terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Atentado Forjado? Ex-Prefeito de Taboão da Serra no Centro de Polêmica

Foto de Arquivo:  José Aprígio da Silva (Podemos), ex-prefeito de Taboatão da Serra (SP)

Por Marcos Vinícius

São Paulo: A política de Taboão da Serra foi abalada por um escândalo que envolve um suposto atentado forjado contra o ex-prefeito José Aprígio da Silva (Podemos). Segundo a Polícia Civil, o ataque, ocorrido durante a campanha eleitoral de 2024, teria sido uma encenação para impulsionar sua reeleição. A Operação Fato Oculto, deflagrada nesta segunda-feira, resultou em prisões e apreensões que reforçam essa tese.

De acordo com as investigações, o atentado teria sido planejado por aliados do ex-prefeito, que contrataram criminosos para simular um ataque a tiros. A polícia suspeita que o plano não saiu como esperado, pois os disparos acabaram atingindo Aprígio, o que reforçou ainda mais a dramaticidade da situação.

A operação realizada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil cumpriu mandados de prisão preventiva e busca e apreensão. Entre os alvos estavam ex-secretários municipais e o irmão de Aprígio, Valdemar Aprígio, que foi preso por posse ilegal de arma de fogo. As buscas na residência do ex-prefeito resultaram na apreensão de R$ 320 mil em espécie, além de celulares, computadores e munições.

O delegado responsável pelo caso, Hélio Bressan, apontou que uma delação premiada foi fundamental para desvendar a suposta farsa. Os investigadores destacaram que, no dia do atentado, Aprígio circulou por diversas áreas abertas antes do ataque, o que contraria a lógica de um atentado planejado por terceiros.

Outro ponto levantado foi a reação de sua equipe logo após o crime: ao invés de prestar socorro imediato, começaram a filmar os ferimentos do ex-prefeito. Além disso, a escolha de um fuzil AK-47 para o suposto ataque teria sido uma estratégia para tornar a encenação mais convincente.

A investigação também aponta que os criminosos contratados teriam recebido R$ 500 mil para simular o crime, embora o valor ainda esteja sob apuração.

A defesa de Aprígio nega todas as acusações. O advogado Allan Mohamed insiste que seu cliente é vítima e que houve uma inversão dos fatos. “Ele sofreu um atentado real e quase perdeu a vida”, declarou. No entanto, ele não comentou os indícios levantados pela polícia e afirmou que a investigação ainda corre sob sigilo.

O atual prefeito de Taboão da Serra, Engenheiro Daniel, que venceu Aprígio no segundo turno, afirmou que sempre suspeitou da farsa. “Eu sabia que a verdade viria à tona. Foi um golpe baixo contra a democracia e contra a cidade.” Ele também relatou que sua família sofreu ameaças e que, durante o período eleitoral, evitava sair de casa por medo de represálias.

O caso gerou grande repercussão entre a população e especialistas políticos. O cientista político Ricardo Almeida avalia que o suposto atentado, se comprovado como encenação, representa um dos episódios mais graves de manipulação eleitoral no Brasil. “Se um candidato realmente simulou um atentado para ganhar votos, isso demonstra um nível de degradação moral inaceitável na política.”

Nas redes sociais, internautas se dividem entre incredulidade e indignação. “Se isso for verdade, é o cúmulo da manipulação política”, comentou um usuário no X (antigo Twitter). Já apoiadores de Aprígio defendem sua inocência e alegam perseguição política.

A investigação ainda busca determinar se Aprígio estava diretamente envolvido no planejamento do suposto atentado ou se a fraude foi articulada por aliados sem seu conhecimento. Enquanto isso, a cidade de Taboão da Serra continua sendo palco de um dos escândalos políticos mais polêmicos dos últimos anos.


#Política #Corrupção #Eleições2024 #Investigação #Justiça #TaboãoDaSerra #FatoOculto

Bolsonaro Busca Apoio de Trump em Meio a Possível Condenação no STF

Foto de Arquivo: Eduardo Bolsonaro e Jair Messias Bolsonaro em suas confidencias
Por Marcelo Procópio

Bolsonaro: Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estão intensificando contatos com o círculo próximo de Donald Trump nos Estados Unidos, buscando apoio internacional diante das investigações em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo seria fortalecer uma narrativa política contra uma possível condenação. No entanto, essa estratégia tem causado discordâncias dentro da própria equipe de defesa do ex-presidente, segundo fontes da mídia conservadora.


Tensão na Defesa de Bolsonaro

A recente transmissão ao vivo de Bolsonaro, onde ele voltou a atacar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), surpreendeu sua equipe jurídica, especialmente o advogado Celso Vilardi, que lidera sua defesa. O evento foi organizado por seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que tem mantido um relacionamento próximo com figuras da direita norte-americana.

A aposta é que, dependendo da gravidade das denúncias apresentadas contra Bolsonaro, Trump ou aliados de sua base possam se manifestar publicamente em defesa do ex-presidente brasileiro. Durante a transmissão, Bolsonaro alegou, sem apresentar provas, que o TSE teria recebido financiamento externo para incentivar o alistamento eleitoral de jovens de 16 anos.

A retórica adotada por Bolsonaro e seus aliados segue um padrão semelhante ao discurso do bilionário Elon Musk, dono da rede social X e apoiador de Trump. Musk tem afirmado que a USAID, uma agência dos EUA que atua em países em desenvolvimento, teria financiado campanhas eleitorais em diversas nações, o que alimenta suspeitas entre conservadores sobre interferências externas em processos democráticos.

Atualmente, Bolsonaro aguarda um posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR), enquanto permanece em Brasília alinhando sua estratégia de defesa. A denúncia que será apresentada deve argumentar que ele foi o mentor de uma suposta tentativa de golpe de Estado.

Para o cientista político João Medeiros, “Bolsonaro tenta transformar uma possível condenação em uma causa política internacional, buscando apoio de figuras influentes nos EUA. No entanto, essa estratégia pode não surtir o efeito desejado, já que Trump enfrenta seus próprios problemas legais”.

A advogada constitucionalista Mariana Torres avalia que “essa aproximação com a direita norte-americana pode até gerar mobilização entre apoiadores, mas não muda o andamento dos processos no Brasil, que seguem baseados em provas e no devido processo legal”.

Nas redes sociais, a população também se divide. Enquanto apoiadores de Bolsonaro veem a aliança com Trump como uma forma de se proteger de perseguição política, críticos afirmam que essa é mais uma tentativa do ex-presidente de evitar a responsabilização por seus atos.

#Bolsonaro #Trump #STF #LiberdadeDeExpressão #Democracia #Justiça #Política

Liberdade de Expressão no Brasil: OEA e a Disputa Entre Governo e Oposição

Foto de Arquivo:  Pedro Vaca, relator especial para Liberdade de
Expressão da Organização dos Estados Americanos (OEA)
Por Marcelo Procópio

Liberdade de Expressão: A recente visita de Pedro Vaca, relator especial para Liberdade de Expressão da Organização dos Estados Americanos (OEA), ao Brasil, reacendeu o debate sobre a liberdade de manifestação no país. Enquanto o governo e setores do Judiciário defendem medidas para combater a desinformação e proteger a democracia, a oposição denuncia perseguições políticas e restrições à livre expressão.

Em 2024, parlamentares aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitaram à OEA uma investigação sobre possíveis violações à liberdade de expressão no Brasil. Eles apontam que decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente do ministro Alexandre de Moraes, configuram censura e abusos de autoridade, incluindo prisões e bloqueios de perfis em redes sociais.

Por outro lado, o governo Lula convidou formalmente a OEA para avaliar a situação da liberdade de expressão no país. O Palácio do Planalto sustenta que as ações judiciais recentes visam conter a propagação de fake news, discursos de ódio e ameaças ao Estado democrático de direito. Como exemplo, citam campanhas de desinformação relacionadas à pandemia, eleições e tentativas de golpe de Estado.


Análise e Recomendações da OEA

O escritório de Vaca, vinculado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, já elaborou relatórios sobre liberdade de expressão em diversos países, como México, Cuba e Paraguai. Os documentos abordam censura governamental, perseguição política e restrições à imprensa, além de oferecer recomendações aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

No Brasil, a equipe da OEA se reuniu com ministros do STF, da Advocacia-Geral da União (AGU) e do governo federal para entender o cenário. Também houve encontros com parlamentares da base governista e da oposição.

O relator especial conversou ainda com Jair Bolsonaro, que expressou preocupação com o que chama de "cerceamento político". Após a reunião, Vaca afirmou que os relatos colhidos são "impressionantes" e destacou a importância de uma observação internacional isenta.


Especialistas Opinam

Para o professor de Direito Constitucional Ricardo Almeida, "o grande desafio é equilibrar o combate à desinformação com a garantia da liberdade de expressão. É um dilema global, e o Brasil precisa de regras claras para evitar excessos de ambos os lados".

Já a jornalista e pesquisadora de mídias digitais Carolina Mendes ressalta que "o controle sobre fake news não pode ser confundido com censura, mas também não pode se tornar um mecanismo de repressão política".

O relatório da OEA sobre o Brasil ainda será publicado, mas especialistas apontam que suas conclusões poderão influenciar futuras regulamentações sobre redes sociais, imprensa e liberdade de expressão no país.


#LiberdadeDeExpressão #OEA #CensuraOuProteção #Democracia #Brasil

Elon Musk e a Casa Branca: Conselheiro ou Tomador de Decisões?

Foto de arquivo: Justiça impede Trump de nomear Musk para cargo no governo dos EUA (Fonte Bnews)

Por Marcelo Procópio

Casa Branca: A influência de Elon Musk no governo do presidente Donald Trump tem sido alvo de especulação, mas, de acordo com documentos oficiais, sua atuação está restrita ao papel de conselheiro da Casa Branca. Ele não possui autoridade para tomar decisões governamentais ou comandar diretamente órgãos federais, como o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE).

Segundo Joshua Fisher, diretor do Escritório de Administração da Casa Branca, Musk apenas orienta o presidente e transmite suas diretrizes. O documento assinado por Fisher, apresentado em um processo movido pelo Estado do Novo México contra Musk, reforça que ele não tem cargo formal no DOGE nem poderes administrativos sobre a agência.

Desde o início do segundo mandato de Trump, o DOGE tem conduzido uma ampla reestruturação das agências federais, resultando na eliminação de gastos considerados supérfluos e na demissão de milhares de funcionários. Apesar de sua influência na Tesla e no setor tecnológico, Musk não está no comando direto dessas mudanças, mas tem sido um defensor de políticas de corte de custos e inovação tecnológica no governo.

Especialistas avaliam que a proximidade de Musk com a administração Trump pode gerar impactos na regulamentação do setor de tecnologia e na economia do país. O analista político Robert Klein destaca: "Musk pode não ter poder formal, mas sua influência nos bastidores pode moldar decisões estratégicas, especialmente em áreas como energia, transporte e inteligência artificial."

A presença de bilionários na política sempre levanta debates sobre conflitos de interesse e o papel do setor privado na gestão pública. A questão central permanece: até que ponto um conselheiro sem cargo oficial pode influenciar o futuro de um governo?

#ElonMusk #CasaBranca #PolíticaEUA #GovernoTrump #Inovação #ReformaGovernamental

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Rejeição Popular à Mudança na Ficha Limpa e Anistia a Golpistas: O Que Diz a Pesquisa?

 

Foto de Arquivo: Bolsonaro quer acabar com a Lei da Ficha Limpa.
Isso vai favorecer milhares de corruptos em todo o país.

Por Marcos Vinícius

Política: Uma nova pesquisa da AtlasIntel, divulgada neste domingo (16), revela que a grande maioria da população se opõe a alterações na Lei da Ficha Limpa e está dividida quanto à anistia dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.

De acordo com os dados, 83% dos entrevistados rejeitam a redução do prazo de inelegibilidade para políticos condenados, enquanto apenas 14% apoiam a ideia. Já sobre a anistia, o país está praticamente dividido: 51% são favoráveis e 49% contrários, configurando um empate técnico dentro da margem de erro.

O levantamento, realizado para o programa GPS CNN, contou com a participação de 817 pessoas entre os dias 11 e 13 de fevereiro, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e 95% de nível de confiança.

Os maiores defensores da anistia são eleitores que votaram em Bolsonaro no segundo turno de 2022 (99%) e os que se declaram evangélicos (93%). Por outro lado, 96% dos eleitores de Lula se manifestam contra. Quando o assunto é a flexibilização da Ficha Limpa, a divisão também segue esse padrão: entre os eleitores de Bolsonaro, 58% rejeitam mudanças, mas 34% apoiam a alteração na lei, enquanto os eleitores de Lula são unanimemente contrários (100%).

Inelegível até 2030 por condenações do TSE, Bolsonaro tem defendido o fim da Lei da Ficha Limpa como meio para disputar as eleições de 2026. Sua base aliada na Câmara articula um projeto do deputado Bibo Nunes (PL-RS) para reduzir de oito para dois anos o período de inelegibilidade. No entanto, especialistas apontam que a mudança ainda dependeria da aprovação do TSE e do STF.

Outros temas também foram avaliados na pesquisa. O aumento do número de deputados federais enfrenta forte rejeição, com 97% dos entrevistados contra. Já o corte de gastos públicos tem a maior aprovação, com 54% de apoio, enquanto o controle do Congresso sobre as emendas parlamentares divide opiniões.


#FichaLimpa #Política #CorrupçãoNão #AnistiaNão #Brasil #Democracia #Transparência

domingo, 16 de fevereiro de 2025

Guerra Urbana: Onda de Violência em Duque de Caxias Expõe Fragilidade da Segurança Pública

Foto de Arquivo: 60 Delegacia Policial,
Campos Elíseos, Duque de Caxias, RJ
 

Por Cleide Gama 

Violência: Na noite deste sábado (15), criminosos fortemente armados atacaram a 60ª Delegacia de Polícia, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, em uma ação orquestrada de represália à prisão de Rodolfo Manhães Viana, conhecido como Rato, apontado como chefe do tráfico na comunidade Vai-Quem-Quer. A ofensiva deixou dois policiais feridos, que, mesmo com o acionamento do Corpo de Bombeiros, tiveram que buscar atendimento por conta própria.

A Polícia Civil informou que Viana já havia sido transferido antes do ataque. Na mesma operação, realizada na manhã de sábado, também foi preso Wesley de Souza Espírito Santo, identificado como segurança do traficante.

Segundo especialistas em segurança pública, episódios como esse reforçam a ousadia das facções criminosas e expõem a fragilidade do aparato estatal na luta contra o crime organizado. O professor Evandro Brasil, especialista em temas sociais e estudioso da área da criminologia, destaca que a falta de investimentos na segurança pública e na inteligência policial permite que criminosos ajam com impunidade.

"A Baixada Fluminense sofre há anos com a ausência do Estado. A criminalidade não se combate apenas com operações pontuais, mas com uma estratégia integrada que envolva segurança, educação e geração de oportunidades. Enquanto o tráfico continuar a ser a única alternativa para muitos jovens, esses episódios continuarão a se repetir", afirma Evandro Brasil.

O episódio evidencia um problema estrutural: a violência urbana deixou de ser um fenômeno isolado para se tornar uma ameaça constante. Comunidades inteiras vivem sob domínio de facções, enquanto a população assiste ao avanço da criminalidade sem perspectivas concretas de mudança.

Para enfrentar essa crise, especialistas apontam a necessidade de:

✅ Aumento do efetivo policial e melhores condições de trabalho para os agentes

✅ Fortalecimento das ações de inteligência para desarticular redes criminosas

✅ Investimentos em educação e projetos sociais para evitar o recrutamento de jovens pelo tráfico

✅ Participação ativa da sociedade na cobrança por políticas públicas eficazes

✅ Enfrentamento a corrupção ativa e passiva de agentes da segurança pública e demais servidores do Estado e Municípios.

A escalada da violência na região é um alerta de que o Estado precisa agir com firmeza e estratégia para impedir que o crime organizado continue a desafiar as forças de segurança e a sociedade.

O que você acha? 

A violência pode ser contida apenas com repressão ou é necessário um plano mais amplo? 

Comente e compartilhe!


#SegurançaPública #ViolênciaUrbana #DuqueDeCaxias #CrimeOrganizado #Justiça #Brasil #EvandroBrasil #InstitutoEvandroBrasil #Cidadania23 #Cidadania


Cenário Eleitoral no Rio: Pesquisa Revela Preferências e Dilemas dos Eleitores

 


Por Cleide Gama 

Eleições 2025: Uma nova pesquisa do Instituto Prefab Rio, realizada entre os dias 8 e 11 de fevereiro, oferece um primeiro panorama das intenções de voto para governador, senador e presidente no estado do Rio de Janeiro. Com 2.000 eleitores entrevistados em 35 cidades e uma margem de erro de 2,19%, o levantamento aponta líderes nas disputas, mas também revela um alto índice de indecisos e votos nulos.


Disputa pelo Governo do Estado

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), desponta com 37,2% das intenções de voto. Em posições bem mais baixas estão Wladimir Garotinho (5,2%) e Washington Reis (4,8%). No entanto, 25,2% dos eleitores ainda não decidiram e 18,6% afirmam que pretendem anular ou votar em branco.

"O objetivo desta pesquisa foi oferecer um retrato amplo do cenário político, incluindo tanto nomes já consolidados quanto lideranças regionais emergentes. Eduardo Paes está forte neste momento, mas o jogo está apenas começando", afirmou Henrique Serra, diretor de pesquisas do Prefab Rio.


Corrida pelo Senado

Na disputa para o Senado, Flávio Bolsonaro (PL) lidera com 23%, seguido pelo governador Cláudio Castro (11,4%) e a deputada Benedita da Silva (10,8%).


Cenário Presidencial

Foram testados dois cenários para a eleição presidencial de 2026: um com Jair Bolsonaro e outro sem sua participação.

Com Bolsonaro na disputa: Ele lidera com 41,2%, enquanto Lula tem 21,8%.

Sem Bolsonaro: Lula assume a dianteira com 20,6%, mas Pablo Marçal (12%) e Tarcísio de Freitas (11,8%) disputam o segundo lugar.


O Que Mais Preocupa os Fluminenses?

Quando perguntados sobre os principais problemas do estado, quase metade dos entrevistados (48,3%) apontou a segurança pública como a maior preocupação, seguida pela saúde (13,4%) e corrupção/gestão pública (7,4%).

Para muitos eleitores, a violência crescente nas cidades e a sensação de insegurança são os principais fatores que influenciam seu voto. "A gente vive com medo. Não dá para eleger um governador que não tenha plano para segurança", afirmou Jorge Almeida, morador de Duque de Caxias.

Já Ana Clara, comerciante em Niterói, destacou a saúde como fator decisivo: "Os hospitais públicos estão superlotados. Quem pode pagar um plano de saúde, paga. Mas e quem não pode?"

Com a eleição ainda distante, o cenário permanece indefinido. No entanto, a pesquisa já indica quais temas e candidatos podem dominar o debate nos próximos meses.


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PL 3279/24: Proteção ou Burocracia? Fiscalização de Asininos Gera Debate

Foto de Arquivo: Studart: fiscalização é importante para garantir regras sanitárias e de bem-estar animal (Fonte Agência Câmara)

Por Marcelo Procópio 

Projeto de Lei: A Câmara dos Deputados está analisando o Projeto de Lei 3279/24, que propõe uma fiscalização rigorosa do transporte de asininos (asnos, jumentos e jegues) por parte da Polícia Rodoviária Federal (PRF). De autoria do deputado Célio Studart (PSD-CE), a medida visa garantir o cumprimento das regras sanitárias e o bem-estar dos animais, além de prevenir o tráfico irregular e maus-tratos.

📌 O Que Diz a Proposta?

A fiscalização abrangeria:
✅ Documentação de propriedade e compra/venda dos animais.
✅ Condições sanitárias para evitar a propagação de doenças.
✅ Bem-estar animal, coibindo maus-tratos no transporte.

Segundo o autor, a medida é fundamental para proteger a saúde pública e o rebanho nacional. "O transporte de asininos deve seguir critérios rígidos para evitar a disseminação de doenças e garantir a segurança dos animais", afirma Célio Studart.

🗣️ Opinião Popular: Proteção ou Obstáculo?

A proposta divide opiniões. Ativistas e defensores dos animais apoiam a iniciativa, argumentando que asininos são frequentemente transportados em condições precárias, sofrendo estresse, fome e sede.

Já pequenos produtores e transportadores temem que a medida aumente a burocracia e os custos. "Se houver fiscalização excessiva, quem garante que o transporte não ficará inviável?", questiona José Carlos Silva, criador de jumentos no Nordeste.

🔎 Próximos Passos

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado por diversas comissões da Câmara antes de seguir para o Senado. Caso aprovado, a PRF será responsável por fiscalizar esse tipo de transporte em todo o país.

📝 E você, o que acha? A medida é necessária ou um exagero burocrático?


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Fonte: Agência Câmara Notícias 

sábado, 15 de fevereiro de 2025

Bolsonaro na Mira da Justiça: Procurador-Geral Finaliza Denúncia que Pode Render 28 Anos de Prisão

Foto de Arquivo: Paulo Gonet vai apresentar denuncia contra a ORCRIM liderada por
Jair Messias Bolsonaro e vai pedir 28 anos de prisão para o ex-presidente
por Cleide Gama

28 anos de prisão: O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está prestes a enfrentar uma das mais graves acusações da história política recente do Brasil. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, está concluindo a denúncia que pode levar Bolsonaro a uma pena de até 28 anos de reclusão, conforme revelou a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, na última quinta-feira (13). A expectativa é que a denúncia seja apresentada antes do Carnaval.

A peça inicial do Ministério Público Federal (MPF) se concentrará na acusação de que Bolsonaro comandou uma organização criminosa com o objetivo de desestabilizar a democracia e impedir a posse do governo eleito. Outros casos, como o desvio de joias e a suposta fraude nos cartões de vacina, deverão ser tratados separadamente.

A denúncia se fundamenta no relatório da Polícia Federal (PF), que identificou Bolsonaro como líder de um grupo que tentou abolir o Estado Democrático de Direito por meio de ações antidemocráticas e ameaças. O ex-presidente foi indiciado em três artigos distintos do Código Penal e da Lei de Organizações Criminosas:

  • Organização Criminosa (Lei 12.850/2013, Artigo 2º) – Pena de 3 a 8 anos.
  • Atentado contra o Estado Democrático de Direito (Artigo 359-L do Código Penal) – Pena de 4 a 8 anos.
  • Tentativa de Golpe de Estado (Artigo 359-M do Código Penal) – Pena de 4 a 12 anos.

Caso receba as penas mínimas, Bolsonaro poderia ser condenado a 11 anos de prisão. No entanto, há indicações de que Gonet pode solicitar punições mais rígidas, considerando que outros envolvidos nos atos de 8 de janeiro já foram sentenciados a até 17 anos.

Especialistas em direito e autoridades públicas reforçam a importância da aplicação rigorosa da lei. O jurista Miguel Reale Júnior afirmou: “A democracia deve ser protegida com firmeza. Se há indícios sólidos de um crime, a punição deve ser exemplar para evitar precedentes perigosos.”

A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) também se manifestou: “O Brasil não pode tolerar ataques ao seu sistema democrático. Qualquer tentativa de golpe deve ser enfrentada com a força da Constituição.”

O desenrolar desse caso pode marcar um divisor de águas na política brasileira, definindo até onde a justiça está disposta a ir para punir crimes contra a democracia.

📌 #JustiçaParaTodos #DemocraciaSempre #GolpeNuncaMais #BrasilPeloEstadoDeDireito #LeiÉParaTodos

O Direito à Dignidade: Prioridade no Atendimento e o Papel da Família no Cuidado ao Idoso

 

Foto de arquivo: Idosos que vivem fora dos abrigos são mais felizes

Por Marcos Vinícius

Bem-Estar do Idoso: O Estatuto do Idoso, instituído pela Lei nº 10.741/2003, é um marco legal fundamental na proteção dos direitos das pessoas com 60 anos ou mais no Brasil. Dentre seus diversos artigos, o artigo 37 se destaca por abordar um tema de extrema relevância: o atendimento prioritário e diferenciado aos idosos no sistema de saúde.

O artigo 37 do Estatuto do Idoso determina que os idosos devem receber atendimento preferencial nos serviços de saúde, públicos e privados. Isso inclui desde o pronto atendimento em unidades de saúde até a oferta de tratamento especializado e contínuo, levando em consideração as particularidades do envelhecimento.

O envelhecimento populacional no Brasil tem crescido de forma acelerada, e com ele surgem desafios na área da saúde. Os idosos, em sua maioria, apresentam maior incidência de doenças crônicas, necessitando de acompanhamento médico frequente e serviços especializados. O artigo 37 busca garantir que essa parcela da população não sofra com longas esperas e falta de assistência adequada, assegurando-lhes dignidade e qualidade de vida.

No entanto, a realidade ainda apresenta barreiras. Muitas unidades de saúde enfrentam dificuldades estruturais e falta de profissionais treinados para lidar com as necessidades específicas dos idosos. Além disso, o desconhecimento dos próprios direitos por parte dos idosos e seus familiares pode dificultar a efetivação dessa prioridade.

Outro ponto essencial na proteção dos direitos dos idosos é garantir que a institucionalização, ou seja, a hospedagem em abrigos e casas de repouso, seja utilizada apenas em último caso. O Estatuto do Idoso reforça a importância da convivência familiar e comunitária, pois a permanência do idoso em seu lar, cercado por pessoas próximas, contribui significativamente para sua saúde mental e emocional.

A institucionalização, quando necessária, deve ser feita com extrema cautela, garantindo que o ambiente proporcione acolhimento e qualidade de vida. Muitos idosos enfrentam o abandono e a negligência ao serem internados em abrigos sem alternativas adequadas. O ideal é que famílias e órgãos públicos promovam suporte para que os idosos possam permanecer em suas casas com assistência domiciliar sempre que possível, seja com seus familiares ou, quando necessário, com uma família substituta que garanta o suporte emocional e físico adequado.

Mais do que um direito legal, o atendimento prioritário aos idosos deve ser visto como uma questão de respeito e valorização da experiência de vida dessas pessoas. Capacitar profissionais de saúde para um atendimento humanizado e eficiente, garantir estrutura adequada nos hospitais e postos de saúde e conscientizar a sociedade sobre a importância do respeito à terceira idade são passos essenciais para que o artigo 37 seja plenamente aplicado.

O artigo 37 do Estatuto do Idoso não é apenas um conjunto de palavras na legislação, mas um instrumento de cidadania e justiça social. Ele reflete a necessidade de um olhar cuidadoso para os idosos, garantindo que tenham acesso a serviços de saúde de qualidade sem sofrer com a negligência e a burocracia excessiva. Além disso, a família e a comunidade devem assumir a responsabilidade de assegurar que a institucionalização ocorra apenas em situações inevitáveis, priorizando sempre o bem-estar e a dignidade do idoso. Cabe ao poder público, às instituições privadas e à sociedade como um todo assegurar que esses direitos sejam cumpridos, promovendo uma velhice digna e saudável para todos.


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Alerj define regras para possível eleição indireta e reacende debate sobre legitimidade democrática no Rio

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), aprovou nesta quarta-feira (11/02...