimentação do PL em apoio ao ex-governador Ciro Gomes em um Estado do Nordeste, o que desencadeou uma reação imediata dos filhos e de setores partidários que defendiam a estratégia. 

Embora Flávio tenha buscado minimizar certas críticas e afirmado que não cobraria apoio, a situação evidencia que há mais do que um simples “descompasso”: existe uma ativa disputa por narrativa e protagonismo dentro do movimento bolsonarista, potencialmente agravada pela ausência física do líder máximo — Bolsonaro está atualmente preso na Papudinha (Brasília) após condenação por tentativa de golpe à democracia. 



Contexto eleitoral e forças externas ao clã

Especialistas em política destacam que essa fragmentação vai além de conflitos familiares. Com a eleição presidencial de 2026 se aproximando e a contra-hegemonia ao governo do Luiz Inácio Lula da Silva, aliados históricos e ex-bolsonaristas vêm recalibrando suas posições. Alguns militantes conservadores, que antes se alinhavam fielmente à família, agora criticam a incapacidade de formar alianças mais amplas ou de manter unidade em torno de um projeto político consistente.

Além disso, membros que já integraram estruturas de apoio ao bolsonarismo — como o ex-aliado e deputado Alexandre Frota ou a ex-deputada Joice Hasselmann, que denunciaram práticas como as chamadas “milícias digitais” durante o governo — têm ressaltado que a fragmentação atual é reflexo de uma ausência de liderança clara e de um grupo que falha em conciliar interesses pessoais com objetivos coletivos. 



E as acusações que cercam Flávio Bolsonaro?

Não se pode dissociar as tensões internas do pano de fundo judicial que acompanha a família. O senador Flávio Bolsonaro tem sido historicamente ligado ao caso conhecido como “rachadinha” — um esquema investigado pelo Ministério Público e pela Justiça que envolvia supostas irregularidades na devolução de parte do salário de assessores ao então parlamentar quando este era deputado estadual no Rio de Janeiro. Movimentações financeiras atípicas e outras operações levantadas pelo conselho fiscalizador levantaram suspeitas de lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa, e culminaram em investigações e denúncias no tribunal do Rio. 

Embora algumas decisões judiciais tenham anulado provas ou questionado a condução do caso, o episódio permanece como um elemento que acompanha a carreira política de Flávio e é frequentemente utilizado por críticos para questionar sua integridade e aptidão para liderar um projeto nacional. 

O bolsonarismo, enquanto movimento político, demonstra hoje um mosaico de vozes muitas vezes dissonantes. A disputa interna entre Michelle Bolsonaro e membros diretos da família, as críticas de Eduardo Bolsonaro a aliados que divergem de sua estratégia, e o debate mais amplo entre ex-bolsonaristas e apoiadores históricos revelam uma crise de coesão. Essa disputa, longe de ser apenas familiar, tem implicações diretas no fortalecimento ou fragilização de um bloco político que, até poucos anos atrás, parecia invencível no espectro conservador brasileiro.

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sábado, 21 de fevereiro de 2026

Entre o Cunctatório e o Alcantil Digital: A Urgência de uma Estratégia Progressista no Século XXI

Por Evandro Brasil | @evandrobrasil.oficial

Opinião: Vivemos uma inflexão histórica na arena política brasileira. O debate público deixou de ocorrer prioritariamente nos parlamentos, nas universidades e nos jornais impressos. Hoje, ele se estrutura majoritariamente nos ambientes digitais — espaços mediados por algoritmos, impulsionamentos e dinâmicas emocionais.

Plataformas como Facebook, Instagram, YouTube e X tornaram-se verdadeiros territórios de disputa simbólica. Quem compreende sua lógica domina a narrativa. Quem a ignora, torna-se refém dela.


A hegemonia digital da extrema direita

Nos últimos anos, setores da extrema direita demonstraram notável capacidade de adaptação ao ecossistema digital. Entenderam rapidamente que a arena contemporânea não é apenas ideológica — é algorítmica.


Operam com:

Linguagem simples e emocional.

✓ Mensagens curtas e altamente compartilháveis.

✓ Redes coordenadas de engajamento.

✓ Uso intensivo de vídeos curtos e cortes estratégicos.

✓ Narrativas polarizadoras que mobilizam identidade.

Essa estratégia não surgiu por acaso. Ela compreendeu algo fundamental: o algoritmo privilegia engajamento, e engajamento é frequentemente movido por emoção — não por racionalidade técnica.


O Cunctatório progressista

Enquanto isso, setores progressistas frequentemente assumem postura reativa. Respondem a pautas já estabelecidas, tentam corrigir desinformações após sua viralização e mantêm linguagem excessivamente técnica em ambientes que operam por síntese.

Esse fenômeno pode ser denominado “Cunctatório” — termo derivado do latim cunctator, associado a Quinto Fábio Máximo, general romano conhecido por sua estratégia de retardamento e desgaste do inimigo.

No contexto atual, o cunctatório deixa de ser virtude estratégica e passa a representar:

✓ Hesitação comunicacional.

✓ Lentidão decisória.

✓ Subestimação do ambiente digital.

✓ Incapacidade de disputar narrativa em tempo real.

Em uma arena acelerada, a demora equivale à derrota simbólica.


O Alcantil em que navegamos

Vivemos um “alcantil” digital — um terreno escarpado, instável, permeado por riscos reputacionais e ataques coordenados. Não se trata de águas calmas. Trata-se de um ambiente de alta volatilidade informacional.

Navegar nesse cenário exige:

✓ Profissionalização da comunicação.

✓ Compreensão técnica dos algoritmos.

✓ Produção de narrativas mobilizadoras.

✓ Integração entre militância, intelectuais e estrategistas digitais.

✓ Velocidade de resposta e coordenação.

✓ Não basta ter razão técnica. É preciso ter eficácia comunicacional.


Içar as velas: a necessidade de uma virada estratégica

Içar as velas significa abandonar a postura defensiva e assumir protagonismo narrativo. Significa compreender que a disputa política contemporânea é também uma disputa de atenção.


Isso implica:

✓ Traduzir complexidade em clareza.

✓ Produzir conteúdo com estética contemporânea.

✓ Formar quadros capacitados em comunicação digital.

✓ Utilizar dados e métricas como instrumentos estratégicos.

✓ A política do século XXI não se faz apenas com ideias — faz-se com estratégia de circulação dessas ideias.

Por fim, podemos concluir que a questão central não é ideológica, mas estrutural: quem dominar os ambientes digitais moldará a percepção coletiva da realidade.

O Cunctatório precisa ser superado. O Alcantil precisa ser atravessado. As velas precisam ser içadas.

A disputa não é apenas por votos. É por narrativa. É por hegemonia. É por futuro.


Evandro Brasil é professor, pedagogo, profissional em SST, contabilista e estudioso no campo da biomedicina. Pós-graduado em microbiologia; gerontologia; e estética. Evandro é membro do partido Cidadania23 RJ. @evandrobrasil.oficial | evandrobrasil.blogspot.com 

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Paes anuncia candidatura ao Governo do Rio com ampla aliança e desafios políticos intensos

 

Prefeito Eduardo Paes (PSD) e Jane Reis (MDB)

Marcos Vinicius | Redação Jornal O Folhão 

Eleições 2026: O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), confirmou nesta quinta-feira (19) sua decisão de disputar o cargo de governador nas eleições de outubro de 2026 e anunciou a advogada e empresária Jane Reis (MDB) como candidata a vice-governadora em sua chapa. Para se dedicar integralmente à campanha, Paes deixará o comando da prefeitura da capital no dia 20 de março, data em que o vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) assumirá o Executivo municipal. 

A oficialização da aliança entre PSD e MDB ocorreu durante a solenidade de recondução do Washington Reis ao cargo de presidente estadual do MDB, em que foi anunciado o nome de Jane Reis como vice. Irmã de Washington Reis — ex-prefeito de Duque de Caxias, ex-secretário estadual de Transportes e figura influente na política da Baixada Fluminense — Jane se apresenta como cristã, mãe, advogada e empresário, trazendo para a chapa um perfil de gestão e conexão com territórios fundamentais fora da capital. 

O anúncio também contou com a presença de lideranças nacionais, incluindo o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e do MDB, Baleia Rossi, o que reforça a dimensão da aliança no plano estadual e nacional. 


Contexto político e apoio consolidado

Com essa articulação, Paes amplia seu arco de alianças e consolida apoio importante de parlamentares e lideranças estaduais, incluindo nomes do Cidadania-23 como Comte Bittencourt e Webert Rezende, que já anunciaram apoio à pré-candidatura. O professor Evandro Brasil, membro do Cidadania-23, destacou esse apoio como um movimento que fortalece a liderança de Paes no pleito fluminense.

Apesar da vantagem nas pesquisas, a campanha de Eduardo Paes enfrenta obstáculos significativos:

1. Cenário adverso no interior e na Baixada Fluminense:

Embora forte na capital, Paes historicamente tem menor capilaridade nas regiões interiores do estado, onde candidatos de outras siglas, incluindo nomes do PL e de oposição, ainda possuem influência. A inclusão de Jane Reis busca justamente ampliar a presença política nessas áreas, aproveitando a base eleitoral da família Reis em Duque de Caxias. 


2. Segurança pública e economia:

O Rio de Janeiro enfrenta desafios antigos em segurança pública e finanças estaduais. A violência urbana e a necessidade de políticas eficazes de geração de emprego e renda continuarão sendo temas centrais no debate eleitoral, exigindo propostas claras e factíveis da chapa.


3. Competição com outros nomes fortes:

Embora Paes esteja bem posicionado, adversários podem consolidar candidaturas que fragmentem o eleitorado de centro e direita, especialmente se nomes ligados ao PL e a outras legendas alcançarem apoios regionais expressivos.


4. Gestão da capital e legado:

A saída antecipada de Paes da prefeitura para se dedicar à campanha foi alvo de críticas por parte de alguns adversários, que usam isso para questionar o compromisso com a gestão e as prioridades da população do Rio. 


Perspectivas eleitorais

A pré-candidatura de Eduardo Paes reflete a articulação de forças políticas tradicionais e a tentativa de projetar uma alternativa de centro-direita ao atual cenário estadual. Dados eleitorais indicam que, além de liderar dificilmente isolado, sua campanha precisará consolidar apoio nos municípios fora da capital e responder às demandas por segurança, serviços públicos e estabilidade fiscal ao longo da disputa. 


#EleiçõesRJ2026 #EduardoPaesGovernador #JaneReisVice #PolíticaNoRio #PSD #MDB #AliançaPolítica #GovernoDoRio

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno, ligado a ex-sócio do escândalo Master

Augusto Ferreira Lima, conhecido no mercado financeiro como “Guga Lima” - Foto de reprodução Brasil Paralelo 

Por Marcelo Procópio |Redação Jornal O Folhão 

Banco Central: Nesta quarta-feira (18 de fevereiro de 2026), o Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial do conglomerado prudencial do Banco Pleno S.A., instituição financeira controlada pelo empresário Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e ex-sócio do agora extinto Banco Master. A medida foi publicada oficialmente na manhã de hoje, em Brasília, e interrompe imediatamente as atividades da instituição e de sua integrante, a Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (Pleno DTVM). 

O Banco Central informou que a decisão foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com agravamento da deterioração da liquidez, descumprimento de normas regulatórias e inobservância de determinações da própria autoridade monetária. A autarquia afirmou que seguirá tomando todas as medidas legais cabíveis para apurar responsabilidades e aplicar possíveis sanções administrativas. 

O Banco Pleno, classificado como de pequeno porte no Sistema Financeiro Nacional (SFN) — representando cerca de 0,04% dos ativos totais e 0,05% das captações — já enfrentava dificuldades de liquidez, o que teria prejudicado sua capacidade de honrar compromissos financeiros. 


Quem é Augusto Ferreira Lima

Augusto Ferreira Lima, conhecido no mercado financeiro como “Guga Lima”, construiu sua trajetória no setor de crédito consignado e ganhou destaque ao tornar-se sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. Após deixar a sociedade em 2024, ele adquiriu o antigo Banco Voiter (ex-Indusval), com a aprovação do Banco Central, que passou então a operar sob a marca Banco Pleno. 

Lima chegou a ser preso pela Polícia Federal em novembro de 2025 no âmbito da Operação Compliance Zero, que investigou irregularidades na emissão de títulos de crédito pelo Master — o que acabou levando à liquidação daquele banco no fim do ano passado. 


Consequências da liquidação

Com a liquidação extrajudicial, os bens dos controladores e administradores da instituição foram tornados indisponíveis conforme a legislação vigente. O Banco Central ressaltou que continuará as apurações e poderá encaminhar informações às autoridades competentes. 

A medida reforça o impacto contínuo do chamado “efeito Master” sobre o sistema financeiro e mecanismos de garantia, como o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que já tem absorvido encargos relacionados a liquidações recentes de instituições associadas ao caso. 

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Viradouro é a Grande Campeã do Carnaval 2026 no Rio de Janeiro


Por Marcos Vinicius | Redação Jornal O Folhão 

Carnaval do Rio: A apuração foi marcada por tensão e notas extremamente equilibradas. No fim, a Unidos do Viradouro confirmou o favoritismo técnico e levantou a taça do Carnaval 2026 com um enredo emocionante em homenagem ao mestre de bateria Mestre Ciça — uma referência histórica do samba que marcou gerações na Marquês de Sapucaí.

A disputa foi voto a voto, quesito a quesito, demonstrando o alto nível do Grupo Especial deste ano. A Beija-Flor de Nilópolis pressionou até o último décimo, consolidando-se como vice-campeã em uma das apurações mais acirradas dos últimos tempos.

Já a Acadêmicos do Grande Rio, campeã de 2025, terminou na oitava colocação, mostrando como o Carnaval é dinâmico e altamente competitivo — um ano no topo não garante vantagem no seguinte.

E quem vibra mais uma vez é Niterói, que celebra mais um título da Viradouro. A cidade reafirma sua força cultural e sua tradição no samba, consolidando-se como protagonista na elite do Carnaval carioca.



Se quiser, posso transformar esse conteúdo em um texto mais opinativo para blog ou em um post estratégico para redes sociais com hashtags de alto alcance. 

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Escândalo na Sefaz-SP expõe fragilidades no controle do governo Tarcísio

 

Governador Tarcísio de Freitas tem sua gestão manchada com mais um escândalo de corrupção na sua administração no governo do Estado de São Paulo - Foto de reprodução, Infomoney 

Por Marcelo Procópio | Redação Jornal O Folhão 

São Paulo: Um esquema bilionário de corrupção investigado no âmbito da Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo (Sefaz-SP) colocou em xeque a capacidade do governo Tarcísio de Freitas de prevenir e conter desvios dentro da administração estadual. As apurações, conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo, indicam a existência de um esquema estruturado para concessão irregular de créditos de ICMS, com suspeitas de pagamento de propinas que podem ultrapassar a casa do bilhão de reais.

O caso veio à tona com a Operação Ícaro, que resultou na prisão e no afastamento de auditores fiscais, além da investigação de empresários ligados a grandes empresas do varejo. Segundo o MP, servidores públicos teriam utilizado brechas normativas e falhas de controle para acelerar e liberar créditos tributários de forma ilegal, causando prejuízo direto aos cofres públicos.

Diante da repercussão, o governo estadual anunciou exonerações, afastamentos e a revisão de normas internas que simplificavam o ressarcimento de ICMS. Apesar das medidas, críticos avaliam que elas ocorreram apenas após a revelação do esquema, levantando dúvidas sobre a eficácia da governança e dos mecanismos de controle durante a gestão atual.

Para o professor de administração pública e especialista em controle governamental, Carlos Menezes, o episódio “revela fragilidades sérias na estrutura de fiscalização do Estado”. Segundo ele, “não basta reagir depois do escândalo; a prevenção exige sistemas robustos, transparência ativa e auditorias independentes permanentes”.

A percepção popular também é de desconfiança. A auxiliar de serviços gerais Maria Aparecida, moradora da zona leste da capital, afirma que “o cidadão paga imposto caro e espera que o governo cuide do dinheiro. Quando surge um caso desses, parece que ninguém estava olhando”. Já o comerciante João Ribeiro questiona a liderança do Executivo: “Se isso aconteceu dentro da Fazenda, como confiar que outros setores estão livres de problemas?”.

Na Assembleia Legislativa, parlamentares da oposição defendem a ampliação das investigações e discutem a instalação de uma CPI para apurar responsabilidades políticas e administrativas. O argumento central é que, mesmo que não haja prova de envolvimento direto do governador, cabe ao chefe do Executivo garantir estruturas capazes de impedir esquemas desse porte.

O Palácio dos Bandeirantes sustenta que colaborou com as investigações e reforçou os controles internos, reiterando o discurso de tolerância zero com a corrupção. Ainda assim, o caso da Sefaz-SP deixa uma marca incômoda no governo Tarcísio: a de que falhas internas permitiram a atuação de um esquema milionário sem detecção prévia.

Para analistas, o desfecho das investigações e a adoção de medidas estruturais — e não apenas corretivas — serão decisivos para avaliar se o governo conseguirá recuperar a confiança da população e demonstrar capacidade real de impedir novos episódios de corrupção na máquina pública paulista.

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domingo, 15 de fevereiro de 2026

Morre Renato Rabelo, histórico dirigente do PCdoB, aos 83 anos

 

Renato Rabelo morre aos 83 anos - foto de reprodução PCdoB

Por Marcos Vinicius| Redação Jornal O Folhão 

Luto: O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) comunicou neste domingo (15) a morte de Renato Rabelo, aos 83 anos. Baiano, Rabelo é apontado pela legenda como um dos mais importantes dirigentes de sua história e figura central na trajetória recente do partido.

Renato Rabelo presidiu o PCdoB entre 2001 e 2015, período em que a sigla buscou ampliar sua inserção institucional, fortalecer sua presença no Congresso Nacional e participar ativamente do debate político nacional. Sob sua liderança, o partido consolidou alianças, ampliou a atuação em governos estaduais e municipais e reforçou vínculos com movimentos sociais e sindicais.

Nos últimos três anos, Rabelo estava afastado da vida pública, dedicando-se aos cuidados com a saúde. Segundo informações divulgadas pelo partido, ele enfrentava a evolução de uma doença degenerativa, que se agravou nos últimos meses.

Além da atuação partidária, Renato Rabelo foi reconhecido como formulador político e intelectual orgânico da esquerda brasileira. Seus textos e intervenções abordaram temas como desenvolvimento nacional, soberania, democracia e o papel do Estado na redução das desigualdades sociais. Para aliados e militantes, sua trajetória foi marcada pela coerência ideológica e pela defesa permanente do regime democrático.

Em nota oficial, o PCdoB lamentou a morte do ex-presidente e destacou seu “compromisso histórico com o povo brasileiro e com a luta por um país mais justo e soberano”. Mensagens de pesar também foram divulgadas por lideranças políticas e sociais de diferentes correntes, que ressaltaram o papel de Rabelo no diálogo político e na construção institucional do partido.

O PCdoB informou que os detalhes sobre o velório e as homenagens oficiais a Renato Rabelo serão divulgados nas próximas horas.

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R$ 5 milhões para evento religioso reacendem debate sobre Estado laico no Rio

Claudio Castro destina por decreto 5 milhões de reais do dinheiro público para custear evento da Igreja Universal no Rio - foto de reprodução, Intercept Brasil 


Por Marcos Vinicius| Redação Jornal O Folhão 

Polêmica: O governo do Rio de Janeiro, comandado pelo governador Cláudio Castro, voltou ao centro de uma intensa polêmica após a destinação de cerca de R$ 5 milhões em recursos públicos para a realização de um evento organizado pela Igreja Universal do Reino de Deus. O patrocínio, publicado em atos oficiais do governo estadual, prevê apoio a um evento religioso de grande porte no Estádio do Maracanã.

A decisão gerou forte repercussão política e social, sobretudo por levantar questionamentos sobre o princípio do Estado laico, garantido pela Constituição Federal, que determina a separação entre o poder público e as religiões. Embora o governo alegue que o apoio se enquadra como incentivo a eventos de grande impacto social e turístico, críticos apontam que a medida rompe a neutralidade do Estado em relação às crenças religiosas.


Estado laico sob suspeita

Juristas e entidades da sociedade civil lembram que o Estado pode dialogar com organizações religiosas em ações sociais, mas financiar diretamente um evento de cunho confessional abre um precedente delicado. A pergunta que ecoa entre especialistas e nas ruas é direta e incômoda:

Cláudio Castro destinaria os mesmos R$ 5 milhões para um evento organizado por comunidades de terreiros, religiões de matriz africana ou povos tradicionais?

Até o momento, não há registros de aportes semelhantes do governo estadual para eventos religiosos ligados ao candomblé, à umbanda ou a outras manifestações historicamente marginalizadas, o que reforça as acusações de tratamento desigual por parte do poder público.


Voz das ruas

O Folhão ouviu moradores de diferentes regiões do estado. As opiniões revelam indignação e desconfiança.

“Eu sou evangélica, mas acho errado usar dinheiro público para evento de igreja. Esse dinheiro podia ir para hospital ou escola”, afirma Maria da Conceição, auxiliar de serviços gerais, moradora de São Gonçalo.

“Se fosse um evento de umbanda ou candomblé, duvido que liberassem esse valor todo. Aí iam dizer que não pode misturar religião com governo”, critica Rogério Almeida, comerciante do subúrbio do Rio.

“O Estado tem que ser laico de verdade, não só no papel. Quando escolhe uma religião para apoiar, ele exclui todas as outras”, diz Jéssica Nascimento, estudante universitária.

 

Prioridades em xeque

A polêmica se intensifica em um cenário de crise na saúde, dificuldades na educação e reclamações sobre a falta de investimentos em cultura popular e periférica. Para movimentos sociais, a destinação milionária expõe uma inversão de prioridades e reforça a percepção de que o governo fluminense governa para grupos específicos.

Enquanto isso, o Palácio Guanabara evita comentar a comparação com outras religiões e não respondeu se adotaria o mesmo critério para eventos de matriz africana ou de outras tradições religiosas.

O episódio reacende um debate antigo, mas ainda não resolvido: o Estado do Rio de Janeiro é, de fato, laico — ou laico apenas para alguns?

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As controvérsias e contradições nas declarações de Flávio Bolsonaro

 

As controvérsias de Flávio Bolsonaro não se resumem a um episódio isolado: formam um histórico que alimenta dúvidas sobre a transparência e a coerência do discurso público adotado pelo parlamentar - Foto de reprodução, Valor Econômico 

Por Marcelo Procópio| Redação Jornal O Folhão

Eleições 2026: O senador Flávio Bolsonaro tem sido alvo de questionamentos recorrentes por declarações consideradas imprecisas ou contraditórias quando confrontadas com fatos apurados por órgãos de investigação, decisões judiciais e reportagens de veículos de imprensa. As controvérsias não se resumem a um episódio isolado: formam um histórico que alimenta dúvidas sobre a transparência e a coerência do discurso público adotado pelo parlamentar.

Um dos casos mais emblemáticos envolve o esquema das “rachadinhas”, prática investigada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, que apurou a existência de movimentações financeiras atípicas no antigo gabinete de Flávio Bolsonaro quando ele era deputado estadual. Em diversas ocasiões, o senador negou qualquer irregularidade, atribuindo os depósitos e transferências a atividades lícitas, como a venda de imóveis. Contudo, documentos e relatórios do antigo Coaf (atual UIF) apontaram incompatibilidades entre renda declarada e fluxos financeiros, o que enfraqueceu a narrativa inicial.

Outro ponto de tensão diz respeito ao uso de imóveis e transações imobiliárias como explicação para valores elevados movimentados. Embora o senador tenha sustentado publicamente que as operações foram regulares, investigações indicaram práticas como pagamentos fracionados em espécie, o que levantou suspeitas sobre possível ocultação de origem de recursos. Essas inconsistências levaram especialistas a questionar a veracidade e a completude das versões apresentadas.

Há ainda contradições relacionadas à relação com assessores investigados. Flávio Bolsonaro afirmou não ter conhecimento de eventuais ilegalidades cometidas por ex-funcionários, mas depoimentos e cruzamentos de dados indicaram vínculos mais estreitos do que os admitidos publicamente. A distância entre o discurso e os elementos reunidos pelas investigações ampliou a percepção de falta de clareza.

No campo político, o senador também foi acusado de alterar versões sobre temas sensíveis conforme o contexto, ora adotando postura de vítima de perseguição, ora minimizando fatos já reconhecidos por decisões judiciais. Para analistas, essa oscilação compromete a credibilidade do mandato e dificulta o escrutínio público.

É fundamental destacar que Flávio Bolsonaro nega as acusações e recorreu a instrumentos legais para contestar investigações, como qualquer cidadão tem direito. Ainda assim, as divergências entre o que foi dito e o que foi apurado permanecem como questão de interesse público.

Em uma democracia, a verdade factual é pilar do debate político. Quando representantes eleitos são confrontados por contradições, cabe à imprensa investigar, contextualizar e informar. Ao eleitor, resta avaliar se as explicações apresentadas são suficientes diante dos fatos conhecidos — e cobrar, sempre, transparência e responsabilidade.

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Carnaval no Rio de Janeiro: uma potência econômica que movimenta bilhões

O Carnaval é um dos principais motores econômicos do Estado do Rio de Janeiro - Foto de Reprodução Agência Brasil.

Por Marcos Vinicius | Redação Jornal O Folhão 

Rio de Janeiro: O Carnaval do estado do Rio de Janeiro não é apenas a maior festa popular do Brasil — ele também representa um dos principais motores econômicos da região, com impacto profundo em diversos setores produtivos, geração de empregos e atração de turistas nacionais e internacionais.



Bilhões movimentados em serviços, turismo e comércio

Segundo estimativas oficiais divulgadas pelas secretarias de turismo e economia, o Carnaval de 2025 gerou aproximadamente R$ 5,7 bilhões na economia do município do Rio de Janeiro, levando em conta gastos com hospedagem, transporte, alimentação, entretenimento e serviços correlatos. Esses números refletem o poder de atração da festa e sua capacidade de impulsionar negócios de pequeno a grande porte durante o período da folia. 

Dados mais recentes também indicam que o Carnaval de 2026 deve injetar quase R$ 6 bilhões na economia do estado do Rio de Janeiro, de acordo com levantamentos do governo estadual. Esse impacto econômico se dá principalmente por meio do consumo elevado em setores de serviços, comércio, hotelaria e transporte, além da criação de oportunidades temporárias de trabalho. 



Aquecimento da hotelaria e turismo

Hospedagem é um dos setores mais beneficiados pela festa. Durante o Carnaval de 2025, a taxa de ocupação hoteleira no Rio de Janeiro superou 95 % em muitas regiões, incluindo bairros da Zona Sul e o Centro da cidade, puxada pela presença de milhões de foliões e turistas. 

Esse fluxo intenso de visitantes também impulsiona o turismo internacional. Estatísticas preliminares mostraram um crescimento significativo de turistas estrangeiros no Carnaval, refletindo o apelo global do evento como destino cultural e turístico. 



Geração de empregos e movimentação de renda

Além da receita direta de consumo, o Carnaval promove criação de empregos temporários em diversos segmentos: desde produção de desfiles e eventos, segurança, limpeza urbana, até serviços de alimentação, transporte e hospedagem. Estimativas apontam dezenas de milhares de empregos diretos e indiretos durante o período carnavalesco, contribuindo não só para a economia formal, mas também para a renda de trabalhadores informais e empreendedores locais. 



Impacto fiscal e no setor criativo

O Carnaval também tem reflexos sobre a arrecadação tributária: serviços relacionados à festa geram recolhimento de impostos importantes, como ISS e ICMS, que fortalecem as contas públicas do município e estado. Organizações culturais, escolas de samba e blocos de rua compõem uma cadeia produtiva que movimenta setores como moda, artes plásticas, música e tecnologia aplicada a eventos — fortalecendo a chamada economia criativa no Rio. 



Turismo e marca internacional

O Carnaval do Rio de Janeiro é uma vitrine internacional da cultura brasileira. Sua projeção global atrai mídia internacional, viajantes de dezenas de países e fortalece a imagem do estado como destino prioritário no calendário turístico mundial. Essa visibilidade impulsiona investimentos em infraestrutura, transportes e serviços turísticos ao longo do ano, contribuindo para a economia além dos dias oficiais da festa.


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Conclusão:

O Carnaval no Rio de Janeiro vai muito além da festa e da alegria: é um evento estratégico para a economia estadual, capaz de gerar bilhões em receita, atrair milhões de visitantes, criar empregos e fortalecer setores econômicos diversos. A festa é uma das iniciativas culturais mais importantes do Brasil — e também um dos pilares do desenvolvimento econômico local.

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Acadêmicos de Niterói abre Carnaval do Rio com homenagem histórica ao presidente Lula

Políticos apoiadores consideram o desfile um reconhecimento da trajetória de Lula - Foto de Reprodução UOL.

Por Cleide Gama | Redação Jornal O Folhão 

RIO DE JANEIRO – Em um dos desfiles mais aguardados e controversos do Carnaval 2026, a escola de samba Acadêmicos de Niterói entrará na Avenida Marquês de Sapucaí neste domingo (15), às 22h, com um enredo inédito: “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A agremiação será a primeira a desfilar pelo Grupo Especial, abrindo oficialmente o Carnaval carioca. 



Enredo e narrativa cultural

O samba-enredo narra a trajetória pessoal e política de Lula desde sua infância no interior de Pernambuco até a Presidência da República, destacando momentos marcantes de sua vida e liderança sindical. A letra é contada pela perspectiva de Dona Lindu, mãe de Lula, e foi composta por um grupo de autores ligados ao carnaval carioca. 

A escola também faz referências simbólicas à esperança e à transformação social, elementos que inspiraram o título do enredo. Essa é a primeira vez que uma escola de samba carioca dedica seu tema explicitamente a um presidente em exercício, o que reforça o caráter histórico da homenagem. 



Presença de Lula e primeiros detalhes do desfile

O presidente Lula confirmou sua presença no desfile e acompanhará a apresentação no camarote da Prefeitura do Rio de Janeiro, conforme apurou a equipe de reportagem. A primeira-dama, Rosângela “Janja” Lula da Silva, participará do desfile em um dos carros alegóricos, tornando-se a primeira mulher na história recente a desfilar como destaque em uma homenagem oficial no Carnaval carioca. 

Além disso, a neta de Lula, Bia Lula, já havia visitado o barracão da Acadêmicos de Niterói nos últimos preparativos, confirmando sua presença no evento. 



Polêmica e implicações políticas

A escolha do enredo gerou intensa polêmica nacional. Partidos de oposição, como o Novo e o Missão, entraram com representações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alegando que o samba poderia configurar propaganda eleitoral antecipada, por exaltar a figura de Lula em ano pré-eleitoral. 

No entanto, o TSE negou liminares que pediam a suspensão do desfile, em decisão unânime do Plenário, mantendo a escola na avenida e reforçando a liberdade artística dos blocos carnavalescos. 

Também houve questionamentos no Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o uso de recursos públicos no financiamento das escolas — um pacote total de R$ 12 milhões repassado pela Embratur para as 12 agremiações do Grupo Especial, com R$ 1 milhão destinado à Acadêmicos de Niterói — e técnicos chegaram a recomendar a suspensão do repasse por risco de desvio de finalidade. 

Ainda assim, a decisão final do TCU manteve o repasse, com um ministro contrariando a área técnica e alegando que o valor foi destinado igualmente a todas as escolas e não configura favorecimento. 



Repercussão e expectativas

Culturalmente, a homenagem é vista por muitos no mundo do samba como um marco — seja pela narrativa popular sobre a vida de um líder político ou pela coragem de estrear no Grupo Especial com um tema tão debatido. Políticos apoiadores consideram o desfile um reconhecimento da trajetória de Lula; críticos denunciam a possibilidade de transformar o Carnaval em palanque político, algo que, até o momento, foi confirmado como dentro da legalidade pela Justiça Eleitoral. 

No sambódromo, a expectativa é de casa cheia, transmissão nacional pela TV Globo e um desfile que ficará na história por sua combinação de arte, política e cultura popular.

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Escândalo do Banco Master: PF apreende dados de telefone, relator se afasta e cresce tensão política

Conversas e dados extraídos do celular de Daniel Vocaro incluem menções a autoridades públicas.

Por Cleide Gama 

Brasília – A investigação sobre as irregularidades que levaram ao colapso e à liquidação do Banco Master segue abrindo capítulos inéditos no cenário político e judicial brasileiro. A Polícia Federal (PF) conseguiu acessar integralmente o conteúdo de celulares apreendidos do controlador da instituição, Daniel Vorcaro, revelando informações que complicaram ainda mais o caso. 



Conteúdo do telefone de Vorcaro e menções a autoridades

Em fevereiro de 2026, a Polícia Federal confirmou que conseguiu acessar – mesmo diante da recusa da defesa em fornecer senhas – o conteúdo de pelo menos um dos aparelhos de Daniel Vorcaro, incluindo mensagens, áudios, fotos e registros de aplicativos. O material está em análise e servirá para aprofundar a investigação sobre fraudes e práticas ilegais no banco. 

Segundo fontes envolvidas no caso, conversas e dados extraídos do celular incluem menções a autoridades públicas, o que motivou pedidos formais de instâncias superiores da Justiça Federal para que o processo recebesse atenção especial. Parte dessas menções envolveu o nome do então relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli, gerando intensa discussão institucional. 



Afastamento de Dias Toffoli da relatoria

Após a divulgação de que o nome de Toffoli aparecia em mensagens extraídas do celular de Vorcaro, o ministro decidiu deixar voluntariamente a relatoria do inquérito que apura as supostas fraudes, lavagem de dinheiro e organização criminosa ligadas ao Banco Master. A decisão foi tomada após pressão de outras autoridades e da própria Suprema Corte. 

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, realizou a redistribuição do processo, que agora está sob a responsabilidade do ministro André Mendonça, que já se reuniu com delegados da PF para se inteirar do andamento do caso. 

Toffoli negou ter recebido qualquer dinheiro ou benefício de Vorcaro ou de pessoas associadas ao Banco Master. Seu gabinete insiste que não há confirmação de pagamentos ou conflito de interesse, e que a PF não teria legitimidade para pedir sua suspeição, argumentando questões processuais. 



Operação Compliance Zero e bloqueio de bens

A investigação é conduzida no âmbito da Operação Compliance Zero, que começou em novembro de 2025 e desde então já resultou em ordens de busca e apreensão em diversos estados, além do bloqueio de mais de R$ 5,7 bilhões em bens ligados a Vorcaro, sua família e aliados. A PF mira supostas práticas de fraude, gestão temerária de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. 

Vorcaro e alguns executivos chegaram a ser presos durante as fases iniciais da operação. Eles negam irregularidades e afirmam que a liquidação do banco foi injusta e precipitada, embora as apurações apontem para prejuízos que podem superar cifras bilionárias. 



Denúncias de contratação de influenciadores e ataques ao Banco Central

Paralelamente à investigação criminal, a PF também está levantando informações sobre **supostas contratações de influenciadores digitais e jornalistas para divulgar conteúdos críticos ao Banco Central e favorecer a imagem do Banco Master após sua liquidação. 

Essas denúncias indicam que, no final de 2025, representantes de empresas de marketing digital teriam procurado perfis com grande alcance nas redes sociais, oferecendo pagamento para publicações que atacassem a atuação do Banco Central no caso do Master e destacassem narrativas favoráveis ao banco e a seus controladores. Influenciadores e comunicadores envolvidos relataram ter sido contatados para esse tipo de campanha, que agora pode fazer parte de um novo inquérito, caso a PF entenda haver elementos suficientes para formalizar as suspeitas. 



Impacto político e institucional

O escândalo, que começou como uma investigação sobre fraudes financeiras, ganhou dimensão política ao envolver citações a nomes de autoridades e ao expor tensões entre Poder Judiciário, forças policiais e órgãos reguladores. A troca de relatoria no STF e as investigações sobre possíveis tentativas de influenciar a opinião pública elevam o caso a um dos mais complexos em curso sobre o sistema financeiro no País. 

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Técnicos em Segurança do Trabalho no RJ: salário congelado, negociação apertada e mercado em transformação


Por Marcos Vinicius 

Trabalhador — A remuneração dos Técnicos em Segurança do Trabalho (TST) no estado do Rio de Janeiro continua sendo motivo de debate e pressão por atualização. Desde que a Lei Estadual nº 8.315/2019, que estabelecia pisos salariais, foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), trabalhadores da categoria enfrentam um impasse jurídico e político que afeta diretamente seus salários e poder de compra. 

A norma, alvo de ação direta de inconstitucionalidade (ADI), foi contestada no STF e acabou sendo suspensa, deixando sem aplicação o mecanismo de piso que a lei havia previsto para várias categorias, incluindo os TSTs. 

O mercado hoje mostra que, apesar da falta de piso definido em lei estadual, a realidade salarial desses profissionais difere bastante dos valores legais propostos no passado. Pesquisas de mercado indicam que o salário médio de um Técnico em Segurança do Trabalho no Brasil gira em torno de R$ 3.939,24/mês, com piso de cerca de R$ 3.831,66 para o mercado nacional, segundo levantamento de 2026. Para o estado do Rio, plataformas de remuneração apontam médias que variam próximo a R$ 3.633/mês, com possibilidade de salários acima disso dependendo da empresa e do nível de experiência. 

Esse cenário contrasta com o valor que constava na legislação anterior defendida pelo Sindicato dos Técnicos em Segurança do Trabalho do Estado do Rio de Janeiro (SINTSERJ), que apontava um piso de cerca de R$ 2.421,77 em 2018 — e que deveria ter sido corrigido pela inflação acumulada — mas que permanece sem reajuste legal desde então. 

Profissionais do setor relatam que, em muitos casos, principalmente em empresas menores ou de terceirização, os valores praticados ficam abaixo da média nacional, o que intensifica a pressão por um acordo coletivo que fortifique a remuneração da categoria.

"Na prática, muitos técnicos acabam negociando individualmente ou dependem de convenções e acordos coletivos regionais, porque não há um piso estadual em vigor que sirva de base”, afirma Júlio da Cunha, profissional com mais de dez anos de experiência no setor.

Outro TST, que atua em uma multinacional de petróleo e gás no RJ - e preferiu não se identificar, observou:

“Os salários que vejo ultrapassam facilmente os R$ 4.000 em empresas com bons contratos, mas isso não se reflete para a maioria da categoria que está em médias menores ou sem piso base definido em lei estadual.”

Negociações sindicais continuam em andamento. O SINTSERJ e outras entidades trabalhistas têm pressionado empresas e representantes patronais para estabelecer, via convenções coletivas ou acordos, um piso negociado que reflita a inflação real acumulada e custos de vida atuais. Embora não exista ainda um patamar legal fixo após a decisão do STF, sindicalistas argumentam que a unidade da categoria é essencial para fortalecer a negociação. 

Do lado dos empregadores, a resistência se concentra em manter flexibilidade salarial, argumentando que contratos e acordos setoriais variam amplamente e que a imposição de pisos rígidos pode afetar competitividade em setores com margens mais apertadas.

O contexto político também tem papel importante. Projetos para atualizar pisos salariais na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) foram discutidos nos últimos anos, mas até o momento não resultaram em uma lei substituta eficaz desde a declaração de inconstitucionalidade da Lei 8.315/2019. 

Enquanto isso, muitos TSTs continuam circulando em mercados bem remunerados, mas sem garantia legal mínima. A negociação coletiva e a organização sindical são tratadas pelos profissionais como ferramentas essenciais para corrigir distorções e buscar um piso salarial mais condizente com a atual realidade econômica.

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Guerra energética redesenha o poder global e pressiona economia mundial

Petroleiro em chamas no Estreito de Ormuz. Foto de reprodução - O Globo Por Marcos Vinicius | Redação Jornal O Folhão  Conflito:  A escalada...