terça-feira, 14 de abril de 2026

Real em alta: confiança na economia brasileira impulsiona moeda e Bolsa

O dólar está em queda em todo o mundo, mas, surpreendentemente o real foi uma das moedas que mais cresceu em relação ao dólar se comparado a outras moedas do mundo. Foto de reprodução - G1


Por Marcelo Procópio| Redação Jornal O Folhão 

Economia: Nos últimos meses, o Brasil tem registrado um movimento econômico que chama a atenção de investidores nacionais e internacionais: a valorização do real frente ao dólar. Esse cenário, que impacta diretamente o custo de vida e o ambiente de negócios, vem sendo impulsionado por uma combinação de fatores econômicos e políticos, com destaque para as diretrizes adotadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com levantamento do mercado financeiro, o fluxo crescente de investimentos estrangeiros tem sido um dos principais motores dessa valorização. A entrada de capital externo, motivada por juros atrativos e maior previsibilidade econômica, fortalece a moeda brasileira e contribui para a estabilidade cambial.

Além disso, o bom desempenho da Ibovespa — principal índice da Bolsa de Valores brasileira — reforça a percepção positiva sobre o país. Empresas estratégicas têm apresentado resultados consistentes, atraindo investidores e elevando o valor das ações.


Especialistas analisam o cenário

Para o economista Ricardo Almeida, ouvido pelo Jornal O Folhão, o momento é resultado de uma “convergência de fatores internos e externos”.

“O Brasil voltou ao radar global. A política econômica atual tem buscado equilíbrio fiscal, incentivo à produção e fortalecimento institucional, o que gera confiança. Isso se reflete diretamente na valorização do real e no crescimento da Bolsa”,
explica.

Já a analista de mercado financeiro Fernanda Costa destaca o papel das commodities nesse processo:

“O Brasil é um grande exportador de produtos como soja, minério e petróleo. Com os preços internacionais ainda em patamar elevado, há entrada significativa de dólares no país, o que ajuda a valorizar o real.”



Impactos no dia a dia

A valorização da moeda brasileira traz efeitos diretos para a população. Entre os principais benefícios estão a redução do custo de produtos importados, como eletrônicos e combustíveis, além de maior controle da inflação.

Por outro lado, especialistas alertam que o cenário exige cautela. Uma valorização excessiva pode afetar a competitividade das exportações brasileiras, tornando produtos nacionais mais caros no mercado externo.


Perspectivas

A expectativa do mercado é de que, mantidas as atuais condições econômicas e políticas, o Brasil continue atraindo investimentos robustos ao longo do ano. A combinação de estabilidade, crescimento e confiança pode consolidar o país como um dos destinos mais promissores para o capital internacional.

Para o Jornal O Folhão, o momento representa uma oportunidade estratégica: transformar o bom desempenho econômico em desenvolvimento sustentável, geração de empregos e melhoria da qualidade de vida da população.

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segunda-feira, 13 de abril de 2026

Aposta Alta, Queda Livre: o rastro de dívidas e destruição por trás das bets no Brasil

As Bets estão diretamente ligadas ao endividamento das famílias - foto de reprodução, Carta Capital

Por Cleide Gama | Redação – Jornal O Folhão

Bets: O que começou como entretenimento digital virou um fenômeno econômico e social que já acende alertas em todo o país. O Jornal O Folhão apurou que o crescimento acelerado das plataformas de apostas online — as chamadas “bets” — está diretamente ligado ao aumento do endividamento familiar, à desestruturação financeira e a relatos preocupantes de colapso emocional entre apostadores.

Enquanto bingos e cassinos físicos seguem proibidos no Brasil, as apostas digitais se espalharam com velocidade impressionante, ocupando celulares, redes sociais e até transmissões esportivas. Para muitos brasileiros, o acesso fácil virou uma armadilha.


Endividamento silencioso dentro de casa

Levantamentos recentes e relatos coletados pela reportagem mostram que milhares de brasileiros passaram a comprometer renda essencial — aluguel, alimentação e contas básicas — tentando recuperar perdas em apostas.


Morador de São Gonçalo (RJ), Carlos Henrique, 42 anos, relata:

“Comecei apostando R$ 10 por diversão. Quando vi, já estava devendo no cartão, pegando empréstimo… e sempre achando que ia recuperar.”


Já Juliana, auxiliar administrativa, conta que viu o casamento entrar em crise:

“Meu marido escondia. Quando descobri, já eram mais de R$ 20 mil em dívidas. Foi um choque.”

 

Especialistas apontam que esse comportamento segue um padrão conhecido: o apostador entra em um ciclo de perdas e tenta recuperar o dinheiro, aumentando ainda mais o risco.


Histórias de colapso financeiro

O Jornal O Folhão apurou que há registros crescentes de pessoas que perderam tudo com apostas online — desde pequenos negócios até patrimônio familiar.

Em grupos de apoio e redes sociais, multiplicam-se relatos de:

  • Falência de microempreendedores
  • Venda de bens para cobrir dívidas
  • Endividamento com agiotas
  • Ruptura familiar


Casos extremos também têm sido associados ao desespero financeiro causado por dívidas de jogo. Autoridades e profissionais de saúde alertam que o endividamento severo pode levar a sofrimento psicológico intenso, exigindo atenção urgente como questão de saúde pública.


Contradição legal: o que pode e o que não pode

Um dos pontos mais criticados é a incoerência do sistema:

  • Bingos e cassinos físicos seguem proibidos
  • Bets online operaram por anos com baixa regulação

Essa diferença criou um cenário onde o jogo não apenas existe, mas está disponível 24 horas por dia, no bolso de qualquer cidadão.



Regulação tardia e disputa política

O governo federal avançou recentemente na regulamentação e tributação das apostas online, tentando impor regras mais rígidas e controle sobre o setor.

No entanto, o tema dividiu o Congresso. Parte dos parlamentares argumentou que a taxação poderia incentivar o mercado ilegal ou afastar investimentos, enquanto outros defenderam maior controle para proteger a população.


Suspeitas e riscos: lavagem de dinheiro

Outro ponto que preocupa autoridades é o potencial uso das plataformas para práticas ilícitas.

O modelo digital, aliado a transações rápidas e, em alguns casos, fiscalização limitada, abre brechas para:

  • movimentações financeiras atípicas
  • uso de contas de terceiros
  • possíveis esquemas de lavagem de dinheiro

Órgãos de controle financeiro já monitoram operações suspeitas, mas especialistas afirmam que o sistema ainda precisa evoluir para garantir rastreabilidade e transparência.


A voz das ruas

A reportagem ouviu pessoas comuns para entender como a sociedade enxerga o fenômeno:

“Isso está em todo lugar. Você abre um vídeo e tem propaganda de aposta. É muito fácil cair.” – Rafael, motorista de aplicativo

“Deveria ter mais controle. Do jeito que está, parece que incentivam o vício.” – Simone, comerciante

Não sou contra, mas precisa ter limite. Tem gente perdendo a vida nisso.” – André, estudante


Um problema além do dinheiro

Mais do que perdas financeiras, o avanço das bets levanta um alerta social amplo: o impacto psicológico, familiar e econômico de um sistema que cresce mais rápido do que sua regulação.

O Brasil ainda tenta encontrar o equilíbrio entre permitir a atividade econômica e proteger seus cidadãos de um risco que, para muitos, já deixou de ser apenas um jogo.

O Jornal O Folhão seguirá acompanhando o tema e investigando os impactos reais das apostas online na vida dos brasileiros.

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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Carnaval do Rio vai crescer: Grupo Especial terá 15 escolas até 2030

Desfile da Acadêmicos do Grande Rio, carnaval 2026.  Reprodução Rio.

Por Marcos Vinicius | Redação Jornal O Folhão 

Cultura: O Carnaval do Rio de Janeiro caminha para uma mudança estrutural importante nos próximos anos. Em acordo firmado entre o prefeito Eduardo Cavaliere e o presidente da Liesa, Gabriel David, foi definida a ampliação gradual do Grupo Especial, que passará das atuais 12 para 15 escolas até 2030.

A transição será feita de forma progressiva, sem alterações já para 2027, mantendo o mesmo formato de 2026. A partir daí, o modelo de acesso e descenso sofrerá ajustes: uma escola será rebaixada para a Série Ouro, enquanto duas subirão para a elite do samba. Com isso, o número de agremiações crescerá aos poucos — chegando a 13 em 2028, 14 em 2029 e, finalmente, 15 em 2030.

Além do aumento no número de escolas, a estrutura dos desfiles também será impactada. A tendência é que cada noite conte com cinco apresentações, o que pode tornar o espetáculo mais dinâmico e atrativo para o público e para o turismo.

Segundo o prefeito, a decisão está diretamente ligada ao potencial econômico do Carnaval. Ele destacou que a festa movimenta empregos, renda e diversos setores da economia, e que a prefeitura terá papel fundamental no suporte financeiro e logístico para viabilizar essa expansão. Já a Liesa ficará responsável por ajustar o regulamento e garantir que a mudança aconteça com equilíbrio financeiro entre as escolas.

Nos bastidores do samba, a repercussão é mista. Parte dos sambistas vê a ampliação como uma oportunidade histórica. Integrantes de escolas tradicionais avaliam que mais vagas no Grupo Especial significam maior inclusão, valorização cultural e mais chances para comunidades mostrarem seu trabalho na Sapucaí.

Por outro lado, há preocupações. Alguns carnavalescos e dirigentes temem que o aumento possa impactar a qualidade dos desfiles ou gerar desafios logísticos, como o tempo de apresentação e custos mais elevados. “É uma vitória, mas precisa ser bem planejada para não virar um problema”, comentou um compositor ligado a uma escola da Série Ouro.

Entre o público, a reação também divide opiniões. Muitos foliões comemoram a possibilidade de mais desfiles e maior diversidade cultural na avenida. Já outros demonstram receio de noites mais longas e cansativas.

O jornal Folhão apurou que novas reuniões ainda devem acontecer para definir detalhes operacionais, como tempo de desfile, divisão de dias e critérios mais específicos de julgamento. A publicação também acompanha de perto os desdobramentos dessa mudança, que pode redefinir o futuro do maior espetáculo da Terra.

A ampliação do Grupo Especial representa não apenas uma mudança numérica, mas um novo capítulo na organização do Carnaval carioca — equilibrando tradição, crescimento e os desafios de manter a excelência que tornou o Rio referência mundial no samba.

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terça-feira, 7 de abril de 2026

SISAN em expansão: integração com entidades sociais pode fortalecer o combate à fome no Brasil

O Sisan conta com a adesão dos 26 estados, do Distrito Federal e de mais de 2 mil municípios, demonstrando sua capilaridade e relevância nacional. Foto de reprodução - Fundação FAEC

Por Marcos Vinicius | Redação Jornal O Folhão 

Direitos: Representantes do governo federal e de organizações da sociedade civil avançaram no debate sobre a inclusão formal de entidades sem fins lucrativos no Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). A proposta busca ampliar a articulação entre União, estados e municípios, fortalecendo uma rede já existente que atua na garantia do direito humano à alimentação adequada.

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) destacou que a participação dessas entidades é estratégica para consolidar políticas públicas mais eficientes, sobretudo em territórios vulneráveis. Hoje, o Sisan conta com a adesão dos 26 estados, do Distrito Federal e de mais de 2 mil municípios, demonstrando sua capilaridade e relevância nacional.

Instituído pela Lei 11.346/2006 (Losan), o sistema estabelece bases para uma política integrada de enfrentamento à fome. Apesar disso, a regulamentação específica para a entrada de entidades privadas sem fins lucrativos ainda está em construção, o que torna o diálogo entre poder público e sociedade civil ainda mais necessário.

Além disso, o Decreto 7.272/2009 define critérios para essa adesão, como a promoção do direito à alimentação adequada, existência legal mínima de três anos e submissão a mecanismos de monitoramento por conselhos e instâncias como o Consea e a Caisan.

Outro ponto relevante é que o Brasil voltou ao Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas em anos recentes, o que reforça a urgência de políticas estruturantes. Programas como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e o fortalecimento da agricultura familiar têm sido apontados como pilares importantes dentro do Sisan, pois conectam produção e distribuição de alimentos de forma sustentável.


Papel estratégico dos conselhos municipais

Nesse cenário, os Conselhos Municipais de Segurança Alimentar e Nutricional ganham protagonismo. São esses espaços que garantem a participação popular, fiscalizam políticas públicas e articulam ações locais, muitas vezes sendo o elo direto entre a população e o poder público.

O Sidney Campos Neves, presidente do Conselho Municipal de Segurança Alimentar de Duque de Caxias, defende a ampliação do sistema:

“A inclusão das entidades sem fins lucrativos no Sisan fortalece a base da política pública. São essas organizações que estão na ponta, conhecem a realidade das comunidades e podem contribuir diretamente para reduzir a fome e o desperdício de alimentos.”

Já o professor Evandro Brasil chama atenção para desafios regionais, especialmente na região metropolitana do Rio de Janeiro:

“Ainda existe uma fragilidade na forma como muitos governos municipais tratam a segurança alimentar. Falta prioridade, investimento e integração entre políticas públicas. Sem isso, o Sisan não atinge todo o seu potencial.”


Um sistema essencial para o futuro

O Sisan, que completa duas décadas em 2026, é considerado uma das principais ferramentas institucionais no combate à fome no Brasil. Sua proposta intersetorial permite integrar áreas como saúde, educação, assistência social e desenvolvimento rural.

A ampliação da participação social, especialmente com a entrada de entidades sem fins lucrativos, pode representar um salto qualitativo na execução das políticas públicas. No entanto, isso dependerá de regulamentação clara, financiamento adequado e, sobretudo, compromisso político em todas as esferas de governo.

Fortalecer os conselhos municipais e ampliar a participação da sociedade civil não é apenas uma estratégia administrativa — é uma necessidade urgente para garantir dignidade alimentar à população brasileira.

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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Linha Chilena: diversão que pode virar tragédia nas ruas brasileiras

Linha chilena mesmo proibida no Brasil continua fazendo vítimas fatais. Foto de reprodução - Tribuna do Rio.

Por Cleide Gama 

Perigo: Empinar pipa é uma tradição cultural presente em várias regiões do Brasil, especialmente nas periferias urbanas. No entanto, o uso das chamadas “linhas chilenas” — cordas revestidas com produtos abrasivos e cortantes — tem transformado uma brincadeira popular em um grave problema de segurança pública.

A linha chilena é ainda mais perigosa que o cerol tradicional. Enquanto o cerol é feito com cola e vidro moído, a versão chilena utiliza pó de quartzo e óxido de alumínio, o que a torna extremamente resistente e cortante. O resultado são acidentes graves, muitas vezes envolvendo motociclistas, ciclistas e até pedestres.


Legislação e proibição

No Brasil, o uso, fabricação e comercialização de linhas cortantes são proibidos em diversos estados e municípios. Em âmbito nacional, a Lei nº 14.349/2022 proíbe expressamente a produção, a venda e o uso de cerol e linhas chilenas em todo o território nacional. A legislação prevê multa e apreensão do material, além de responsabilização em casos de acidentes.

Estados como Rio de Janeiro e São Paulo também possuem legislações específicas que reforçam a proibição, com campanhas educativas e fiscalização mais rigorosa, especialmente em períodos de férias escolares, quando a prática de soltar pipas aumenta.


Casos de acidentes

Os números são alarmantes. Todos os anos, hospitais registram ocorrências envolvendo cortes profundos, principalmente no pescoço de motociclistas. Em alguns casos, os ferimentos são fatais.

Em 2023, um motociclista morreu na Baixada Fluminense após ser atingido por uma linha chilena enquanto trafegava por uma via expressa. Em outro caso, um ciclista sofreu lesões graves no rosto ao ser surpreendido por uma linha esticada entre dois postes.

Relatos como esses não são isolados. O Corpo de Bombeiros frequentemente alerta para o aumento de ocorrências relacionadas a esse tipo de material, classificando-o como “arma potencialmente letal”.


A opinião das pessoas

Nas ruas, o sentimento é de preocupação. Para muitos moradores, a prática precisa ser combatida com mais rigor.

Meu filho gosta de soltar pipa, mas eu não deixo usar cerol nem linha chilena. É muito perigoso, já vimos casos aqui perto”, relata a dona de casa Maria Aparecida, moradora de São Gonçalo.

Já o motoboy Carlos Henrique afirma que trabalha com medo constante: “A gente sai de casa sem saber se vai voltar. Uma linha dessas no pescoço pode matar na hora. Falta fiscalização e consciência.”

Por outro lado, alguns jovens ainda veem a prática como parte da competição entre pipas. “Sem cerol não tem graça, não tem disputa”, disse um adolescente que preferiu não se identificar. Esse tipo de visão reforça a necessidade de educação e conscientização.


Um problema de cultura e segurança

Especialistas apontam que o combate ao uso de linhas chilenas passa não apenas pela repressão, mas também por educação e alternativas seguras. Campanhas públicas, distribuição de linhas apropriadas e criação de espaços adequados para a prática são medidas defendidas por organizações sociais.

A linha entre a diversão e o perigo nunca foi tão tênue. Enquanto o uso das linhas chilenas continuar, o céu colorido das pipas seguirá escondendo um risco invisível — e potencialmente fatal.

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quarta-feira, 1 de abril de 2026

Segurança em Duque de Caxias melhora em 2026, mas moradores ainda convivem com medo e incertezas

A presença da polícia militar nas ruas e as operações de combate a criminalidade vem melhorando a sensação de segurança nas ruas em Duque de Caxias 


Por Marcos Vinicius | Redação Jornal O Folhão 

Duque de Caxias (RJ) – Os dados mais recentes sobre segurança pública apontam uma redução consistente nos índices de criminalidade no município ao longo do último ano. Na comparação entre março de 2025 e março de 2026, a tendência de queda se mantém, especialmente em crimes como roubos de veículos, roubos de carga e ocorrências de rua.

A melhora, segundo especialistas, é resultado de uma combinação de fatores: maior presença policial, operações estratégicas e investimento em tecnologia, como monitoramento por câmeras e uso de inteligência.

No entanto, apesar dos números positivos, a percepção de quem vive e trabalha na cidade revela uma realidade mais complexa.



Queda nos índices, avanço na estratégia

Dados consolidados ao longo de 2025 já indicavam uma redução significativa da criminalidade, com quedas expressivas em crimes de alto impacto. Em 2026, essa tendência continua, impulsionada por ações como:

- Operações policiais com grande efetivo nas ruas

- Combate direto a facções criminosas

- Retirada de barricadas em áreas dominadas

- Expansão de programas de policiamento ostensivo

- Uso crescente de tecnologia de vigilância

Além disso, o reforço institucional, com a ampliação do papel da Guarda Municipal e integração com forças estaduais, tem contribuído para aumentar a capacidade de resposta do poder público.



Voz das ruas: entre alívio e desconfiança

Apesar da melhora nos indicadores, moradores e comerciantes ouvidos pela reportagem relatam uma sensação dividida entre avanço e insegurança.


Carlos Henrique, comerciante no Centro, afirma:

Melhorou sim, principalmente nos roubos. Antes era constante. Hoje diminuiu. Mas ainda não dá pra relaxar. A gente trabalha sempre atento.”


Já Dona Márcia, moradora de Jardim Primavera, destaca:

A polícia está mais presente, isso é verdade. Mas ainda tem muita área complicada. À noite, por exemplo, muita gente evita sair.”

Outro ponto recorrente nos relatos é a percepção de que a segurança ainda depende fortemente de operações pontuais.


Robson Alves, motorista de aplicativo, relata:

Quando tem operação, a gente sente diferença na hora. Mas depois que acaba, parece que tudo volta aos poucos.”



O desafio estrutural

Especialistas em segurança pública apontam que, embora os números indiquem avanço, a estrutura da segurança ainda não está totalmente consolidada.

A presença de facções criminosas, disputas territoriais e áreas com histórico de vulnerabilidade continuam sendo obstáculos relevantes. Isso exige ações contínuas e não apenas operações emergenciais.

Outro desafio é a necessidade de políticas públicas complementares, como:

- Investimento em educação e inclusão social

- Urbanização de áreas críticas

- Geração de emprego e renda


Análise: melhora real, mas ainda frágil

A leitura geral do cenário em Duque de Caxias é clara:

✔️ Houve melhora nos indicadores

✔️ O Estado está mais presente

✔️ A criminalidade recuou em pontos importantes


Mas, ao mesmo tempo:

- A sensação de segurança ainda não é plena

- O crime organizado segue atuante

- A estabilidade depende de continuidade nas ações


Duque de Caxias vive hoje um momento de transição na segurança pública. Os dados mostram avanço, mas a realidade nas ruas ainda exige cautela.

Para moradores e comerciantes, a esperança existe — mas vem acompanhada de vigilância constante.

A consolidação dessa melhora dependerá não apenas da força policial, mas de uma estratégia duradoura que vá além da repressão e alcance as raízes do problema.

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O tesouro invisível do Brasil: terras raras podem redefinir o futuro econômico do país

Exploração mineral e os metais críticos no Brasil. Foto de reprodução Revista Minerais 


Por Marcos Vinicius| Redação Jornal O Folhão 

Riquezas: O Brasil está sentado sobre uma das maiores riquezas estratégicas do planeta — e ainda explora muito pouco desse potencial. Os chamados metais críticos de terras raras, essenciais para tecnologias modernas, colocaram o país no centro de uma disputa global envolvendo potências como Estados Unidos e China.

Segundo dados recentes do Serviço Geológico, o Brasil possui cerca de 21 milhões de toneladas de terras raras, o equivalente a 23% das reservas mundiais, ficando atrás apenas da China. 



Onde estão e quantas áreas podem ser exploradas

As reservas brasileiras estão distribuídas em pelo menos 5 grandes áreas estratégicas, concentradas principalmente nos estados de:

- Minas Gerais

- Goiás

- Amazonas

- Bahia

- Sergipe 


Além dessas, há ocorrências relevantes também em regiões como Rio de Janeiro e São Paulo, ampliando o mapa mineral do país. 

Especialistas destacam polos importantes como Poços de Caldas (MG), Araxá (MG), Catalão (GO) e áreas da Amazônia, que podem transformar o Brasil em protagonista global no setor. 



O que dizem pesquisadores e especialistas

Para a pesquisadora Elaine Cristina Silva dos Santos, ligada a estudos internacionais sobre o tema, o interesse global no Brasil é crescente:

“A dependência mundial da China torna o acesso a reservas alternativas, como as brasileiras, ainda mais relevante.” 


Já especialistas do setor mineral apontam que o Brasil tem potencial inevitável de liderança:

“O protagonismo do Brasil na produção de terras raras é inevitável.” 

Por outro lado, há um alerta importante: o país ainda não domina a tecnologia de refino, etapa que gera maior valor econômico.



O que isso representa para a economia brasileira

As terras raras são consideradas o “novo petróleo” do século XXI. Elas são indispensáveis para:

- Carros elétricos

- Energia eólica

- Smartphones e chips

- Equipamentos militares e aeroespaciais


Hoje, o Brasil tem uma contradição: grande reserva, mas baixa produção — cerca de apenas 1% da oferta mundial. 

Isso significa que o país ainda exporta matéria-prima barata e importa tecnologia cara, perdendo bilhões em valor agregado.


Especialistas alertam que, se houver investimento em tecnologia e indústria, o impacto pode ser gigantesco:

- Geração de empregos qualificados

- Atração de investimentos internacionais

- Fortalecimento da indústria nacional

- Soberania tecnológica



Uma oportunidade histórica — ou risco estratégico

O cenário internacional pressiona o Brasil a agir. Com a China dominando até 90% do processamento global, países buscam alternativas — e o Brasil aparece como peça-chave. 

Mas o desafio é claro:

➡️ Ou o país desenvolve sua cadeia produtiva

➡️ Ou continuará apenas exportando riqueza bruta


As terras raras colocam o Brasil diante de uma encruzilhada histórica. Com vastas reservas distribuídas em diversas regiões e crescente interesse internacional, o país tem nas mãos uma oportunidade única de transformação econômica.

A decisão agora não é geológica — é política, tecnológica e estratégica.

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terça-feira, 31 de março de 2026

MORADIA EM DISPUTA: LULA RETOMA INVESTIMENTOS E AMPLIA ACESSO, ENQUANTO GOVERNO BOLSONARO REDUZIU SUBSÍDIOS E RESTRINGIU PROGRAMA HABITACIONAL

Lula relançou o Programa Minha Casa Minha Vida com novas diretrizes, ampliando o alcance social. Foto de reprodução Senado Federal 

Por Marcelo Procópio| Redação – Jornal O Folhão

A política habitacional voltou ao centro do debate nacional diante dos contrastes entre os modelos adotados pelos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os dados mais recentes evidenciam diferenças profundas tanto no volume de investimentos quanto no alcance social das políticas públicas voltadas à moradia.

Criado em 2009, durante o segundo mandato de Lula, o Minha Casa Minha Vida se consolidou como o maior programa habitacional da história do país. Até 2016, foram contratadas mais de 4 milhões de moradias, com foco direto na população de baixa renda, especialmente na chamada Faixa 1 — destinada às famílias mais vulneráveis. Segundo dados do Ministério das Cidades e da Caixa Econômica Federal, o programa contou com forte subsídio público, permitindo acesso facilitado à casa própria e gerando impacto significativo na economia, sobretudo na construção civil.

Já no governo Bolsonaro (2019–2022), o programa foi substituído pelo Casa Verde e Amarela. A reformulação trouxe mudanças importantes: redução de subsídios, alteração nas faixas de renda e menor prioridade para as famílias mais pobres. Dados da Central Única dos Trabalhadores (CUT) indicam que o orçamento destinado à habitação caiu de cerca de R$ 11 bilhões, em anos anteriores, para aproximadamente R$ 2,5 bilhões em determinados períodos do governo Bolsonaro.

Além disso, estudos da Fundação João Pinheiro apontam que o déficit habitacional brasileiro ultrapassou 6 milhões de moradias ao final de 2022, registrando crescimento durante esse período — cenário associado, entre outros fatores, à diminuição dos investimentos públicos no setor.

Com o retorno de Lula à presidência em 2023, o Minha Casa Minha Vida foi relançado com novas diretrizes e ampliação do alcance social. Segundo o Ministério das Cidades, entre 2023 e 2025 já foram contratadas mais de 2 milhões de unidades habitacionais, com investimentos superiores a R$ 300 bilhões. O programa também retomou obras paralisadas, ampliou subsídios e reduziu taxas de juros para famílias de baixa renda.

Outro dado relevante veio da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), que registrou forte crescimento nos financiamentos habitacionais em 2024, impulsionado principalmente pelo novo ciclo do programa. Especialistas apontam que a retomada dos investimentos tem efeito direto na geração de empregos e no aquecimento da economia.

Para analistas do setor, o comparativo entre os dois governos revela modelos distintos de atuação. Enquanto o governo Bolsonaro priorizou ajustes fiscais e reformulações com menor participação do Estado, o governo Lula retomou uma política de forte investimento público, com foco na inclusão social e na redução do déficit habitacional.

A moradia, considerada um direito fundamental garantido pela Constituição, segue como um dos principais desafios do país. E, diante dos números, o debate sobre qual modelo atende melhor à população brasileira continua mais atual do que nunca.

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domingo, 29 de março de 2026

Operação nacional mira preços abusivos nos combustíveis e acende alerta no bolso do brasileiro

Consumidores tem percepção que os preços dos combustíveis se mantém equilibrado após as operações da polícia federal. Foto de reprodução CNN

Por Cleide Gama| Redação Jornal O Folhão 

Abuso de Preços: Uma grande ofensiva coordenada pela Polícia Federal do Brasil está colocando sob pressão o setor de combustíveis em todo o país. A chamada operação “Vem Diesel” foi deflagrada simultaneamente em 11 estados e no Distrito Federal, com o objetivo de investigar aumentos considerados abusivos nos preços praticados por postos e distribuidoras.

A ação conta com o apoio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, da Secretaria Nacional do Consumidor e de órgãos estaduais de defesa do consumidor. Ao todo, milhares de estabelecimentos já foram fiscalizados, com foco em identificar práticas como cartel, manipulação de preços e distorções injustificadas nas margens de lucro.


Pressão no bolso

O impacto direto dessas práticas é sentido diariamente pela população. Em diferentes regiões do país, consumidores relatam aumentos repentinos e sem explicação clara.

De um dia para o outro o preço sobe e ninguém explica nada. A gente fica sem saber se é imposto, petróleo ou abuso mesmo”, afirma um motorista de aplicativo ouvido pela reportagem.

A percepção geral é de desconfiança. Para muitos brasileiros, o preço nas bombas não acompanha as reduções anunciadas nas refinarias, o que levanta suspeitas sobre possíveis irregularidades na cadeia de distribuição.


Posição do governo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou sobre o tema e reforçou a necessidade de fiscalização rigorosa. Segundo ele, não é aceitável que o consumidor seja penalizado por práticas abusivas no mercado.

“O povo brasileiro não pode pagar mais caro por conta de distorções ou má-fé. Se houver abuso, o governo vai agir com firmeza”, declarou o presidente.

Lula também destacou que o governo federal tem trabalhado para garantir maior transparência na formação de preços, além de incentivar mecanismos que ampliem a concorrência e reduzam distorções no setor.


O que pode acontecer

Caso as irregularidades sejam comprovadas, empresas envolvidas poderão sofrer sanções severas, que incluem multas milionárias, suspensão das atividades e até responsabilização criminal dos gestores.

Especialistas em regulação econômica apontam que a operação pode marcar um ponto de virada no combate a práticas anticompetitivas no setor de combustíveis — um problema histórico no Brasil.


Cenário mais amplo

O movimento ocorre em um momento sensível da economia, em que o preço dos combustíveis impacta diretamente a inflação, o custo do transporte e o valor final de produtos e serviços.

Enquanto as investigações avançam, a expectativa da população é clara: transparência, justiça e, principalmente, preços mais justos nas bombas.

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Execução brutal em praça de Japeri assusta moradores e reforça clima de insegurança na Baixada

 

Imagens registrada por câmeras de segurança momentos antes do crime. Foto de reprodução, jornal Meia Hora

Por Marcos Vinicius| Japeri, RJ 

Violência: Um crime com características de execução chocou moradores do bairro Nova Belém, em Japeri, na Baixada Fluminense, na madrugada deste sábado (28). Leonardo da Rosa Anjos, de 38 anos, foi morto a tiros na chamada Praça do Skate, local conhecido da região.

De acordo com informações da Polícia Militar, agentes do 24º BPM (Queimados) foram acionados após relatos de disparos e, ao chegarem ao local, encontraram a vítima já sem vida. A área foi isolada para o trabalho da perícia, enquanto o caso passou a ser investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). 

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento do crime. Leonardo estava sentado em um estabelecimento acompanhado de outras duas pessoas quando um carro se aproximou lentamente. Dois homens encapuzados desceram do veículo e efetuaram diversos disparos — mais de 15 tiros, segundo as investigações. A vítima ainda tentou fugir, mas acabou sendo atingida e caiu. Na sequência, um dos criminosos retornou e efetuou novos disparos. 

Até o momento, a motivação do crime é desconhecida, e nenhum suspeito foi preso. A Polícia Civil informou que diligências estão em andamento para identificar os autores e esclarecer as circunstâncias do homicídio. 

Moradores da região relataram medo e revolta com a violência. “A gente já não tem segurança nenhuma. Isso aconteceu de madrugada, mas podia ser em qualquer horário”, disse um morador que preferiu não se identificar. Outra moradora afirmou que a praça, que deveria ser um espaço de lazer, tem sido cada vez mais associada a episódios de violência: “Era pra ser um lugar de convivência, mas hoje a gente evita até passar por perto à noite”.

O assassinato reacende o alerta sobre a escalada da violência em Japeri, município da Baixada Fluminense que historicamente enfrenta desafios na área de segurança pública e infraestrutura. 

A DHBF segue à frente das investigações, e a polícia pede que qualquer informação que possa ajudar na identificação dos criminosos seja repassada de forma anônima aos canais oficiais.

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Operação “Sem Refino” coloca Cláudio Castro no centro de nova tempestade política no Rio

Ex-governador Cláudio Castro é alvo de operação da Polícia Federal (Foto de reprodução - Tempo Real) Por Marcelo Procópio| Redação Jornal O ...