quarta-feira, 29 de abril de 2026

Shakira desembarca no Rio e reacende expectativa para megashow histórico em Copacabana

Cantora Shakira já chegou ao Rio. Foto de reprodução - Revista Veja

Por Marcos Vinicius| Redação Jornal O Folhão 

Rio: A chegada da cantora colombiana Shakira ao Rio de Janeiro movimentou a cidade nesta semana e elevou ainda mais a expectativa para o megashow gratuito que acontecerá no próximo dia 2 de maio, na Praia de Copacabana. O evento faz parte do projeto “Todo Mundo no Rio”, que vem consolidando a capital fluminense como palco de espetáculos internacionais de grande porte. 

A artista, considerada uma das maiores estrelas da música pop mundial, retorna ao Brasil em um momento de grande sucesso de sua turnê “Las Mujeres Ya No Lloran World Tour”, que já reuniu milhões de fãs ao redor do mundo. O show no Rio promete ser um dos maiores de sua carreira, com expectativa de público que pode ultrapassar 2 milhões de pessoas na orla de Copacabana. 


Clima de festa e expectativa nas ruas

Desde a chegada da artista, o clima em Copacabana é de ansiedade e preparação. Hotéis, bares e quiosques já registram aumento no movimento, enquanto fãs começam a ocupar espaços próximos ao palco.

Para muitos trabalhadores da região, o evento representa uma oportunidade única de renda extra.

“Esses shows mudam tudo. A gente trabalha dobrado, mas compensa. É quando conseguimos fazer um dinheiro que não entra o ano inteiro”, relatou João Carlos, vendedor ambulante há mais de 15 anos na orla.

Ambulantes também já se organizam para atender à multidão. Maria das Dores, que vende bebidas, está otimista:

“Se vier esse público todo que estão falando, vai faltar mercadoria. A gente se prepara o mês todo pra isso.”


Público empolgado com retorno da estrela

Entre os fãs, a expectativa é de um espetáculo inesquecível. A estudante Larissa Souza afirma que chegou cedo para garantir um bom lugar:

“É um sonho ver a Shakira de perto. Esses shows gratuitos dão acesso pra quem nunca conseguiria pagar.”

Já turistas que visitam o Rio veem o evento como um diferencial.

“Escolhi vir justamente por causa do show. Isso coloca o Rio no mapa do mundo”, disse um visitante argentino.


Impacto econômico e desafios

Eventos anteriores do projeto já demonstraram forte impacto econômico, movimentando milhões na cidade e impulsionando o turismo. A expectativa é que o show de Shakira siga a mesma linha, beneficiando diversos setores.

No entanto, a preparação para o evento também foi marcada por um episódio trágico: um trabalhador morreu durante a montagem da estrutura do palco, o que levantou questionamentos sobre segurança no trabalho. As autoridades investigam possíveis falhas no cumprimento de normas. 

Apesar disso, a organização decidiu manter o evento, que continua mobilizando multidões e reforçando o calendário cultural da cidade.


Um espetáculo que promete entrar para a história

Seguindo o legado de apresentações de artistas como Madonna e Lady Gaga nos últimos anos, o show de Shakira promete não apenas reunir multidões, mas também consolidar o Rio de Janeiro como capital global dos grandes eventos musicais.

Entre entusiasmo, oportunidades e desafios, Copacabana se prepara para mais um capítulo histórico — com música, turismo e milhões de pessoas unidas à beira-mar.

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Governo suspende milhões de multas de pedágio eletrônico e gera debate entre motoristas

Pedágio free flowvvem trazendo grande desconforto aos motoristas que acessam rodovias com esse tipo de cobrança. Foto de reprodução - Metrópole.

Por Marcos Vinicius | Redação Jornal O Folhão 

O governo federal oficializou a suspensão temporária das multas aplicadas a motoristas que não pagaram pedágios no sistema eletrônico conhecido como free flow. A decisão, anunciada nesta semana, impacta milhões de condutores em todo o país e reacende discussões sobre justiça, tecnologia e adaptação nas rodovias brasileiras.


O que muda na prática

A medida suspende cerca de 3 a 3,4 milhões de multas relacionadas à evasão de pedágio sem cancela. Além disso, os motoristas terão um prazo de aproximadamente 200 dias (até novembro de 2026) para regularizar os débitos sem sofrer penalidades. 

Durante esse período:

As multas e os pontos na CNH ficam suspensos temporariamente

O pagamento do pedágio continua obrigatório

Quem já pagou a multa poderá solicitar reembolso, desde que quite a tarifa 

Caso o motorista não regularize a situação dentro do prazo, as penalidades poderão ser retomadas.


Por que o governo tomou essa decisão?

Segundo o governo, o objetivo é permitir uma fase de adaptação ao sistema free flow, que ainda enfrenta dificuldades operacionais e de comunicação com os usuários. 

O modelo, que dispensa praças de pedágio e cobra automaticamente pela passagem, tem gerado confusão — muitos motoristas alegam não saber como ou quando pagar após utilizar a rodovia.


O que dizem os motoristas

A decisão dividiu opiniões nas ruas:

👉 Carlos Henrique, motorista de aplicativo SP:

"Eu fui multado sem nem saber que tinha que pagar depois. Essa suspensão é justa, porque faltou informação.”


👉 Mariana Souza, comerciante:

"Tudo bem dar prazo, mas parece que quem erra sempre acaba beneficiado. Quem pagou certinho fica no prejuízo.”


Roberto Lima, caminhoneiro:

“Esse sistema ainda não está preparado. A gente roda o Brasil todo e cada lugar funciona de um jeito.”


Especialistas fazem alerta

Apesar da suspensão, especialistas reforçam que o pedágio continua obrigatório e que o sistema segue válido nas rodovias. 

Ou seja, não pagar pode gerar problemas no futuro caso o débito não seja quitado dentro do novo prazo.


O que esperar daqui pra frente

A suspensão é vista como uma medida emergencial. O governo também deu prazo para que concessionárias ajustem seus sistemas e melhorem a integração tecnológica. 

A expectativa é que, após esse período de transição, o modelo free flow funcione de forma mais clara, evitando novas ondas de multas em massa.


📰 O Folhão – Informação direta e sem enrolação

Acompanhe: o debate sobre pedágios eletrônicos está só começando — e pode impactar diretamente o bolso de milhões de brasileiros.

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quinta-feira, 23 de abril de 2026

ENTRE O CONTROLE E A FLEXIBILIZAÇÃO: COMO A LEGISLAÇÃO DE ARMAS MOLDOU A VIOLÊNCIA NO BRASIL

Armas de fogo. O Brasil é a sociedade meio ao fogo cruzado. Foto de reprodução - JusBrasil.

Por Marcos Vinicius | Redação – O Folhão

Armas de Fogo: A história das armas de fogo no Brasil é, ao mesmo tempo, uma narrativa jurídica e um reflexo direto das tensões sociais, políticas e econômicas do país. Do período colonial — quando o acesso era praticamente irrestrito — até os dias atuais, marcados por avanços e recuos na legislação, o debate sobre armas permanece no centro das discussões sobre segurança pública.


Uma trajetória de mudanças e disputas políticas

Durante séculos, o uso de armas foi comum e pouco regulado. Foi apenas no século XX que o Estado brasileiro passou a estruturar mecanismos mais rígidos de controle. O ponto de inflexão veio com a criação do Sistema Nacional de Armas (SINARM), em 1997, seguido pelo Estatuto do Desarmamento, em 2003.

Essa legislação endureceu significativamente o acesso às armas, exigindo critérios como idade mínima, avaliação psicológica e comprovação de necessidade. O objetivo era claro: reduzir a violência armada.


O tema nunca foi consensual.

Em 2005, um referendo nacional mostrou a divisão da sociedade: cerca de 63% dos brasileiros votaram contra a proibição do comércio de armas, indicando desconfiança em relação à capacidade do Estado de garantir segurança.

Mais recentemente, entre 2019 e 2022, houve uma flexibilização significativa, com aumento no número de registros de armas e expansão do acesso por civis, especialmente entre CACs (colecionadores, atiradores e caçadores). A partir de 2023, no entanto, o país voltou a adotar uma postura mais restritiva.


Armas e violência: o que dizem os dados

Os números ajudam a entender a dimensão do problema.

Segundo o Atlas da Violência, o Brasil já registrou mais de 45 mil mortes por armas de fogo por ano em períodos recentes. Em estados como Bahia, Rio de Janeiro e Ceará, as taxas de homicídio continuam entre as mais elevadas do país.


Especialistas apontam uma correlação consistente:

- Maior circulação de armas tende a aumentar conflitos letais, especialmente em contextos urbanos

- A maioria dos homicídios ocorre com armas de fogo

- Armas legais muitas vezes acabam desviadas para o mercado ilegal

Por outro lado, há quem defenda que o acesso à arma pode funcionar como mecanismo de defesa pessoal, sobretudo em regiões onde a presença do Estado é limitada.


Impacto nos estados brasileiros

A realidade varia de acordo com a região:

Sudeste: forte presença do crime organizado e alta densidade populacional ampliam o impacto das armas

Nordeste: crescimento acelerado das taxas de homicídio nas últimas décadas

Sul: índices menores, mas com aumento recente em algumas áreas

Norte: violência ligada a conflitos territoriais e ausência estatal

Em todos os cenários, as armas de fogo desempenham papel central na letalidade.

Nas ruas, o tema divide opiniões.

“Eu tenho medo. Quanto mais arma circulando, mais perigoso fica”, afirma uma moradora de São Gonçalo.

Já, o Sr Aristides Rosa, um comerciante de Itaboraí pensa diferente: “Se o bandido está armado, o cidadão também deveria ter o direito de se defender.”

Essa polarização reflete um dilema nacional: segurança pública baseada em mais controle ou mais acesso?


A visão de especialistas

Para especialistas em segurança pública, o consenso técnico tende a favorecer o controle.

Estudos indicam que políticas de restrição ao acesso, combinadas com fiscalização eficaz, contribuem para a redução de homicídios ao longo do tempo. No entanto, alertam que a legislação, isoladamente, não resolve o problema.

“Sem investimento em inteligência policial, educação e redução das desigualdades, qualquer política de armas terá efeito limitado”, aponta Áureo Abreu, um pesquisador da área.

O professor Evandro Brasil destaca que o debate precisa ir além da polarização ideológica.

“Não se trata apenas de ser contra ou a favor das armas. Estamos falando de um fenômeno complexo, que envolve desigualdade social, falhas institucionais e interesses políticos. A legislação sobre armas, muitas vezes, é usada como ferramenta eleitoral, mas o problema da violência exige soluções estruturais e contínuas.”

Segundo ele, a alternância entre flexibilização e restrição revela mais uma disputa política do que uma estratégia consistente de segurança pública.


Entre direitos e segurança

O Brasil segue tentando equilibrar dois princípios fundamentais:

O direito individual à defesa

A responsabilidade coletiva de reduzir a violência

Enquanto isso, os números continuam a pressionar o debate e a sociedade busca uma resposta para a uma pergunta: "mais armas significam mais segurança ou mais violência?"

A resposta, ao que tudo indica, não está apenas na legislação, mas na capacidade do país de enfrentar suas desigualdades e fortalecer suas instituições.

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terça-feira, 14 de abril de 2026

Real em alta: confiança na economia brasileira impulsiona moeda e Bolsa

O dólar está em queda em todo o mundo, mas, surpreendentemente o real foi uma das moedas que mais cresceu em relação ao dólar se comparado a outras moedas do mundo. Foto de reprodução - G1


Por Marcelo Procópio| Redação Jornal O Folhão 

Economia: Nos últimos meses, o Brasil tem registrado um movimento econômico que chama a atenção de investidores nacionais e internacionais: a valorização do real frente ao dólar. Esse cenário, que impacta diretamente o custo de vida e o ambiente de negócios, vem sendo impulsionado por uma combinação de fatores econômicos e políticos, com destaque para as diretrizes adotadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com levantamento do mercado financeiro, o fluxo crescente de investimentos estrangeiros tem sido um dos principais motores dessa valorização. A entrada de capital externo, motivada por juros atrativos e maior previsibilidade econômica, fortalece a moeda brasileira e contribui para a estabilidade cambial.

Além disso, o bom desempenho da Ibovespa — principal índice da Bolsa de Valores brasileira — reforça a percepção positiva sobre o país. Empresas estratégicas têm apresentado resultados consistentes, atraindo investidores e elevando o valor das ações.


Especialistas analisam o cenário

Para o economista Ricardo Almeida, ouvido pelo Jornal O Folhão, o momento é resultado de uma “convergência de fatores internos e externos”.

“O Brasil voltou ao radar global. A política econômica atual tem buscado equilíbrio fiscal, incentivo à produção e fortalecimento institucional, o que gera confiança. Isso se reflete diretamente na valorização do real e no crescimento da Bolsa”,
explica.

Já a analista de mercado financeiro Fernanda Costa destaca o papel das commodities nesse processo:

“O Brasil é um grande exportador de produtos como soja, minério e petróleo. Com os preços internacionais ainda em patamar elevado, há entrada significativa de dólares no país, o que ajuda a valorizar o real.”



Impactos no dia a dia

A valorização da moeda brasileira traz efeitos diretos para a população. Entre os principais benefícios estão a redução do custo de produtos importados, como eletrônicos e combustíveis, além de maior controle da inflação.

Por outro lado, especialistas alertam que o cenário exige cautela. Uma valorização excessiva pode afetar a competitividade das exportações brasileiras, tornando produtos nacionais mais caros no mercado externo.


Perspectivas

A expectativa do mercado é de que, mantidas as atuais condições econômicas e políticas, o Brasil continue atraindo investimentos robustos ao longo do ano. A combinação de estabilidade, crescimento e confiança pode consolidar o país como um dos destinos mais promissores para o capital internacional.

Para o Jornal O Folhão, o momento representa uma oportunidade estratégica: transformar o bom desempenho econômico em desenvolvimento sustentável, geração de empregos e melhoria da qualidade de vida da população.

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segunda-feira, 13 de abril de 2026

Aposta Alta, Queda Livre: o rastro de dívidas e destruição por trás das bets no Brasil

As Bets estão diretamente ligadas ao endividamento das famílias - foto de reprodução, Carta Capital

Por Cleide Gama | Redação – Jornal O Folhão

Bets: O que começou como entretenimento digital virou um fenômeno econômico e social que já acende alertas em todo o país. O Jornal O Folhão apurou que o crescimento acelerado das plataformas de apostas online — as chamadas “bets” — está diretamente ligado ao aumento do endividamento familiar, à desestruturação financeira e a relatos preocupantes de colapso emocional entre apostadores.

Enquanto bingos e cassinos físicos seguem proibidos no Brasil, as apostas digitais se espalharam com velocidade impressionante, ocupando celulares, redes sociais e até transmissões esportivas. Para muitos brasileiros, o acesso fácil virou uma armadilha.


Endividamento silencioso dentro de casa

Levantamentos recentes e relatos coletados pela reportagem mostram que milhares de brasileiros passaram a comprometer renda essencial — aluguel, alimentação e contas básicas — tentando recuperar perdas em apostas.


Morador de São Gonçalo (RJ), Carlos Henrique, 42 anos, relata:

“Comecei apostando R$ 10 por diversão. Quando vi, já estava devendo no cartão, pegando empréstimo… e sempre achando que ia recuperar.”


Já Juliana, auxiliar administrativa, conta que viu o casamento entrar em crise:

“Meu marido escondia. Quando descobri, já eram mais de R$ 20 mil em dívidas. Foi um choque.”

 

Especialistas apontam que esse comportamento segue um padrão conhecido: o apostador entra em um ciclo de perdas e tenta recuperar o dinheiro, aumentando ainda mais o risco.


Histórias de colapso financeiro

O Jornal O Folhão apurou que há registros crescentes de pessoas que perderam tudo com apostas online — desde pequenos negócios até patrimônio familiar.

Em grupos de apoio e redes sociais, multiplicam-se relatos de:

  • Falência de microempreendedores
  • Venda de bens para cobrir dívidas
  • Endividamento com agiotas
  • Ruptura familiar


Casos extremos também têm sido associados ao desespero financeiro causado por dívidas de jogo. Autoridades e profissionais de saúde alertam que o endividamento severo pode levar a sofrimento psicológico intenso, exigindo atenção urgente como questão de saúde pública.


Contradição legal: o que pode e o que não pode

Um dos pontos mais criticados é a incoerência do sistema:

  • Bingos e cassinos físicos seguem proibidos
  • Bets online operaram por anos com baixa regulação

Essa diferença criou um cenário onde o jogo não apenas existe, mas está disponível 24 horas por dia, no bolso de qualquer cidadão.



Regulação tardia e disputa política

O governo federal avançou recentemente na regulamentação e tributação das apostas online, tentando impor regras mais rígidas e controle sobre o setor.

No entanto, o tema dividiu o Congresso. Parte dos parlamentares argumentou que a taxação poderia incentivar o mercado ilegal ou afastar investimentos, enquanto outros defenderam maior controle para proteger a população.


Suspeitas e riscos: lavagem de dinheiro

Outro ponto que preocupa autoridades é o potencial uso das plataformas para práticas ilícitas.

O modelo digital, aliado a transações rápidas e, em alguns casos, fiscalização limitada, abre brechas para:

  • movimentações financeiras atípicas
  • uso de contas de terceiros
  • possíveis esquemas de lavagem de dinheiro

Órgãos de controle financeiro já monitoram operações suspeitas, mas especialistas afirmam que o sistema ainda precisa evoluir para garantir rastreabilidade e transparência.


A voz das ruas

A reportagem ouviu pessoas comuns para entender como a sociedade enxerga o fenômeno:

“Isso está em todo lugar. Você abre um vídeo e tem propaganda de aposta. É muito fácil cair.” – Rafael, motorista de aplicativo

“Deveria ter mais controle. Do jeito que está, parece que incentivam o vício.” – Simone, comerciante

Não sou contra, mas precisa ter limite. Tem gente perdendo a vida nisso.” – André, estudante


Um problema além do dinheiro

Mais do que perdas financeiras, o avanço das bets levanta um alerta social amplo: o impacto psicológico, familiar e econômico de um sistema que cresce mais rápido do que sua regulação.

O Brasil ainda tenta encontrar o equilíbrio entre permitir a atividade econômica e proteger seus cidadãos de um risco que, para muitos, já deixou de ser apenas um jogo.

O Jornal O Folhão seguirá acompanhando o tema e investigando os impactos reais das apostas online na vida dos brasileiros.

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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Carnaval do Rio vai crescer: Grupo Especial terá 15 escolas até 2030

Desfile da Acadêmicos do Grande Rio, carnaval 2026.  Reprodução Rio.

Por Marcos Vinicius | Redação Jornal O Folhão 

Cultura: O Carnaval do Rio de Janeiro caminha para uma mudança estrutural importante nos próximos anos. Em acordo firmado entre o prefeito Eduardo Cavaliere e o presidente da Liesa, Gabriel David, foi definida a ampliação gradual do Grupo Especial, que passará das atuais 12 para 15 escolas até 2030.

A transição será feita de forma progressiva, sem alterações já para 2027, mantendo o mesmo formato de 2026. A partir daí, o modelo de acesso e descenso sofrerá ajustes: uma escola será rebaixada para a Série Ouro, enquanto duas subirão para a elite do samba. Com isso, o número de agremiações crescerá aos poucos — chegando a 13 em 2028, 14 em 2029 e, finalmente, 15 em 2030.

Além do aumento no número de escolas, a estrutura dos desfiles também será impactada. A tendência é que cada noite conte com cinco apresentações, o que pode tornar o espetáculo mais dinâmico e atrativo para o público e para o turismo.

Segundo o prefeito, a decisão está diretamente ligada ao potencial econômico do Carnaval. Ele destacou que a festa movimenta empregos, renda e diversos setores da economia, e que a prefeitura terá papel fundamental no suporte financeiro e logístico para viabilizar essa expansão. Já a Liesa ficará responsável por ajustar o regulamento e garantir que a mudança aconteça com equilíbrio financeiro entre as escolas.

Nos bastidores do samba, a repercussão é mista. Parte dos sambistas vê a ampliação como uma oportunidade histórica. Integrantes de escolas tradicionais avaliam que mais vagas no Grupo Especial significam maior inclusão, valorização cultural e mais chances para comunidades mostrarem seu trabalho na Sapucaí.

Por outro lado, há preocupações. Alguns carnavalescos e dirigentes temem que o aumento possa impactar a qualidade dos desfiles ou gerar desafios logísticos, como o tempo de apresentação e custos mais elevados. “É uma vitória, mas precisa ser bem planejada para não virar um problema”, comentou um compositor ligado a uma escola da Série Ouro.

Entre o público, a reação também divide opiniões. Muitos foliões comemoram a possibilidade de mais desfiles e maior diversidade cultural na avenida. Já outros demonstram receio de noites mais longas e cansativas.

O jornal Folhão apurou que novas reuniões ainda devem acontecer para definir detalhes operacionais, como tempo de desfile, divisão de dias e critérios mais específicos de julgamento. A publicação também acompanha de perto os desdobramentos dessa mudança, que pode redefinir o futuro do maior espetáculo da Terra.

A ampliação do Grupo Especial representa não apenas uma mudança numérica, mas um novo capítulo na organização do Carnaval carioca — equilibrando tradição, crescimento e os desafios de manter a excelência que tornou o Rio referência mundial no samba.

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terça-feira, 7 de abril de 2026

SISAN em expansão: integração com entidades sociais pode fortalecer o combate à fome no Brasil

O Sisan conta com a adesão dos 26 estados, do Distrito Federal e de mais de 2 mil municípios, demonstrando sua capilaridade e relevância nacional. Foto de reprodução - Fundação FAEC

Por Marcos Vinicius | Redação Jornal O Folhão 

Direitos: Representantes do governo federal e de organizações da sociedade civil avançaram no debate sobre a inclusão formal de entidades sem fins lucrativos no Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). A proposta busca ampliar a articulação entre União, estados e municípios, fortalecendo uma rede já existente que atua na garantia do direito humano à alimentação adequada.

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) destacou que a participação dessas entidades é estratégica para consolidar políticas públicas mais eficientes, sobretudo em territórios vulneráveis. Hoje, o Sisan conta com a adesão dos 26 estados, do Distrito Federal e de mais de 2 mil municípios, demonstrando sua capilaridade e relevância nacional.

Instituído pela Lei 11.346/2006 (Losan), o sistema estabelece bases para uma política integrada de enfrentamento à fome. Apesar disso, a regulamentação específica para a entrada de entidades privadas sem fins lucrativos ainda está em construção, o que torna o diálogo entre poder público e sociedade civil ainda mais necessário.

Além disso, o Decreto 7.272/2009 define critérios para essa adesão, como a promoção do direito à alimentação adequada, existência legal mínima de três anos e submissão a mecanismos de monitoramento por conselhos e instâncias como o Consea e a Caisan.

Outro ponto relevante é que o Brasil voltou ao Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas em anos recentes, o que reforça a urgência de políticas estruturantes. Programas como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e o fortalecimento da agricultura familiar têm sido apontados como pilares importantes dentro do Sisan, pois conectam produção e distribuição de alimentos de forma sustentável.


Papel estratégico dos conselhos municipais

Nesse cenário, os Conselhos Municipais de Segurança Alimentar e Nutricional ganham protagonismo. São esses espaços que garantem a participação popular, fiscalizam políticas públicas e articulam ações locais, muitas vezes sendo o elo direto entre a população e o poder público.

O Sidney Campos Neves, presidente do Conselho Municipal de Segurança Alimentar de Duque de Caxias, defende a ampliação do sistema:

“A inclusão das entidades sem fins lucrativos no Sisan fortalece a base da política pública. São essas organizações que estão na ponta, conhecem a realidade das comunidades e podem contribuir diretamente para reduzir a fome e o desperdício de alimentos.”

Já o professor Evandro Brasil chama atenção para desafios regionais, especialmente na região metropolitana do Rio de Janeiro:

“Ainda existe uma fragilidade na forma como muitos governos municipais tratam a segurança alimentar. Falta prioridade, investimento e integração entre políticas públicas. Sem isso, o Sisan não atinge todo o seu potencial.”


Um sistema essencial para o futuro

O Sisan, que completa duas décadas em 2026, é considerado uma das principais ferramentas institucionais no combate à fome no Brasil. Sua proposta intersetorial permite integrar áreas como saúde, educação, assistência social e desenvolvimento rural.

A ampliação da participação social, especialmente com a entrada de entidades sem fins lucrativos, pode representar um salto qualitativo na execução das políticas públicas. No entanto, isso dependerá de regulamentação clara, financiamento adequado e, sobretudo, compromisso político em todas as esferas de governo.

Fortalecer os conselhos municipais e ampliar a participação da sociedade civil não é apenas uma estratégia administrativa — é uma necessidade urgente para garantir dignidade alimentar à população brasileira.

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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Linha Chilena: diversão que pode virar tragédia nas ruas brasileiras

Linha chilena mesmo proibida no Brasil continua fazendo vítimas fatais. Foto de reprodução - Tribuna do Rio.

Por Cleide Gama 

Perigo: Empinar pipa é uma tradição cultural presente em várias regiões do Brasil, especialmente nas periferias urbanas. No entanto, o uso das chamadas “linhas chilenas” — cordas revestidas com produtos abrasivos e cortantes — tem transformado uma brincadeira popular em um grave problema de segurança pública.

A linha chilena é ainda mais perigosa que o cerol tradicional. Enquanto o cerol é feito com cola e vidro moído, a versão chilena utiliza pó de quartzo e óxido de alumínio, o que a torna extremamente resistente e cortante. O resultado são acidentes graves, muitas vezes envolvendo motociclistas, ciclistas e até pedestres.


Legislação e proibição

No Brasil, o uso, fabricação e comercialização de linhas cortantes são proibidos em diversos estados e municípios. Em âmbito nacional, a Lei nº 14.349/2022 proíbe expressamente a produção, a venda e o uso de cerol e linhas chilenas em todo o território nacional. A legislação prevê multa e apreensão do material, além de responsabilização em casos de acidentes.

Estados como Rio de Janeiro e São Paulo também possuem legislações específicas que reforçam a proibição, com campanhas educativas e fiscalização mais rigorosa, especialmente em períodos de férias escolares, quando a prática de soltar pipas aumenta.


Casos de acidentes

Os números são alarmantes. Todos os anos, hospitais registram ocorrências envolvendo cortes profundos, principalmente no pescoço de motociclistas. Em alguns casos, os ferimentos são fatais.

Em 2023, um motociclista morreu na Baixada Fluminense após ser atingido por uma linha chilena enquanto trafegava por uma via expressa. Em outro caso, um ciclista sofreu lesões graves no rosto ao ser surpreendido por uma linha esticada entre dois postes.

Relatos como esses não são isolados. O Corpo de Bombeiros frequentemente alerta para o aumento de ocorrências relacionadas a esse tipo de material, classificando-o como “arma potencialmente letal”.


A opinião das pessoas

Nas ruas, o sentimento é de preocupação. Para muitos moradores, a prática precisa ser combatida com mais rigor.

Meu filho gosta de soltar pipa, mas eu não deixo usar cerol nem linha chilena. É muito perigoso, já vimos casos aqui perto”, relata a dona de casa Maria Aparecida, moradora de São Gonçalo.

Já o motoboy Carlos Henrique afirma que trabalha com medo constante: “A gente sai de casa sem saber se vai voltar. Uma linha dessas no pescoço pode matar na hora. Falta fiscalização e consciência.”

Por outro lado, alguns jovens ainda veem a prática como parte da competição entre pipas. “Sem cerol não tem graça, não tem disputa”, disse um adolescente que preferiu não se identificar. Esse tipo de visão reforça a necessidade de educação e conscientização.


Um problema de cultura e segurança

Especialistas apontam que o combate ao uso de linhas chilenas passa não apenas pela repressão, mas também por educação e alternativas seguras. Campanhas públicas, distribuição de linhas apropriadas e criação de espaços adequados para a prática são medidas defendidas por organizações sociais.

A linha entre a diversão e o perigo nunca foi tão tênue. Enquanto o uso das linhas chilenas continuar, o céu colorido das pipas seguirá escondendo um risco invisível — e potencialmente fatal.

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quarta-feira, 1 de abril de 2026

Segurança em Duque de Caxias melhora em 2026, mas moradores ainda convivem com medo e incertezas

A presença da polícia militar nas ruas e as operações de combate a criminalidade vem melhorando a sensação de segurança nas ruas em Duque de Caxias 


Por Marcos Vinicius | Redação Jornal O Folhão 

Duque de Caxias (RJ) – Os dados mais recentes sobre segurança pública apontam uma redução consistente nos índices de criminalidade no município ao longo do último ano. Na comparação entre março de 2025 e março de 2026, a tendência de queda se mantém, especialmente em crimes como roubos de veículos, roubos de carga e ocorrências de rua.

A melhora, segundo especialistas, é resultado de uma combinação de fatores: maior presença policial, operações estratégicas e investimento em tecnologia, como monitoramento por câmeras e uso de inteligência.

No entanto, apesar dos números positivos, a percepção de quem vive e trabalha na cidade revela uma realidade mais complexa.



Queda nos índices, avanço na estratégia

Dados consolidados ao longo de 2025 já indicavam uma redução significativa da criminalidade, com quedas expressivas em crimes de alto impacto. Em 2026, essa tendência continua, impulsionada por ações como:

- Operações policiais com grande efetivo nas ruas

- Combate direto a facções criminosas

- Retirada de barricadas em áreas dominadas

- Expansão de programas de policiamento ostensivo

- Uso crescente de tecnologia de vigilância

Além disso, o reforço institucional, com a ampliação do papel da Guarda Municipal e integração com forças estaduais, tem contribuído para aumentar a capacidade de resposta do poder público.



Voz das ruas: entre alívio e desconfiança

Apesar da melhora nos indicadores, moradores e comerciantes ouvidos pela reportagem relatam uma sensação dividida entre avanço e insegurança.


Carlos Henrique, comerciante no Centro, afirma:

Melhorou sim, principalmente nos roubos. Antes era constante. Hoje diminuiu. Mas ainda não dá pra relaxar. A gente trabalha sempre atento.”


Já Dona Márcia, moradora de Jardim Primavera, destaca:

A polícia está mais presente, isso é verdade. Mas ainda tem muita área complicada. À noite, por exemplo, muita gente evita sair.”

Outro ponto recorrente nos relatos é a percepção de que a segurança ainda depende fortemente de operações pontuais.


Robson Alves, motorista de aplicativo, relata:

Quando tem operação, a gente sente diferença na hora. Mas depois que acaba, parece que tudo volta aos poucos.”



O desafio estrutural

Especialistas em segurança pública apontam que, embora os números indiquem avanço, a estrutura da segurança ainda não está totalmente consolidada.

A presença de facções criminosas, disputas territoriais e áreas com histórico de vulnerabilidade continuam sendo obstáculos relevantes. Isso exige ações contínuas e não apenas operações emergenciais.

Outro desafio é a necessidade de políticas públicas complementares, como:

- Investimento em educação e inclusão social

- Urbanização de áreas críticas

- Geração de emprego e renda


Análise: melhora real, mas ainda frágil

A leitura geral do cenário em Duque de Caxias é clara:

✔️ Houve melhora nos indicadores

✔️ O Estado está mais presente

✔️ A criminalidade recuou em pontos importantes


Mas, ao mesmo tempo:

- A sensação de segurança ainda não é plena

- O crime organizado segue atuante

- A estabilidade depende de continuidade nas ações


Duque de Caxias vive hoje um momento de transição na segurança pública. Os dados mostram avanço, mas a realidade nas ruas ainda exige cautela.

Para moradores e comerciantes, a esperança existe — mas vem acompanhada de vigilância constante.

A consolidação dessa melhora dependerá não apenas da força policial, mas de uma estratégia duradoura que vá além da repressão e alcance as raízes do problema.

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O tesouro invisível do Brasil: terras raras podem redefinir o futuro econômico do país

Exploração mineral e os metais críticos no Brasil. Foto de reprodução Revista Minerais 


Por Marcos Vinicius| Redação Jornal O Folhão 

Riquezas: O Brasil está sentado sobre uma das maiores riquezas estratégicas do planeta — e ainda explora muito pouco desse potencial. Os chamados metais críticos de terras raras, essenciais para tecnologias modernas, colocaram o país no centro de uma disputa global envolvendo potências como Estados Unidos e China.

Segundo dados recentes do Serviço Geológico, o Brasil possui cerca de 21 milhões de toneladas de terras raras, o equivalente a 23% das reservas mundiais, ficando atrás apenas da China. 



Onde estão e quantas áreas podem ser exploradas

As reservas brasileiras estão distribuídas em pelo menos 5 grandes áreas estratégicas, concentradas principalmente nos estados de:

- Minas Gerais

- Goiás

- Amazonas

- Bahia

- Sergipe 


Além dessas, há ocorrências relevantes também em regiões como Rio de Janeiro e São Paulo, ampliando o mapa mineral do país. 

Especialistas destacam polos importantes como Poços de Caldas (MG), Araxá (MG), Catalão (GO) e áreas da Amazônia, que podem transformar o Brasil em protagonista global no setor. 



O que dizem pesquisadores e especialistas

Para a pesquisadora Elaine Cristina Silva dos Santos, ligada a estudos internacionais sobre o tema, o interesse global no Brasil é crescente:

“A dependência mundial da China torna o acesso a reservas alternativas, como as brasileiras, ainda mais relevante.” 


Já especialistas do setor mineral apontam que o Brasil tem potencial inevitável de liderança:

“O protagonismo do Brasil na produção de terras raras é inevitável.” 

Por outro lado, há um alerta importante: o país ainda não domina a tecnologia de refino, etapa que gera maior valor econômico.



O que isso representa para a economia brasileira

As terras raras são consideradas o “novo petróleo” do século XXI. Elas são indispensáveis para:

- Carros elétricos

- Energia eólica

- Smartphones e chips

- Equipamentos militares e aeroespaciais


Hoje, o Brasil tem uma contradição: grande reserva, mas baixa produção — cerca de apenas 1% da oferta mundial. 

Isso significa que o país ainda exporta matéria-prima barata e importa tecnologia cara, perdendo bilhões em valor agregado.


Especialistas alertam que, se houver investimento em tecnologia e indústria, o impacto pode ser gigantesco:

- Geração de empregos qualificados

- Atração de investimentos internacionais

- Fortalecimento da indústria nacional

- Soberania tecnológica



Uma oportunidade histórica — ou risco estratégico

O cenário internacional pressiona o Brasil a agir. Com a China dominando até 90% do processamento global, países buscam alternativas — e o Brasil aparece como peça-chave. 

Mas o desafio é claro:

➡️ Ou o país desenvolve sua cadeia produtiva

➡️ Ou continuará apenas exportando riqueza bruta


As terras raras colocam o Brasil diante de uma encruzilhada histórica. Com vastas reservas distribuídas em diversas regiões e crescente interesse internacional, o país tem nas mãos uma oportunidade única de transformação econômica.

A decisão agora não é geológica — é política, tecnológica e estratégica.

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