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| Augusto Ferreira Lima, conhecido no mercado financeiro como “Guga Lima” - Foto de reprodução Brasil Paralelo |
Por Marcelo Procópio |Redação Jornal O Folhão
Banco Central: Nesta quarta-feira (18 de fevereiro de 2026), o Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial do conglomerado prudencial do Banco Pleno S.A., instituição financeira controlada pelo empresário Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e ex-sócio do agora extinto Banco Master. A medida foi publicada oficialmente na manhã de hoje, em Brasília, e interrompe imediatamente as atividades da instituição e de sua integrante, a Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (Pleno DTVM).
O Banco Central informou que a decisão foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com agravamento da deterioração da liquidez, descumprimento de normas regulatórias e inobservância de determinações da própria autoridade monetária. A autarquia afirmou que seguirá tomando todas as medidas legais cabíveis para apurar responsabilidades e aplicar possíveis sanções administrativas.
O Banco Pleno, classificado como de pequeno porte no Sistema Financeiro Nacional (SFN) — representando cerca de 0,04% dos ativos totais e 0,05% das captações — já enfrentava dificuldades de liquidez, o que teria prejudicado sua capacidade de honrar compromissos financeiros.
Quem é Augusto Ferreira Lima
Augusto Ferreira Lima, conhecido no mercado financeiro como “Guga Lima”, construiu sua trajetória no setor de crédito consignado e ganhou destaque ao tornar-se sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. Após deixar a sociedade em 2024, ele adquiriu o antigo Banco Voiter (ex-Indusval), com a aprovação do Banco Central, que passou então a operar sob a marca Banco Pleno.
Lima chegou a ser preso pela Polícia Federal em novembro de 2025 no âmbito da Operação Compliance Zero, que investigou irregularidades na emissão de títulos de crédito pelo Master — o que acabou levando à liquidação daquele banco no fim do ano passado.
Consequências da liquidação
Com a liquidação extrajudicial, os bens dos controladores e administradores da instituição foram tornados indisponíveis conforme a legislação vigente. O Banco Central ressaltou que continuará as apurações e poderá encaminhar informações às autoridades competentes.
A medida reforça o impacto contínuo do chamado “efeito Master” sobre o sistema financeiro e mecanismos de garantia, como o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que já tem absorvido encargos relacionados a liquidações recentes de instituições associadas ao caso.
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Divulgação


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