quarta-feira, 1 de abril de 2026

O tesouro invisível do Brasil: terras raras podem redefinir o futuro econômico do país

Exploração mineral e os metais críticos no Brasil. Foto de reprodução Revista Minerais 


Por Marcos Vinicius| Redação Jornal O Folhão 

Riquezas: O Brasil está sentado sobre uma das maiores riquezas estratégicas do planeta — e ainda explora muito pouco desse potencial. Os chamados metais críticos de terras raras, essenciais para tecnologias modernas, colocaram o país no centro de uma disputa global envolvendo potências como Estados Unidos e China.

Segundo dados recentes do Serviço Geológico, o Brasil possui cerca de 21 milhões de toneladas de terras raras, o equivalente a 23% das reservas mundiais, ficando atrás apenas da China. 



Onde estão e quantas áreas podem ser exploradas

As reservas brasileiras estão distribuídas em pelo menos 5 grandes áreas estratégicas, concentradas principalmente nos estados de:

- Minas Gerais

- Goiás

- Amazonas

- Bahia

- Sergipe 


Além dessas, há ocorrências relevantes também em regiões como Rio de Janeiro e São Paulo, ampliando o mapa mineral do país. 

Especialistas destacam polos importantes como Poços de Caldas (MG), Araxá (MG), Catalão (GO) e áreas da Amazônia, que podem transformar o Brasil em protagonista global no setor. 



O que dizem pesquisadores e especialistas

Para a pesquisadora Elaine Cristina Silva dos Santos, ligada a estudos internacionais sobre o tema, o interesse global no Brasil é crescente:

“A dependência mundial da China torna o acesso a reservas alternativas, como as brasileiras, ainda mais relevante.” 


Já especialistas do setor mineral apontam que o Brasil tem potencial inevitável de liderança:

“O protagonismo do Brasil na produção de terras raras é inevitável.” 

Por outro lado, há um alerta importante: o país ainda não domina a tecnologia de refino, etapa que gera maior valor econômico.



O que isso representa para a economia brasileira

As terras raras são consideradas o “novo petróleo” do século XXI. Elas são indispensáveis para:

- Carros elétricos

- Energia eólica

- Smartphones e chips

- Equipamentos militares e aeroespaciais


Hoje, o Brasil tem uma contradição: grande reserva, mas baixa produção — cerca de apenas 1% da oferta mundial. 

Isso significa que o país ainda exporta matéria-prima barata e importa tecnologia cara, perdendo bilhões em valor agregado.


Especialistas alertam que, se houver investimento em tecnologia e indústria, o impacto pode ser gigantesco:

- Geração de empregos qualificados

- Atração de investimentos internacionais

- Fortalecimento da indústria nacional

- Soberania tecnológica



Uma oportunidade histórica — ou risco estratégico

O cenário internacional pressiona o Brasil a agir. Com a China dominando até 90% do processamento global, países buscam alternativas — e o Brasil aparece como peça-chave. 

Mas o desafio é claro:

➡️ Ou o país desenvolve sua cadeia produtiva

➡️ Ou continuará apenas exportando riqueza bruta


As terras raras colocam o Brasil diante de uma encruzilhada histórica. Com vastas reservas distribuídas em diversas regiões e crescente interesse internacional, o país tem nas mãos uma oportunidade única de transformação econômica.

A decisão agora não é geológica — é política, tecnológica e estratégica.

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