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| Desfile da Acadêmicos do Grande Rio, carnaval 2026. Reprodução Rio. |
Por Marcos Vinicius | Redação Jornal O Folhão
Cultura: O Carnaval do Rio de Janeiro caminha para uma mudança estrutural importante nos próximos anos. Em acordo firmado entre o prefeito Eduardo Cavaliere e o presidente da Liesa, Gabriel David, foi definida a ampliação gradual do Grupo Especial, que passará das atuais 12 para 15 escolas até 2030.
A transição será feita de forma progressiva, sem alterações já para 2027, mantendo o mesmo formato de 2026. A partir daí, o modelo de acesso e descenso sofrerá ajustes: uma escola será rebaixada para a Série Ouro, enquanto duas subirão para a elite do samba. Com isso, o número de agremiações crescerá aos poucos — chegando a 13 em 2028, 14 em 2029 e, finalmente, 15 em 2030.
Além do aumento no número de escolas, a estrutura dos desfiles também será impactada. A tendência é que cada noite conte com cinco apresentações, o que pode tornar o espetáculo mais dinâmico e atrativo para o público e para o turismo.
Segundo o prefeito, a decisão está diretamente ligada ao potencial econômico do Carnaval. Ele destacou que a festa movimenta empregos, renda e diversos setores da economia, e que a prefeitura terá papel fundamental no suporte financeiro e logístico para viabilizar essa expansão. Já a Liesa ficará responsável por ajustar o regulamento e garantir que a mudança aconteça com equilíbrio financeiro entre as escolas.
Nos bastidores do samba, a repercussão é mista. Parte dos sambistas vê a ampliação como uma oportunidade histórica. Integrantes de escolas tradicionais avaliam que mais vagas no Grupo Especial significam maior inclusão, valorização cultural e mais chances para comunidades mostrarem seu trabalho na Sapucaí.
Por outro lado, há preocupações. Alguns carnavalescos e dirigentes temem que o aumento possa impactar a qualidade dos desfiles ou gerar desafios logísticos, como o tempo de apresentação e custos mais elevados. “É uma vitória, mas precisa ser bem planejada para não virar um problema”, comentou um compositor ligado a uma escola da Série Ouro.
Entre o público, a reação também divide opiniões. Muitos foliões comemoram a possibilidade de mais desfiles e maior diversidade cultural na avenida. Já outros demonstram receio de noites mais longas e cansativas.
O jornal Folhão apurou que novas reuniões ainda devem acontecer para definir detalhes operacionais, como tempo de desfile, divisão de dias e critérios mais específicos de julgamento. A publicação também acompanha de perto os desdobramentos dessa mudança, que pode redefinir o futuro do maior espetáculo da Terra.
A ampliação do Grupo Especial representa não apenas uma mudança numérica, mas um novo capítulo na organização do Carnaval carioca — equilibrando tradição, crescimento e os desafios de manter a excelência que tornou o Rio referência mundial no samba.
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