quinta-feira, 7 de maio de 2026

Câmara aprova renovação automática da CNH para motoristas sem multas

 


Por Marcos Vinicius| Redação Jornal O Folhão 

CNH: A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira a Medida Provisória 1327/25, que prevê a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação para motoristas sem registro de infrações sujeitas à pontuação nos últimos 12 meses. A proposta agora segue para análise do Senado Federal. 

O benefício será destinado aos condutores inscritos no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), conhecido como cadastro do “bom condutor”. Atualmente, esse cadastro já oferece vantagens como descontos em pedágios, seguros, estacionamentos e tributos. Com a nova proposta, os motoristas que mantiverem bom comportamento no trânsito também poderão renovar a CNH de forma simplificada e sem custos administrativos adicionais. 

Apesar da renovação automática, o texto mantém obrigatórios os exames de aptidão física e mental exigidos pela legislação de trânsito. A medida também estabelece que os exames médicos e psicológicos terão valores definidos por órgão federal de trânsito, com reajuste anual baseado no IPCA, índice oficial da inflação. 

Outro ponto importante aprovado pela Câmara permite que o motorista escolha entre a versão física ou digital da CNH. A proposta faz parte de um processo de modernização e digitalização dos serviços públicos ligados ao trânsito brasileiro. 

O relator da matéria, o senador Renan Filho, afirmou que as mudanças ajudam a reduzir burocracias, diminuem custos para os condutores e incentivam práticas mais responsáveis no trânsito. Segundo dados apresentados no relatório, cerca de 6 milhões de brasileiros deverão renovar a CNH em 2026. 

A proposta também reacende o debate sobre o uso de benefícios como forma de incentivar a educação no trânsito. Especialistas avaliam que premiar motoristas sem infrações pode contribuir para reduzir acidentes e estimular uma cultura de maior responsabilidade nas vias brasileiras. Entretanto, críticos defendem cautela para que a simplificação dos processos não comprometa o rigor na fiscalização e nos exames obrigatórios.

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segunda-feira, 4 de maio de 2026

Faxina no governo do Rio expõe guerra de poder e levanta dúvidas sobre estabilidade administrativa

Governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto 

Por Cleide Gama | Redação Jornal O Folhão 

Rio de Janeiro: Uma série de exonerações em massa promovida pelo governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, acendeu um alerta sobre os bastidores políticos do estado e o impacto dessas decisões na gestão pública. De acordo com informações divulgadas na imprensa, cerca de 130 servidores foram exonerados em uma única canetada — com quase metade das demissões concentradas na Secretaria de Ambiente e Sustentabilidade, uma das áreas mais estratégicas do governo.

A medida ocorre em meio a um cenário político turbulento após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, que deixou o cargo em março de 2026 para disputar o Senado, desencadeando uma crise institucional e uma sucessão indireta ainda cercada de disputas jurídicas e políticas. 

Nos bastidores, a decisão de Couto vem sendo interpretada como uma “reestruturação forçada” do governo, mas também como um movimento claro de ruptura com grupos políticos ligados à antiga gestão. A Secretaria de Ambiente, por exemplo, era considerada uma das principais bases de influência de aliados do ex-governador, como o ex-secretário Bernardo Rossi. A recente saída de nomes ligados a esse grupo reforça a leitura de que há uma disputa direta por controle político da máquina pública. 

Além disso, as exonerações não são um fato isolado. Desde que assumiu interinamente o governo, Couto já promoveu centenas de desligamentos em diferentes áreas, incluindo Saúde, Casa Civil e Comunicação, elevando o total para mais de 800 servidores dispensados em poucas semanas. 

Oficialmente, o discurso do governo aponta para uma tentativa de reorganizar a administração, revisar contratos e reduzir gastos. Há inclusive estimativas de economia milionária com a redução de cargos comissionados e revisão de estruturas consideradas inchadas. 

No entanto, o impacto político dessas decisões é inevitável. A troca massiva de quadros técnicos e comissionados pode comprometer a continuidade de políticas públicas, especialmente em áreas sensíveis como o meio ambiente, que exige planejamento de longo prazo e estabilidade institucional.

Para o professor e especialista em Ciências Políticas Evandro Brasil, o episódio vai além de uma simples reestruturação administrativa. Essas exonerações precisam ser analisadas sob a ótica da eficiência administrativa e da responsabilidade com o dinheiro público.

“Eu sou favorável, sim, ao corte de cargos comissionados que acabam inchando as estruturas do governo e pesando no bolso da população. A máquina pública não pode ser usada para acomodar interesses políticos. Muitos desses cargos, infelizmente, fazem parte de um modelo antigo de gestão, marcado pelo uso da estrutura do Estado para atender grupos ligados ao governo anterior, especialmente ao grupo de Cláudio Castro.” Evandro ressalta, no entanto, que o corte precisa ser acompanhado de critérios técnicos e transparência: “Agora, é fundamental deixar claro: cortar por cortar não resolve. É preciso garantir que essas mudanças tragam mais eficiência, mais qualidade no serviço público e menos desperdício. O que a população espera é um Estado mais enxuto, mais técnico e comprometido com resultados — e não apenas uma troca de grupos no poder.”

Em um momento em que o Rio de Janeiro enfrenta desafios históricos — desde questões ambientais até crises fiscais e de governabilidade —, decisões dessa magnitude exigem mais do que justificativas técnicas. Elas demandam clareza, responsabilidade e, sobretudo, respeito à população que depende diretamente da eficiência do Estado.

A “faxina” promovida pelo governo interino pode até sinalizar mudança, mas também levanta uma pergunta inevitável: trata-se de reorganização administrativa ou de uma nova disputa pelo poder no coração do governo do Rio?

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sábado, 2 de maio de 2026

Policial da ativa é preso com carros roubados em casa e expõe crise silenciosa na segurança da Baixada Fluminense

Caso em Duque de Caxias levanta alerta sobre infiltração do crime e avanço dos roubos de veículos no Rio

O policial já era alvo de apuração por suspeita de envolvimento com crimes - Foto de reprodução O Dia

Por Marcelo Procópio | Redação Jornal O Folhão 

Policial: Um caso que choca, revolta e expõe fragilidades estruturais na segurança pública veio à tona na Baixada Fluminense. Um sargento da Polícia Militar foi preso em flagrante após agentes encontrarem cinco veículos roubados dentro de sua residência, em Duque de Caxias, região historicamente afetada por altos índices de criminalidade.

Segundo a investigação, o policial já era alvo de apuração por suspeita de envolvimento com crimes como receptação e possível ligação com organizações criminosas. A prisão reforça uma preocupação recorrente: a presença de agentes públicos envolvidos em atividades ilegais, o que compromete diretamente a confiança da população nas instituições.

Casos como esse não são isolados. Ao longo dos últimos anos, operações policiais no estado têm identificado a participação de agentes de segurança em esquemas ilícitos, incluindo corrupção, formação de quadrilha e facilitação de crimes.


Roubo de veículos dispara e pressiona a segurança pública

O episódio ocorre em um momento crítico. Dados recentes mostram que o roubo de veículos voltou a crescer no estado do Rio de Janeiro em 2026. Apenas nos dois primeiros meses de 2026, foram registrados 5.344 roubos de veículos, uma média de 90 casos por dia. O número representa um aumento de cerca de 5% em relação ao mesmo período de 2025. Em 2025, o estado já registrava uma média alarmante de cinco veículos roubados ou furtados por hora 

A Região Metropolitana — especialmente municípios da Baixada Fluminense como Duque de Caxias — concentra grande parte dessas ocorrências, tornando-se um dos principais epicentros desse tipo de crime.


Queda em alguns índices não reduz sensação de insegurança

Apesar de dados oficiais apontarem redução em certos indicadores — como os roubos de rua, que caíram mais de 20% em janeiro de 2026, atingindo o menor nível em 21 anos — a realidade nas ruas ainda é de medo.

Especialistas apontam que crimes como roubo de veículos, furtos e atuação de quadrilhas organizadas têm impacto direto na percepção de insegurança da população, muitas vezes maior do que indicadores gerais.


Quando quem deveria proteger passa a violar a lei

A prisão de um policial militar com veículos roubados dentro de casa ultrapassa o campo criminal e entra no terreno institucional. O caso levanta questionamentos sérios:

  • Falhas nos mecanismos de controle interno
  • Fragilidade na fiscalização de condutas dentro das corporações
  • Possível infiltração do crime organizado em estruturas do Estado

Casos históricos mostram que o envolvimento de agentes públicos com o crime não é um fenômeno novo no Rio de Janeiro, mas continua sendo um dos maiores desafios para a reconstrução da credibilidade das forças de segurança.


O que está em jogo

O episódio em Duque de Caxias é mais do que uma ocorrência policial: é um sintoma de um problema maior.

Enquanto o estado enfrenta avanços pontuais na redução de alguns crimes, o crescimento dos roubos de veículos e a participação de agentes públicos em atividades ilegais evidenciam que a crise de segurança pública ainda está longe de ser resolvida.

A população segue refém não apenas da criminalidade, mas também da incerteza sobre quem, de fato, está do lado da lei.

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quinta-feira, 30 de abril de 2026

Bastidores do poder: acordo político esvazia CPI e revela nova correlação de forças em Brasília

Flávio Bolsonaro e Davi Alcolumbre 

Por Marcelo Procópio | Redação Jornal O Folhão 

Brasília: Após a rejeição histórica da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, um novo movimento nos bastidores de Brasília redesenhou o cenário político nacional. Parlamentares aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro firmaram um acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e decidiram recuar da pressão pela instalação da CPI do caso Banco Master.

Segundo apurações recentes da imprensa, o entendimento entre as partes teve como objetivo evitar o aprofundamento de uma crise institucional que poderia atingir tantos  medalhões da política quanto setores do Congresso. Com isso, a leitura do requerimento da CPI — etapa essencial para sua criação — foi deixada de lado, na prática engavetando a investigação. 


Acordo político e troca de interesses

Nos bastidores, o acordo envolveu concessões mútuas. De um lado, bolsonaristas desistiram de pressionar pela CPI, que investigaria supostas irregularidades envolvendo o Banco Master e conexões políticas. Do outro, avançou no Congresso a discussão sobre a chamada “dosimetria”, projeto que pode reduzir penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro, incluindo aliados do ex-presidente. 

A rejeição de Messias ao STF — fato inédito em mais de um século — também pesou no rearranjo político. A derrota do governo no Senado evidenciou fragilidade na articulação e abriu espaço para negociações mais duras por parte do Congresso. 


Por que a CPI perdeu força

A CPI do Banco Master vinha sendo vista como uma “bomba política”, com potencial para atingir figuras relevantes de diferentes espectros ideológicos. Parte da cúpula do Congresso avaliou que levar o tema adiante poderia ampliar o desgaste da classe política diante da opinião pública. 

Além disso, o próprio governo federal não demonstrou interesse em impulsionar a investigação, entendendo que o tema poderia reacender debates sobre corrupção e desviar o foco de pautas econômicas e sociais.


Reação nas ruas e cenário futuro

Entre a população, o recuo gerou críticas e desconfiança. Nas ruas, muitos veem o acordo como mais um exemplo de “acordão político” que impede investigações profundas. Outros, no entanto, interpretam o movimento como uma tentativa de evitar mais instabilidade institucional em um momento já sensível para o país.

Analistas políticos avaliam que o episódio marca uma mudança importante: o Congresso demonstra maior independência e capacidade de impor derrotas ao Executivo, enquanto grupos políticos rivais mostram disposição para negociar quando interesses convergem.


O que vem pela frente

O futuro da CPI do Banco Master permanece incerto, mas, nos bastidores, a tendência é de que o tema continue travado no curto prazo. Já o governo deve intensificar sua articulação política para evitar novas derrotas no Senado.

O episódio deixa uma mensagem clara: em Brasília, alianças são voláteis — e decisões que parecem ideológicas muitas vezes são, na prática, profundamente estratégicas.

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Rejeição recorde no Congresso: líderes acumulam mais de 80% de avaliação negativa

Davi Alcolumbre e Hugo Mota

Por Cleide Gama | Redação Jornal O Folhão 

Política: Uma nova pesquisa de opinião pública revelou um cenário preocupante para a imagem do Congresso Nacional. Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, aparecem como os políticos mais mal avaliados do país, com índices de rejeição que ultrapassam os 80%.

O levantamento, realizado pelo instituto AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, ouviu mais de 5 mil brasileiros entre os dias 22 e 27 de abril de 2026. Os números mostram que cerca de 87% dos entrevistados têm uma imagem negativa de Motta, enquanto Alcolumbre é rejeitado por aproximadamente 81% da população. A aprovação de ambos é mínima, não passando de 3% em nenhum dos casos. 

Além deles, outros nomes importantes da política nacional também foram avaliados. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Jair Bolsonaro, por exemplo, apresentam níveis de rejeição próximos, ambos acima dos 50%, mas ainda com índices de aprovação significativamente superiores aos dos chefes do Legislativo. 

Especialistas apontam que o desgaste da imagem do Congresso está ligado a fatores como conflitos políticos, decisões impopulares e a percepção de distanciamento entre parlamentares e a população. O cenário se intensifica em um momento de forte polarização política e proximidade de novas disputas eleitorais no país.


Voz das ruas

Nas ruas, a percepção da população reflete os números da pesquisa.

Carlos Henrique, motorista de aplicativo, afirmou: “Hoje o povo não se sente representado. Parece que quem está lá em Brasília vive outra realidade.”

Já Maria Aparecida, aposentada, destacou a falta de confiança: “A gente vê muita briga, pouca solução. Fica difícil acreditar que estão trabalhando pelo povo.”

O comerciante Rafael Souza também criticou: “Eles aparecem mais em polêmica do que em resultado. Isso desgasta a imagem de qualquer político.”

Por outro lado, há quem defenda cautela na análise. A estudante Juliana Martins avalia: “Nem sempre a população acompanha o que realmente é feito. Às vezes a crítica vem mais pela imagem do que pelo trabalho.”


Cenário político e impacto

A pesquisa evidencia um desgaste significativo das lideranças do Legislativo, que pode influenciar diretamente o ambiente político nos próximos meses. Com eleições no horizonte e debates cada vez mais acirrados, a percepção negativa pode pressionar mudanças de postura e estratégias dentro do Congresso.

Analistas avaliam que recuperar a confiança da população será um dos principais desafios para os líderes políticos, especialmente diante de um eleitorado mais crítico e atento às decisões que impactam o dia a dia dos brasileiros.

O resultado do levantamento reforça um dado importante: a relação entre representantes e representados atravessa um momento de forte tensão — e o impacto disso pode ser decisivo para o futuro político do país.

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Carreta com carga milionária de maconha tomba e escancara rota do tráfico em Minas Gerais

Foto de reprodução - O Dia 

Por Marcelo Procópio | Redação Jornal O Folhão 

Drogas: Uma carreta carregada com cerca de 17 toneladas de maconha tombou em uma rodovia de Minas Gerais, revelando um dos maiores carregamentos de droga já registrados na região e acendendo alerta sobre o avanço do tráfico nas estradas brasileiras.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa, o acidente expôs a carga ilícita, que estava sendo transportada de forma clandestina. Após o tombamento, a droga ficou espalhada pela pista, o que chamou a atenção de motoristas e mobilizou rapidamente equipes policiais. A ocorrência terminou com a apreensão de toda a carga, considerada de alto valor no mercado ilegal. 

As autoridades apontam que o transporte de grandes quantidades de entorpecentes em carretas tem sido uma estratégia recorrente de organizações criminosas, que utilizam cargas lícitas como disfarce para burlar a fiscalização. Em muitos casos, drogas são escondidas em meio a produtos agrícolas ou industriais, dificultando a identificação durante inspeções de rotina. 

Minas Gerais tem se tornado um ponto estratégico nessas rotas, funcionando como corredor logístico entre regiões produtoras e grandes centros consumidores. A malha rodoviária extensa e o alto fluxo de veículos pesados favorecem esse tipo de operação criminosa.

Especialistas em segurança pública destacam que apreensões desse porte representam prejuízos milionários para o crime organizado e indicam maior eficiência das forças de fiscalização. Ainda assim, alertam que o volume apreendido também revela a dimensão do problema e a capacidade logística das quadrilhas.

Casos recentes reforçam essa tendência: somente em 2026, operações da Polícia Rodoviária Federal já resultaram na apreensão de mais de 12 toneladas de maconha em outras regiões do país, evidenciando o aumento no volume transportado por traficantes. 

O motorista da carreta envolvida no acidente deverá responder por tráfico de drogas, crime que pode resultar em penas severas. As investigações continuam para identificar a origem exata da carga e os responsáveis pela operação criminosa.

O episódio reforça a necessidade de intensificar a fiscalização nas rodovias e investir em inteligência policial para desarticular as rotas do tráfico que cruzam o Brasil.

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TCU manda suspender empréstimos consignados do INSS após suspeitas de fraudes e falhas graves

 


Por Cleide Gama|Redação Jornal O Folhão 

Dinheiro: Uma decisão que pode impactar milhões de aposentados e pensionistas em todo o país: o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a suspensão imediata da concessão de novos empréstimos consignados vinculados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A medida, de caráter cautelar, foi tomada após a identificação de falhas graves no sistema e indícios de fraudes.

De acordo com as informações apuradas, a suspensão atinge todas as modalidades de crédito consignado, incluindo empréstimos pessoais, cartão de crédito consignado e cartão consignado de benefício. A retomada dessas operações só poderá ocorrer após a implementação de mecanismos mais rígidos de controle e segurança no sistema conhecido como “e-Consignado”. 


Falhas, fraudes e vazamento de dados

A decisão do TCU foi motivada por uma série de irregularidades preocupantes. Entre elas, estão suspeitas de vazamento de dados sensíveis de beneficiários, contratações feitas sem autorização e até descontos realizados em nome de pessoas já falecidas. 

Além disso, auditorias identificaram fragilidades nos mecanismos de controle do sistema, o que abre brechas para práticas abusivas por parte de instituições financeiras e intermediários. Em alguns casos, empréstimos teriam sido liberados sem documentação válida ou sem comprovação da autorização do beneficiário. 

Outro ponto crítico envolve os cartões consignados, que operam com crédito rotativo. Nesse modelo, o controle do INSS é limitado à margem consignável, sem acesso detalhado às faturas ou ao saldo devedor — o que aumenta o risco de endividamento descontrolado e fraudes. 


Medida busca proteger aposentados

Segundo o relator do caso no TCU, a suspensão é necessária para evitar prejuízos tanto aos cofres públicos quanto aos segurados. O tribunal entende que a continuidade das operações, diante das falhas identificadas, representa risco direto aos beneficiários do INSS. 

Apesar da suspensão das novas contratações, os contratos já existentes continuam válidos. Ou seja, aposentados e pensionistas que já possuem empréstimos consignados seguirão com os descontos normalmente em seus benefícios. 


Prazo e exigências

O TCU determinou ainda que o INSS, em conjunto com órgãos como a Dataprev e o Banco Central, apresente soluções para reforçar a segurança do sistema. Há prazos definidos para a adoção de melhorias e entrega de relatórios que comprovem a eficácia das novas medidas. 


Impacto social e econômico

O crédito consignado é uma das principais formas de acesso a empréstimos para aposentados no Brasil, justamente por oferecer taxas mais baixas e desconto direto em folha. Com a suspensão, o acesso a esse tipo de crédito fica temporariamente interrompido, o que pode afetar tanto o consumo quanto a organização financeira de milhões de famílias.

Por outro lado, especialistas apontam que a decisão pode representar um avanço importante na proteção dos beneficiários, especialmente diante do histórico recente de fraudes e abusos envolvendo o sistema previdenciário.

O Folhão seguirá acompanhando os desdobramentos dessa decisão e seus impactos na vida dos brasileiros.

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quarta-feira, 29 de abril de 2026

Shakira desembarca no Rio e reacende expectativa para megashow histórico em Copacabana

Cantora Shakira já chegou ao Rio. Foto de reprodução - Revista Veja

Por Marcos Vinicius| Redação Jornal O Folhão 

Rio: A chegada da cantora colombiana Shakira ao Rio de Janeiro movimentou a cidade nesta semana e elevou ainda mais a expectativa para o megashow gratuito que acontecerá no próximo dia 2 de maio, na Praia de Copacabana. O evento faz parte do projeto “Todo Mundo no Rio”, que vem consolidando a capital fluminense como palco de espetáculos internacionais de grande porte. 

A artista, considerada uma das maiores estrelas da música pop mundial, retorna ao Brasil em um momento de grande sucesso de sua turnê “Las Mujeres Ya No Lloran World Tour”, que já reuniu milhões de fãs ao redor do mundo. O show no Rio promete ser um dos maiores de sua carreira, com expectativa de público que pode ultrapassar 2 milhões de pessoas na orla de Copacabana. 


Clima de festa e expectativa nas ruas

Desde a chegada da artista, o clima em Copacabana é de ansiedade e preparação. Hotéis, bares e quiosques já registram aumento no movimento, enquanto fãs começam a ocupar espaços próximos ao palco.

Para muitos trabalhadores da região, o evento representa uma oportunidade única de renda extra.

“Esses shows mudam tudo. A gente trabalha dobrado, mas compensa. É quando conseguimos fazer um dinheiro que não entra o ano inteiro”, relatou João Carlos, vendedor ambulante há mais de 15 anos na orla.

Ambulantes também já se organizam para atender à multidão. Maria das Dores, que vende bebidas, está otimista:

“Se vier esse público todo que estão falando, vai faltar mercadoria. A gente se prepara o mês todo pra isso.”


Público empolgado com retorno da estrela

Entre os fãs, a expectativa é de um espetáculo inesquecível. A estudante Larissa Souza afirma que chegou cedo para garantir um bom lugar:

“É um sonho ver a Shakira de perto. Esses shows gratuitos dão acesso pra quem nunca conseguiria pagar.”

Já turistas que visitam o Rio veem o evento como um diferencial.

“Escolhi vir justamente por causa do show. Isso coloca o Rio no mapa do mundo”, disse um visitante argentino.


Impacto econômico e desafios

Eventos anteriores do projeto já demonstraram forte impacto econômico, movimentando milhões na cidade e impulsionando o turismo. A expectativa é que o show de Shakira siga a mesma linha, beneficiando diversos setores.

No entanto, a preparação para o evento também foi marcada por um episódio trágico: um trabalhador morreu durante a montagem da estrutura do palco, o que levantou questionamentos sobre segurança no trabalho. As autoridades investigam possíveis falhas no cumprimento de normas. 

Apesar disso, a organização decidiu manter o evento, que continua mobilizando multidões e reforçando o calendário cultural da cidade.


Um espetáculo que promete entrar para a história

Seguindo o legado de apresentações de artistas como Madonna e Lady Gaga nos últimos anos, o show de Shakira promete não apenas reunir multidões, mas também consolidar o Rio de Janeiro como capital global dos grandes eventos musicais.

Entre entusiasmo, oportunidades e desafios, Copacabana se prepara para mais um capítulo histórico — com música, turismo e milhões de pessoas unidas à beira-mar.

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Governo suspende milhões de multas de pedágio eletrônico e gera debate entre motoristas

Pedágio free flowvvem trazendo grande desconforto aos motoristas que acessam rodovias com esse tipo de cobrança. Foto de reprodução - Metrópole.

Por Marcos Vinicius | Redação Jornal O Folhão 

O governo federal oficializou a suspensão temporária das multas aplicadas a motoristas que não pagaram pedágios no sistema eletrônico conhecido como free flow. A decisão, anunciada nesta semana, impacta milhões de condutores em todo o país e reacende discussões sobre justiça, tecnologia e adaptação nas rodovias brasileiras.


O que muda na prática

A medida suspende cerca de 3 a 3,4 milhões de multas relacionadas à evasão de pedágio sem cancela. Além disso, os motoristas terão um prazo de aproximadamente 200 dias (até novembro de 2026) para regularizar os débitos sem sofrer penalidades. 

Durante esse período:

As multas e os pontos na CNH ficam suspensos temporariamente

O pagamento do pedágio continua obrigatório

Quem já pagou a multa poderá solicitar reembolso, desde que quite a tarifa 

Caso o motorista não regularize a situação dentro do prazo, as penalidades poderão ser retomadas.


Por que o governo tomou essa decisão?

Segundo o governo, o objetivo é permitir uma fase de adaptação ao sistema free flow, que ainda enfrenta dificuldades operacionais e de comunicação com os usuários. 

O modelo, que dispensa praças de pedágio e cobra automaticamente pela passagem, tem gerado confusão — muitos motoristas alegam não saber como ou quando pagar após utilizar a rodovia.


O que dizem os motoristas

A decisão dividiu opiniões nas ruas:

👉 Carlos Henrique, motorista de aplicativo SP:

"Eu fui multado sem nem saber que tinha que pagar depois. Essa suspensão é justa, porque faltou informação.”


👉 Mariana Souza, comerciante:

"Tudo bem dar prazo, mas parece que quem erra sempre acaba beneficiado. Quem pagou certinho fica no prejuízo.”


Roberto Lima, caminhoneiro:

“Esse sistema ainda não está preparado. A gente roda o Brasil todo e cada lugar funciona de um jeito.”


Especialistas fazem alerta

Apesar da suspensão, especialistas reforçam que o pedágio continua obrigatório e que o sistema segue válido nas rodovias. 

Ou seja, não pagar pode gerar problemas no futuro caso o débito não seja quitado dentro do novo prazo.


O que esperar daqui pra frente

A suspensão é vista como uma medida emergencial. O governo também deu prazo para que concessionárias ajustem seus sistemas e melhorem a integração tecnológica. 

A expectativa é que, após esse período de transição, o modelo free flow funcione de forma mais clara, evitando novas ondas de multas em massa.


📰 O Folhão – Informação direta e sem enrolação

Acompanhe: o debate sobre pedágios eletrônicos está só começando — e pode impactar diretamente o bolso de milhões de brasileiros.

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quinta-feira, 23 de abril de 2026

ENTRE O CONTROLE E A FLEXIBILIZAÇÃO: COMO A LEGISLAÇÃO DE ARMAS MOLDOU A VIOLÊNCIA NO BRASIL

Armas de fogo. O Brasil é a sociedade meio ao fogo cruzado. Foto de reprodução - JusBrasil.

Por Marcos Vinicius | Redação – O Folhão

Armas de Fogo: A história das armas de fogo no Brasil é, ao mesmo tempo, uma narrativa jurídica e um reflexo direto das tensões sociais, políticas e econômicas do país. Do período colonial — quando o acesso era praticamente irrestrito — até os dias atuais, marcados por avanços e recuos na legislação, o debate sobre armas permanece no centro das discussões sobre segurança pública.


Uma trajetória de mudanças e disputas políticas

Durante séculos, o uso de armas foi comum e pouco regulado. Foi apenas no século XX que o Estado brasileiro passou a estruturar mecanismos mais rígidos de controle. O ponto de inflexão veio com a criação do Sistema Nacional de Armas (SINARM), em 1997, seguido pelo Estatuto do Desarmamento, em 2003.

Essa legislação endureceu significativamente o acesso às armas, exigindo critérios como idade mínima, avaliação psicológica e comprovação de necessidade. O objetivo era claro: reduzir a violência armada.


O tema nunca foi consensual.

Em 2005, um referendo nacional mostrou a divisão da sociedade: cerca de 63% dos brasileiros votaram contra a proibição do comércio de armas, indicando desconfiança em relação à capacidade do Estado de garantir segurança.

Mais recentemente, entre 2019 e 2022, houve uma flexibilização significativa, com aumento no número de registros de armas e expansão do acesso por civis, especialmente entre CACs (colecionadores, atiradores e caçadores). A partir de 2023, no entanto, o país voltou a adotar uma postura mais restritiva.


Armas e violência: o que dizem os dados

Os números ajudam a entender a dimensão do problema.

Segundo o Atlas da Violência, o Brasil já registrou mais de 45 mil mortes por armas de fogo por ano em períodos recentes. Em estados como Bahia, Rio de Janeiro e Ceará, as taxas de homicídio continuam entre as mais elevadas do país.


Especialistas apontam uma correlação consistente:

- Maior circulação de armas tende a aumentar conflitos letais, especialmente em contextos urbanos

- A maioria dos homicídios ocorre com armas de fogo

- Armas legais muitas vezes acabam desviadas para o mercado ilegal

Por outro lado, há quem defenda que o acesso à arma pode funcionar como mecanismo de defesa pessoal, sobretudo em regiões onde a presença do Estado é limitada.


Impacto nos estados brasileiros

A realidade varia de acordo com a região:

Sudeste: forte presença do crime organizado e alta densidade populacional ampliam o impacto das armas

Nordeste: crescimento acelerado das taxas de homicídio nas últimas décadas

Sul: índices menores, mas com aumento recente em algumas áreas

Norte: violência ligada a conflitos territoriais e ausência estatal

Em todos os cenários, as armas de fogo desempenham papel central na letalidade.

Nas ruas, o tema divide opiniões.

“Eu tenho medo. Quanto mais arma circulando, mais perigoso fica”, afirma uma moradora de São Gonçalo.

Já, o Sr Aristides Rosa, um comerciante de Itaboraí pensa diferente: “Se o bandido está armado, o cidadão também deveria ter o direito de se defender.”

Essa polarização reflete um dilema nacional: segurança pública baseada em mais controle ou mais acesso?


A visão de especialistas

Para especialistas em segurança pública, o consenso técnico tende a favorecer o controle.

Estudos indicam que políticas de restrição ao acesso, combinadas com fiscalização eficaz, contribuem para a redução de homicídios ao longo do tempo. No entanto, alertam que a legislação, isoladamente, não resolve o problema.

“Sem investimento em inteligência policial, educação e redução das desigualdades, qualquer política de armas terá efeito limitado”, aponta Áureo Abreu, um pesquisador da área.

O professor Evandro Brasil destaca que o debate precisa ir além da polarização ideológica.

“Não se trata apenas de ser contra ou a favor das armas. Estamos falando de um fenômeno complexo, que envolve desigualdade social, falhas institucionais e interesses políticos. A legislação sobre armas, muitas vezes, é usada como ferramenta eleitoral, mas o problema da violência exige soluções estruturais e contínuas.”

Segundo ele, a alternância entre flexibilização e restrição revela mais uma disputa política do que uma estratégia consistente de segurança pública.


Entre direitos e segurança

O Brasil segue tentando equilibrar dois princípios fundamentais:

O direito individual à defesa

A responsabilidade coletiva de reduzir a violência

Enquanto isso, os números continuam a pressionar o debate e a sociedade busca uma resposta para a uma pergunta: "mais armas significam mais segurança ou mais violência?"

A resposta, ao que tudo indica, não está apenas na legislação, mas na capacidade do país de enfrentar suas desigualdades e fortalecer suas instituições.

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Operação “Sem Refino” coloca Cláudio Castro no centro de nova tempestade política no Rio

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