sexta-feira, 6 de março de 2026

Alckmin anuncia saída de ministério e movimenta cenário eleitoral de 2026

Geraldo Alckmin uma personalidade com forte presença na politica nacional e de grande respeito junto ao eleitor no Estado de São Paulo. Foto de reprodução - G1

Por Marcos Vinicius, Redação Jornal O Folhão

Articulação Política: O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, confirmou nesta quinta-feira (5) que deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços no início de abril. A decisão foi anunciada durante uma coletiva de imprensa, em que o vice-presidente citou a necessidade de cumprir os prazos legais de desincompatibilização para quem pretende disputar eleições.

“A data da lei de desincompatibilização é até o dia 4 de abril”, afirmou Alckmin, ao comentar o calendário eleitoral e a possibilidade de concorrer em 2026. Apesar de confirmar que pretende participar do pleito, o vice-presidente não detalhou qual cargo disputará.

Alckmin também fez questão de esclarecer que continuará exercendo a função de vice-presidente ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva até o final do mandato. “A vice-presidência não exige desincompatibilização, apenas o ministério”, explicou.


Cenário político em movimento

A saída de Alckmin do ministério ocorre em um momento de intensa movimentação no cenário político nacional. Pesquisas eleitorais recentes indicam uma consolidação da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República e apontam para uma disputa mais apertada em um eventual segundo turno contra Lula.

Diante desse cenário, estrategistas ligados ao Palácio do Planalto avaliam diferentes composições para fortalecer a base eleitoral do governo, especialmente no estado de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.

Entre as possibilidades discutidas nos bastidores está a candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao governo paulista. A aposta seria reduzir a vantagem do atual governador, Tarcísio de Freitas, considerado favorito em uma eventual disputa.

Nesse contexto, Alckmin aparece como uma alternativa estratégica, podendo disputar o governo de São Paulo ou uma vaga no Senado.


Repercussão entre eleitores

A possível mudança de posição de Alckmin na política nacional já gera debate entre eleitores e analistas.

Para o comerciante Carlos Andrade, morador da zona norte de São Paulo, a decisão pode influenciar o equilíbrio da disputa no estado.
“Alckmin é um político muito conhecido em São Paulo. Se ele disputar algum cargo aqui, certamente vai mexer no cenário eleitoral”, avalia.

Já a professora de história Mariana Lopes acredita que a saída do ministério demonstra planejamento político.
“Isso mostra que as articulações para a próxima eleição já estão acontecendo. A desincompatibilização é uma etapa normal para quem pretende concorrer”, afirma.

O motorista de aplicativo Rafael Mendes também vê a movimentação como parte do jogo político.
“Cada partido está tentando se organizar para a eleição. O eleitor vai observar quem realmente tem propostas para o país”, disse.


Próximos passos

Nos bastidores de Brasília, a expectativa é que as definições sobre a posição de Alckmin nas eleições ocorram apenas nos próximos meses, após novas rodadas de pesquisas e negociações partidárias.

Enquanto isso, o vice-presidente segue exercendo suas funções no governo federal e preparando a transição no ministério que atualmente comanda. Para analistas políticos, a decisão de Alckmin poderá ter impacto direto nas estratégias eleitorais tanto em São Paulo quanto na disputa presidencial.

..................



quarta-feira, 4 de março de 2026

Rota Fixa: O aplicativo de mobilidade que cresce no Brasil



Por Marcos Vinicius 

Mobilidade: Lançado com o objetivo de oferecer uma alternativa ao transporte por app tradicional, o Rota Fixa tem conquistado espaço no mercado de mobilidade urbana no Brasil. A proposta central da plataforma é combinar segurança, economia e opções variadas de deslocamento para passageiros e oportunidades sólidas para motoristas parceiros. 


O que é e para quem serve

O Rota Fixa se apresenta como um aplicativo de transporte semelhante às plataformas de corrida já conhecidas, mas com foco em:

Diversas categorias de veículos — desde opções econômicas até serviços mais confortáveis. 

Motoristas parceiros qualificados, com processos de seleção e treinamento para melhorar a experiência do usuário. 

Versões para passageiros e motoristas, com interfaces separadas que atendem às necessidades de cada tipo de usuário. 

Além do transporte de passageiros, o aplicativo também tem divulgado opções de entrega de encomendas e serviços corporativos, ampliando seu portfólio de soluções de mobilidade. 


Atualizações recentes e crescimento

Segundo informações das lojas oficiais de aplicativos, a versão mais recente do Rota Fixa foi atualizada em fevereiro/março de 2026, mostrando que os desenvolvedores continuam ativos na manutenção e evolução da plataforma. 


Entre os principais avanços divulgados estão:

Melhoria na estabilidade e desempenho do app, para reduzir falhas durante solicitações de corrida. 

Ajustes na interface para facilitar o uso, tornando a navegação mais intuitiva tanto para passageiros quanto para motoristas. 

Promoções e programas de incentivo, com sorteios e brindes para usuários ativos e indicações. 



Adaptação ao mercado competitivo

O setor de mobilidade por aplicativo segue muito competitivo no Brasil, com grandes nomes dominando o mercado. O Rota Fixa busca se diferenciar oferecendo tarifas mais acessíveis e taxas menores para motoristas, o que pode resultar em viagens com custo mais baixo para o usuário final. 

Além disso, a estratégia inclui destaque em aspectos de segurança, transparência e responsabilidade social, que são valores centrais da marca desde sua criação. 


Expectativas para o futuro

Para os próximos meses, especialistas em mobilidade urbana observam que o Rota Fixa pode continuar expandindo:

Parcerias com mais cidades e regiões fora dos polos principais.

Novas funcionalidades no app, como melhores rotas baseadas em mapas e preferências do usuário.

Crescimento da base de motoristas e usuários, especialmente com iniciativas de incentivos e promoções contínuas.

A evolução da plataforma sinaliza uma aposta firme no modelo de transporte por aplicativo brasileiro, competindo de forma diferenciada com foco na acessibilidade e qualidade.

................

Divulgação:



Banqueiro é preso por ordem do STF e caso respinga no núcleo político da direita

Daniel Vocaro, dono do banco Master. Foto de reprodução ICL Notícias 

Por Marcelo Procópio 

Banco Master: A nova prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), acendeu um alerta no meio político e financeiro. A medida ocorre dentro de investigação conduzida pela Polícia Federal, que apura suspeitas de crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro, corrupção e possível obstrução de Justiça.

Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, a operação identifica a existência de núcleos organizados com atuação estruturada, incluindo monitoramento de adversários e pressão sobre jornalistas.



Doações eleitorais colocam política no centro do debate

Registros oficiais da Justiça Eleitoral mostram que empresários ligados ao grupo investigado realizaram doações eleitorais relevantes em pleitos recentes, incluindo campanhas do ex-presidente Jair Bolsonaro e do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas.

As doações declaradas são legais quando feitas dentro das normas do Tribunal Superior Eleitoral. Contudo, especialistas em direito eleitoral alertam: se houver comprovação de que recursos investigados têm origem ilícita, o caso pode ganhar contornos mais graves e atingir o campo eleitoral.

Até o momento, não existe decisão judicial que aponte irregularidade nas campanhas citadas, nem denúncia formal que responsabilize diretamente os candidatos.



Investigação amplia pressão sobre aliados políticos

A apuração da PF também examina possíveis conexões institucionais e influência política. Embora não haja comprovação de ilegalidade por parte de agentes públicos, o fato de empresários investigados manterem relações com figuras centrais da direita nacional amplia a repercussão do caso.

Nos bastidores de Brasília, o clima é de cautela.



Voz das ruas

A equipe do Folhão ouviu moradores em São Gonçalo.

Quando empresário grande aparece preso e tinha ligação com político, o povo desconfia. A gente quer transparência”, disse o motorista João Batista, 48 anos.

Já a universitária Camila Ferreira, 22, ponderou: “Doação legal não é crime. Mas se tiver algo errado, precisa investigar até o fim.”

Para o aposentado Marcos Antônio, 63, o problema é estrutural: “No Brasil sempre tem empresário forte perto do poder. O difícil é separar amizade política de interesse.”



O que pode vir pela frente

Juristas apontam que, caso surjam provas de irregularidades eleitorais, podem ocorrer:

Quebra de sigilos adicionais;

Abertura de investigação eleitoral específica;

Análise de eventual caixa dois, se houver indícios formais;

Desdobramentos criminais autônomos.

Por ora, o processo segue sob sigilo parcial. A defesa de Vorcaro nega irregularidades. Não houve manifestação pública do ex-presidente Bolsonaro relacionando seu nome às investigações.



Análise do Folhão

O caso evidencia como o financiamento privado de campanhas continua sendo um ponto sensível da política nacional. A prisão de um grande empresário com histórico de participação no cenário político inevitavelmente gera questionamentos — ainda que a responsabilização jurídica dependa de provas concretas.

O desdobramento da investigação poderá definir se o caso permanecerá restrito ao campo empresarial ou se alcançará dimensão política mais ampla.

..................



terça-feira, 3 de março de 2026

Fraude Bilionária no INSS: CPMI expõe esquema, tensão política cresce e governo garante devolução aos aposentados

Senador Carlos Viana (Podemos -MG) vem sendo acusado de blindar colaboradores e apoiadores de Bolsonaro nas apurações da CPMI das Fraudes das Instituições Contra os Segurados do INSS. Foto de reprodução - O Fator.


Por Marcelo Procópio | Jornal O Folhão 

Congresso Nacional: A investigação sobre descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tornou-se um dos maiores escândalos financeiros dos últimos anos no Brasil. A chamada CPMI do INSS — popularmente conhecida como “CPMI dos Aposentados” — apura um esquema que pode ter movimentado bilhões de reais por meio de cobranças não autorizadas feitas por associações que não prestavam os serviços prometidos.

No centro da condução dos trabalhos está o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da comissão, que tem enfrentado forte embate político à medida que a investigação avança.


O esquema sob investigação

Segundo os dados já apresentados à comissão, milhares de aposentados sofreram descontos automáticos vinculados a supostos convênios com entidades associativas. Muitos afirmam nunca ter autorizado filiação ou contratação de qualquer serviço.

As apurações indicam que o esquema ganhou força entre 2019 e 2022, período que coincide com o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação examina falhas de fiscalização, omissões administrativas e possíveis conexões políticas que permitiram a expansão do modelo.

Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que o volume estimado e a padronização operacional indicam que não se trata de casos isolados, mas de um sistema estruturado.


Garantia de devolução aos aposentados

Um ponto central que precisa ser destacado é a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de determinar que os valores descontados irregularmente sejam devolvidos aos aposentados mesmo antes da conclusão definitiva do julgamento do mérito.

A medida foi interpretada como uma ação emergencial para evitar que idosos e pensionistas continuem arcando com prejuízos enquanto o processo de responsabilização segue seu curso legal.

A professora de Direito Previdenciário Helena Martins avalia:

“A devolução imediata é uma resposta administrativa de proteção social. A investigação criminal e política continua, mas o beneficiário não pode esperar anos para ser ressarcido.”

Essa decisão reforça que a prioridade institucional é proteger os aposentados, independentemente da disputa política.


Responsabilidade política e narrativa pública

Os elementos apresentados até o momento indicam que o esquema não foi iniciado no atual governo. Ao contrário, a investigação ganhou impulso na atual legislatura, com autorização para aprofundamento de dados e cooperação com órgãos de controle.

É importante destacar que não há, até o momento, indícios de que o presidente Lula ou sua equipe tenham provocado ou criado o esquema. A apuração aponta para um modelo que se expandiu durante a gestão anterior.

Parlamentares da direita, contudo, têm reagido quando as investigações atingem colaboradores ou nomes ligados ao período do governo Bolsonaro. Há tentativas de desqualificar requerimentos e reduzir o alcance das quebras de sigilo quando os investigados possuem vínculos com a antiga administração.

Para o cientista político Ricardo Menezes:

“Blindagens políticas enfraquecem a credibilidade da investigação. Se não houver transparência total, a CPMI corre o risco de ser vista como instrumento seletivo.”


A opinião dos cidadãos

Nas ruas, o sentimento é direto e pragmático.

A aposentada Maria de Lourdes, 72 anos, resume:

Não quero saber de partido. Quero meu dinheiro de volta.”

Já o motorista Paulo Sérgio, 51 anos, acrescenta:

“Se começou lá atrás, tem que investigar lá atrás. Mas quem está agora fez certo em mandar devolver.”

O consenso popular é que a disputa ideológica não pode se sobrepor à reparação financeira e à responsabilização institucional. 


Condução da CPMI sob pressão

Além do mérito da investigação, a presidência da comissão também foi alvo de questionamentos procedimentais envolvendo votações recentes. Aliados do governo pediram revisão de atos que consideram irregulares. O episódio adiciona tensão política, mas não altera o eixo principal da investigação.


O que está em jogo

O caso vai além da disputa entre esquerda e direita. Trata-se da proteção de milhões de aposentados que dependem integralmente do benefício previdenciário para sobreviver.

A decisão do governo federal de assegurar a devolução dos valores antes mesmo da conclusão final da investigação estabelece um marco importante: a prioridade é o cidadão lesado.

Agora, o país aguarda o relatório final da CPMI para saber:

  • Quem estruturou o esquema;
  • Quem se beneficiou;
  • Quem deixou de fiscalizar;
  • E quais medidas estruturais serão adotadas para impedir que fraudes semelhantes voltem a ocorrer.

A credibilidade das instituições está em julgamento. E, acima de tudo, está em jogo a confiança dos aposentados brasileiros no sistema que deveria protegê-los.

..............

Divulgação:



Operação da Polícia Civil mira fraude milionária no sistema Jaé no Rio

Polícia Civil faz operação para repreender fraudes contra o cartão Jaé no Rio de Janeiro. Foto de reprodução - Notícias R7

Por Cleide Gama| Redação Jornal O Folhão 

Rio de Janeiro: Uma operação deflagrada nesta terça-feira (3) pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro colocou no centro das investigações um esquema de fraudes no sistema de bilhetagem eletrônica Jaé, utilizado no transporte público do município do Rio de Janeiro.

De acordo com as autoridades, a ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de manipular o cadastramento de cartões de gratuidade, especialmente os destinados a idosos. A investigação aponta que o grupo utilizava documentos falsificados e imagens geradas por inteligência artificial para validar indevidamente os cadastros no sistema.



Como funcionava o esquema

Segundo a apuração policial, os criminosos inseriam dados falsos no sistema para liberar cartões de gratuidade. Após a validação fraudulenta, os cartões eram utilizados por terceiros que não tinham direito ao benefício. Em alguns casos, há indícios de inconsistência biométrica, o que levantou suspeitas e levou ao aprofundamento das investigações.

Outro ponto sensível revelado é a possível participação de pessoas com acesso interno ao sistema, que teriam facilitado a aprovação dos cadastros irregulares. A polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.



Prejuízo e enquadramento criminal

O prejuízo estimado até o momento ultrapassa R$ 60 mil, valor que pode aumentar conforme novas irregularidades sejam identificadas. Os investigados poderão responder por estelionato majorado e associação criminosa.

Especialistas em segurança digital destacam que o uso de inteligência artificial em fraudes tem se tornado um desafio crescente para o poder público e empresas de tecnologia, exigindo investimentos constantes em sistemas de verificação biométrica e auditorias mais rigorosas.



Impacto social

O caso reacende o debate sobre a vulnerabilidade de sistemas públicos e o impacto direto dessas fraudes na coletividade. Recursos desviados comprometem o equilíbrio financeiro do transporte público e afetam diretamente usuários que dependem do serviço diariamente.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que novas fases da operação não estão descartadas.

O jornal O Folhão seguirá acompanhando o caso e trará atualizações assim que houver novos desdobramentos.

..................

Divulgação:



segunda-feira, 2 de março de 2026

Escalada de Conflitos no Oriente Médio Aumenta Tensão Internacional


Por Marcos Vinicius| Redação O Folhão

Conflitos: A recente intensificação dos confrontos no Oriente Médio voltou a colocar a região sob os holofotes da comunidade internacional. Nas últimas semanas, uma série de ataques e respostas militares entre Irã, Israel e forças apoiadas pelos Estados Unidos elevou os níveis de tensão e reacendeu temores de um conflito mais amplo.

Especialistas em geopolítica apontam que o atual cenário é resultado de um acúmulo de fatores regionais e globais. Dra. Marina Alves, pesquisadora em relações internacionais, observa que “as alianças militares e os interesses estratégicos estão interligados, tornando qualquer escalada local potencialmente mais ampla. Cada ação militar desencadeia uma reação que pode ser difícil de controlar”.

Segundo dados divulgados por organizações internacionais, civis em áreas de fronteira têm sido os mais afetados até o momento, com comunidades enfrentando deslocamentos e interrupções de serviços essenciais. Em resposta aos recentes eventos, várias autoridades estrangeiras emitiram alertas de viagem e recomendaram cautela a seus cidadãos.

O professor Evandro Brasil, que, também, é um profundo estudioso em política internacional, afirma que “o mundo vive um momento de fragilidade das instituições multilaterais. A falta de canais de diálogo políticos efetivos entre os principais atores incentiva respostas militares como forma de afirmação de poder, em vez de soluções diplomáticas”.

Para o professor Brasil, é fundamental que a comunidade global priorize negociações mediadas por organismos como a Organização das Nações Unidas. “Sem um comprometimento sério com o diálogo, aumentam as chances de erro de cálculo e expansão do conflito, com consequências humanitárias profundas e impactos econômicos globais”.

Analistas também destacam que a escalada está repercutindo nos mercados internacionais, especialmente no setor energético, devido ao papel estratégico da região na produção de petróleo e gás natural. A influência desses acontecimentos nos preços de combustíveis e matérias-primas já é observada em várias partes do mundo.

Organizações de direitos humanos têm exortado todas as partes envolvidas a proteger a população civil e a respeitar o direito internacional humanitário. Enquanto isso, governos e lideranças globais buscam caminhos para reduzir a tensão, sem, no entanto, anunciar soluções concretas até o momento.

À medida que a situação se desenvolve, especialistas concordam que a estabilidade no Oriente Médio continua sendo um dos temas mais sensíveis e fundamentais na política externa de várias nações, exigindo atenção constante da imprensa, dos governos e da sociedade civil.

........................

Divulgação:



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Fim da Jornada 6x1 está próximo de se tornar uma realidade

Por Agência Senado

Senado Federal: A redução da carga horária de trabalho deve ser prioridade do Congresso em 2026, de acordo com senadores governistas e a Presidência da República. Pronta para ser votada no Plenário do Senado, uma proposta de emenda à Constituição aumenta de um para dois dias o descanso mínimo semanal — preferencialmente aos sábados e domingos. E diminui de 44 para 36 horas o tempo máximo de trabalho semanal, sem contar horas extras.

De acordo com a PEC 148/2015, o fim da chamada escala 6x1 ocorrerá de forma gradual. No ano de publicação do texto, as regras atuais se manterão. Já no ano seguinte, o número de descansos semanais passará de um dia, como é hoje, para dois dias na semana e a jornada começará a ser reduzida. Apenas seis anos depois os novos direitos estarão plenamente instituídos.  

A PEC foi aprovada em 10 de dezembro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com relatório do senador Rogério Carvalho (PT-SE). Antes de ser promulgado e passar a valer, o texto ainda precisa passar por duas votações no Plenário do Senado e mais duas no da Câmara, com o voto favorável de pelo menos 49 senadores e 308 deputados.    

Mas ainda não há definição clara sobre a proposta que vai a votação. Segundo o próprio relator, que é líder do governo no Senado, o Palácio do Planalto deve enviar um novo projeto de lei em regime de urgência constitucional para acelerar a tramitação. 

Na abertura dos trabalhos legislativos na segunda-feira (2), Rogério Carvalho defendeu a redução da jornada, que deverá beneficiar milhões de pessoas.

— É o projeto que mais vai mexer com a vida dos brasileiros. Serão 38 milhões de trabalhadores [contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho — CLT] beneficiados. Sem contar os 120 milhões de brasileiros que, de alguma forma, terão ganho com a redução da jornada — disse.


Pesquisa

Os contratados pela CLT a serem beneficiados representam 37% das pessoas que declararam ter alguma ocupação em 2024, segundo uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) citada na justificativa do relatório aprovado na CCJ.

Também terão direito à redução da jornada: servidores públicos; empregadas domésticas; trabalhadores de portos e outros trabalhadores avulsos.

Contratados como pessoas jurídicas não terão o direito à nova jornada. No entanto, tanto esses como os trabalhadores informais terão a vantagem de um novo padrão no mercado de trabalho para se espelhar, segundo o relatório.



Mesmo salário

Os empregadores não poderão reduzir a remuneração do trabalhador como forma de compensar o novo tempo de descanso.

Mesmo após a transição, será mantido o limite de oito horas por dia, na jornada normal. No entanto, futuros acordos trabalhistas poderão alterar o tempo de trabalho para ajustá-los ao teto final de 36 horas semanais. O expediente poderia ser, por exemplo: oito horas de segunda-feira à quinta-feira, e quatro horas, na sexta-feira; sete horas e 12 minutos de segunda-feira à sexta-feira, entre outras alternativas.

A PEC mantém a possibilidade de compensar horários e reduzir as jornadas por meio de acordos de trabalho, como a Constituição já prevê.



Impacto financeiro

No dia da aprovação do texto na CCJ, o senador Izalci Lucas (PL-DF) afirmou em Plenário que a medida poderá ter efeitos negativos na economia que, para ele, ainda não foram considerados.

— O que custa isso? Quem é que paga essa conta? Acho que essas pessoas não fazem conta, acham que o dinheiro só cai do céu. Eu fico imaginando as pequenas empresas, que têm um, dois funcionários.


Fonte: Agência Senado

...................

Divulgação:



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

STF condena por unanimidade os responsáveis pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes

Marielle Franco era vereadora do PSOL e foi covardemente assassinada junto com seu motorista Anderson Gomes em março de 2018.

Por Marcelo Procópio| Jornal O Folhão 

Brasília, 25 de fevereiro de 2026 – A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou por unanimidade, nesta quarta-feira (25), os cinco acusados de planejar e ordenar o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, crime ocorrido em 14 de março de 2018 no centro do Rio de Janeiro.

O julgamento foi concluído com os votos dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, que seguiram integralmente o voto do relator da ação penal, ministro Alexandre de Moraes.



Quem foram os condenados

Os cinco réus foram considerados culpados por envolvimento no planejamento e ordenação do ataque que vitimou Marielle e Anderson, além de tentativa de homicídio contra a assessora da vereadora, Fernanda Chaves, que sobreviveu ao atentado:


Principais condenados

  • Domingos Inácio Brazão – conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ)
  • João Francisco Inácio “Chiquinho” Brazão – ex-deputado federal
    Ambos foram condenados a 76 anos e 3 meses de prisão por organização criminosa, duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio.


Demais réus

  • Ronald Paulo Alves Pereira – ex-policial militar, condenado por duplo homicídio qualificado, organização criminosa e tentativa de homicídio, com pena de 56 anos de prisão, segundo a acusação oficial.
  • Robson Calixto Fonseca – ex-assessor e policial reformado, condenado por participação em organização criminosa armada; sua pena inclui anos de reclusão por esse crime.
  • Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior – ex-delegado da Polícia Civil do Rio, condenado por obstrução à Justiça e corrupção passiva, após constatação de interferência nas investigações.

Somente Barbosa foi absolvido da acusação direta de homicídio, mas foi responsabilizado por crimes relacionados à investigação.


Como o crime ocorreu

Em 14 de março de 2018, Marielle Franco, então vereadora pelo PSOL e ativista dos direitos humanos, foi executada a tiros no centro do Rio de Janeiro enquanto viajava com seu motorista, Anderson Gomes. Os disparos foram feitos por um grupo que foi identificado em investigações posteriores como milícia ligada a interesses políticos e imobiliários na cidade.

O assassinato chocou o Brasil e o mundo, devido ao perfil da vereadora — mulher negra, lésbica e crítica frequente às práticas de milícias e abuso policial — e ao simbolismo de sua atuação política.


Provas e delações premiadas

Boa parte das informações que sustentaram a acusação veio de delações premiadas de executores do crime, como o ex-policial Ronnie Lessa, que confessou ter disparado os tiros, e de outros envolvidos que detalharam ligações entre os mandantes e a execução do atentado.

Segundo os ministros, os réus agiram para manter interesses econômicos e políticos em áreas de atuação de milícias no Rio, tendo como alvo a atuação de Marielle contra essas práticas.


Repercussão e efeitos jurídicos

A condenação por unanimidade no STF representa um marco importante quase oito anos depois do crime, colocando fim à fase judicial que faltava definir os mandantes. Representantes de direitos humanos, como a família de Marielle e organizações civis, consideraram a decisão histórica para a Justiça no Brasil.

Especialistas em segurança pública destacam que o caso expôs laços entre crime organizado, milícias e política no Rio de Janeiro, e pode impulsionar políticas mais rígidas contra a impunidade e a violência política que atingem especialmente defensores de direitos humanos no país.



O que vem a seguir

Os condenados podem recorrer da decisão em instâncias superiores, mas a sentença unânime da Primeira Turma do STF reforça a posição da Corte sobre a gravidade do crime e a necessidade de responsabilização de seus mandantes e apoiadores.

....................

Divulgação 




Duque de Caxias inicia Censo Rural com a UFRJ para fortalecer a agricultura familiar

Produtos expostos na feira popular da agricultura familiar

Por Cleide Gama| Jornal O Folhão 

Agricultura: A Secretaria Municipal de Obras e Agricultura de Duque de Caxias anunciou que, a partir do dia 2 de março de 2026, será iniciado o Censo Rural em parceria com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRJ). A ação, que não terá nenhum custo para os produtores rurais, tem como objetivo mapear a produção local, identificar as necessidades das comunidades agrícolas e orientar políticas públicas que promovam o fortalecimento da agricultura familiar no município.

O trabalho de campo inclui visitas a propriedades rurais das áreas de Xerém e outras localidades periurbanas, onde há forte tradição de agricultura urbana e periurbana — práticas que a UFRJ já acompanha em projetos de extensão e pesquisa voltados à segurança alimentar e à inclusão social na região. 



Contexto da agricultura em Duque de Caxias

Embora Duque de Caxias seja um dos grandes polos industriais da Baixada Fluminense e tenha cerca de 808 mil habitantes, a agricultura ainda desempenha papel importante na economia local, principalmente em áreas rurais e periurbanas. Relatórios oficiais apontam que existem mais de 388 estabelecimentos agropecuários distribuídos em cerca de 5.557 hectares, nos quais estão envolvidos mais de 1.157 trabalhadores rurais, muitos deles em regime familiar. 

Historicamente, a produção agrícola da região inclui culturas como banana, aipim, cana-de-açúcar, hortaliças e frutas tropicais, além de atividades de piscicultura que vêm ganhando espaço nos últimos anos — com potencial de crescimento, segundo dados estaduais. 

A cidade também é sede de iniciativas voltadas ao escoamento da produção familiar, como a Feira Popular da Agricultura Familiar, onde agricultores vendem produtos diretamente ao público, fortalecendo o mercado local e promovendo segurança alimentar e nutricional, além de renda para pequenos produtores. 



O que se espera do Censo Rural

O Censo vai além da simples contagem de propriedades: pretende mapear as principais cadeias produtivas em Duque de Caxias, as condições de infraestrutura (como acesso à água, máquinas e assistência técnica) e as demandas dos produtores para acessar linhas de crédito, certificações e programas como o PRONAF, que viabiliza financiamento rural com juros menores. 

Segundo a organização do Censo, os dados coletados serão essenciais para planejar programas de capacitação, comercialização e inclusão produtiva de agricultores familiares em mercados mais amplos, bem como para subsidiar políticas públicas municipal e estadual.



Opiniões e reações

Evandro Brasil, empreendedor,  comentarista de políticas públicas e Conselheiro de Segurança Alimentar em Duque de Caxias, destacou que “este Censo é uma oportunidade histórica para a agricultura familiar de Duque de Caxias sair do invisível. Conhecer quem produz, quanto produz e quais são as dificuldades é o primeiro passo para criar políticas que de fato gerem renda e sustentabilidade para nossas famílias do campo.”

Já Sidney Campos Neves, presidente do Consea - DC, ressaltou a importância técnica da parceria: “A integração entre a prefeitura e a UFRJ, é uma luta antiga do nosso conselho, trará credibilidade científica ao Censo e permitirá que os resultados sirvam não apenas para ações locais, mas como referência para outras cidades da Baixada Fluminense que enfrentam desafios semelhantes na agricultura periurbana.”

Produtores locais veem a iniciativa com expectativa positiva. Maria Aparecida, agricultora de Xerém, afirma: “Sempre tivemos dificuldade para acessar apoio técnico e mercados maiores. Se o Censo nos der uma voz oficial, acho que poderemos melhorar nossa produção e vender mais.” Outro agricultor, João Pereira, acrescentou que “identificar nossas necessidades pode trazer máquinas, assistência técnica e maior acesso a crédito — isso faz a diferença na sobrevivência de quem vive da terra.”



O que vem pela frente

O Censo Rural deve percorrer centenas de propriedades nos próximos meses, com previsão de conclusão ainda em 2026. O resultado será divulgado em relatório público e apresentado em audiências com agricultores, técnicos da UFRJ, representantes municipais e entidades de apoio à agricultura familiar.

A expectativa é que, com um diagnóstico claro da realidade rural caxiense, o município possa desenvolver programas mais eficazes de inclusão produtiva, fortalecer cadeias de valor locais e ampliar o papel da agricultura familiar na economia e segurança alimentar de Duque de Caxias.

...................

Divulgação:




segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Divisões no “Bolsonarismo”: Família e aliados em choque enquanto eleição de 2026 se aproxima

Jair Bolsonaro está preso na Papudinha. Ele foi julgado e condenado a 27 anos de prisão. Seu filho Flávio anunciou que vai disputar as eleições para dar continuidade ao trabalho de seu pai. Foto de reprodução - Gazeta do Povo.


Por Marcos Vinicius| Redação Jornal O Folhão 

Brasília – O que era esperado ser a convergência de um núcleo político para as eleições de 2026 transformou-se em uma sequência de atritos internos entre integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados próximos, abrindo fissuras que reacendem debates sobre liderança, estratégia e lealdade dentro do bolsonarismo.


Crise aberta por Michelle Bolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), figura tradicionalmente associada ao núcleo familiar e à base bolsonarista, tomou nos últimos meses uma postura que expõe tensões claras com membros do próprio clã. Decidiu não participar ativamente da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o principal nome hoje associado ao legado político de Bolsonaro para 2026, comunicando sua decisão mesmo após diálogo com o ex-presidente. 

Esse distanciamento foi interpretado por aliados de Flávio e por aliados do bolsonarismo tradicional como um sinal de divisão estratégica. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, chegou a criticar tanto Michelle quanto o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) por não apoiarem com afinco a candidatura presidencial do senador, chegando a dizer que ambos tinham “amnésia” em relação à campanha. 

Por sua vez, Nikolas rebateu as críticas e negou que ele ou Michelle estivessem com “amnésia”, defendendo o posicionamento deles e destacando a necessidade de priorizar questões maiores, como o estado de saúde de Jair Bolsonaro e a situação nacional sob o governo Lula. 



Reações da família e disputa por espaço

A reação dos filhos de Bolsonaro não se limitou a críticas verbais. Em episódios anteriores, Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro — três dos filhos mais politicamente ativos — se colocaram contrários a posicionamentos públicos de Michelle, especialmente quando ela teceu críticas a alianças consideradas estratégicas pelo PL. Isso gerou reuniões internas de emergência no partido e debates acalorados sobre a direção da agenda eleitoral. 

Em um dos episódios mais emblemáticos, Michelle bateu de frente com a movimentação do PL em apoio ao ex-governador Ciro Gomes em um Estado do Nordeste, o que desencadeou uma reação imediata dos filhos e de setores partidários que defendiam a estratégia. 

Embora Flávio tenha buscado minimizar certas críticas e afirmado que não cobraria apoio, a situação evidencia que há mais do que um simples “descompasso”: existe uma ativa disputa por narrativa e protagonismo dentro do movimento bolsonarista, potencialmente agravada pela ausência física do líder máximo — Bolsonaro está atualmente preso na Papudinha (Brasília) após condenação por tentativa de golpe à democracia. 



Contexto eleitoral e forças externas ao clã

Especialistas em política destacam que essa fragmentação vai além de conflitos familiares. Com a eleição presidencial de 2026 se aproximando e a contra-hegemonia ao governo do Luiz Inácio Lula da Silva, aliados históricos e ex-bolsonaristas vêm recalibrando suas posições. Alguns militantes conservadores, que antes se alinhavam fielmente à família, agora criticam a incapacidade de formar alianças mais amplas ou de manter unidade em torno de um projeto político consistente.

Além disso, membros que já integraram estruturas de apoio ao bolsonarismo — como o ex-aliado e deputado Alexandre Frota ou a ex-deputada Joice Hasselmann, que denunciaram práticas como as chamadas “milícias digitais” durante o governo — têm ressaltado que a fragmentação atual é reflexo de uma ausência de liderança clara e de um grupo que falha em conciliar interesses pessoais com objetivos coletivos. 



E as acusações que cercam Flávio Bolsonaro?

Não se pode dissociar as tensões internas do pano de fundo judicial que acompanha a família. O senador Flávio Bolsonaro tem sido historicamente ligado ao caso conhecido como “rachadinha” — um esquema investigado pelo Ministério Público e pela Justiça que envolvia supostas irregularidades na devolução de parte do salário de assessores ao então parlamentar quando este era deputado estadual no Rio de Janeiro. Movimentações financeiras atípicas e outras operações levantadas pelo conselho fiscalizador levantaram suspeitas de lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa, e culminaram em investigações e denúncias no tribunal do Rio. 

Embora algumas decisões judiciais tenham anulado provas ou questionado a condução do caso, o episódio permanece como um elemento que acompanha a carreira política de Flávio e é frequentemente utilizado por críticos para questionar sua integridade e aptidão para liderar um projeto nacional. 

O bolsonarismo, enquanto movimento político, demonstra hoje um mosaico de vozes muitas vezes dissonantes. A disputa interna entre Michelle Bolsonaro e membros diretos da família, as críticas de Eduardo Bolsonaro a aliados que divergem de sua estratégia, e o debate mais amplo entre ex-bolsonaristas e apoiadores históricos revelam uma crise de coesão. Essa disputa, longe de ser apenas familiar, tem implicações diretas no fortalecimento ou fragilização de um bloco político que, até poucos anos atrás, parecia invencível no espectro conservador brasileiro.

,...................

Divulgação:



Guerra energética redesenha o poder global e pressiona economia mundial

Petroleiro em chamas no Estreito de Ormuz. Foto de reprodução - O Globo Por Marcos Vinicius | Redação Jornal O Folhão  Conflito:  A escalada...