sábado, 31 de outubro de 2026

Ataque hacker expõe dados de clientes de lojas de moda e acende alerta sobre segurança digital no Brasil

Imagem de Arquivo 

Por Marcelo Procópio| Redação Jornal O Folhão 

Hackers: O avanço dos crimes cibernéticos voltou a chamar a atenção para a fragilidade da proteção de dados pessoais no comércio eletrônico brasileiro. Um grupo de hackers teria conseguido acessar e roubar informações de clientes de grandes lojas de moda do país, incluindo números de CPF e dados de cartões de pagamento.

O episódio preocupa porque envolve informações que podem ser utilizadas em diferentes modalidades de fraude, como compras não autorizadas, abertura de contas, tentativas de golpes financeiros e roubo de identidade. Em mãos criminosas, esses dados podem ser comercializados em ambientes clandestinos da internet ou utilizados diretamente para prejudicar consumidores.


Como o golpe funcionava?

De acordo com a investigação da empresa internacional de segurança digital Sansec, os criminosos utilizaram uma técnica conhecida como Magecart, que consiste na inserção de códigos maliciosos em páginas de pagamento de lojas virtuais.

O ataque atingiu a infraestrutura da Convertr, plataforma utilizada por dezenas de marcas brasileiras de moda. Em vez de invadir cada estabelecimento separadamente, os hackers modificaram um único arquivo de um serviço de análise de visitas utilizado pelas lojas. Dessa forma, conseguiram inserir o código espião nas páginas de pagamento de diferentes empresas. Sansec +1

Entre as informações capturadas estavam número do cartão, data de validade, código de segurança, nome do titular e CPF. A investigação também identificou indícios de que o grupo criminoso já atuava contra lojas virtuais brasileiras desde 2024.


A ameaça foi removida, mas o alerta permanece

Em 27 de outubro, a Convertr informou que havia removido o código malicioso e atualizado o sistema utilizado. Entretanto, a retirada do programa não significa que as informações anteriormente capturadas tenham sido recuperadas. A quantidade de consumidores efetivamente atingidos ainda não foi divulgada publicamente. Sansec +1

A investigação também apontou uma possível relação com uma vulnerabilidade de segurança em uma versão antiga do software Plausible, utilizado pela plataforma. Essa hipótese, porém, ainda não foi confirmada pelos pesquisadores. Sansec +1


O que os consumidores devem fazer?

Especialistas recomendam que pessoas que realizaram compras com cartão em páginas de pagamento da Convertr a partir de 24 de outubro procurem imediatamente seus bancos para avaliar o bloqueio e a substituição do cartão.

Também é importante acompanhar as movimentações financeiras, desconfiar de cobranças desconhecidas e monitorar possíveis utilizações indevidas do CPF. O consumidor pode utilizar o Registrato, serviço gratuito do Banco Central, para consultar informações sobre contas bancárias, empréstimos e relacionamentos financeiros vinculados ao seu documento.

O episódio demonstra que nem mesmo uma compra realizada em uma loja virtual aparentemente legítima está totalmente livre de riscos. A segurança digital precisa ser uma responsabilidade permanente das empresas, das plataformas de pagamento e dos fornecedores de tecnologia.

O direito à proteção dos dados pessoais não pode ser tratado como um detalhe técnico. É uma questão de segurança, confiança e respeito ao consumidor.


O Folhão | Informação, cidadania e responsabilidade.

...................

Anúncio 



Mpox avança no Rio de Janeiro e acende alerta para a vigilância em saúde

Foto de Reprodução: Dra. Marcela Lemos, medica. Paciente com sinais clínicos da MPOX

Redação Jornal O Folhão 

Saúde Pública: O crescimento dos casos de mpox no estado do Rio de Janeiro merece atenção das autoridades sanitárias e da população. Quando o número de registros ultrapassa o total contabilizado durante todo o ano anterior, fica evidente a necessidade de fortalecer as ações de prevenção, diagnóstico e acompanhamento epidemiológico.

A situação reforça a importância de uma rede de saúde preparada para identificar rapidamente os casos suspeitos, orientar os pacientes e interromper possíveis cadeias de transmissão. A informação correta também é uma ferramenta fundamental para evitar desinformação, preconceito e negligência diante dos sintomas.

O avanço dos registros também levanta uma questão importante: a capacidade de resposta do poder público. A capital fluminense está sem estoque de vacinas contra a doença, justamente em um momento de crescimento das notificações. Especialistas defendem a ampliação da cobertura vacinal entre os grupos de maior risco, respeitando os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

A mpox exige informação, prevenção e responsabilidade. Febre, dores musculares, aumento dos gânglios e lesões na pele estão entre os principais sintomas. Diante de sinais suspeitos, a orientação é procurar uma unidade de saúde, evitar contato físico próximo e não compartilhar objetos pessoais. Mais do que acompanhar os números, é fundamental agir preventivamente para proteger a população.

.............

Anúncio 



MOVIMENTO ESTUDANTIL EXPLICA O FENOMENO DA VIRADA QUE GARANTIU A REELEIÇÃO DE LULA

"Costumam falar que a juventude é o futuro do Brasil, mas nós somos o presente. Estivemos nas ruas para mostrar que não aceitamos o autoritarismo como destino" - Hugo Silva (Estudante de Direito).  



Por J. Arimateia Ferreira | Redação Jornal O Folhão 

Eleições 2026: Após o resultado das urnas no primeiro turno para a eleição presidencial em que Flávio Bolsonaro obteve 47,03% contra 45,16%, estudantes de todo Brasil começaram uma tsunami de manifestações de rua com atos diários espalhados pelo Brasil, mesmo sob fortes chuvas, até a data do segundo turno, por entenderem que a referência do candidato do PL para a EDUCAÇÃO seria desastrosa e que levaria o País a regredir nesta área tão decisiva para o desenvolvimento de uma nação.  

Tudo começou no dia 6 de outubro em Niterói/RJ, com alunos da Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF), convocados pelo Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV). "A mobilização foi tão grande que aquilo que seria uma assembleia, se transformou em uma grande manifestação. Saímos das salas e ocupamos as ruas com a nossa rebeldia, com a nossa indignação e, principalmente, com a esperança de que podemos construir um Brasil melhor", declarou o estudante de Direito da UFF e presidente da Federação Nacional de Estudantes de Direito (FENED), Hugo Silva. Tudo isso em reconhecimento ao Governo Federal pelos investimentos em Educação através do PROUNI, Institutos Federais e outros programas de acesso ao conhecimento e à qualificação profissional. 


"Nós que estudamos a Constituição, o Estado e as Instituições, sabemos que a democracia não se sustenta apenas nos livros e nos tribunais, ela precisa estar viva nas ruas, nas universidades e na participação popular. Na UFF, por exemplo, transformamos a indignação em mobilização e mostramos que a nossa geração tem coragem, memória e disposição para defender a democracia", afirmou o presidente da FENED, Hugo Silva. 


Um outro público que também nos surpreendeu e até mexeu com a nossa emoção, foi o dos idosos, muitos deles com extrema dificuldade de locomoção, alguns com doenças graves, como o câncer, mas com a ajuda de familiares, fizeram questão de honrar o exercicio da cidadania através do voto, como foi o caso de dona Neide, de 88 anos, de Santa Cruz da Serra, ao afirmar que o seu voto foi uma forma de gratidão pelo atendimento de excelência e o tratamento 100% humanizado que ela tem recebido do SUS, afirmando que está sendo curada de um câncer. O mesmo SUS que o então presidenciável Flávio Bolsonaro havia subestimado prometendo modificar (suposta privatização), caso viesse ser eleito.

Um outro fator que certamente contribuiu para a reeleição do presidente Lula, foi a forma desdenhosa e debochada, utilizada pelo candidato do PL para citar programas sociais do governo, como foi o caso do Bolsa Família, que ele chamou de "bolsa farelo", além de outros adjetivos que qualificamos como tratamento extremamente desrespeitoso e ofensivo às famílias que fazem bom uso deste benefício. Algo inaceitável para quem possui formação acadêmica e concorre ao cargo máximo de um País gigante.     

"Repudiamos qualquer atrocidade disfarçada de boa fé e jamais vamos querer abrir mão de direitos conquistados com tanto esforço antes de nós", completou Mário Nogueira, estudante de Ciências Sociais.

.............................

Anúncio:



Ataque hacker expõe dados de clientes de lojas de moda e acende alerta sobre segurança digital no Brasil

Imagem de Arquivo  Por Marcelo Procópio| Redação Jornal O Folhão  Hackers:  O avanço dos crimes cibernéticos voltou a chamar a atenção para ...